USA vs China Which economy is more competitive?

Published on Oct 11, 2016

World Economic Forum

China may not be as strong as you think

Published on Sept 16, 2016

George Friedman, the founder of Geopolitical Futures, explains where China’s real wealth resides, how its natural military buffer helps and hinders it, and why the country should not be concerned with islands in the South China Sea.

Business Insider

Pepe Escobar: “Xi Jinping: ‘O chefe’ no G20 “

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6/9/2016, Pepe Escobar,TeleSur (Imagem)
O G20 na China foi muito, muito impressionante – de um modo que bem poucos no ocidente conseguem compreender. Vivo na Ásia, entre idas e vindas, há 22 anos –, e outros que têm considerável experiência da região tiveram a mesma impressão.

Dediquei-me a tentar capturar algumas pinceladas de uma tarefa muito complexa: a longa preparação, os rituais, o sério trabalho ético envolvido em encontrar soluções práticas, especialmente para pequenas e médias empresas (PME) que querem tornar-se globais.

O G20 afinal é a primeira organização verdadeiramente global a incluir nações industrializadas e as nações topdo sul global, com mandado para criar as bases de um desenvolvimento equilibrado e sustentável. O G7, como o conhecemos, é passado. Cabe ao G20 criar o futuro.

A China – e o presidente Xi Jinping, in particular – colheram essa oportunidade no palco global com imenso deleite. Todos no G20 – inclusive o pato manco e/ou políticos europeus desentendidos – aceitaram as propostas de Xi sobre o que fazer para reviver a economia global. Afinal de contas, é o que todos querem – e de que tanto carecem.

ASSISTA: China: Economic Turbulence
Tariq Ali entrevista Prof. Dic Lo, da Universidade de Londres (vídeo, 30’38, ing.)

As propostas incluem mais coordenação política na reforma fiscal, monetária e estrutural; melhorar o sistema multilateral de comércio (quer dizer, a OMC, não arapucas tipo ‘OTAN comercial’, como as ‘parcerias’ Trans-Atlântico e Trans-Pacífico); fortes gastos em infraestrutura transfronteiras (aí entram as Novas Rotas da Seda chinesas); e reformar a governança financeira global (com maior poder de decisão para economias emergentes) [Aqui não se inclui o Brasil dos Golpistas Usurpadores Temer &Co., porque o Brasil depois do golpe – e não por acaso – passou a ser considerada economia submergente (NTs)].

Tudo isso mais uma vez encaixa-se com as Novas Rotas da Seda – ou Um Cinturão, Uma Estrada; o projeto vastamente ambicioso de integração/conectividade Eurasiana que é, de fato, em ação, a proposta de Xi para uma “economia mundial inovadora, revigorada, interconectada e inclusiva”.

Não faz mal algum que as propostas também se conectem com o impulso de Pequim para que o yuan torne-se elemento chave do sistema monetário global, e que em breve será incluído na cesta de moedasSpecial Drawing Rights (SDR), do FMI.

Laurence Brahm, analista bastante razoável, com sede em Pequim, muitíssimo mais competente que qualquer dos ‘especialistas’ da Think-Tankelândia ocidental, disse que Xi, no G20, “assumiu o palco principal como líder mundial, dentre outras razões por ter atraído outros líderes globais para o multilateralismo e pragmatismo, mais interessado em reuni-los em torno de infraestrutura e economia sólidas, nas em torno de algum discurso ou alguma ideologia.”

O presidente Barack Obama, por falar dele, não foi visto nem em palco secundário nem em show de ‘esquenta’.

E, além de tudo isso, lá se viu, ativa, a Suprema Justiça Poética – no que tenha a ver com Hangzhou. Quando Marco Polo visitou Hangzhou no final do século 13, descreveu a cidade como “sem dúvida a mais bela, a mais esplêndida cidade de todo o mundo.”

Esse G20 foi como prévia ilustrada da China como a maior economia do mundo no futuro próximo (em paridade do poder de compra [ing. purchasing power parity, PPP], já é). Não surpreende que uma mídia-empresa ocidental ressentida tenha dado à reunião do G20 ‘cobertura’ – ou pseudocobertura – que mais pareceu chilique de adolescentes emburrados.

O que interessa é que G20 foi realizado em Hangzhou. É a história, completando o círculo. São apenas uns poucos séculos, quando Marco Polo deslumbrava-se ante economia maior, mais dinâmica e muitíssimo mais sofisticada q a economia da Europa.

