Sobre Luiz Albuquerque

O Núcleo de Estudos sobre Cooperação e Conflitos Internacionais (NECCINT) da Universidade Federal de Ouro Preto , sob a coordenação do professor Luiz Albuquerque, criou o Observatório de Relações Internacionais para servir como banco de dados e plataforma de pesquisas sobre relações internacionais e direito internacional . O site alimenta nosso trabalho de análise de conjunturas, instrumentaliza nossas pesquisas acadêmicas e disponibiliza material para capacitação profissional. Mas, além de nos servir como ferramenta de trabalho, este site também contribui para a democratização da informação e a promoção do debate acadêmico via internet.

Novo normal da política exterior de Trump
Mamão com Açúcar (“Lindo Bolo de Chocolate”) 
14/4/2017, Pepe Escobar, SputinikNews Tradução do Pessoal da Vila Vudu

“Estamos mandando uma armada. Muito poderosa. Temos submarinos. Muito poderosos. Muito mais poderosos que o porta-aviões. Lá isso eu garanto! Não há dúvidas!”

Como se bombardear uma Coreia do Norte armada com bomba atômica fosse tão mamão com açúcar (“lindo bolo de chocolate”) como Tomahawkear uma base-aérea semideserta na Síria. Mas essa é a beleza de uma política externa de caixinha de chocolates: você nunca sabe o que haverá dentro.

OTAN era “obsoleta.” Depois, “deixou de ser obsoleta”. China era manipuladora de moeda, depois, deixou de ser manipuladora de moedas. Fim das aventuras no Oriente Médio. Depois, volta a ser como com Hillary, e bombardeia a Síria. Rússia era dita parceira – basicamente em negócios de petróleo e gás. Depois, num remix do Dividir para Governar de Kissinger, tenta minar a parceria estratégica Rússia-China. Depois, a Rússia é do mal porque apoia Assad, “aquele animal” (sic).

Há algumas (outras) coisas que nunca mudam. O Irã continuará a ser demonizado. O combo OTAN-CCG continuará a ser reforçado. A Casa de Saud sempre a aterrorizar o Iêmen continuará a ser aliada íntima da Guerra Global ao Terror [ing. GWOT, Global War on Terror].

É como se a máquina de governo completamente disfuncional de Trump se tivesse tornado prisioneira da tarefa em tempo integral de justificar as idas e vindas e descaradas mentiras do Comandante-em-chefe Tomahawk-com-chocolate… apesar de a força dele, antes, ter vindo de expor as mentiras e a hipocrisia incorporadas no nexo establishment/estado profundo nos EUA.

Xi está no telefone

A inteligência deve ter inferido corretamente que o principal objetivo da visita do secretário de Estado “T. Rex” Tillerson a Moscou foi reduzir o mais possível a alta voltagem e altas apostas no jogo em curso, enquanto Trump se movimenta para confrontar Pyongyang. Washington simplesmente não consegue administrar tantas crises simultâneas na Síria, Ucrânia, Coreia do Norte, Mar do Sul da China, Afeganistão. Prazo limite possível é o dia 9 de maio; eleição presidencial na Coreia do Sul pode fazer parar qualquer ataque dos EUA à Coreia do Norte.

Mídias japonesa e sul coreana noticiam histericamente o deslocamento de coisa como 150 mil soldados do Exército de Libertação Popular chinês (partes dos 16º, 23º, 39º e 40º Grupos), para a fronteira sino-norte-coreana. Não são contingentes de assalto, ou agressivos: são parte de esforços coordenados para aliviar uma previsível crise de refugiados, no caso – apavorante – de eclodir uma 2ª Guerra da Coreia.

O Ministério de Defesa da China emitiu uma espécie de desmentido sem desmentir, sobre o deslocamento. Mas o elemento crucial foi o telefonema, logo depois, que Xi Jinping fez para Trump. Prioridade número um, dissipar a narrativa infladíssima da mídia-empresa nos EUA, segundo a qual Pequim aprovaria um ataque dos EUA contra Coreia do Norte (ao contrário: a ideia preocupa Pequim muito gravemente). A mídia chinesa enfatizou que Xi fez saber enfaticamente a um Trump sempre volátil, que o único modo de sair do atual impasse é andar na direção de uma desnuclearização pacífica da Península Coreana.

