Oceano mais quente, muito mais degradado

Serakatie/ Flickr"Humanos, despertem! Seu habitat também está em perigo"

Fonte: Serakatie/Flickr

Publicado Originalmente: 05/02/2016

Há poucos dias, o World Ocean Assessment divulgou (21/1) texto do estudo que já fora aprovado pela ONU em dezembro último, preparado em 55 capítulos por 600 cientistas da área para orientar decisões que terão de ser tomadas no mundo, de modo a enfrentar graves problemas na degradação dos oceanos – com os altos custos ambientais, sociais e econômicos daí decorrentes. Isso exigirá a integração das propostas para todos os setores de atividades humanas que afetam os oceanos. Os impactos aumentaram “dramaticamente” nas últimas décadas e levaram a capacidade de resistência das águas marítimas à “proximidade do esgotamento”.

Segundo o Observatório do Clima (25/1), a temperatura dos oceanos aumentou muito nos últimos 50 anos, na faixa dos 700 metros mais rasos. O aumento anual foi mais de duas vezes superior ao que era há 18 anos, diz o Laboratório Lawrence Livermore, dos Estados Unidos.

De acordo com esse documento, a temperatura na Terra “sobe hoje mais (um terço) em camadas mais profundas, abaixo da superfície”. E foi a partir do início do século 21 que esse aumento de temperatura passou a ser mais forte. Já de 1997 em diante “os oceanos passaram a esquentar duas vezes mais e as camadas abaixo de 700 metros passaram a responder por uma parte cada vez mais significativa da absorção de calor” (em 1988 começara o “hiato de aquecimento”, com a temperatura global se acelerando em ritmo menor, apesar do aumento da concentração de dióxido de carbono no ar); 14 dos 15 anos mais quentes da História do planeta aconteceram neste início de século 21.

Hoje, acreditam os cientistas do Met Office, órgão meteorológico oficial da Grão Bretanha, que o calor pode chegar (O Globo, 1.º/2) a recordes até 2020. No ano passado, a temperatura elevou-se 0,44 grau Celsius e poderá continuar alta este ano, com El Niño. Canadá, Estados Unidos e Groenlândia assinaram acordo para enfrentar juntos a questão do degelo no Oceano Ártico (New Scientist, 21/11/15). Teme-se que o derretimento dos glaciares possa drenar parte da vasta camada de gelo da Groenlândia – o que poderia resultar em 50 centímetros mais no nível do mar. Até o final do século poderia acontecer até uma elevação de mais de um metro no nível do mar – com consequências graves em muitas áreas, muitos lugares no mundo.

Os problemas nos oceanos continuam cada vez mais preocupantes, com essas e outras questões relacionadas – clima, frequência de tempestades, acidificação de águas oceânicas, pesca insustentável, navegação poluidora afetando a biodiversidade, invasão de espécies, resíduos e emissões de indústrias offshore, deposição de lixo, segundo o estudo do World Ocean Assessment apresentado à ONU.

Avaliação de informações geológicas pela Universidade de Vermont (EUA) chega a dizer que a elevação do nível do oceano na Baía de Chesapeake (na região de Washington), em velocidade maior que a média global, em cem anos pode atingir cem centímetros ou mais – um problema de dimensões inimagináveis. Por aqui, entende um comitê Brasil-Inglaterra-Estados Unidos (Folha de S.Paulo, 4/12/15) que já é preciso recuperar trechos da orla marítima de Santos – inclusive porque até 2050 o nível do mar pode subir mais de 30 centímetros na região e chegar a 45 centímetros até 2100 (a taxa global que prevê é de 28 a 89 centímetros até o fim do século). Será indispensável recuperar mangues (problema também em muitas outras partes do País), “engordar” praias e recifes (incluindo Pernambuco e Rio Grande do Norte), providenciar defesas para muitas áreas urbanas de Santos.

Já a Nasa, a Agência Espacial dos Estados Unidos, afirma que o nível do mar, em média, subiu quase oito centímetros no mundo desde 1992 e que essa mesma tendência deverá manter-se nos próximos anos (Eco-Finanças, 28/8/15). Até aqui, as costas da Ásia e da Oceania, no Pacífico, assim como as do Mediterrâneo Oriental e da América foram as mais atingidas. E a atividade humana é a principal causa da modificação nos oceanos e mares, assim como nos gelos da Antártida, no aumento da temperatura da água. “Pode piorar”, tem dito o geofísico Steve Neren, da Universidade do Colorado.

