China may not be as strong as you think

Published on Sept 16, 2016

George Friedman, the founder of Geopolitical Futures, explains where China’s real wealth resides, how its natural military buffer helps and hinders it, and why the country should not be concerned with islands in the South China Sea.

Business Insider

Pepe Escobar: “Xi Jinping: ‘O chefe’ no G20 “

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6/9/2016, Pepe Escobar,TeleSur (Imagem)
O G20 na China foi muito, muito impressionante – de um modo que bem poucos no ocidente conseguem compreender. Vivo na Ásia, entre idas e vindas, há 22 anos –, e outros que têm considerável experiência da região tiveram a mesma impressão.

Dediquei-me a tentar capturar algumas pinceladas de uma tarefa muito complexa: a longa preparação, os rituais, o sério trabalho ético envolvido em encontrar soluções práticas, especialmente para pequenas e médias empresas (PME) que querem tornar-se globais.

O G20 afinal é a primeira organização verdadeiramente global a incluir nações industrializadas e as nações topdo sul global, com mandado para criar as bases de um desenvolvimento equilibrado e sustentável. O G7, como o conhecemos, é passado. Cabe ao G20 criar o futuro.

A China – e o presidente Xi Jinping, in particular – colheram essa oportunidade no palco global com imenso deleite. Todos no G20 – inclusive o pato manco e/ou políticos europeus desentendidos – aceitaram as propostas de Xi sobre o que fazer para reviver a economia global. Afinal de contas, é o que todos querem – e de que tanto carecem.

ASSISTA: China: Economic Turbulence
Tariq Ali entrevista Prof. Dic Lo, da Universidade de Londres (vídeo, 30’38, ing.)

As propostas incluem mais coordenação política na reforma fiscal, monetária e estrutural; melhorar o sistema multilateral de comércio (quer dizer, a OMC, não arapucas tipo ‘OTAN comercial’, como as ‘parcerias’ Trans-Atlântico e Trans-Pacífico); fortes gastos em infraestrutura transfronteiras (aí entram as Novas Rotas da Seda chinesas); e reformar a governança financeira global (com maior poder de decisão para economias emergentes) [Aqui não se inclui o Brasil dos Golpistas Usurpadores Temer &Co., porque o Brasil depois do golpe – e não por acaso – passou a ser considerada economia submergente (NTs)].

Tudo isso mais uma vez encaixa-se com as Novas Rotas da Seda – ou Um Cinturão, Uma Estrada; o projeto vastamente ambicioso de integração/conectividade Eurasiana que é, de fato, em ação, a proposta de Xi para uma “economia mundial inovadora, revigorada, interconectada e inclusiva”.

Não faz mal algum que as propostas também se conectem com o impulso de Pequim para que o yuan torne-se elemento chave do sistema monetário global, e que em breve será incluído na cesta de moedasSpecial Drawing Rights (SDR), do FMI.

Laurence Brahm, analista bastante razoável, com sede em Pequim, muitíssimo mais competente que qualquer dos ‘especialistas’ da Think-Tankelândia ocidental, disse que Xi, no G20, “assumiu o palco principal como líder mundial, dentre outras razões por ter atraído outros líderes globais para o multilateralismo e pragmatismo, mais interessado em reuni-los em torno de infraestrutura e economia sólidas, nas em torno de algum discurso ou alguma ideologia.”

O presidente Barack Obama, por falar dele, não foi visto nem em palco secundário nem em show de ‘esquenta’.

E, além de tudo isso, lá se viu, ativa, a Suprema Justiça Poética – no que tenha a ver com Hangzhou. Quando Marco Polo visitou Hangzhou no final do século 13, descreveu a cidade como “sem dúvida a mais bela, a mais esplêndida cidade de todo o mundo.”

Esse G20 foi como prévia ilustrada da China como a maior economia do mundo no futuro próximo (em paridade do poder de compra [ing. purchasing power parity, PPP], já é). Não surpreende que uma mídia-empresa ocidental ressentida tenha dado à reunião do G20 ‘cobertura’ – ou pseudocobertura – que mais pareceu chilique de adolescentes emburrados.