Segunda, na lista de prioridades foi dissipar a noção, de mídia fake e notícias idem de que Xi, de cara para sua sobremesa Tomahawk-com-bolo-de-chocolate em Mar-a-Lago, teria concordado com novos ataques dos EUA à Síria. No telefonema, Xi mais uma vez insistiu que o único modo de sair do impasse na Síria é uma solução diplomática.

Agora que o novo normal é a Escola de Política Externa do LBC (Lindo Bolo de Chocolate), ninguém mais faz nem ideia de qual seja a política de Washington para a Síria, e quem está no volante (essa era a informação crucial que o Ministro Lavrov, de Relações Exteriores, tentava arrancar de Tillerson).

Antes, a política era óbvia: balcanização light, com um enclave curdo no deserto oriental, a ser governado por delegados dos EUA como a pequena população de curdos sírios; Israel arrancando para ela mais outra fatia das Colinas do Golan; uma beliscada no norte, para a Turquia; e propriedade imobiliária suficiente para acalmar sortimento variado de sunitas e jihadistas.

Mesmo antes do show dos Tomahawk, agentes da inteligência militar dos EUA distribuídos por todo o Oriente Médio já tinham sérias dúvidas sobre o que se converteu em narrativa oficial da Casa Branca para o ataque químico em Idlib. Conhecidos baluartes e ex-funcionários da inteligência dos EUA, dentre os quais Ray McGovern, Phil Giraldi e Bill Binney, até escreveram um memorando endereçado a Trump, pedindo investigação independente, honesta e confiável – o mesmo requerimento que Lavrov, adiante, faria claramente na conferência de imprensa com Tillerson. A narrativa oficial foi também desmentida e desqualificada por um professor do MIT como “totalmente falsa”.

Não importa o que Trump tenha visto ou não de algum vídeo dos Capacetes Brancos em YouTube, ou se foi Tomahawkeado ele próprio, pelo eixo neoconservadores/neoliberais, os fatos em campo não se alteram.

Moscou simplesmente de modo algum cederá sua esfera de influência na Síria a Donald Trump ou ao estado profundo. A Rússia já venceu a Guerra Síria quando impediu a formação de um Emirado do Takfiristão e diluiu a possibilidade de salafistas-jihadistas russos/chechenos/uzbeques virem a operar em aliança com a Frente al-Nusra e/ou de o Daech voltar a provocar caos no Cáucaso. Para nem dizer que mais de 75% da população síria vive hoje nas partes funcionais do país controladas por Damasco.

Na dúvida, semeie caos

O complexo de Partido da Guerra/indústrias militares e da segurança quer guerra, qualquer guerra; é bom para os negócios. Os neoconservadores querem uma guerra para conter o Irã. O professor Stephen Cohen estárealistamente alarmado. Ninguém sabe com certeza se Trump é hoje mero refém de Mattis Cachorro Louco, ou de HR McMaster & Co. que crê firmemente que o presidente é ele, ou se terá aperfeiçoado algum tipo de jiu-jitsu geopolítico não tuitável, só para gênios.

Um analista norte-americano de inteligência, dissidente e hoje com base no Oriente Médio pinta quadro muito mais sombrio: “Os EUA não tolerarão qualquer aliança de russos e chineses que altere o equilíbrio de poder. Coreia do Norte e Síria são meros peões nessa luta, que para eles quase nem tem significado algum. Os russos creem que os EUA estão determinados a ir à guerra contra eles, enquanto continuam inseguros quanto ao desempenho de seus mísseis S-500 de defesa. Os russos esperam mais ataques forjados na Síria; e os chineses, depois do que viram na Síria, já começaram a revisar todos os compromissos dos EUA.”
O resultado da visita tão aguardada de Tillerson a Moscou

O presidente Putin já disse, onde todos o ouviram, que Moscou não pode confiar em Washington. A Rússia construiu paciente e meticulosamente sua capacidade de mísseis de defesa – a tal ponto que o espaço aéreo russo estará vedado, impenetrável, antes do final da década.

Várias vezes no passado Lavrov falou sobre “caos administrado” – um “método de fortalecer a influência dos EUA”, exibindo “projetos” que “podem ser disparados de solo norte-americano e atingir regiões cruciais para o desenvolvimento econômico e financeiro global”.

A Escola de Política Externa do LBC (Lindo Bolo de Chocolate) pode ter empurrado todo mundo para dentro de uma grande farsa. Mas Moscou — e Pequim – veem a coisa como a coisa é: a mais nova faceta de caos não administrável.