Há regiões com problemas gravíssimos já hoje, como Kiribati, a República insular do Pacífico, com 100 mil habitantes, que poderá desaparecer. Que fazer com a população? Com que recursos? E com as ameaças a terras próximas? A República de Fiji também já está realocando parte de sua população.

Mas nem a pesca excessiva e insuportável no mundo se consegue enfrentar. Tampouco no Brasil. Segundo a FAO-ONU, de 20% a 30% da população mundial de peixes está sobre-explorada ou esgotada; em 30 anos a ameaça pesará sobre 80% das espécies. Nada menos que 12% da população mundial depende da pesca (158 milhões de toneladas em 2012) e da aquicultura. É indispensável e urgente, segundo o órgão da ONU, uma mudança radical nas formas de gestão dos recursos marinhos, para salvar “a segurança alimentar mundial” – sem falar nos custos atuais de US$50 bilhões anuais com a geração de problemas.

Precisamos pelo menos, e com urgência, diagnosticar no Brasil com exatidão as questões da sobrepesca, da vida de mais de 1 milhão de pessoas que trabalham nessa atividade. E os danos já provocados nas áreas costeiras, principalmente o desaparecimento de mangues – berço da vida marinha. Não se pode “deixar como está para ver como é que fica”, diante se um ministério da Pesca inexpressivo – num país com o privilégio da costa extensa de que dispomos, na qual poderíamos centrar formatos decisivos para as áreas econômica, cultural e ambiental. Enquanto é tempo.

FONTE: envolverde

“Reforma da Previdência proposta é restrição de direitos básicos”

Economista defende reforma tributária e volta da CPMF para criação de fundo previdenciário e diz que debate ignora questões éticas e sociais

Publicado originalmente em: 04/02/2016

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O governo federal deve enviar ainda neste semestre uma proposta de reforma da Previdência ao Congresso Nacional. Diante do processo de envelhecimento da população brasileira, o tema tem ganhado destaque nos discursos da presidenta Dilma Rousseff e do ministro da Fazenda, Nelson Barbosa. Projeções da Previdência Social apontam que a população idosa irá triplicar em 45 anos no Brasil, passando de 11,7% em 2015 para 33,7% em 2060.

Diante de uma conjuntura que envolve menos contribuintes, mais beneficiários e benefícios de duração maior devido ao aumento da expectativa de vida, o governo estuda propostas como a unificação de todos os regimes de aposentadoria a partir de uma idade mínima e até mesmo a desvinculação dos benefícios do salário mínimo.

O economista Guilherme Costa Delgado, que coordenou a área previdenciária do Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (Ipea) e integrou o Conselho Nacional de Previdência Social, se diz contra essas propostas.

Em entrevista a CartaCapital, Delgado afirma que o aumento da despesa previdenciária deve ser resolvido com a criação de novas fontes de recursos, o que incluiria uma reforma tributária, e não com a redução de direitos conquistados. “Precisamos fazer sempre uma distinção entre a ética previdenciária e a questão fiscal. A reforma da Previdência não pode se limitar à questão fiscal”, diz Delgado, doutor em economia pela Unicamp.

Leia os principais trechos da entrevista:

CartaCapital: O Brasil precisa mesmo de uma reforma da Previdência?

Guilherme Delgado: A resposta a essa pergunta é um sim e um não ao mesmo tempo. O regime-geral de Previdência Social passou, nos últimos 15 anos, por um processo de incorporação muito importante de novos segurados, por conta do emprego formal, que cresceu, e também dos benefícios que foram sendo incorporados a certas categorias informais. Então, vai chegar o momento em que a despesa desse sistema vai crescer, por esse maior acesso ao seguro social e também pelo fator longevidade.

Um sistema como esse precisa ter provisões de recursos para atender a essas situações de exacerbação da despesa de longo prazo, porque as fontes convencionais são insuficientes. Isso é previsível e não tem nenhum segredo. Nesse sentido, precisamos de uma reforma? Sim, precisamos.

