Meu corpo, meus direitos

Sin título

“Uma mulher foi proibida de usar contraceptivo porque não teve permissão do seu marido. Um homem foi assediado pela polícia por ser gay. A uma adolescente estuprada foi negado o aborto porque é ilegal em seu país. Uma campanha de Hikaru Cho, fotografada por Jim Marks para a Anistia Internacional diz: seu corpo, seus direitos”.

Direitos sexuais e reprodutivos são direitos humanos universais, indivisíveis e inegáveis. Os governos têm a obrigação de assegurar que todas e todos possam usufruir dos mesmos sem medo, coerção ou discriminação.

Quando um Estado interfere ativamente (ou permite a interferência de terceiros) nas escolhas relacionadas a sexualidade e reprodução de indivíduos, inclusive através da legislação, ele está controlando ou criminalizando direitos humanos fundamentais.

O que são direitos sexuais e reprodutivos? Todas as pessoas tem o direito de:

  • Tomar decisões sobre sua própria saúde
  • Perguntar e receber informações sobre serviços de saúde sexual e reprodutiva
  • Ter acesso a serviços e políticas de saúde sexual e reprodutiva
  • Decidir quando e se quer ter filhos
  • Escolher quando e se quer casar
  • Decidir que tipo de família quer ter
  • Viver livre da violência sexual.

Assine o manifesto

Fonte: Anistia Internacional.

Americans Are Embracing Transgender Rights

Elaine Thompson/AP

Publicado Originalmente: 25/08/2016

Change in America is a funny thing. It took two centuries for the country to agree that a black woman could marry a white man. On the other hand, same-sex marriage bans collapsed just a decade after the first state awarded recognition to gay couples. And there’s new evidence that national views are swinging even more quickly when it comes transgender Americans.

A poll released today by the Public Religion Research Institute found 72 percent of Americans now favor passing laws to protect lesbian, gay and transgender people from discrimination, including three-quarters of Democrats and two-thirds of Republicans. A majority of Americans also oppose so-called “bathroom bills,” which require transgender people to use the restrooms that correspond to their sex at birth.

The poll found Americans are so supportive of federal non-discrimination legislation that most think it already exists. Just over 80 percent of Americans believe the federal government already bars employers from firing gay or transgender employees because of their orientation or gender identity. (It doesn’t.) “People in their head just logically think, if marriage is legal, then workplace protections must also be in place,” said Robert P. Jones, PRRI’s CEO.

Support for those protections hasn’t actually grown all that much in the past year—just one percentage point, up to 72 percent. (Non-discrimination laws have always been more popular than marriage equality, Jones said; it’s a historical accident that the tougher fight was won first.) But it appears that personal friendships are driving a new awareness of trans issues. In 2015, a Human Rights Campaign survey found 17 percent of Americans knew a transgender person. This year, that figure jumped to 35 percent. Trans rights seem to be following the path of marriage equality—as people came to know the gay people in their own lives, support for same-sex marriages went up.

But—and not to be a party-pooper—hasn’t it also been a bit of a bad year? March saw the passage of North Carolina’s infamous HB 2, which banned local non-discrimination laws and required trans people to use the bathroom matching their birth gender. (The legislation, in a bit of conservative kitchen-sink-throwing, also barred local communities from passing a higher minimum wage or adopting stricter child labor rules.) Last year, Houston voters struck down the city’s non-discrimination ordinance, ending protections for gay residents amid a flurry of “No Men in Women’s Bathrooms” signs. And just this week, Scottsdale, Arizona,killed its own non-discrimination proposal after a city councilor demanded a small-business provision that would exempt three-quarters of the city’s establishments.

Perhaps Americans are eager to support gay rights in theory, but more reticent when an actual proposal lands in their community. But Jones doesn’t think so. Respondents are usually more willing to cop to an unpopular opinion in an online poll versus a live-caller survey, but PRRI didn’t see any disparity between the two methods on questions about gay issues. Support is probably genuine, he concluded; it’s the Republican elites who haven’t caught up with the electorate, starting battles that many voters don’t want to fight.

Indeed, a rising number of folks on both sides of the aisle believe it’s unacceptable to oppose same-sex marriage: Forty-four percent of Americans now say they wouldn’t vote for a presidential candidate who is against gay unions. Though Republicans are less likely than Democrats to think gay and transgender people face discrimination, 62 percent of GOP voters support workplace and housing protections. (They’re a bit more split on bathroom accommodations—44 percent support restrictions, 44 percent don’t.)