Trafução: Vila Vudu

Trump não sabe nem o nome do país que bombardiou

Pepe Escobar: “Trump vs. Estado Profundo: bastidores da rinha”

28/2/2017, SputnikNews (traduzido pelo pessoal da Vila Vudu)

Segundo me diz minha fonte insider, que aqui chamei de “X”, “Flynn foi removido porque estava agitando a favor de um ataque ao Irã, que teria consequências desastrosas. Levaria os iranianos a atacarem suprimentos ocidentais de petróleo no Oriente Médio, o que faria subir o preço do petróleo a mais de $200 o barril, e a União Europeia teria de unir-se ao bloco russo-chinês para conseguir energia suficiente para sobreviver. E os EUA estariam, nesse caso, completamente isolados.”

Quando ainda de serviço como Conselheiro Nacional de Segurança, Flynn, disse publicamente que já pusera o Irã “de sobreaviso”. Para todas as finalidades práticas, virtual declaração de guerra. “X” elabora sobre as ramificações: “A chave aqui é a Turquia, e a Turquia quer acordo com o Irã. O perigo chave para a OTAN é a Turquia, que controla a Sérvia, e Turquia-Sérvia mina a Romênia e a Bulgária, numa manobra de contornar pelo flanco até a parte sul-sudeste da OTAN. A Sérvia ligada à Rússia na 1ª Guerra Mundial, e a Turquia ligada à Alemanha. Tito ligado à Rússia na 2ª Guerra Mundial, e Turquia neutra. Se Turquia, Sérvia, Rússia se unem as três, a OTAN estará deixada de fora e para trás. Rússia está ligada ao Irã. Turquia está ligando-se à Rússia e ao Irã, depois do que, como Erdogan vê as coisas, foi tentativa fracassada de golpe da CIA contra ele. E tudo isso é muito mais do que Flynn conseguiria operar simultaneamente.”

“X” insiste que a abertura que o governo Obama construiu na direção do Irã, e que levou ao acordo nuclear, foi, na essência, uma tática para enfraquecer a Gazprom russa – assumindo que um gasoduto Irã-Iraque seria construído diretamente até a Turquia e dali conectado com mercados da União Europeia.

Mas esse grande gambito no Oleogasodutostão exigiria investimento maior e anos até ser completado. Paralelamente, desde o início Teerã aumentou suas vendas de energia para vizinhos eurasianos, especialmente para a China. O objetivo só pode ter sido fazer subir a “tensão” EUA-Irã. Flynn pode ter-se metido em águas “nas quais não tinha pé”, nas palavras de “X”, no que tenha a ver com como se movimentar sobre o hipercomplexo tabuleiro de xadrez do Sudoeste Asiático.

“X”, contra um consenso virtual em todo o Departamento de Estado, insiste que “a reaproximação com a Rússia não dependia de Flynn. Depende dos que supervisionam Trump, e esses o põem lá para a finalidade de criar uma deriva de aproximação na direção da Rússia. O conflito no estado profundo é irrelevante. Todos ali são profissionais que sabem como e quando mudar de política. Mantêm-se de olho aberto sobre todos que ocupam altas posições e pode destruí-los todos à vontade. Flynn meteu-se no caminho deles e já foi expelido.”

“X” revela outra vez o que enlouquece o Pentágono, em tudo que tenha a ver com a Rússia: “A Rússia não é ameaça econômica aos EUA. A base da manufatura russa está centrada na produção militar. Desenvolveu-se desde o bombardeio de Belgrado [final dos anos 1990s] e é hoje a maior potência militar mundial em termos de autodefesa. Os mísseis de defesa russos realmente vedam o respectivo espaço aéreo; e os mísseis balísticos intercontinentais russos são os mais avançados do mundo. O míssil de defesa norte-americano recentemente testado e localizado na Romênia é praticamente imprestável, apesar do ‘sucesso’ inventado para consumo na Europa e para manter unida a OTAN. A Rússia é aliada natural dos EUA. Os EUA tomarão o rumo da Rússia, e a saída de Rússia é relativamente sem significado, exceto pelo que valha como entretenimento.”