O que interessa é que G20 foi realizado em Hangzhou. É a história, completando o círculo. São apenas uns poucos séculos, quando Marco Polo deslumbrava-se ante economia maior, mais dinâmica e muitíssimo mais sofisticada q a economia da Europa.

Está acontecendo outra vez. E “o chefe” vai garantir que tudo saia exatamente conforme o plano.

Pepe Escobar: “G20 Made in China e seu significado geopolítico “

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5/9/2016, Pepe Escobar, RT

Fonte: RT Tradução da Vila Vudu

Xi da China, para Putin da Rússia:
“Consegui! Cada vez q ñ usamos petrodólares, bebemos uma” http://goo.gl/FIuA5J
O que acaba de acontecer em Hangzhou, China, tem imensa importância geoeconômica. Pequim, desde o início, tratou com extrema seriedade o G20: foi construído como festa da China, não de algum ocidente decadente. Muito menos, como festa de Washington.

Delineando a agenda para as discussões, o presidente Xi Jinping foi diretamente ao ponto, também geopoliticamente, e definiu o tom: “A velha mentalidade retrógrada de Guerra Fria tem de ser descartada. Temos de desenvolver com urgência um novo conceito de segurança inclusivo, amplo, de cooperação e sustentável.”

Integrem-se isso e as chamadas “quatro prescrições” de Xi – [construir horizontes comerciais] “inovadores, revigorados, interconectados e inclusivos” – necessárias para devolver à vida a economia mundial.

Agindo como Principal Estadista Mundial de facto, Xi então passou, na abertura da reunião, a introduzir um pacote de projetos – resultado de planejamento excruciante, ao longo de meses, na preparação para Hangzhou.

O pacote está projetado para repor a economia global na trilha do crescimento e, ao mesmo tempo, pôr em operação mais regras amistosas made in China para a arquitetura e a governança econômica global.

A meta não poderia ser mais ambiciosa: esmagar o crescente sentimento anticomércio e antiglobalização que cresce principalmente no ocidente (do Brexit a Trump), ao mesmo tempo em que faz agrados no público seleto que o ouve – supostamente o mais importante conjunto de líderes mundiais que já pisaram no país em toda a história da China – embora, ao mesmo tempo, no longo prazo, vise a sobrepujar os EUA no quadro do poder mundial.

É virada previsível, mas nem por isso menos notável, para a China, que colheu benefícios da globalização, mais que qualquer outro país do planeta – com crescimento, ao longo dos últimos 30 anos, impulsionado por investimento estrangeiro direto e um dilúvio de exportações.

Mas agora a geoeconomia entrou em área extremamente preocupante de turbulência. Desde o fim da Guerra Fria em 1989 – e, até, da própria “história” segundo professores paroquianos – jamais as coisas foram tão difíceis. A ganância levou a globalização a ser “derrotada” pela desigualdade. Em resumo, baixa inflação – devida à concorrência global – levou às previsíveis políticas monetárias “expansionistas”, que inflacionaram moradia, educação e atenção à saúde, sacrificando a classe média e deixando que fluxo incontrolado e ilimitado de riqueza fluísse para uma minoria de 1% dos proprietários.

Mesmo na desaceleração, a China foi responsável por mais que 25% do crescimento econômico global em 2015. E continua a ser o motor global vital – ao mesmo tempo em que carrega o peso autoatribuído de representar o Sul Global na governança econômica global.

O investimento chinês outbound aumentou 62%, para valor recorde de $100 bilhões nos primeiros sete meses de 2016, segundo o Ministério de Comércio da China. Mas há um problema, que os economistas apelidaram de “ambiente de investimento assimétrico”: a China continua mais fechada que outros países BRICS ao investimento externo, especialmente em setores de serviços.

