A cooperação Sul-Sul rumo aos 40 anos

2018 será um ano importante para o desenvolvimento de parcerias de cooperação Sul-Sul. Será celebrado os 40 anos da Conferência sobre Cooperação Técnica entre Países em Desenvolvimento de 1978 (BAPA+40), que contou com a participação de 138 Estados e resultou na adoção do Plano de Ação de Buenos Aires, que visava promover e implementar a cooperação para o desenvolvimento entre países do Sul global. Simbolicamente, trata-se do primeiro esforço coletivo de discussão e desenho de programas e projetos de cooperação técnica entre países em desenvolvimento.

Dois eventos já foram programados com a finalidade de congregar atores para pensarem o futuro das parcerias para o desenvolvimento: o Fórum de Alto Nível sobre Cooperação para o Desenvolvimento, em 2018; e a Segunda Conferência das Nações Unidas sobre Cooperação Sul-Sul, em 2019.

O último evento citado ocorrerá na Argentina, justamente no mesmo lugar onde foi assinado o Plano de Ação de Buenos Aires, em 1978. Ele será um marco para celebrar as conquistas alcançadas até o momento, dentre elas o papel do plano de ação para fortalecer a parceria entre as Nações Unidas e os países em desenvolvimento no contexto da Cooperação Sul-Sul.

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Com Trump em retirada, disparam as vendas da América Latina para China

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Publicado originalmente em 19/12/17

A China continua agigantando sua posição como grande parceiro econômico da América Latina e do Caribe. A chegada de Donald Trump à Casa Branca, um presidente abertamente contrário ao livre comércio e à multilateralidade que tem dominado o mundo nas últimas décadas, foi o empurrão definitivo para o avanço de Pequim. Mas os laços comerciais e de investimento estavam sendo tecidos havia mais de uma década. As últimas cifras apontam nessa direção: em 2017, as exportações da região ao gigante asiático dispararam 30%, segundo os dados divulgados nesta segunda-feira pelo Banco Interamericano de Desenvolvimento (BID). O crescimento das remessas para a China triplicou no último ano o das vendas aos Estados Unidos (10%)

“As compras da China na região foram as mais dinâmicas por estarem concentradas nos produtos básicos, que apresentaram uma forte tendência de alta”, reconhece Paolo Giordiano, economista principal de Comércio e Integração do BID e autor do relatório Estimativas das Tendências Comerciais da América Latina e do Caribe. Somente um terço do incremento das exportações latino-americanas se explica pelo maior volume: o resto tem a ver com o encarecimento dos produtos comercializados.

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“O protecionismo cria um efeito dominó que se sabe quando começa, mas não quando termina”

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Diplomata brasileiro diz que a mudança nos EUA atravancou as negociações da XI reunião da OMC. Para ele, esse não foi o único motivo para o seu fracasso

Publicado originalmente em 12/12/17

Aos 60 anos de idade, o brasileiro Roberto Azevêdo (Salvador, 1957) viveu o seu primeiro fracasso à frente da Organização Mundial do Comércio (OMC). Os 164 países integrantes da instituição saíram de mãos vazias de sua décima-primeira reunião de cúpula, realizada nesta semana em Buenos Aires, diferentemente do que ocorreu em anos anteriores com os acordos globais fechados em 2013 (Bali) e 2015 (Nairobi). Em entrevista a dois veículos de comunicação argentinos e ao EL PAÍS, Azevêdo atribui a ausência de consenso à postura intransigente de alguns países, entre eles os EUA. “Não foi só um país. É claro que a posição norte-americana mudou, e, quando um agente de peso, como os EUA, muda de posição, surge a necessidade de se reorganizar a discussão, e isso certamente não facilita as coisas”, admite Azevêdo, diplomaticamente.

Donald Trump chegou ao poder com um discurso protecionista que calou profundamente nas classes médias atingidas pela crise de 2008. Essa ameaça também rondou o encontro da OMC, mas Azevêdo acredita que os seus efeitos são mais retóricos do que práticos. “Depois de 2008, tivemos a adoção de medidas restritivas ao comércio que foram implementadas pelos países, mas de 2008 a 2017, menos de 5% do comércio mundial foi afetado por essas medidas. Nos anos 30 do século passado, dois terços do comércio mundial desapareceram em dois anos”, compara o diretor geral da OMC, fazendo uma referência ao crack de 1929.

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EUA se opõem formalmente ao status de economia de mercado para a China na OMC

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Publicado originalmente em 01/12/17

WASHINGTON (Reuters) – Os Estados Unidos disseram formalmente à Organização Mundial do Comércio (OMC) que se opõem a conceder à China o status de economia de mercado, uma posição que, se respeitada, não permitiria a Washington manter altos impostos antidumping sobre os bens chineses.

A declaração de oposição, divulgada na quinta-feira, foi apresentada como um relatório em apoio à União Europeia em uma disputa com a China.

A China está lutando com a UE para ser reconhecida como uma economia de mercado, uma designação que levaria a uma redução dramática dos impostos antidumping sobre os produtos chineses ao proibir o uso de comparações de preços com países terceiros.

Os EUA e a UE argumentam que o forte papel do Estado na economia chinesa, incluindo a concessão de subsídios desenfreados, significa que os preços internos são profundamente distorcidos e não são determinados pelo mercado.

Uma vitória da China na OMC enfraqueceria as defesas comerciais de muitos países contra uma inundação de produtos chineses baratos, pondo em risco a viabilidade de mais indústrias ocidentais.

(Por David Lawder)

Fonte: Reuters

Vox: 2017, in 7 minutes

México e Brasil intensificam relação bilateral

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Publicado originalmente em 30/11/17

De acordo com a Secretaria de Relações Exteriores (SER) mexicana, no dia 24 de novembro, o chanceler Luis Videgaray Caso visitou a República Federativa do Brasil, onde se encontrou com o presidente Michel Temer e com o chanceler Aloysio Nunes, além de representantes de empresas mexicanas que possuem investimentos no Brasil.

Durante seu encontro com o mandatário brasileiro, Videgaray expressou o profundo apreço que o México tem pelo Brasil e gratidão pela ajuda humanitária enviada, após os terremotos ocorridos em setembro (2017).

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A possível adesão da Finlândia a OTAN

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Publicado originalmente em 08/12/17

Nesta semana, a Finlândia participou do Encontro de Ministros das Relações Exteriores da Organização do Tratado do Atlântico Norte (OTAN), na sede do Bloco em Bruxelas. Como convidados, os finlandeses discutiram sobre a cooperação entre a OTAN e a União Europeia (UE) nos últimos dias 5 e 6 de dezembro, em preparação para a Cúpula da Instituição a ser realizada em julho de 2018.

A Finlândia não é membro do Bloco militar, mas é parceira do mesmo desde 1994, quando se juntou a Parceria para a Paz e ingressou no Conselho de Parceria Euro-Atlântico, em 1997. Entretanto, a política de não alinhamento militar parece estar diminuindo com a aproximação do Estado com a OTAN e seu envolvimento como membro da UE.

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