“For elected officials, there is everything to gain and nothing to lose by supporting employee discrimination protections,” said Brandon Lorenz, a spokesman for the Human Rights Campaign. “In a political climate where so much is polarized, the issue of LGBT equality is one issue where both sides are coming together.”

To be clear, GOP leaders do have something to gain by opposing gay causes—the support of the religious right. But even that may be changing. For a long time, an individual’s opinion on gay rights was closely linked to their party and their religion. Party identification is still a strong dividing line to this day. Religion is less so. Among every demographic, fewer people see a conflict with their faith and acceptance of gay couples now than they did in 2003. That might not translate into votes yet. But it’s more evidence that change is coming, and ever more rapidly.

FONTE: The Atlantic

ONU cumprimenta Brasil por conclusão bem sucedida das Olimpíadas

O secretário-geral da ONU, Ban Ki-moon, cumprimentou o Brasil e a cidade do Rio de Janeiro, assim como o Comitê Organizador da Rio 2016 e o Comitê Olímpico Internacional, pelo encerramento bem sucedido dos Jogos Olímpicos.

Após duas semanas de competições, disputas e dezenas de recordes, os Jogos Rio 2016 foram encerrados no domingo (21), tendo como um dos seus principais legados a participação da inédita Equipe Olímpica de Atletas Refugiados.

Publicado originalmente em: 23/08/2016

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O secretário-geral da ONU, Ban Ki-moon, cumprimentou o Brasil, a cidade do Rio de Janeiro, o povo brasileiro, o Comitê Organizador da Rio 2016 e o Comitê Olímpico Internacional pelo encerramento bem sucedido dos Jogos Olímpicos, de acordo com comunicado emitido por seu porta-voz nesta segunda-feira (22).

Tendo o prazer e a honra mais cedo neste mês de ter participado da cerimônia de abertura, do revezamento da Tocha Olímpica, da visita à Vila Olímpica, se reunido com a Equipe Olímpica de Atletas Refugiados e participado de alguns eventos, o secretário-geral apreciou profundamente a hospitalidade, a diversidade e a capacidade do povo brasileiro e do mundo esportivo, mobilizados nas primeiras Olimpíadas da América Latina.”

De acordo com o porta-voz, o secretário-geral aplaudiu este histórico evento e encorajou todos os atores a garantir a construção do desenvolvimento sustentável nos Jogos.

Equipe Olímpica de Atletas Refugiados

Após duas semanas de competições, disputas e dezenas de recordes, os Jogos Rio 2016 foram encerrados no domingo (21), tendo como um dos seus principais legados a participação da inédita Equipe Olímpica de Atletas Refugiados.

Composta por dez atletas de quatro nacionalidades diferentes, a equipe participou das competições de natação, judô e atletismo. Mesmo sem conquistar medalha, foi uma das equipes mais aplaudidas pelo público durante os Jogos — desde a festa de abertura até o encerramento — e recebeu vasta cobertura de veículos de comunicação de todo o mundo.

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Atletas refugiados tornaram-se estrelas da Vila Olímpica, recebendo pedidos de fotos por parte de competidores. Durante a cerimônia de encerramento, no estádio do Maracanã, a equipe mereceu uma menção especial do presidente do Comitê Olímpico Internacional, Thomas Bach.

Obrigado, caros atletas refugiados. Vocês nos inspiraram com seu talento e espírito humano. Vocês são um símbolo de esperança para milhões de refugiados no mundo e terão um lugar no nossos corações para sempre”, afirmou Bach.

O último atleta da equipe a participar da Rio 2016 foi o etíope Yonas Kinde, que correu a tradicional prova da maratona e chegou em 90º lugar, com o tempo de duas horas e 24 minutos. Assim como os demais atletas refugiados, Yonas declarou estar satisfeito com seu desempenho e ressaltou a importância da participação da equipe nos Jogos.

Estamos mostrando às pessoas que somos seres humanos. Devemos lembrar os milhões de refugiados e mostrar nosso respeito e amor a essas pessoas”, disse Yonas, logo após concluir a maratona. “Hoje, com minha performance, mostrei que todos os refugiados podem fazer algo importante. Não apenas no atletismo, mas em qualquer outra coisa”, ressaltou o atleta.