CC: Que reforma seria essa?

GD: Essa reforma foi antecipada no governo tucano [de Fernando Henrique Cardoso (1995-2002)], quando se estabeleceu a necessidade de criar um fundo de reserva na Previdência para atender benefícios futuros. Isso foi uma emenda constitucional, a emenda 20, de 1998, que ficou como o último artigo da Constituição, artigo 250. Mas a lei jamais foi regulamentada. Ninguém mexeu no assunto, nem os tucanos, nem os petistas. Só voltam a pensar nisso quando há uma crise de conjuntura.

CC: O dinheiro do fundo sairia de onde?

GD: É preciso criar fontes novas de provisionamento, provavelmente fontes tributárias. No curto prazo, a aprovação da CPMF (Contribuição Provisória sobre Movimentação Financeira) é uma opção para acudir o sistema. Não é um imposto perfeito, mas não existe imposto perfeito. Na atual conjuntura, a CPMF será integralmente gasta com a necessidade de financiamento corrente. Quando a arrecadação previdenciária começou a cair, em 2012, nós não estávamos em recessão. Mas a presidente Dilma resolveu, nesse período, produzir a mágica da desoneração previdenciária, desonerar a contribuição patronal. Então a receita começou a cair.

CC: E no longo prazo, de onde viriam os recursos?

GD: Do ponto de vista de longo prazo, é preciso outra fonte de recursos, de caráter mais progressivo. Precisamos de uma minirreforma tributária, com impostos incidentes sobre o topo da pirâmide, para a finalidade previdenciária. O sistema empresarial é muito mal tributado no Brasil, e é preciso enfrentar essa questão. Isso inclui taxação de fortunas e novas alíquotas do Imposto de Renda. Nossas alíquotas param em 27,5%. Países liberais como Estados Unidos e Inglaterra têm um topo de tributação na faixa de 40%, 50%.

Quando eu digo minirreforma, é para efeitos previdenciários. Precisamos de uma reforma tributária ampla, mas isso é outro assunto. O que não podemos é abandonar a ideia da justiça tributária. Mas não é essa a visão da ‘pátria financeira’, que está interessada em produzir superávit primário a qualquer custo para atender o serviço da dívida, sem discutir questões éticas, de justiça tributária e de justiça previdenciária.

CC: É por isso que o senhor também diz ‘não’ à reforma da Previdência?

GD: O que está sendo proposto, com um verdadeiro consenso da mídia e dos setores conservadores, é a restrição de direitos básicos para atender às exigências de financiamento da Previdência. Querem afetar diretamente a vinculação do salário mínimo com os benefícios previdenciários. É isso que o ex-ministro Delfim Netto [que também é colunista de CartaCapital] propõe como salvação da pátria e é o que foi antecipado no programa do PMDB, “Uma ponte para o futuro”, meses atrás. Mas está na Constituição que nenhum benefício da Previdência Social será inferior a um salário mínimo.

O salário mínimo passou por um processo de valorização e, pelo critério constitucional, essa valorização passou para o benefício previdenciário. Em uma situação de incerteza social e econômica como temos atualmente, a quebra desses benefícios básicos piora o quadro de expectativas de construção social.

Infelizmente, a presidente da República está embarcando nisso. Talvez seja essa a fatura que o sistema está apresentando para não insistir na tese do impeachment: já que não sai impeachment, está aqui a nossa fatura de mudança do estado de bem-estar social básico. Isso é voltar aos critérios anteriores, que são os critérios do regime militar, quando não havia nenhuma proteção para benefício básico.

CC: O que o senhor acha das propostas em discussão?

GD: Outra força presente no discurso conservador é a unificação de todas as idades para efeito de percepção de benefício previdenciário. Ou seja, querem aumentar a idade, nivelar pelo alto para que não haja distinções entre rural ou urbano, homem ou mulher. Estariam todos no topo da idade de aposentadoria, que é de 65 anos.

Na previdência rural, 99% das aposentadorias são de um salário mínimo. E a previdência rural tem características muito peculiares, as pessoas trabalham no regime de economia familiar desde crianças. E a atividade rural é informal, sujeita a muitos riscos e com uma jornada de trabalho muito diferente do setor formal.