Construção dos BRICS

A reunião dedicada aos BRICS, à margem do G20 não foi espetacular per se. Mas foi onde Xi detalhou a agenda da China no G20 e deu o tom para a 8ª reunião de cúpula do grupo, em Goa, em outubro. Segundo um relatório do think-tank econômico para os BRICS da Tsinghua University em Pequim, a China deve aprofundar essas conexões multilaterais para “ter maior influência e forçar o ocidente a retroceder no processo de fixar as regras internacionais”.

É movimento de longo alcance – mas já está em andamento. Zhu Jiejin, da Fudan University em Xangai, resume: “O grupo BRICS é um teste para a nova filosofia da China em relações internacionais – embora o fruto ainda vá demorar muito tempo para amadurecer.”

Tuíto RT https://twitter.com/RT_com/status/772771430383714304

Interconexão ou morte

Tudo em Hangzhou foi milimetricamente calculado.

Por exemplos, os lugares na mesa do G20: cadeiras tai-shi clássicas da dinastia Ming (“assentos para grandes senhores imperiais”) com almofadas cinzas macias; folhas de papel sob pesos de papel verde-claros nas duas pontas; um pote de porcelana com uma caneta; uma xícara de chá em porcelana verde; um “selo” quadrado de jade – quase tão grande quanto um selo imperial – que era, de fato, uma tomada de microfone.

E considerem a geopolítica da foto oficial: Merkel e Erdogan ao lado de Xi, porque a Turquia hospedou o G20 ano passado, e a Alemanha hospedará em 2017; perfeita simetria para Putin e Obama; perfeita simetria para dois outros países BRICS, Modi da Índia; e, do Brasil, Temer, O Usurpador – um em cada ponta, mas ainda na primeira fila; Shinzo Abe do Japão na segunda fila, bem como Renzi da Itália e, da Grã-Bretanha, Theresa “estamos abertos a negócios” May.

E por que Hangzhou, afinal? Tratando-se de China, tudo começa com uma analogia histórica. Hangzhou já era conhecida como “a Herdade da Seda” antes, até, de haver a milenar Rota da Seda. Conecte isso, agora, com as Novas Rotas da Seda extremamente ambiciosas de Xi – o nome oficial é projeto é “Um Cinturão, uma Estrada” [ing. One Belt, One Road (OBOR)] na denominação oficial – que alguns analistas chineses gostam de descrever como “uma moderna sinfonia de conectividade.”

O projeto “Um Cinturão, uma Estrada” de Xi é, de fato, as “quatro prescrições”, em prática: crescimento econômico movido por um frenesi de conectividade “inclusiva”, especialmente entre nações em desenvolvimento.

A liderança em Pequim está totalmente dedicada ao projeto “Um Cinturão, Uma Estrada” como o movimento geoeconômico mais transformador na região do Pacífico Asiático, conectando a maior parte da Ásia à China – e à Europa; e tudo isso, é claro, totalmente entretecido com a reinterpretação turbinada que Xi dá à globalização. Por isso tenho dito que é o projeto de mais amplo alcance para o jovem século 21: do lado dos EUA, o “projeto” concorrente é mais do caótico mesmo.

Mesmo antes de Hangzhou, os ministros das Finanças e presidentes de bancos centrais do G20 reuniram-se em Chengdu, dias 23-24 de julho, para discutir a conectividade da infraestrutura global. O communiqué teve de repetir o óbvio: maior interconectividade é a demanda que define a economia global do século 21 e a chave para promover desenvolvimento sustentável e prosperidade partilhada.

Disso trata o projeto “Um Cinturão, Uma Estrada”. A empresa chinesa de consultoria SWS Research estimou num relatório sobre “Um Cinturão, Uma Estrada” que o investimento total necessário para construir a infraestrutura aproxima-se de espantosos $3,26 trilhões.

Projetos de linha de frente incluem o Corredor Econômico China-Paquistão [ing. CPEC], definido pelo ministro de Relações Exteriores da China Wang Yi como “o primeiro movimento da sinfonia que é a Iniciativa Cinturão e Estrada”. E há também a bonança trazida pelo ferrovia para vagões de alta velocidade – incluindo tudo, da ferrovia China-Tailândia dentro da rede ferroviária Trans-Ásia, à outra ferrovia Jakarta-Bandung, na Indonésia, também para trens de alta velocidade.