A capacidade de realização, determinação e superação dos refugiados foi naturalmente ressaltada pela equipe, em todas as competições das quais participou. Após visitar os atletas no último fim de semana, a vice-chefe da Agência da ONU para Refugiados (ACNUR), Kelly Clements, afirmou que os atletas “são um símbolo máximo de espírito humano, determinação e paixão”. Para ela, os atletas representam “histórias verdadeiras de coragem e heroísmo”.

Sobre os resultados alcançados nas provas da Rio 2016, Clements lembrou que as Olimpíadas não têm a ver necessariamente com ganhar. Ela disse que “o espírito olímpico está relacionado com a maneira de competir e se apresentar”.

Neste sentido, Clements disse acreditar que os atletas refugiados “são verdadeiramente olímpicos” e que a equipe mostrou que “há razões para esperança” em relação às soluções para a maior crise de refugiados da história desde a Segunda Guerra Mundial.

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Legado e futuro

Autoridades do COI e do ACNUR já fazem planos sobre o futuro desta iniciativa, liderada pelo Comitê Olímpico Internacional — com o apoio da Agência da ONU para Refugiados.

“A equipe capturou a atenção do mundo e, num curto período de tempo, mudou a conversa sobre refugiados. Não há dúvidas de deixaram um legado ao participar destes Jogos Olímpicos e também inspiraram todos nós a trabalhar mais pela paz e ajudar as pessoas que são obrigadas a fugir das guerras e dos conflitos”, afirmou Clements.

Segundo ela, o ACNUR e o Comitê Olímpico Internacional irão continuar a trabalhar juntos para “oferecer oportunidades aos atletas refugiados e a outros refugiados para que encontrem um futuro em face às adversidades que enfrentam”.

Na semana passada, ao fazer um balanço sobre os Jogos em entrevista a veículos de imprensa, o presidente do COI disse que o Comitê e o ACNUR “irão cuidar dos refugiados atletas”.

No domingo, na cerimônia de encerramento, ele ressaltou este compromisso. “Vamos continuar ao lado de vocês após os Jogos Olímpicos. Vocês chegaram ao Brasil como convidados, e hoje saem daqui como amigos”, disse o presidente do COI, para quem os Jogos do Rio “demonstraram que a diversidade é enriquecedora para todo o mundo”.

Sobre a equipe de refugiados

A Equipe Olímpica de Atletas Refugiados foi formada a partir de uma iniciativa do COI, que solicitou ao ACNUR a identificação de refugiados com experiência esportiva.

Cerca de 50 nomes foram encaminhados pelo ACNUR ao COI, que atuou com as federações e os comitês nacionais em um programa de treinamento dos atletas, culminando com a seleção dos dez refugiados que vieram ao Rio de Janeiro (saiba mais sobre o perfil dos atletas refugiados em http://bit.ly/2bqg9fP).

O ACNUR e o COI são parceiros há mais de 20 anos. Desde 1994, as duas entidades atuam juntas no desenvolvimento de projetos que promovem o esporte como fator de desenvolvimento e bem-estar de refugiados, principalmente crianças. Os projetos incluem a construção de espaços para a prática esportiva, o fornecimento de equipamento e programas de treinamento.

Fonte: ONU Br

How Turkey Became a Nation Divided

Published on August 19, 2016

A botched coup in July resulted in over 250 deaths as Turkey’s military attempted to overthrow its president, Recep Tayyip Erdogan. He’s a divisive figure in a country that is politically and geographically torn between East and West.

Bloomberg

ONU defende importância da ajuda humanitária em meio a recorde de pessoas sob risco

Publicado originalmente em:19/08/2016

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O secretário-geral da ONU, Ban Ki-moon, e o diretor-executivo do Fundo de População das Nações Unidas (UNFPA), Babatunde Osotimehin, enfatizaram a importância da ajuda humanitária em meio a um recorde de mais de 130 milhões de pessoas no mundo em situação de emergência por conflitos, desastres naturais, entre outros riscos. As declarações foram feitas para o Dia Mundial Humanitário, lembrado em 19 de agosto.