Está acontecendo outra vez. E “o chefe” vai garantir que tudo saia exatamente conforme o plano.

Pepe Escobar: “G20 Made in China e seu significado geopolítico “

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5/9/2016, Pepe Escobar, RT

Fonte: RT Tradução da Vila Vudu

Xi da China, para Putin da Rússia:
“Consegui! Cada vez q ñ usamos petrodólares, bebemos uma” http://goo.gl/FIuA5J
O que acaba de acontecer em Hangzhou, China, tem imensa importância geoeconômica. Pequim, desde o início, tratou com extrema seriedade o G20: foi construído como festa da China, não de algum ocidente decadente. Muito menos, como festa de Washington.

Delineando a agenda para as discussões, o presidente Xi Jinping foi diretamente ao ponto, também geopoliticamente, e definiu o tom: “A velha mentalidade retrógrada de Guerra Fria tem de ser descartada. Temos de desenvolver com urgência um novo conceito de segurança inclusivo, amplo, de cooperação e sustentável.”

Integrem-se isso e as chamadas “quatro prescrições” de Xi – [construir horizontes comerciais] “inovadores, revigorados, interconectados e inclusivos” – necessárias para devolver à vida a economia mundial.

Agindo como Principal Estadista Mundial de facto, Xi então passou, na abertura da reunião, a introduzir um pacote de projetos – resultado de planejamento excruciante, ao longo de meses, na preparação para Hangzhou.

O pacote está projetado para repor a economia global na trilha do crescimento e, ao mesmo tempo, pôr em operação mais regras amistosas made in China para a arquitetura e a governança econômica global.

A meta não poderia ser mais ambiciosa: esmagar o crescente sentimento anticomércio e antiglobalização que cresce principalmente no ocidente (do Brexit a Trump), ao mesmo tempo em que faz agrados no público seleto que o ouve – supostamente o mais importante conjunto de líderes mundiais que já pisaram no país em toda a história da China – embora, ao mesmo tempo, no longo prazo, vise a sobrepujar os EUA no quadro do poder mundial.

É virada previsível, mas nem por isso menos notável, para a China, que colheu benefícios da globalização, mais que qualquer outro país do planeta – com crescimento, ao longo dos últimos 30 anos, impulsionado por investimento estrangeiro direto e um dilúvio de exportações.

Mas agora a geoeconomia entrou em área extremamente preocupante de turbulência. Desde o fim da Guerra Fria em 1989 – e, até, da própria “história” segundo professores paroquianos – jamais as coisas foram tão difíceis. A ganância levou a globalização a ser “derrotada” pela desigualdade. Em resumo, baixa inflação – devida à concorrência global – levou às previsíveis políticas monetárias “expansionistas”, que inflacionaram moradia, educação e atenção à saúde, sacrificando a classe média e deixando que fluxo incontrolado e ilimitado de riqueza fluísse para uma minoria de 1% dos proprietários.

Mesmo na desaceleração, a China foi responsável por mais que 25% do crescimento econômico global em 2015. E continua a ser o motor global vital – ao mesmo tempo em que carrega o peso autoatribuído de representar o Sul Global na governança econômica global.

O investimento chinês outbound aumentou 62%, para valor recorde de $100 bilhões nos primeiros sete meses de 2016, segundo o Ministério de Comércio da China. Mas há um problema, que os economistas apelidaram de “ambiente de investimento assimétrico”: a China continua mais fechada que outros países BRICS ao investimento externo, especialmente em setores de serviços.

Construção dos BRICS

A reunião dedicada aos BRICS, à margem do G20 não foi espetacular per se. Mas foi onde Xi detalhou a agenda da China no G20 e deu o tom para a 8ª reunião de cúpula do grupo, em Goa, em outubro. Segundo um relatório do think-tank econômico para os BRICS da Tsinghua University em Pequim, a China deve aprofundar essas conexões multilaterais para “ter maior influência e forçar o ocidente a retroceder no processo de fixar as regras internacionais”.

É movimento de longo alcance – mas já está em andamento. Zhu Jiejin, da Fudan University em Xangai, resume: “O grupo BRICS é um teste para a nova filosofia da China em relações internacionais – embora o fruto ainda vá demorar muito tempo para amadurecer.”

