Special issue of UNCTAD’s Global Investment Trends Monitor

Dear Members of the World Investment Network,

I am pleased to share with you a special issue of UNCTAD’s Global Investment Trends Monitor focusing on the implications of the RCEP agreement for investment flows in the region.

Key findings include:

  • The Regional Comprehensive Economic Partnership (RCEP) agreement, signed on 15 November 2020, could give a significant boost to foreign direct investment (FDI) in the mega region.
  • The investment provisions in the agreement mostly consolidate existing entry commitments and best practices of investment facilitation contained in myriad bilateral and subregional agreements. However, the provisions related to market access and disciplines in trade, services and e-commerce are highly relevant for regional value chains and market-seeking investment.
  • RCEP is already a major FDI destination. It accounts for 16% of global FDI stock and more than 24% of flows. While global FDI has been stagnant for the last decade, the RCEP group has shown a consistent upward trend until last year.
  • The agreement comes at a time of major upheaval caused by COVID-19. The pandemic will lead to a drop in FDI in the region of about 15%. However, this compares favourably to a fall of 30-40% in global FDI, and the region looks set to lead the FDI recovery.
  • Intra-regional investment, at about 30% of total FDI in RCEP, has significant room for further growth. It is relatively low compared to other major economic partnerships.
  • Likely investment policy priorities for the partnership will include: (i) Boosting investment in sustainable post-pandemic recovery; (ii) Supporting resilience-seeking FDI, and (iii) Promoting investment for development.

A special issue of the SDG Investment Trends Monitor on the impact of COVID-19 on investment in the SDGs will be published in December. The next regular issue of the Global Investment Trends Monitor is scheduled for mid-January 2021.

Best regards,

James X. Zhan
Director, Investment and Enterprise
Lead, World Investment Report
United Nations Conference on Trade & Development
Palais des Nations, Geneva
http://www.unctad.org/wir
http://www.worldinvestmentforum.org
http://investmentpolicyhub.unctad.org

CACD Clipping [Aula Gratuita] Oriente Médio atual: economia e política muito além do petróleo

Novo curso do Petit Journal (Oriente Médio) 👉 https://bit.ly/3jX3a4q Para receber a oferta especial, basta se matricular no último curso (EUA) até as 12h do dia 06/11 👉 https://bit.ly/3kW3ou8 —— Oriente Médio atual: economia e política muito além do petróleo Acesse os slides da aula 👉 https://bit.ly/32hOHKt O Oriente Médio tem se modificado de forma significativa ao longo dos últimos anos. O petróleo, sempre tão central na economia e política médio oriental, vem sendo repensado como estratégia de inserção no mundo. Dentro dessa região, os relacionamentos vem sendo repensados, alianças feitas e desfeitas. Nesse contexto, o Petit Journal oferece mais uma aula gratuita para analisar essa região, tendo como foco as mudanças mais recentes, numa visita atualizada com os acontecimentos até o dia da aula.

China com Sun Tzu, na guerra dos chips


29/9/2020, Pepe Escobar, Asia Times

Indo direto ao ponto: com ou sem rolo compressor de sanções, a China simplesmente não será expulsa do mercado global de semicondutores.

A quantidade real de chips que a Huawei tem em estoque para suprir o próprio negócio de smartphones talvez até seja questão em aberto.

Mas o ponto mais importante é que nos próximos anos – lembrem que Made in China 2025 continua em vigor – os chineses estarão fabricando o equipamento necessário para produzir chips de 5 nanômetros tão bons ou até melhores que os que vêm hoje de Taiwan, Coreia do Sul e Japão.

Conversas com especialistas em TI da Rússia, dos países da Associação de Nações do Sudeste Asiático (ing. ASEAN) e da Huawei revelam os contornos básicos do mapa do caminho à frente.

Esses especialistas explicam que o que poderia ser descrito como uma limitação da física quântica está impedindo a passagem consistente, de chips de 5 nanômetros para chips de 3 nanômetros. Significa dizer que as próximas descobertas podem vir de outros materiais e técnicas de semicondutores.

Portanto, quanto a esse aspecto, a China está praticamente no mesmo nível de pesquisa que Taiwan, Coréia do Sul e Japão.

Além disso, não há nenhuma lacuna de conhecimento – ou problema de comunicação – entre os engenheiros chineses e taiwaneses. E o modus operandi predominante ainda é a porta giratória.

Os avanços da China envolvem mudança crucial, do silício para o carbono. A pesquisa chinesa está totalmente investida nisso e está quase pronta para transpor o próprio trabalho de laboratório, para a produção industrial.

Em paralelo, os chineses estão atualizando o procedimento de fotolitografia, que os EUA privilegiam para obter chips nanométricos, para um novo procedimento de litografia não fotográfica, capaz de produzir chips menores e mais baratos.

Assim como as empresas chinesas, avançando, estarão comprando todas as etapas possíveis que apareçam no negócio de fabricação de chips, e custem o que custarem, também as principais empresas de semicondutores dos EUA farão o mesmo, como a Qualcomm, que não se sujeitará a sanções e continuará a fornecer chips para a Huawei. Esse já é o caso da Intel e da Advanced Micro Devices, Inc. (AMD).