“Um recorde de 130 milhões de pessoas são dependentes de ajuda humanitária para sobreviver. Reunidas, essas pessoas em necessidade seriam a décima nação mais populosa da Terra”, disse o secretário-geral das Nações Unidas, em comunicado.

Segundo Ban, apesar de estarrecedores, esses números ainda não contam “a história toda”, uma vez que escondidos atrás das estatísticas estão indivíduos, famílias e comunidades cujas vidas foram devastadas. “São pessoas não muito diferentes de mim e de você: crianças, mulheres e homens que enfrentam escolhas impossíveis todos os dias”, declarou.

São pais que precisam escolher entre comprar comida ou remédios para suas crianças; crianças que precisam escolher entre ir à escola ou trabalhar para ajudar suas famílias; famílias que correm o risco de enfrentar um bombardeio em casa ou uma perigosa fuga pelo mar”, descreveu Ban.

De acordo com o secretário-geral da ONU, as soluções para as crises não são simples nem rápidas. No entanto, há coisas que todos podem fazer. “Podemos demonstrar compaixão, podemos levantar nossas vozes contra a injustiça, e podemos trabalhar por mudanças”.

Além de ser a ocasião de lembrar a necessidade de agir para aliviar o sofrimento de milhares, o Dia Mundial Humanitário também homenageia trabalhadores humanitários e voluntários na linha de frente das crises, segundo Ban. “Homenageio esses homens e mulheres dedicados que de forma corajosa enfrentam o perigo para ajudar outros que enfrentam riscos maiores”.

Mais cedo neste ano, 9 mil participantes reuniram-se em Istambul para a primeira Cúpula Mundial Humanitária, na qual líderes mundiais se comprometeram em transformar as vidas de pessoas vivendo em conflitos, desastres e vulnerabilidade aguda. A cúpula deu origem à Agenda pela Humanidade, cujo objetivo é não deixar ninguém para trás.

Essa promessa é também o centro dos Objetivos do Desenvolvimento Sustentável, conjunto de metas com foco nos direitos humanos, na resiliência e na erradicação da pobreza, que oferece um plano de 15 anos para reduzir as necessidades e vulnerabilidades e promover a paz mundial, a dignidade e a oportunidade para todos.

“Para ter sucesso nessa jornada coletiva, precisamos que cada um exerça seu papel. Cada um de nós pode fazer diferença. Neste Dia Mundial Humanitário, vamos nos unir em nome da humanidade e mostrar que não podemos deixar e não deixaremos ninguém para trás”, concluiu o secretário-geral.

 

Fundo de População das Nações Unidas

Em sua mensagem para o Dia Mundial Humanitário, o diretor-executivo do UNFPA, Babatunde Osotimehin, pediu por sua vez solidariedade global e união para auxiliar os afetados por crises, em especial meninas e mulheres em situação de vulnerabilidade.

Compartilhamos a responsabilidade de atingir aqueles deixados para trás, ajudar os mais vulneráveis e apoiar mais de 130 milhões de pessoas que precisam de assistência humanitária — uma em quatro pessoas desse total é mulher ou menina em idade fértil”, declarou.

Em resposta aos desafios humanitários atuais, o UNFPA fornece serviços emergenciais, suprimentos e informação para saúde sexual e reprodutiva, prevenindo e respondendo à violência baseada em gênero nos locais de crise.

O Fundo da ONU também está trabalhando com parceiros para transformar os compromissos da Cúpula Mundial Humanitária em ação concreta, segundo Osotimehin. “Por meio do novo Compacto para Jovens em Ação Humanitária, adotaremos iniciativas para atender prioridades e garantir a participação da juventude”, declarou, em comunicado.

“Nosso foco vai além de atender necessidades imediatas para reduzir riscos, construindo paz, fortalecendo a resiliência e apoiando desenvolvimento de longo prazo.”

Segundo o diretor-executivo do UNFPA, isso é especialmente importante enquanto países e comunidade internacional trabalham para entregar os Objetivos do Desenvolvimento Sustentável. “Para atingir esses objetivos, precisamos alcançar mulheres, meninas e jovens vivendo em países afetados por crises”, disse.

Ele lembrou que após o forte terremoto no Nepal em 2015, o UNFPA respondeu rapidamente com o fornecimento de equipamentos médicos e kits de saúde reprodutiva entregues a mais de 200 centros de saúde, beneficiando 150 mil pessoas e garantindo partos seguros para grávidas. Quatorze espaços foram criados para fornecer segurança, serviços e aconselhamento a 100 mil mulheres e meninas.