Além disso, ao mexer na regra do salário mínimo, a tese conservadora afeta as aposentadorias assistenciais, da Lei Orgânica da Assistência Social (Loas), que tem cerca de 4 milhões de aposentadorias por idade e por invalidez. Então o sistema quer resolver a situação com a restrição de direitos básicos, marcadamente aposentadorias de salário mínimo. Isso afeta a base da pirâmide, o pessoal mais pobre. Não é essa a reforma da Previdência que nós precisamos.

CC: Qual a sua opinião sobre a proposta de idade mínima?

GD: Quando se introduziu a fórmula 85/95 para a aposentadoria por tempo de contribuição, com a regra de transição para 90/100, implicitamente foi introduzida a idade mínima. Então a ideia é que não haja aposentadorias precoces. Com essa discussão, se equacionou esse problema da aposentadoria por tempo de contribuição. Mas não é isso que está em discussão agora. O que está em discussão é uma idade mínima unificada para a aposentadoria geral.

A fórmula 85/95 foi uma solução razoável, porque eu sempre defendi a idade mínima, inclusive já fui muito criticado por trabalhadores. O critério previdenciário não é tempo de trabalho, é incapacidade para o trabalho. Se você tem 50, 55 anos e tem capacidade laboral, não é esse o critério de aposentadoria.

Portanto, acho que a regra é justificável do ponto de vista ético-previdenciário. Porque a gente precisa fazer sempre essa distinção: o ético previdenciário e a questão fiscal. A reforma da Previdência não pode se limitar à questão fiscal. Se você submeter tudo à questão fiscal você fica com uma discussão completamente enviesada.

CC: Outras reformas já implantadas foram capazes de amenizar o problema?

GD: Em 2015 houve uma legislação infraconstitucional que mudou a regra das pensões. O benefício era 100%, não é mais. Agora existe um escalonamento, de acordo com a idade do pensionista. Então você precisa ter um critério previdenciário, e a gente costuma confundir previdência social com a questão fiscal. A previdência está ligada à reposição da renda pessoal e familiar nas situações de riscos incapacitantes ao trabalho. Do ponto de vista previdenciário, a viúva jovem não está incapacitada para o trabalho.

Portanto, é justificável, do ponto de vista ético, que para a viúva jovem você conceda uma pensão por três anos. Então, do ponto de vista previdenciário, considerei essa regra eticamente aceitável. Não vou olhar a regra do ponto de vista fiscal. Porque, se não, vamos tirar o dinheiro das pessoas que estão no limite da necessidade para resolver o ajuste fiscal. Isso não tem fundamento ético nem previdenciário. Então acho que a legislação de 2015 de certa forma já resolveu os supostos apregoados excessos de bonança da Previdência Social.

Fonte: Carta Capital

World Employment and Social Outlook 2016: Our World Today

Publicado originalmente em: 19/01/2016

The weak growth of 2015, coupled with slowdowns in major economies, spells trouble for the world of work in over the next few years. ILO researchers Sameer Khatiwada and Veronica Escudero lay out the challenges world economies will face by 2017.

Fonte: International Labour Organization

Corte Interamericana pide a Costa Rica explicar anulación del decreto para regular la FIV

Publicado Originalmente em: 04/02/2016

* Comisión Interamericana de Derechos Humanos también presentará observaciones

* Gobierno tendrá que enviar la resolución de la Sala IV que anuló el decreto ejeuctivo

COSTA RICA CORTE INTERAMERICANA

San José

La Corte Interamericana de Derechos Humanos (Corte IDH) le pidió a Costa Rica explicar por qué la Sala Constitucional anuló el decreto que pretendía regular la fertilización in vitro (FIV) en el país.

La mañana de este jueves, los abogados de las parejas afectadas por la prohibición de la FIV en Costa Rica, presentaron un escrito para solicitarle a la Corte IDH que anule la resolución de la Sala IV y que reconozca el decreto ejecutivo como un instrumento legal válido para regular la técnica reproductiva en el país.