Tuíto ONU https://twitter.com/UN_News_Centre/status/772751669901811712

Aqui se veem os principais atores chineses por trás da expansão de “Um Cinturão, Uma Estrada”, e a visão de Xi, de uma arquitetura global econômica reformada. É impossível compreender para onde caminha a China, sem considerar o papel de cada um deles.

E, claro, há a própria cidade de Hangzhou – um centro de inovação tecnológica de excepcional qualidade para economia da informação e produção inteligente.

Pode-se dizer que a principal estrela desse G20, além de Xi, foi Jack Ma, fundador da gigante de e-commerce Alibaba, fundada em 1999, listada em New York em 2014 e surgida da consolidação de vários milhares de empresas chinesas que formam a nova “Chinese imprint”.

O quartel-general da Alibaba é Hangzhou. E não por acaso, todos – de Justin Trudeau do Canadá a Joko Widodo da Indonésia – visitaram o campus Xixi da empresa, guiados por Ma, todos com um olho a chance de promover produtos de seus países pela plataforma da Alibaba. Perto dali há uma Cidade dos Sonhos – um centro que ajudou a lançar mais de 680 startups chinesas em apenas um ano.

Antes do G20 houve lá um B20, – cúpula de empresários e negócios, focada no desenvolvimento de pequenas e médias empresas (PMEs) – na qual o atilado Ma, admitindo que “vivemos momento crucial, quando as pessoas reagem contra a globalização ou o livre comércio”, promoveu empenhadamente o advento de uma plataforma eletrônica mundial para negócios (ing., eWTP). Ma descreveu a eWTP como “um mecanismo para diálogo público-privado no desenvolvimento de comércio eletrônico transfronteiras”, o qual “ajudará empresas pequenas e médias, países em desenvolvimento, as mulheres e os mais jovens a participar na economia global.”

Também não por acaso, Widodo da Indonésia convidou Ma como conselheiro econômico. A Indonésia tem nada menos que 56 milhões de pequenas e médias empresas, como disse o presidente; assim sendo, uma das prioridades nacionais é estimular a cooperação entre as PMEs na Indonésia e Alibaba, para ajudá-las a entrar no mercado chinês e global.

Claro que não é um jardim de rosas. Entre as cinco forças-tarefas presentes à B20 havia atores sinistros, como Laurence Fink, presidente do mega Fundo BlackRock, com assento na comissão de finanças, ou Dow Chemical na comissão de comércio e investimento. Mesmo assim, o alvo chave – mais importante – era e continua a ser ajudar as PMEs no mundo em desenvolvimento, para que se tornem globais.

O que foi realmente decidido no G20 da China só será visível no longo prazo. No encerramento do encontro, Xi destacou que o G20 concordara com promover o multilateralismo no comércio e trabalhar contra o protecionismo (amplas evidências do contrário, no pé em que estão as coisas), ao mesmo tempo em que se desenvolve o primeiro traços de regras para o investimento transfronteiras (todos as aplicarão?)

Disse também que o G20 concordou com prosseguir na reforma do FMI e do Banco Mundial, para dar mais espaço e direitos aos mercados emergentes (não com Hillary ou Trump no governo dos EUA).

Mas seja como for, a “mensagem” da China é absolutamente clara e visível: fixou-se afinal uma trilha geoeconômica para o futuro e o país passa a fazer lobby insistente para que muitas e muitas nações unam-se em torno desses primeiros traços de uma estrutura ganha-ganha. E seja qual for o futuro do acintosamente confrontacional “pivô para a Ásia” – com o braço TPP de “OTAN comercial” e tudo – Pequim não se manterá imóvel e calada ante a intimidação pelos EUA, ou ameaças ao que o governo chinês entende que sejam interesses vitais de segurança da China.