Golpe para tirar Trump

Agora comparem essa análise com a ‘boataria’ que a CIA fez circular servindo-se de seus estenógrafos em toda a mídia-empresa nos EUA, e que só falam de uma batalha interna terrível que estaria em curso dentro do governo Trump. Houve realmente uma batalha, e a inteligência dos EUA adorou poder ajudar, porque aquela gente jamais gostou de Flynn, e vice-versa.

Acrescentem àquela inteligência-polvo os obamistas, como aquele patético ex-conselheiro Ben Rhodes mais sortimento variado de operadores do estado profundo, aposentados ou outros. A coisa vai ficando cada vez mais estranha, quando até o neoconservador Michael Ledeen, coautor com Flynn do livro islamófobo The Field of Fight, lamenta que seu assassinato político tenha sido levado a cabo por “uma quadrilha de funcionários da CIA e obamistas, mancomunados com aliados na mídia-empresa.”

Para todas as finalidades práticas, as mais poderosas facções estado-profundo-neoconservador/neoliberais conservadores realmente lançaram operação clandestina para tirar Flynn e continuar avançando para, eventualmente, tirar Trump – seguindo cada possível via de impeachment que haja pelo caminho. Seja qual for a estratégia profunda dos verdadeiros Masters of the Universe como “X” a detalhou, Trump realmente está diante de um formidável eixo de neoconservadores/neoliberais conservadores, com a CIA, a mídia-empresa neoliberal, da CNN ao Washington Post, e a máquina dos Clintons, ainda operante.

O que realmente mudaria profundamente o jogo – um verdadeiro reset com a Rússia – pode estar visivelmente já sob risco, apesar da análise que “X” oferece. Ou, o que é ainda mais atraente, podemos estar bem no meio de um espetáculo muito sofisticado do teatro de sombras wayang –, dado que os Masters, como Kissinger prescreveu, planejam, na verdade, alinhar-se com a Rússia para desafiar e quebrar a integração da Eurásia, que vai sendo levada adiante, essencialmente, pela parceria estratégica Rússia-China-Irã.

Entrementes, surgem distrações sujas, como aquela dupla de senadores senis, fantasmagóricos, McCain-Graham, a empurrar Kiev, como se viu no início do ano, para a guerra contra a República Popular de Donetsk – ao mesmo tempo em que berram para a arquibancada que a culpa ‘é’ do presidente Putin.

O tenente-general HR McMaster em pessoa, novo Conselheiro de Segurança Nacional, pode ser distração tática implantada espertamente pela Equipe Trump. McMaster é o status quo do estado profundo politicamente correto; para ele, Rússia é “um adversário”, seguidor empenhado da doutrina do Pentágono que vê a Rússia como “ameaça existencial” em pés de igualdade com a China.

Assim sendo, é ainda cedo demais para dar Trump por derrubado pelos neoconservadores. Estamos no meio de uma rinha fratricida, doentia, viciosa –, estado profundo versus elites norte-americanas. Coisa amplamente previsível, mesmo antes de conhecido o resultado final das eleições presidenciais nos EUA.

“X” parece acertar fundamentalmente, ao insistir em que Trump foi apoiado pelos Masters of the Universe para reorientar/reorganizar/reimpulsionar todo o projeto do Império do Caos. O aumento de $54 bilhões no gasto dos militares é movimento longamente planejado. “T. Rex” Tillerson, silenciosamente, já dizimou metade de todo o pessoal do Departamento de Estado de Obama; drenagem do pântano, no coração da matéria. O Big Oil e setor substancial do complexo industrial-militar apoiam Trump firmemente. Esses interesses já sabem que demonizar a Rússia é péssimo para os negócios.

Mas o eixo dos perdedores continuará a criar cada vez mais agitação, ao mesmo tempo em que o caos atual vai-se desenvolvendo como teatro de sombras turbinado. Steve Maquiavel/Richelieu Bannon pode ter entregado o jogo – em código – quando diz que se trata de processo de destruição criativa que leva a uma forma completamente nova para a estrutura de poder nos EUA. Nessas circunstâncias, Flynn não passou de peão descartável. E que ninguém se engane: o obstinado neo-Maquiavel e seu Príncipe platinado, estão firmemente empenhados no longo jogo.

Chad Bown: “Will the Proposed US Border Tax Provoke WTO Retaliation from Trading Partners?”

trump mexico wto
March 2017
Chad P. Bown is senior fellow at the Peterson Institute for International Economics.