En respuesta a la solicitud de los abogados, la secretaría de la Corte IDH le concedió una semana —hasta el jueves 11 de febrero— al Estado costarricense y a la Comisión Interamericana de Derechos Humanos (CIDH) para que presenten sus observaciones sobre la decisión de la Sala Constitucional que dejó sin efecto el decreto.

LEA: Parejas piden a Corte IDH anular sentencia de la Sala IV y avalar decreto que regula la FIV

La presidencia de la Corte IDH también pidió al Estado que aporte una copia de la resolución de la Sala IV, o bien, el comunicado de prensa en en cual se explican las razones para anular el decreto.

El abogado de las parejas del caso FIV contra Costa Rica, Boris Molina, dijo: “Estamos sumamente contentos con esta célere resolución de la Corte Interamericana, porque evidentemente le está diciendo al Estado que tiene que responder en forma ágil e inmediata este tema”.

“El Estado no significa el Poder Ejecutivo, la Sala Constitucional tendrá que darle explicaciones a la Corte Interamericana antes del 11 de febrero, eso es lo que tiene que hacer el Poder Ejecutivo, pasarle la bola a la Sala Constitucional para que responda por su absurda y arbitraria resolución”, concluyó el jurista.

Anulación del decreto. Este miércoles 3 de febrero la Sala Constitucional anuló el decreto emitido por el presidente de la República, Luis Guillermo Solís, que pretendía regular nuevamente la FIV en el país y cumplir con la sentencia de la Corte IDH.

LEA: Solís niega derrota y esperará momento oportuno para convocar plan sobre FIV en Congreso

Los magistrados decidieron traerse abajo el decreto porque los derechos fundamentales —como lo es el derecho a la vida— no se pueden regular mediante un decreto y solo se pueden normar con una ley.

Luis Guillermo Solís firmó el decreto el 11 de setiembre del 2015. La norma ejecutiva entró a regir el 10 de octubre de ese mismo año.

Un mes después de firmado el decreto, el 11 de setiembre, la Sala Constitucional –en una votación divida de sus magistrados– decidió acoger para estudio una acción de inconstitucionalidad presentada por un grupo de diputados contra el decreto de FIV.

Los jueces de la Corte IDH se reunirán entre el 15 de febrero y el 2 de marzo de este año para deliberar sobre distintos casos, entre los que se encuentra el informe de cumplimiento de sentencia de Costa Rica.

LEA: Sala IV anula decreto que pretendía regular la FIV en Costa Rica

La jueza costarricense Elizabeth Odio, quien inició funciones en la Corte IDH a partir del 1.° de enero de este año, no participará en la decisión del caso FIV que se lleva contra el país por tratarse de un proceso que se resolvió antes de su ingreso a ese alto tribunal.

Esta es la notificación oficial de la Corte IDH al Estado costarricense y a los abogados de las parejas del caso FIV, Hubert May y Boris Molina.

Resolução da Corte caso costa rica

Por: Manuel Avendaño

Foto: Manuel Avendaño

Fonte: La Nación

Discurso do Ministro Mauro Vieira por ocasião da Conferência Internacional de Apoio à Síria e Região – Londres, 4 de fevereiro de 2016 [Inglês]

Publicado originalmente: 04/02/2016

20160204-ME-discurso-1First of all, allow me to congratulate the Governments of the United Kingdom, Germany, Norway and Kuwait, as well as the United Nations, on the organization of this timely and important conference.

The numbers resulting from the conflict in Syria are well known to all of us: a death toll too great to be overlooked and a humanitarian drama that has turned far too many average Syrian citizens into victims for the international community to ignore. Not to mention an entire generation of Syrian children and youth left out without an education, deprived of aspirations and dreams. This is a human tragedy of epic proportions, one that affects all of humanity.

That is why I hereby announce that Brazil is channeling over 1.3 million dollars to the Office of the United Nations High Commissioner for Refugees with the purpose of alleviating the plight and the suffering of Syrian refugees in the neighboring countries and elsewhere. Furthermore, Brazil has purchased 1.85 million dollars’ worth of food supplies – roughly 4.500 tons of rice – which will hopefully help improve food security for refugees and internally displaced people in the Levant. In spite of the fiscal and budgetary adjustment my Government is currently carrying out, Brazil sees humanitarian assistance to those in need as a responsibility we cannot shy away from.