O G20 em Hangzhou mostrou que a China está pronta para exibir sua força econômica e para desempenhar papel muito mais ativo na geoeconomia. É claro que Pequim prefere jogar o jogo num sistema de comércio multilateral organizado em torno da OMC. Washington, em vez disso, tenta viciar o jogo com ‘regras’ novas: as ‘parcerias’ TPP e TTIP.

He Weiwen, da Sociedade de Estudos da OMC da China, pode ter acertado na mosca do negócio (da China), quando observou que “Os EUA disseram, há algum tempo, que não podem deixar que a China defina as regras, mas os EUA a definirem todas as regras tampouco é processo que seduza corações e mentes, porque EUA só consideram interesses dos EUA.”

The real harm of the global arms trade

Published on Jun 23, 2016

In some parts of the world, it’s easier to get an automatic rifle than a glass of clean drinking water. Is this just the way it is? Samantha Nutt, doctor and founder of the international humanitarian organization War Child, explores the global arms trade — and suggests a bold, common sense solution for ending the cycle of violence. “War is ours,” she says. “We buy it, sell it, spread it and wage it. We are therefore not powerless to solve it.”

TED

Examining the South China Sea Ruling

Published on Jul 31, 2016

STRATFOR

How China’s Economy Could Collapse

Published on Jan 26, 2016

The Archive

How Russia and China Are Planning to Counter US Economic Warfare

Posted originally in: 16/04/2016

There is no better example of ‘hybrid war’ that Washington’s economic and financial war against Moscow.

Russia-China

Iran’s Supreme Leader Ali Khamenei told a large group of people in the holy city of Mashhad on Sunday that “The Americans did not act on what they promised in the [Iranian] nuclear accord [the JCPOA]; they did not do what they should have done. According to Foreign Minister [Javad Zarif], they brought something on paper but prevented materialization of the objectives of the Islamic Republic of Iran through many diversionary ways.”

This statement during the Supreme Leader’s key Nowruz (New Year) address should be understood as a flashing amber light: it was no rhetorical flourish. And it was not a simple dig at America (as some may suppose). It was perhaps more of a gentle warning to the Iranian government to “take care” of the possible political consequences.

What is happening is significant: for whatever motive, the U.S. Treasury is busy emptying much of the JCPOA sanctions relief of any real substance (and their motive is something which deserves careful attention). The Supreme Leader also noted that Iran is experiencing difficulties in repatriating its formerly frozen, external funds.

U.S. Treasury officials, since “implementation” day, have been doing the rounds, warning European banks that the U.S. sanctions on Iran remain in place, and that European banks should not think, even for a second, of tapping the dollar or euro bond markets in order to finance trade with Iran, or to become involved with financing infrastructure projects in Iran.

Banks well understand the message: touch Iranian commerce and you will be whacked with a billion dollar fine – against which there is no appeal, no clear legal framework – and no argument countenanced.  The banks (understandably) are shying off. Not a single bank or financial lending institution turned up when Iranian President Hassan Rouhani visited Paris to hold meetings with the local business élite.

The influential Keyhan Iranian newspaper wrote on March 14 on this matter that: “Speaking at the UN General Assembly session in September, Rouhani stated: ‘Today a new phase of relations has started in Iran’s relations with the world.’ He also stated in a live radio and television discussion with the people on 23 Tir: ‘The step-by-step implementation of this document could slowly remove the bricks of the wall of mistrust.’

Keyhan continues: “These remarks were made at a time when the Western side, headed by America, does not have any intention to remove or even shorten the wall of mistrust between itself and Iran. … Moreover, they are delaying the implementation of their JCPOA commitments. Lifting the sanctions has remained merely as a promise on a piece of paper, so much so that it has roused the protest of Iranian politicians.”