Em resposta à grave crise na Síria, o UNFPA está apoiando aproximadamente 200 mil serviços de saúde reprodutiva a cada mês, incluindo 6 mil partos dentro do país e em nações vizinhas. Também forneceu serviços para evitar e mitigar o impacto da violência baseada em gênero.

“Estes são apenas alguns exemplos das diferentes maneiras com as quais estamos trabalhando com parceiros para atingir pessoas em crise. Mas ainda há muito a ser feito”, disse Osotimehin. Em Alepo e em outras zonas de conflito, centros de saúde e outras infraestruturas civis estão sendo atacadas, deixando pessoas com poucos lugares para atendimento emergencial, e as mulheres estão pagando um preço muito alto, declarou.

Imagine ter de se colocar em risco de violência sexual enquanto busca comida ou água para sua família. Imagine estar grávida e tentar dar à luz sozinha, esperando não haver nenhuma complicação ou risco de vida para o bebê, ou enfrentando tiroteio e ataques aéreos para encontrar uma clínica ou hospital funcionando.”

Atualmente, mais de 65 milhões de pessoas foram deslocadas de forma forçada no mundo, incluindo mais de 21 milhões de refugiados, dos quais 47% são mulheres e 51% jovens menores de 18 anos.

A cada dia, mais de 500 mulheres e meninas adolescentes morrem por gravidez e partos em instalações não apropriadas, de acordo com o UNFPA. O acesso a serviços, parto seguro, prevenção à gravidez indesejada e a proteção contra o HIV são tão cruciais quanto comida, água e abrigo, disse Osotimehin.

“Toda pessoa precisa ter seus direitos humanos garantidos sem qualquer tipo de discriminação. Mesmo assim, todos os dias, pessoas afetadas por crises enfrentam escolhas impossíveis que prejudicam sua saúde, segurança e dignidade”, salientou.

 

Fonte: ONU BR

 

Brazil Is Confronting an Epidemic of Anti-Gay Violence

Publicado Originalmente: 05/07/2016

The assailant struck as Gabriel Figueira Lima, 21, stood on a street two weeks ago in a city in the Amazon, plunging a knife into his neck and speeding off on the back of a motorcycle, leaving him to die.

A few days earlier, in the coastal state of Bahia, two beloved teachers,Edivaldo Silva de Oliveira and Jeovan Bandeira, were killed as well, their charred remains found in the trunk of a burning car.

Late last month, it was Wellington Júlio de Castro Mendonça, a shy, 24-year-old retail clerk, who was bludgeoned and stoned to death near a highway in a city northwest of Rio.

In a nation seemingly inured to crime, the brutal killings stood out: The victims were not robbed, the police have yet to identify any suspects, and all of the dead were either gay or transgender.

While Americans have fiercely debated how to respond to the massacre last month at a gay nightclub in Orlando, Fla., Brazilians have been confronting their own epidemic of anti-gay violence — one that, by some counts, has earned Brazil the ignominious ranking of the world’s deadliest place for lesbians, gays, bisexuals and transgender people.

Nearly 1,600 people have died in hate-motivated attacks in the past four and half years, according to Grupo Gay da Bahia, which tracks the deaths through news articles. By its tally, a gay or transgender person is killed almost every day in this nation of 200 million.

“And these numbers represent only the tip of the iceberg of violence and bloodshed,” said Eduardo Michels, the group’s data manager, adding that the Brazilian police often omit anti-gay animus when compiling homicide reports.

Such statistics can be hard to square with Brazil’s storied image as a tolerant, open society — a nation that seemingly nurtures freewheeling expressions of sexuality during Carnival and holds the world’s biggest gay pride parade in the city of São Paulo.

Here in Rio de Janeiro, host to the coming Summer Olympics, fear of violent crime is on many people’s minds. Amid a crushing recession and soaring unemployment, street crime is up 24 percent this year and homicides have increased by more than 15 percent.

At the same time, human rights activists say members of the Rio police force, eager to clean up the city ahead of the Aug. 5 opening ceremony for the Games, have shot dead more than 100 people this year, most of them young black men living in poor neighborhoods.