Helping those suffering from war, terrorism and chaos is one side of the coin. The other one is giving shelter to those trying to run away from such ordeal. Brazil’s humanitarian visa policy, which was extended for two additional years last September, has allowed for more than 2,000 people affected by the conflict in Syria to seek refuge in Brazil since 2013. Another 7,000 of such visas have already been issued, allowing those who have applied for it to safely arrive at Brazilian shores.

As the home of the largest Syrian diaspora in the world, a land that has offered safe haven for people fleeing the Levant for over a century now, a country that has been shaped by the contribution of immigrants and their descendants, including over 4 million Brazilians of Syrian ascent, Brazil has opened its arms to receive those fleeing from the conflict in Syria and from the threat of terrorism.

Ladies and gentlemen,

Our efforts today will have limited impact if a meaningful political solution is not reached soon enough. Last December, for the very first time since the beginning of the conflict in Syria five years ago, the UN Security Council formally acknowledged that there cannot be a military solution for the Syrian crisis. Brazil has long advocated that a political solution is the only road there is. We welcome Resolution 2254 and encourage all key stakeholders to follow the roadmap outlined therein. We also welcome Resolution 2258 and urge concerned actors to comply with international humanitarian law and to provide safe, full and unimpeded access to humanitarian agencies on the ground.

The international community must be prepared to fully support the mediation efforts led by the Special Envoy of the Secretary-General for Syria, Staffan di Mistura, and to further encourage the intra-Syrian dialogue, in spite of the many obstacles and shortcomings it faces.

Helping Syrians to broker a political solution; stemming the bloodshed; alleviating the hardship caused by war; keeping Syria united; fighting and preventing terrorism; rebuilding a country thorn-apart: these are the tasks ahead. Daunting for sure, but unavoidable. You must rest assured that Brazil will shoulder its share of responsibility for carrying out the momentous collective endeavor that lies ahead of us.

Thank you very much.

Fonte: Itamaraty

Brasil e Equador estão empenhados em aumentar comércio e investimentos

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27-01-2016

Brasília (27 de janeiro) – O ministro do Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior, Armando Monteiro, acompanha a presidenta Dilma Rousseff em visita ao Equador, onde participa da IV Cúpula de Chefes de Estado e de Governo da Comunidade de Estados Latino-Americanos e Caribenhos.

Durante a cúpula, Dilma Rousseff afirmou que Brasil e Equador estão empenhados em adotar medidas para incrementar a corrente de comércio bilateral e promover novos investimentos nos dois países. Dilma marcou uma reunião com o presidente do Equador, Rafael Correa, nas primeiras semanas de março para tratar de questões relacionadas ao comércio e investimentos.

“Manifestamos nossa disposição de negociar um Acordo de Cooperação e Facilitação de Investimentos (ACFI), capaz de oferecer um marco sólido para estimular iniciativas de empresas equatorianas e brasileiras. Estou segura que, assim, estaremos fortalecendo nosso relacionamento econômico”, disse a presidenta.

Dilma afirmou ainda que o Equador é um parceiro importante em áreas estratégicas de infraestrutura, como a hidrelétrica de Manduriacu e o projeto de irrigação Daule Vinces. Ela acrescentou que os dois países vão trabalhar intensamente para impulsionar o Eixo Multimodal Manta-Manaus, rota que ligará o Norte do Brasil ao porto equatoriano de Manta.

Fonte: Ministério do Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior.

Mudança climática e água pautam gestão da cadeia de valor nas empresas, revela pesquisa

Publicado Originalmente: 04/02/2016

Ao todo, 41,8% das companhias passaram a integrar a gestão de água às suas estratégias de negócio, de acordo com os resultados do programa CDP Supply Chain America Latina 2015, que analisa dados sobre água e mudanças climáticas da cadeia de valor de grandes empresas. Pela primeira vez, a pesquisa realizada pelo CDP (Carbon Disclosure Project), organização internacional que provê um sistema global único de reporte de impactos ambientais, incluiu informações sobre a gestão hídrica na cadeia de fornecimento, além dos dados sobre a gestão de emissões de gases de efeito estufa.