Tuíto RT https://twitter.com/RT_com/status/772771430383714304

Interconexão ou morte

Tudo em Hangzhou foi milimetricamente calculado.

Por exemplos, os lugares na mesa do G20: cadeiras tai-shi clássicas da dinastia Ming (“assentos para grandes senhores imperiais”) com almofadas cinzas macias; folhas de papel sob pesos de papel verde-claros nas duas pontas; um pote de porcelana com uma caneta; uma xícara de chá em porcelana verde; um “selo” quadrado de jade – quase tão grande quanto um selo imperial – que era, de fato, uma tomada de microfone.

E considerem a geopolítica da foto oficial: Merkel e Erdogan ao lado de Xi, porque a Turquia hospedou o G20 ano passado, e a Alemanha hospedará em 2017; perfeita simetria para Putin e Obama; perfeita simetria para dois outros países BRICS, Modi da Índia; e, do Brasil, Temer, O Usurpador – um em cada ponta, mas ainda na primeira fila; Shinzo Abe do Japão na segunda fila, bem como Renzi da Itália e, da Grã-Bretanha, Theresa “estamos abertos a negócios” May.

E por que Hangzhou, afinal? Tratando-se de China, tudo começa com uma analogia histórica. Hangzhou já era conhecida como “a Herdade da Seda” antes, até, de haver a milenar Rota da Seda. Conecte isso, agora, com as Novas Rotas da Seda extremamente ambiciosas de Xi – o nome oficial é projeto é “Um Cinturão, uma Estrada” [ing. One Belt, One Road (OBOR)] na denominação oficial – que alguns analistas chineses gostam de descrever como “uma moderna sinfonia de conectividade.”

O projeto “Um Cinturão, uma Estrada” de Xi é, de fato, as “quatro prescrições”, em prática: crescimento econômico movido por um frenesi de conectividade “inclusiva”, especialmente entre nações em desenvolvimento.

A liderança em Pequim está totalmente dedicada ao projeto “Um Cinturão, Uma Estrada” como o movimento geoeconômico mais transformador na região do Pacífico Asiático, conectando a maior parte da Ásia à China – e à Europa; e tudo isso, é claro, totalmente entretecido com a reinterpretação turbinada que Xi dá à globalização. Por isso tenho dito que é o projeto de mais amplo alcance para o jovem século 21: do lado dos EUA, o “projeto” concorrente é mais do caótico mesmo.

Mesmo antes de Hangzhou, os ministros das Finanças e presidentes de bancos centrais do G20 reuniram-se em Chengdu, dias 23-24 de julho, para discutir a conectividade da infraestrutura global. O communiqué teve de repetir o óbvio: maior interconectividade é a demanda que define a economia global do século 21 e a chave para promover desenvolvimento sustentável e prosperidade partilhada.

Disso trata o projeto “Um Cinturão, Uma Estrada”. A empresa chinesa de consultoria SWS Research estimou num relatório sobre “Um Cinturão, Uma Estrada” que o investimento total necessário para construir a infraestrutura aproxima-se de espantosos $3,26 trilhões.

Projetos de linha de frente incluem o Corredor Econômico China-Paquistão [ing. CPEC], definido pelo ministro de Relações Exteriores da China Wang Yi como “o primeiro movimento da sinfonia que é a Iniciativa Cinturão e Estrada”. E há também a bonança trazida pelo ferrovia para vagões de alta velocidade – incluindo tudo, da ferrovia China-Tailândia dentro da rede ferroviária Trans-Ásia, à outra ferrovia Jakarta-Bandung, na Indonésia, também para trens de alta velocidade.

Tuíto ONU https://twitter.com/UN_News_Centre/status/772751669901811712

Aqui se veem os principais atores chineses por trás da expansão de “Um Cinturão, Uma Estrada”, e a visão de Xi, de uma arquitetura global econômica reformada. É impossível compreender para onde caminha a China, sem considerar o papel de cada um deles.

E, claro, há a própria cidade de Hangzhou – um centro de inovação tecnológica de excepcional qualidade para economia da informação e produção inteligente.

Pode-se dizer que a principal estrela desse G20, além de Xi, foi Jack Ma, fundador da gigante de e-commerce Alibaba, fundada em 1999, listada em New York em 2014 e surgida da consolidação de vários milhares de empresas chinesas que formam a nova “Chinese imprint”.