But advocates say the constant homophobic violence also threatens to upend an idealized national ethos that promises equality and respect for all Brazilians.

“We live off this image as an open and tolerant place,” said Jandira Queiroz, the mobilization coordinator at Amnesty International Brazil. “Homophobic violence has hit crisis levels, and it’s getting worse.”

Brazil’s near-mythic reputation for tolerance is not without justification. In the nearly three decades since democracy replaced military dictatorship, the Brazilian government has introduced numerous laws and policies aimed at improving the lives of sexual minorities. In 1996, it was among the first to offer free antiretroviral drugs to people with H.I.V. In 2003, Brazil became the first country in Latin America to recognize same-sex unions for immigration purposes, and it was among the earliest to allow gay couples to adopt children.

In 2013, the Brazilian judiciary effectively legalized same-sex marriage.

Some experts suggest that liberal government policies may have gotten too far ahead of traditional social mores. The anti-gay violence, they contend, can be traced to Brazil’s culture of machismo and a brand of evangelical Christianity, exported from the United States, that is outspoken in its opposition to homosexuality.

Evangelicals make up nearly a quarter of Brazil’s population, up from 5 percent in 1970, and religious leaders reach millions of people through the hundreds of television and radio stations they have purchased in recent years.

American-style Pentecostal congregations are also playing an increasingly muscular role in Brazilian politics. Evangelical voters have helped send more than 60 lawmakers to the 513-member lower house of Congress, doubling their numbers since 2010 and making them one of the most disciplined blocs in an unruly and divided legislature.

Jean Wyllys, Brazil’s only openly gay member of Congress, said evangelical lawmakers, the core of a coalition known as the “B.B.B. caucus” — short for Bullets, Beef and Bible — have stymied legislation that would punish anti-gay discrimination and increase penalties for hate crimes.

“Evangelicals are getting increasingly powerful and have taken over Congress,” Mr. Wyllys said.

Eduardo Cunha, an evangelical Christian radio commentator who served as president of the lower house, once suggested that Congress establish a Heterosexual Pride Day. After a Brazilian soap opera featured a gay kiss, he broadcast his revulsion on Twitter. (Mr. Cunha, who faces allegations that he took $40 million in bribes, was ordered to step down in May.)

During a televised presidential debate in 2014, one of the candidates, Levy Fidelix, said that homosexuals were unfit to be parents and that “excretory systems aren’t for reproduction.” Jair Bolsonaro, a congressman well known for his conservative views, has recommended corporal punishment as a tool for turning gays into heterosexuals.

Javier Corrales, a political scientist at Amherst College who studies gay rights movements in Latin America, said much of the homophobia was a reaction to achievements like same-sex marriage.

“Brazilians are becoming more tolerant,” he said, “but the countertrend is that those who remain intolerant and opposed to L.G.B.T. rights are developing new strategies and a more virulent discourse to block progress on those issues.”

Marco Feliciano, a prominent member of the evangelical bloc in Congress, rejects suggestions that anti-gay sentiment fosters violence. In an interview, he expressed regret for an earlier remark describing AIDS as “a gay cancer,” but defended efforts to fight gay rights legislation, insisting, for example, that same-sex couples are unfit to be parents.

“They put civilization and traditional families at risk of destruction,” he said.

Conservative politicians have resisted efforts to teach tolerance in schools, and the police have shown little interest in adopting training programs to help rank-and-file officers tackle bias crimes. Victims of anti-gay and transgender violence say they often experience a fresh round of humiliation from the law enforcement authorities, some of whom are openly hostile to requests that they record a crime as bias-motivated.

Dudu Quintanilha, 28, an artist and photographer from São Paulo, said he had been beaten with a stick by four assailants during Carnival this year. The attackers, who set upon him in the heart of downtown, shouted anti-gay epithets as they bloodied his face, he said, but the police refused to consider the attack an act of homophobia.

Over several hours, he said, officers at a police station insisted that he had been the victim of a simple robbery because he lost his cellphone and wallet during the chaos. “In the end, they made me doubt whether a homophobic attack really happened,” he said. “They made me doubt if I was in my right mind.”

Antonio Kvalo, 34, a web designer, created temlocal.com.br, a site where Brazilians can log instances of anti-gay violence. He said he had been motivated in part by his own experience, in 2008, when two men tackled him on a street in Rio and kicked him dozens of times.