O relatório apontou que 53,7% das empresas possuem os riscos relacionados a gestão de recursos hídricos associados as suas despesas, inclusive com 35,2% delas declarando ter encontrado oportunidades para redução de custos com a gestão. 12,8% das companhias ainda relataram que já sofreram ou identificaram impactos prejudiciais às operações relacionados à gestão da água, principalmente nos setores de químicos, tabaco, automóveis e componentes, processamento de alimentos e bebidas e varejo de produtos alimentares básicos.

Em relação à gestão de mudanças climáticas, foi registrado um aumento do número de empresas que possuem iniciativas ativas e que relatam a redução das suas emissões, totalizando 26,1% dos respondentes contra 15% no ano de 2014. No Brasil esse percentual chega a 23%. Na relação com a cadeia de valores, 58,8% dos respondentes afirmaram não possuir práticas ou iniciativas de engajamento. Na América Latina, 34,1% das empresas declaram ter integrado a gestão das mudanças climáticas as suas estratégias de negócio. As empresas do Brasil representam 58,1% do total.

A pesquisa também mostrou um aumento do número de empresas que reportaram suas informações ambientais aos seus clientes, em um ano pautado pelo acordo feito na 21ª Conferência da Convenção Quadro das Nações Unidas (COP21), que definiu um novo compromisso global com o clima e as mudanças climáticas.

Fornecedores de todo o mundo
O reporte conta com informações de mais de 8 mil fornecedores no mundo todo, 500 somente na América Latina, que alcançou um índice de resposta de 67% aos questionários do programa, representando a segunda melhor média global, atrás apenas da Ásia, com 71% de taxa de respostas. Além disso, 62 fornecedores responderam o questionário sobre gestão de Água, com um índice de resposta de 65% e também o segundo maior do mundo, atrás apenas dos Estados Unidos.

Os 75 membros do CDP Supply Chain responsáveis pelo pedido de informação junto a suas cadeias de fornecimento para produzir esse relatório representam juntos um poder aquisitivo anual combinado de quase U$S 2 trilhões em gastos combinados e incluem organizações como Banco Bradesco, Braskem, Arcos Dourados (empresa controladora da marca McDonalds na América Latina), Walmart, entre outras.

Empresas brasileiras
Na América Latina, o Brasil representou o maior número de empresas respondentes, tanto para o questionário de gestão da água, representando 38,3% do total de respondentes no Brasil, com 62 fornecedores, como para o questionário de mudanças climáticas, que totalizou 55% do total e contou com a participação de 278 fornecedores. Em seguida, vieram México, com 29% do total de respondentes em gestão de água e 34% em mudanças climáticas, e a Argentina, com respectivamente 9,9% e 3% de respondentes.

“Os resultados do programa CDP Supply Chain nos mostrou uma tendência crescente de reporte adotada pelas empresas, atendendo às demandas por maiores níveis de transparência da sociedade e em adequação a novas regras e exigências de mercado. O aumento dos índices de respostas e adesão ao programa evidencia que as questões ambientais tornaram-se cada vez mais determinantes na agenda corporativa, influenciando as relações comerciais também em mercados emergentes”, afirma Lauro Marins, gerente do Programa Supply Chain.

Movimentos e acordos globais
“Além disso, novos movimentos e acordos globais tendem a fortalecer esta tendência, como por exemplo, o acordo celebrado na COP21, que definiu o novo compromisso global com o clima e o endereçamento das mudanças climáticas, incluindo a adaptação aos impactos já identificados”, completa o executivo.

As empresas que se destacaram por apresentarem boas práticas relacionadas a temática de mudanças climática, como Kurita do Brasil (Score CDP: 92 A-), Oxiteno S.A Industria e Comércio (Score CDP: 93 C) e Supricel logística (Score CDP: 85 C), foram selecionadas para elaboração dos estudos de caso a partir de suas iniciativas.

O Sumário Executivo com os resultados do Supply Chain foi elaborado pela Gestão Origami, empresa de consultoria em sustentabilidade, parceira do CDP e responsável por implantar a metodologia de scoring da organização para a avaliação e orientação de empresas participantes do programa no Brasil. A MGMinnova foi a empresa de consultoria responsável por essa atividade na América Latina.

Fonte: EcoDesenvolvimento