President Donald Trump and his Republican allies in Congress are proposing major reforms to the US corporate tax system that would slash the corporate income tax rate and replace lost revenues with a new destination-based cash flow tax (DBCFT). The new tax would include a border tax adjustment that would subject US imports to the tax and exempt US exports. A third and critical element of the plan is a provision allowing US producers to deduct domestic wage costs in a manner not available to foreign companies. A major economic concern with the border tax adjustment blueprint, which House Speaker Paul Ryan and House Ways and Means Committee Chair Kevin Brady support, is its potential to reduce US imports and promote US exports in a way that could violate international trade rules. Because of the size of the US economy, the trade distortions resulting from the tax would punish US trading partners, putting pressure on them to retaliate immediately. World Trade Organization (WTO) rules establish a framework for understanding how the policy response of trading partners to a US tax reform would proceed. The potential retaliatory costs to US exporters associated with elements of the Ryan-Brady blueprint could be large. If the reform is found to violate WTO rules by restricting US imports, trading partners could be authorized to retaliate by an estimated $220 billion annually. If the new US tax is found to implicitly subsidize exports, partners could be authorized to retaliate by an additional $165 billion annually. The United States would face some of the combined $385 billion in retaliation almost immediately upon implementing the tax, through the imposition of countervailing duties (CVDs) by trading partners. Whereas a country like the United States might typically have four or more years before facing the prospect of WTO-related retaliation in other cases, the scenario here may be very different.
The expected costs of US failure to consider its WTO obligations are so large that policymakers must take them into account as they draft the tax reform. If they do not, trading partner recourse to WTO-sanctioned trade retaliation may quickly create the need for additional US efforts to re-reform the tax code. The uncertainty created could counteract many of the otherwise positive anticipated effects of tax reform for economic growth. Most of these costs are likely avoidable if US policymakers address them at the design stage of tax reform and engage with key trading partners. Strong legal and economic arguments can probably be made that a DBCFT with a (nondiscriminatory) border tax adjustment is WTOconsistent. If, however, US policymakers are unwilling to address international concerns before legislating changes, independent “scoring” efforts should take into account the expected costs to the US economy of authorizable trading partner retaliation.
Veja aqui o resto do excelente artigo de 10 páginas de Chad Bown no Peterson Institute for
International Economics PB17-11

Tania Voon: “Consolidating International Investment Law: The Mega-Regionals as a Pathway Towards Multilateral Rules Forthcoming World Trade Review (2017)”

mega-regional agreements

Abstract
Pessimism abounds in international economic law. The World Trade Organization (‘WTO’) faces an uncertain future following its Ministerial Conference in Nairobi in 2015. International investment law is under attack in countries around the world, while mega-regional agreements such as the Trans-Pacific Partnership and the Trans-Atlantic Trade and Investment Partnership are beset by world events, from the United States’ federal election to the unexpected Brexit outcome. Yet the appetite of numerous States to continue forging plurilateral trade and investment deals provides some cause for hope. Viewed alongside other institutional developments including consensus-building work at the United Nations Conference on Trade and Development and the United Nations Commission on International Trade Law, the potential arguably now exists for credible movement towards multilateral rules in investment law. While the WTO’s current negotiating stalemate highlights the difficulties in reaching agreement among 164 Members, international trade law offers lessons for working towards multilateralism in the international investment law field. Alongside informal discussions about a world investment court, mega-regionals provide a vehicle for future multilateral investment rules, particularly through the Comprehensive Economic and Trade Agreement between Canada and the European Union, and the Regional Comprehensive Economic Partnership currently under negotiation in Asia.

Keywords: international investment law, international trade law, international economic law, World Trade Organization, multilateralism, regionalism
Tania S.L. Voon
University of Melbourne – Melbourne Law School

Date Written: March 4, 2017
Voon, Tania S.L., Consolidating International Investment Law: The Mega-Regionals as a Pathway Towards Multilateral Rules (March 4, 2017). Forthcoming World Trade Review (2017).
30 Pages Posted: 8 Mar 2017, Available at SSRN: https://ssrn.com/abstract=2929145

Pepe Escobar: “E Deus inventou Maria…”

Spokeswoman of the Russian Foreign Ministry Zakharova attends a news briefing in Moscow
10/3/2017, Maria Zakharova, porta-voz do
Ministério de Relações Exteriores da Rússia, em conferência com jornalistas

 Jornalista: Foi anunciado recentemente que os EUA planejam enviar a artilharia do Marine Corps para a Síria, o que caracteriza claro afastamento da promessa do governo anterior, de que não haveria coturnos em solo. Como Moscou reagirá a isso?

