Financer les oppositions démocratiques, c’est quoi le problème ?

Une partie de la critique de l’impérialisme s’intéresse aux financements des mouvements d’opposition à travers le monde. Différents auteurs, comme Ahmed Bensaada, ont ainsi pu montrer combien les États-Unis (mais aussi l’Union Européenne et, de façon plus générale, tous les partenaires « occidentaux ») ont financé, formé et aidé des groupes d’opposition lors des révolutions « de couleur », lors du Printemps arabe ou encore à Hong-Kong. Du reste, ce n’est ni un secret, ni une surprise : une connaissance travaillant pour une agence de l’ONU me confiait récemment que dans les cercles de l’aide internationale « tout le monde sait ça » mais que, à l’évidence, il faut bien que quelqu’un puisse aider les oppositions démocratiques…

Financer les oppositions démocratiques, c’est quoi le problème ?

C’est une vraie question, faut-il « aider » les oppositions « démocratiques » et, si oui, comment ? Le problème : toutes les révolutions financées par les USA et leurs alliés ont, d’une part, mené à encore plus de souffrances et ont, d’autre part, continué de satisfaire les intérêts occidentaux à travers différentes formes de néocolonialisme. Ces deux éléments suffisent à considérer ces financements comme des outils d’ingérence, au service des intérêts voraces de pouvoirs hégémoniques et non pas au service de la démocratie.

Toutefois, lorsqu’on a dit ça, nous ne sommes guère avancés. En effet, quels financements, aides ou formations seraient légitimes dans une perspective défendant les valeurs d’égalité ? Cet article entend mener une réflexion sur la souveraineté des peuples mais aussi leur solidarité.

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A repressão aos indígenas Mapuches na Argentina

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Bandeira Mapuche

14/08/17

No dia 1o de agosto, a Gendarmeria argentina, uma força de segurança com características federais, conteve um protesto em uma área ocupada por indígenas de etnia Mapuche, na província de Chubut, localizada na Patagônia. A manifestação era protagonizada por militantes que reclamavam direitos sobre a terra e pela libertação de seu líder, Facundo Jonas Huala, preso em junho e cuja extradição é demandada pelo Chile.

Em seguida à repressão policial, Santiago Maldonado, que estava presente no local como apoiador da causa, desapareceu. De acordo com os ativistas presentes, Maldonado foi levado pelos gendarmes e a ação policial foi marcada por violência excessiva. Entretanto, a Ministra de Segurança argentina, Patricia Bullrich, nega a responsabilidade da agência e declarou que não existem indícios de participação policial no desaparecimento.

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Os 50 anos da ASEAN e a visão do bloco para a integração asiática

Khmerasean

22/08/17

Fundada no ano de 1967, através da Declaração de Bangcoc, a Associação das Nações do Sudeste Asiático* (ASEAN) completa 50 anos, em meio a um histórico de êxito. O processo de integração do Sudeste Asiático, local de grande diversidade étnica e cultural, resultou em um cenário no qual 25% do comércio e dos investimentos estrangeiros na região são realizados através de fluxos intrabloco. A ASEAN é uma Área de Livre Comércio, contando com a eliminação ou redução de tarifas e impostos que incidem sobre as mercadorias provenientes dos países membros.

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China abrirá sua primeira base militar no exterior em Djibouti

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17/08/17

No dia 11 de julho de 2017, o Exército de Libertação Popular enviou oficialmente tropas militares para a abertura da primeira base naval da China no exterior. Situada em Djibouti, Estado localizado no Chifre da África, a instalação é chamada de Base de Suporte Logístico pelo Governo chinês. A localização geográfica de Djibouti é estratégica, pois oferece acesso ao Estreito Bab el-Mandeb, que conecta o Golfo de Áden ao Mar Vermelho. Por conta disso, seu território já possui bases militares de Japão, Estados Unidos e França.

Apesar do crescimento de 6,3% do PIB em 2016, as condições socioeconômicas de Djibouti ainda são precárias. Nota-se que, no mesmo ano, a taxa de desemprego atingiu 48% e estima-se que 23% da população djibutiana vive em situação de pobreza extrema. Por conta disso, os crescentes investimentos chineses no país são recebidos com entusiasmo.

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A cooperação australiana e norte-americana na vigilância mundial

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Vista aérea do Complexo Pine Gap

24/08/17

Novos documentos publicados em uma colaboração entre o site The Intercept e a Australian Broadcasting Corporation (ABC) oferecem uma perspectiva inédita a respeito da cooperação australiana e norte-americana na vigilância e geoposicionamento de alvos ao redor do globo. A investigação realizada aborda mais especificamente o complexo de segurança conhecido como Joint Defence Facility Pine Gap, construído na década de 1960, no interior do território australiano, objetivando principalmente o monitoramento da Rússia, Paquistão, Japão, Coreia do Norte, Coreia do Sul e Índia. Porém, com a dissipação da bipolaridade da Guerra Fria, o complexo Pine Gap assumiu novas funções.

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China and India: A Lesson in Conflict Resolution

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In a violent world, the two behemoths offer a welcome respite.

01/09/17

China and India just reminded the world – especially those who have seen the slaughter in the killing fields in the Middle East and Africa – that differences among people can be settled without firing a shot, without anyone getting killed. The dispute began when China started to pave a road in a Himalayan region at a plateau in Doklam, a territory China considers part of its land but India recognizes as part of the kingdom of Bhutan, its close ally. India sent its troops to stop China, and in turn China sent its troops to reinforce its claims.

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The Real News Network: Catalonia and Spain ‘Playing Chicken’ Ahead of Independence Vote