When the police arrived, they repeatedly questioned his account and, after he insisted that they record the attack as a hate crime, told him to drape himself over the trunk of their vehicle and assume the pose of a suspect. “They made me feel like I was a criminal,” he said.

Activists say transgender Brazilians face the greatest brutality, with many murder victims badly mutilated. Last year, a group of men videotaped their assault on Piu da Silva, 25, an ebullient samba dancer in Rio, who was tortured and forced to beg for her life before being stabbed and shot six times. The assailants, who posted the attack on Facebook, were not found.

“Transsexuals live with constant fear,” Mr. Kvalo said.

Even when suspects in homophobic violence are arrested, advocates say, they are often treated leniently. The two men who savagely beat André Baliera, a 28-year-old law student, in an upscale neighborhood of São Paulo were originally charged with attempted murder. Last year, after serving a two-month sentence, the men were ordered to pay a $6,300 fine and released.

The fear is palpable for Gilson Borges Reis, 18, a student in Lauro de Freitas, an industrial city in northeast Brazil. Last month, a cousin who had long taunted him for being gay chased him down the street with a kitchen knife, stabbing him in the chest and arms as relatives watched in horror.

Mr. Reis survived, and the cousin, an evangelical Christian, was arrested. He has been charged with attempted murder, but was promptly released on bail.

The two cousins live on the same street. “He passes my house and flashes me an awful expression,” Mr. Reis said through tears. “I have no protection. I am afraid.”

FONTE: New York Times

Especialistas em direitos humanos pedem que países regulamentem publicidade infantil

Foto: PIXABAY

Foto: PIXABAY

Publicado Originalmente: 18/08/2016

Por ocasião do Dia Internacional da Juventude, comemorado na última sexta-feira (12), especialistas da ONU chamaram a atenção para o impacto da publicidade sobre as crianças, que são incentivadas desde cedo ao consumo excessivo e ao endividamento familiar. Os relatores pediram aos Estados-membros que regulamentem as propagandas dirigidas aos menores.

“Tais campanhas comerciais têm o potencial de moldar o comportamento de consumo e financeiro das crianças a longo prazo e elas estão crescendo em número e alcance,” afirmaram o especialista independente das Nações Unidas para dívida externa e direitos humanos, Juan Pablo Bohoslavsky, e o relator especial sobre o direito à saúde, Dainius Puras.

Os especialistas alertaram que muitas propagandas dirigidas aos menores promovem o consumo de alimentos com alto teor de açúcar e pouco valor nutritivo, que podem causar sérios danos à saúde da criança e também a longo prazo. Segundo eles, a regulação da publicidade de produtos alimentares não só melhoraria a saúde dos pequenos, como também reduziria as despesas com cuidados médicos.

Além disso, Bohoslavsky e Puras observaram que, depois de serem expostas a um grande número de anúncios, as crianças podem pressionar seus pais a comprar itens que não fazem parte do orçamento familiar e tampouco são pedagogicamente necessários. Bens supérfluos acabam sendo adquiridos mesmo em detrimento de outras necessidades domésticas importantes.

Os relatores lembraram que, em muitos países, a dívida privada das famílias é um sério problema social, tornando a aquisição de produtos de necessidade básica inacessível. Dívidas familiares excessivas também podem implicar em uma crise de dívida pública, alertaram.

“Pedimos que os Estados proíbam a publicidade, a promoção e o patrocínio de fabricantes de álcool, de tabaco e de alimentos não saudáveis nas escolas e no contexto de eventos esportivos infantis, bem como em outros eventos que possam ser frequentados por crianças”, ressaltaram os especialistas, em conformidade com as recomendações da Organização Mundial da Saúde (OMS).

“Pedimos também que os países criem diretrizes que restrinjam ou minimizem o impacto da comercialização de alimentos não saudáveis, de álcool e tabaco em geral. Mais amplamente, apelamos às nações que regulamentem a publicidade dirigida às crianças, de acordo com o dever dos Estados de proteger os menores de danos”, concluíram.

Segundo o Fundo das Nações Unidas para a Infância (UNICEF), do ponto de vista psicológico, as crianças não se tornam mais felizes por adquirirem mais mercadoria.

FONTE: ONU