Maria Zakharova: Mas… como Moscou ‘reagirá’ a quê?! E de que ‘governo interior’ você está falando? Que governo anterior? Nunca apresentou estratégia consistente para a Síria durante oito anos! Um dia, bombardeamos tudo; dia seguinte, nada de bombas; mais um dia, retiram-se da Síria; dia seguinte, invadimos a Síria; um dia derrubamos o governo; dia seguinte, nos acertamos com ele, para ‘ação conjunta’. Essas flutuações aconteceram mês após mês… Um lado do governo não compreende o que o outro lado faz. A posição que é preciso implementar na arena internacional como abordagem norte-americana consolidada (a comunidade internacional precisa compreender essa política, porque aí se trata de ações na arena internacional). Mas a abordagem norte-americana consolidade nunca apareceu! Primeiro era um conceito. Depois mudaram de ideia. Nos últimos seis meses antes das eleições, assistimos à agonia da política de Washington para a Síria.

Por um lado, houve atividade sempre crescente na área da política exterior e, ao mesmo tempo, era atividade que nunca foi apoiada por ação em campo de militares norte-americanos. Lembram-se da distância que separava a posição de algumas forças no Departamento de Estado, e os militares norte-americanos?

Depois aconteceu evento ainda mais misterioso: seguiram em frente e abandonaram toda a política síria, sem nem ideia do que poderia acontecer, sem fim à vista. Na sequência, concentraram-se em Aleppo, mas não para resolver alguma coisa, só para inflar o mais possível a histeria e uma campanha de (des)informação orientada exclusivamente para as eleições. O que se pode dizer, se se analisa a abordagem do ‘governo anterior’?

Fonte:  Pepe Escobar, Facebook) [excerto] 

 

NECCINT abre vagas para projetos de pesquisa, extensão e proativa (Edital 01/2017)

geografos

O Núcleo de Estudos sobre Cooperação e Conflitos Internacionais (NECCINT) gostaria de convidar os estudantes da UFOP a participarem dos nossos projetos de pesquisa, extensão e proativa através do Observatório de Relações Internacionais:

 

(a)  Projeto Proativa:  Observatório De Jurisprudência Internacional (1 vaga)

 

(b) Projeto de Pesquisa: Projeto de Monitoramento Da Jurisprudência Internacional: Identificando As Condicionantes De Efetividade Nas Novas Jurisdições Internacionais (5 vagas:

(1) Corte Interamericana de Direitos Humanos (CtIDH);

(2) Organização Mundial do Comércio (OMC);

(3) Corte Permanente de Arbitragem (CPA);

(4) Centro Internacional para Arbitragem de Disputas sobre Investimento (ICSID);

(5) Monitoramento Jurisprudencial das Potências Emergentes.

 

(c) Projeto de Extensão: Diálogos Interinstitucionais: Debatendo Os Resultados Do Monitoramento Da Jurisprudência Internacional Pelo Observatório De Relações Internacionais (5 vagas):

(1) Corte Interamericana de Direitos Humanos (CtIDH);

(2) Organização Mundial do Comércio (OMC);

(3) Corte Permanente de Arbitragem (CPA);

(4) Centro Internacional para Arbitragem de Disputas sobre Investimento (ICSID);

(5) Monitoramento Jurisprudencial das Potências Emergentes.

 

Requisitos para candidatos:

(i) Ser estudante de qualquer curso da UFOP e ter cursado ou estar cursando as disciplinas Direito Internacional Público (DIR538), Tópicos em Relações Internacionais (DIR 717), OU Direito Comercial Internacional (DIR772);

(ii) Não desenvolver outra atividade acadêmica que consoma uma quantidade de tempo incompatível com as exigências destes projetos, tais como: monitoria, projeto de iniciação científica, projeto de extensão e grupo de estudo;

(iii) Domínio do inglês para leitura de textos jurídicos;

(iv) Capacidade de pesquisar e trabalhar na internet;

(v) Compromisso com o projeto acadêmico

 

Vejam mais informações no Edital 01/2017 (Link em construção)

Interessados(as) podem nos contatar através do email: neccint@gmail.com