O quartel-general da Alibaba é Hangzhou. E não por acaso, todos – de Justin Trudeau do Canadá a Joko Widodo da Indonésia – visitaram o campus Xixi da empresa, guiados por Ma, todos com um olho a chance de promover produtos de seus países pela plataforma da Alibaba. Perto dali há uma Cidade dos Sonhos – um centro que ajudou a lançar mais de 680 startups chinesas em apenas um ano.

Antes do G20 houve lá um B20, – cúpula de empresários e negócios, focada no desenvolvimento de pequenas e médias empresas (PMEs) – na qual o atilado Ma, admitindo que “vivemos momento crucial, quando as pessoas reagem contra a globalização ou o livre comércio”, promoveu empenhadamente o advento de uma plataforma eletrônica mundial para negócios (ing., eWTP). Ma descreveu a eWTP como “um mecanismo para diálogo público-privado no desenvolvimento de comércio eletrônico transfronteiras”, o qual “ajudará empresas pequenas e médias, países em desenvolvimento, as mulheres e os mais jovens a participar na economia global.”

Também não por acaso, Widodo da Indonésia convidou Ma como conselheiro econômico. A Indonésia tem nada menos que 56 milhões de pequenas e médias empresas, como disse o presidente; assim sendo, uma das prioridades nacionais é estimular a cooperação entre as PMEs na Indonésia e Alibaba, para ajudá-las a entrar no mercado chinês e global.

Claro que não é um jardim de rosas. Entre as cinco forças-tarefas presentes à B20 havia atores sinistros, como Laurence Fink, presidente do mega Fundo BlackRock, com assento na comissão de finanças, ou Dow Chemical na comissão de comércio e investimento. Mesmo assim, o alvo chave – mais importante – era e continua a ser ajudar as PMEs no mundo em desenvolvimento, para que se tornem globais.

O que foi realmente decidido no G20 da China só será visível no longo prazo. No encerramento do encontro, Xi destacou que o G20 concordara com promover o multilateralismo no comércio e trabalhar contra o protecionismo (amplas evidências do contrário, no pé em que estão as coisas), ao mesmo tempo em que se desenvolve o primeiro traços de regras para o investimento transfronteiras (todos as aplicarão?)

Disse também que o G20 concordou com prosseguir na reforma do FMI e do Banco Mundial, para dar mais espaço e direitos aos mercados emergentes (não com Hillary ou Trump no governo dos EUA).

Mas seja como for, a “mensagem” da China é absolutamente clara e visível: fixou-se afinal uma trilha geoeconômica para o futuro e o país passa a fazer lobby insistente para que muitas e muitas nações unam-se em torno desses primeiros traços de uma estrutura ganha-ganha. E seja qual for o futuro do acintosamente confrontacional “pivô para a Ásia” – com o braço TPP de “OTAN comercial” e tudo – Pequim não se manterá imóvel e calada ante a intimidação pelos EUA, ou ameaças ao que o governo chinês entende que sejam interesses vitais de segurança da China.

O G20 em Hangzhou mostrou que a China está pronta para exibir sua força econômica e para desempenhar papel muito mais ativo na geoeconomia. É claro que Pequim prefere jogar o jogo num sistema de comércio multilateral organizado em torno da OMC. Washington, em vez disso, tenta viciar o jogo com ‘regras’ novas: as ‘parcerias’ TPP e TTIP.

He Weiwen, da Sociedade de Estudos da OMC da China, pode ter acertado na mosca do negócio (da China), quando observou que “Os EUA disseram, há algum tempo, que não podem deixar que a China defina as regras, mas os EUA a definirem todas as regras tampouco é processo que seduza corações e mentes, porque EUA só consideram interesses dos EUA.”

The real harm of the global arms trade

Published on Jun 23, 2016

In some parts of the world, it’s easier to get an automatic rifle than a glass of clean drinking water. Is this just the way it is? Samantha Nutt, doctor and founder of the international humanitarian organization War Child, explores the global arms trade — and suggests a bold, common sense solution for ending the cycle of violence. “War is ours,” she says. “We buy it, sell it, spread it and wage it. We are therefore not powerless to solve it.”

TED

Examining the South China Sea Ruling

Published on Jul 31, 2016

STRATFOR

How China’s Economy Could Collapse

Published on Jan 26, 2016

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