A resposta sino-russa à crise da Coreia do Norte

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Publicado originalmente em 03/10/17

China e Rússia vêm empreendendo ações para lidar com a crise de segurança na península coreana. Os dois Estados realizaram no mês de setembro (2017) exercícios militares conjuntos envolvendo submarinos a 100 milhas da costa norte-coreana. Os corpos diplomáticos destes países percebem, no entanto, que a intimidação e balanceamento apenas aumentam as tensões. Adicionalmente, estes países fazem fronteira com a Coreia do Norte, o que naturalmente torna mais cautelosa a sua postura e menor a sua margem de ação.

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China’s Geography Problem

Nove países com poder nuclear têm um arsenal de 14.934 armas

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Países que possuem armas reduziram reservas nucleares nos últimos anos, mas multiplicaram investimento

Publicado originalmente em 06/10/17

As armas nucleares estão em poder de nove países. Estados UnidosRússiaFrançaReino UnidoÍndiaPaquistãoChinaIsrael e Coreia do Norte armazenavam no começo de 2017 quase 15.000 dispositivos desse tipo, de acordo com dados do Instituto de Pesquisas para a Paz de Estocolmo (SIPRI).

Esses Estados reduziram suas reservas atômicas nos últimos anos, mas multiplicaram o orçamento e estão em um ambicioso processo de renovação. O Escritório de Orçamentos do Congresso norte-americano anunciou um investimento de 400 bilhões de dólares (1,26 trilhão de reais) durante o próximo decênio e o Parlamento britânico aprovou há um ano, com respaldo de 80% dos deputados, a renovação de seu envelhecido arsenal com um custo inicial de 40 bilhões de libras (165 bilhões de reais).

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A Dinamarca é a escolha chinesa para a transição verde

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Parque eólico de Middelgrunden – Øresund

Publicado originalmente em 22/09/17

No início do mês de setembro, a Dinamarca recebeu a visita do Diretor da Administração Nacional de Energia (NEA) da China, Nur Bekri, que se reuniu com o Ministro da Energia e Clima do país, Lars Christian Lilleholt, para tratar de assuntos referentes a energia verde.

A China é o maior emissor de gases de efeito estufa do mundo e planeja diminuir sua cota de poluição mediante a transição da matriz de carvão e petróleo para a energia verde. Para tanto, Pequim busca a tecnologia dinamarquesa com o objetivo de integrar cerca de 20% de sua matriz eólica, a qual apresenta carência de flexibilidade, e para a efetuação de mudanças com a diminuição do consumo de energia não fóssil até 2020.

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China concede crédito para o Irã em meio às sanções do Ocidente

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Publicado originalmente em 27/09/17

A China forneceu uma linha de crédito de US$ 10 bilhões ao Irã, destinada a projetos de infraestrutura nas áreas de energia, transporte, gestão de recursos hídricos, entre outros. O Irã vem crescendo como um parceiro estratégico para os investimentos chineses. As linhas de crédito são denominadas em Yuan (Renminbi), visando contribuir para o processo de internacionalização da moeda chinesa.

A China é o maior parceiro comercial do Irã, sendo consequentemente o maior receptor do petróleo iraniano, que constitui 66% de sua pauta exportadora com este país. Em contrapartida, os chineses exportam produtos industrializados, tais como smartphones, centrífugas, carros, entre outros. O maior projeto bilateral em curso até o momento consiste em uma ferrovia de alta velocidade que sai da província de Xinjiang no oeste da China até o Irã, perpassando 2.000 quilômetros através da Ásia Central, percorrendo países como Quirquistão, Tadjiquistão, Turcomenistão, Cazaquistão e Uzbequistão.

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Atividade industrial na China cresce em setembro no ritmo mais rápido em 5 anos, mostra PMI oficial

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30/09/17

PEQUIM (Reuters) – A atividade industrial da China cresceu em setembro no ritmo mais rápido desde 2012, conforme as fábricas aumentaram a produção para aproveitar a forte demanda e os preços altos, aliviando temores de uma desaceleração antes de uma importante reunião política no próximo mês.

A produção, o total de novas encomendas e os preços subiram ao nível mais alto em pelo menos um ano, enquanto a leitura da atividade de construção sinalizou que o boom do setor não perdeu força.

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Brazilian Malaise in the ‘Asian Century’

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Is Brasília paying attention to Asia?

12/09/17

The world is rapidly heading east. Evidence of this trend abounds in the west, especially in the realm of foreign policy-making. Former U.S. President Barack Obama inaugurated his mandate with an acknowledgment of Asia’s major role in the world. The “Pivot to Asia” doctrine, conceived to position Washington in favorable ways towards the recently noticed preeminence of China and India, not to mention the heightened importance of Japan, Indonesia and Russia. It would not take much longer for France, England and Germany to follow the same track and start investing heavily in bilateral and multilateral relations with eastern nations. Even a few peripheral states have managed to adapt their diplomatic strategies in order to better handle tomorrow’s international economics and politics – deeply influenced by the rise of Asia.

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