“The American side is promoting conditions in such a way that today even European banks and companies do not dare to establish financial relations with Iran – since all of them fear America’s reaction in the form of sanctions [imposed on those same banks]. Actually, the reason for the delay in the commencement of the European banks’ financial cooperation with the Iranian banks and the failure to facilitate banking and economic transactions, is because many of the American sanctions are still in place, and Iranian banks’ financial transactions are [still] facing restrictions. Moreover, given their continuing fear of the biting legislations and penalties for violations of the Americans’ old sanctions, European financial institutions are concerned about violating the American sanctions that continue to be in force …

“It is pointless to expect the US administration to cooperate with Iran given the comments of the US officials, including [National Security Advisor] Susan Rice, since the Americans’ comments and behaviour reveal their non-compliance with their obligations and speak of the absence of the US administration’s political will to implement even its minimum obligations.”

Here Keyhan is specifically referring to Susan Rice’s observation to Jeffrey Goldberg in the Atlantic that, “The Iran deal was never primarily about trying to open a new era of relations between the US and Iran. The aim was very simply to make a dangerous country less dangerous. No one had any expectation that Iran would be a more benign actor.”

Keyhan continues: “Any action on the international scene calls for suitable and appropriate reaction. Therefore, we cannot expect a government like the US administration that seizes every single opportunity to restrict our county, to lift the sanctions. Rice’s recent comments are only a small part of the increasing anti-Iranian rhetoric of the American officials in recent months. These remarks should actually be regarded as a sign … that the dream of the JCPOA is nothing but wishful thinking and far from reality.” (Emphasis added).

The Supreme Leader’s nudge therefore was intended for the ears of the government: Do not build too much politically on this accord: beware its foundations may turn out to be built on sand.

‘Silver Bullet’ Worries

Recently U.S. Treasury Secretary Jacob Lew gave a talk at Carnegie, on the Evolution of Sanctions and Lessons for the Future, on which David Ignatius commented: “Economic sanctions have become the ‘silver bullet’ of American foreign policy over the past decade, because they’re cheaper and more effective in compelling adversaries than traditional military power. But Jack Lew warns of a ‘risk of overuse’ that could neuter the sanctions weapon and harm America. His caution against overuse comes as some Republican members of Congress are fighting to maintain U.S. sanctions on the Iranian nuclear program despite last year’s deal limiting that Iranian threat.”

So what is going on here? If Lew is warning against sanction overreach, why is it that it is precisely his department that is the one that is so assiduously undermining sanctions relief for Iran – “particularly since Lew’s larger point is that sanctions won’t work if countries don’t get the reward they were promised — in the removal of sanctions — once they accede to U.S. Demands”, in the paraphrase by Ignatius himself?

One reason for this apparent contradiction implicit in Lew’s remarks probably is China: Recall that when China’s stock markets were in freefall and hemorrhaging foreign exchange, as it sought to support the Yuan – China blamed the U.S. Fed (U.S. Reserve Bank) for its problems – and promptly was derided for making such an “outlandish” accusation.

Actually, what the Fed was then doing was stating its intent to raise interest rates (for the best of motives naturally!) – just as those, such as Goldman Sachs, have been advising. U.S. Corporate and bank profits are sliding badly, and in “times of financial depletion,” as the old adage goes, “bringing capital home becomes the priority” – and a strong dollar does exactly that.

But the Peoples’ Bank of China (PBOC) did a bit more than just whine about the Fed actions, it reacted:  It allowed the Yuan to weaken, which induced turmoil across a global financial world (already concerned about China’s economic slowing); then raised the Yuan value to squeeze out speculation, betting on further falls in the Yuan; then let it weaken again as the Fed comments started to slide in favor of interest rate hikes, and a strong dollar – until finally, as Zero Hedge has noted:

Zerohedge: And since Janet delivered, PBOC has strengthened the Yuan Fix by the most since 2005!!

Zerohedge: And since Janet delivered, PBOC has strengthened the Yuan Fix by the most since 2005!!