O jogo de Huawei

A Huawei, por sua vez, está investindo em profundidade numa relação muito estreita de P&D com a Rússia, recrutando alguns dos melhores talentos tecnológicos da Rússia, notoriamente fortes em matemática, física e no trabalho de rigoroso projetamento. Exemplo disso é a compra pela Huawei da empresa russa de reconhecimento facial Vocord em 2019.

Alguns dos melhores cérebros tecnológicos da Coréia do Sul são russos.

A Huawei também estabeleceu – na Tailândia – um “centro de inovação de ecossistema 5G”, o primeiro de seu tipo em países da ASEAN [Indonésia, Malásia, Filipinas, Cingapura e Tailândia, desde 1967; Brunei, a partir de 1984; Vietnã desde 1985; Mianmar e Laos a partir de 1997 e Camboja desde 1999 (NTs)].

No médio prazo, a estratégia da Huawei para seus telefones inteligentes de alto padrão – que utilizam chips de 7nm – será entregar o negócio a outros atores chineses como Xiaomi, OPPO e VIVO, cobrar taxas de patente e esperar pelo inevitável chip chinês, enquanto mantém a produção de equipamentos 5G, para os quais tem chips suficientes.

Esses especialistas em TI consideram o sistema operacional Harmony da Huawei mais eficiente que o Android. E roda com chips menos exigentes.

Com a expansão do 5G, a maior parte do trabalho em telefones inteligentes pode ser feito por servidores em nuvem. Até o final de 2020, pelo menos 300 cidades em toda a China estarão cobertas pela 5G.

A Huawei se concentrará em produzir computadores desktop e displays digitais. Estes desktops virão com processador chinês, o Kunpeng 920, e serão executados por um Sistema Operacional Unificado (ing. Unified Operating System, UOS) chinês.

O UOS é um sistema Linux desenvolvido pela Union Tech chinesa e encomendado por Pequim – aqui está o busílis –para substituir o Microsoft Windows. Estes desktops não serão vendidos ao público em geral: equiparão a administração pública nacional e provinciais da China.

Não é de admirar o persistente rumor que se ouve nos círculos de TI, segundo o qual é hora de pôr dinheiro num Fundo de Investimento em Chip Chinês – para embolsar gordos ganhos quando acontecerem grandes avanços tecnológicos, antes de 2025.

O centro tech da Ásia Oriental

Quaisquer que sejam as provações e tribulações da guerra dos chips, a tendência inevitável é a China posicionada como centro tecnológico indispensável da Ásia Oriental – abrangendo países da ASEAN, o nordeste asiático e a Sibéria Oriental ligada às duas Coreias.

Este é o nodo duro da já próxima Parceria Econômica Regional Ampla, PERA (Regional Comprehensive Economic Partnership, RCEP) – o mais abrangente acordo de livre comércio no mundo – a ser assinado até 2021.

A Índia optou por se autoexcluir da PERA –, com o que se autocondenou a ter papel periférico, como potência econômica e em termos geoeconômicos. Basta compará-la à Coréia do Sul, que está impulsionando sua integração com a ASEAN e o nordeste asiático.

O núcleo tecnológico do Leste Asiático estará no coração de uma cadeia global de produção que integra o melhor da concepção científica e tecnológica e os melhores especialistas em produção espalhados por todos os nodos da cadeia de suprimento global.

Essa é consequência natural, dentre outros fatores, de o número de patentes requeridas no Leste Asiático já ter chegado a 3,46 vezes o número dos EUA.

E isso nos leva ao caso muito especial da Samsung. A empresa Samsung está aumentando seu esforço de P&D para, de fato, deixar para trás, o mais rapidamente possível, as tecnologias de marca norte-americana.

Quando o presidente Moon da Coréia do Sul superturbina seu apelo pelo fim oficial da Guerra da Coréia, o movimento deve ser visto em conjunto com a Samsung em vias de alcançar amplo acordo de cooperação tecnológica com Huawei.

Este movimento de pinça ilustra com perfeita clareza a independência da Coréia do Sul em relação ao abraço de urso dos EUA.

Não escapa à atenção da liderança em Pequim que a emergência da Coréia do Sul como ator geopolítico e geoeconômico cada vez mais forte na Ásia Oriental deve estar inextricavelmente ligada ao acesso da China à próxima geração de chips.

Portanto, um processo geopolítico e geoeconômico crucial a ser observado nos próximos anos é como Pequim progressivamente atrai Seul para sua área de influência, como espécie de potência tributária de alta tecnologia, enquanto aposta no futuro do que seria uma Federação Coreana.

A ideia tem sido discutida ano após ano, no mais alto nível, no Fórum Econômico Oriental em Vladivostok.

Wang Huiyao, do Centro para a China e a Globalização, sediado em Pequim, observa que China e Coréia do Sul, que já têm um acordo de livre comércio, “iniciarão a segunda fase de negociações para estabelecer novo mecanismo para a cooperação econômica China-Coreia do Sul, que se desenvolve rapidamente”.

O próximo passo – imensamente difícil – será criar-se um mecanismo de livre comércio China-Coreia do Sul. E depois, um mecanismo China-Japão-Coreia do Sul, mais próximo e interligado. A Parceria Econômica Regional Ampla, PERA (Regional Comprehensive Economic Partnership, RCEP) é apenas o primeiro passo. Até 2049 a viagem será longa. Mas todos sabem para que lado o vento sopra o vento.