“It appeared the messaging from The People’s Bank Of China to The Fed was heard loud and understood. Having exercised its will to weaken the Yuan (implying turmoil is possible), Janet Yellen (Fed Chair) delivered the dovish goods [i.e. indicated that global conditions trumped the advice of the likes of Goldman Sachs to strengthen the dollar], and so China ‘allowed’ the Yuan to rally back. In a double-whammy for everyone involved, the biggest 3-day strengthening of the Yuan fix since 2005 also pushed the Yuan forwards, back to their richest relative to spot since Aug 2014 – once again showing their might against the dastardly speculative shorts.”

In short, the Ignatius’s “silver bullet” of foreign policy (the U.S. Treasury Wars against any potential competitor to U.S. political or financial hegemony) is facing a growing “hybrid” financial war, just as NATO has been complaining that it is having to adjust to “hybrid” conventional war – from the likes of Russia.

So, as the U.S. tries to expand its reach, for example by claiming legal jurisdiction over the Bank of China, and by blacklisting one of China’s largest telecom companies, thus forbidding any U.S. company from doing business with China’s ZTE, China is pushing back. It has just demonstrated convincingly that U.S. Treasury “silver bullets” can fall short.

Zerohedge: Crushing shorts as Yuan forwards collapse back to their ‘richest’ relative to spot since Aug 2014

Zerohedge: Crushing shorts as Yuan forwards collapse back to their ‘richest’ relative to spot since Aug 2014

This, we think, may have been Lew’s point — one directed, possibly, at Congress, which has become truly passionate about its new-found “neutron bomb” (as a former Treasury official described its geo-financial warfare).

In respect to Russia, this is important: Russia and America seem to be edging towards some sort of “grand bargain” over Syria (and possibly Ukraine too), which is likely to involve the Europeans lifting, in mid-2016, their sanctions imposed on Russia. But again, the U.S. is likely nonetheless to maintain its own sanctions (or even add to them, as some in the U.S. Congress are arguing).

Source of three graphs: Zero Hedge

Source of three graphs: Zero Hedge

So, if Russia, like Iran and China become disenchanted with promises of U.S. sanctions relaxation – then, as the Keyhan author noted, a suitable and appropriate (i.e. adverse) reaction, will ensue.

Boomerang Effect

What the Fed and Lew seem to have assimilated is that the U.S. and European economies are now so vulnerable and volatile that China and Russia can, as it were, whack-back at America – especially where China and Russia co-ordinate strategically. Yellen specifically signaled “weakening world growth” and “less confidence in the renormalization process” as reasons for the Fed backtrack.

Ironically, David Ignatius in his article gives the game away: Lew is not going soft, saying that the US needs to use its tools more prudently; far from it. His point is different, and Ignatius exposes it inadvertently:

“U.S. power flows from our unmatched military might, yes. But in a deeper way, it’s a product of the dominance of the U.S. economy. Anything that expands the reach of U.S. markets — such as the Trans-Pacific Partnership in trade, for example — adds to the arsenal of U.S. power. Conversely, U.S. power is limited by measures that drive business away from America, or allow other nations to build a rival financial architecture that’s less encumbered by a smorgasbord of sanctions.”

This latter point precisely is what is frightening Lew and Ignatius. The tables are turning: in fact, the U.S. and Europe may be becoming more vulnerable to retaliation (e.g. Europe, with Russia’s retaliatory sanctions on European agricultural products) than China and Russia are, to unilateral Treasury or Fed warfare.

This is the new hybrid war (and not the hot air issuing from NATO). Lew and Ignatius know that a parallel “architecture” is under construction, and that Congress’ addiction to new sanctions is just speeding it into place.

So, why then is the U.S. Treasury so zealous in undermining the effectiveness of JCPOA’s agreed lifting of sanctions? Well, probably because Iran has less leverage over the global financial system than either China or Russia. But also perhaps, because “Iran sanctions” are (erroneously) viewed by U.S. leaders as the Treasury’s “jewel in its crown” of geo-financial success.

What may be missing from this hubristic interpretation, however, is the understanding that Iran’s experience will not be lost on the others, nor on the SCO when it convenes its next meetings on how to combat Western “color revolution” operations (with Iran likely joining that organization as a member, rather than an observer, this summer).

Source: Russia Insider