ONU defende importância da ajuda humanitária em meio a recorde de pessoas sob risco

Publicado originalmente em:19/08/2016

12-23-2014Kurdistan_Iraq.jpg

O secretário-geral da ONU, Ban Ki-moon, e o diretor-executivo do Fundo de População das Nações Unidas (UNFPA), Babatunde Osotimehin, enfatizaram a importância da ajuda humanitária em meio a um recorde de mais de 130 milhões de pessoas no mundo em situação de emergência por conflitos, desastres naturais, entre outros riscos. As declarações foram feitas para o Dia Mundial Humanitário, lembrado em 19 de agosto.

“Um recorde de 130 milhões de pessoas são dependentes de ajuda humanitária para sobreviver. Reunidas, essas pessoas em necessidade seriam a décima nação mais populosa da Terra”, disse o secretário-geral das Nações Unidas, em comunicado.

Segundo Ban, apesar de estarrecedores, esses números ainda não contam “a história toda”, uma vez que escondidos atrás das estatísticas estão indivíduos, famílias e comunidades cujas vidas foram devastadas. “São pessoas não muito diferentes de mim e de você: crianças, mulheres e homens que enfrentam escolhas impossíveis todos os dias”, declarou.

São pais que precisam escolher entre comprar comida ou remédios para suas crianças; crianças que precisam escolher entre ir à escola ou trabalhar para ajudar suas famílias; famílias que correm o risco de enfrentar um bombardeio em casa ou uma perigosa fuga pelo mar”, descreveu Ban.

De acordo com o secretário-geral da ONU, as soluções para as crises não são simples nem rápidas. No entanto, há coisas que todos podem fazer. “Podemos demonstrar compaixão, podemos levantar nossas vozes contra a injustiça, e podemos trabalhar por mudanças”.

Além de ser a ocasião de lembrar a necessidade de agir para aliviar o sofrimento de milhares, o Dia Mundial Humanitário também homenageia trabalhadores humanitários e voluntários na linha de frente das crises, segundo Ban. “Homenageio esses homens e mulheres dedicados que de forma corajosa enfrentam o perigo para ajudar outros que enfrentam riscos maiores”.

Mais cedo neste ano, 9 mil participantes reuniram-se em Istambul para a primeira Cúpula Mundial Humanitária, na qual líderes mundiais se comprometeram em transformar as vidas de pessoas vivendo em conflitos, desastres e vulnerabilidade aguda. A cúpula deu origem à Agenda pela Humanidade, cujo objetivo é não deixar ninguém para trás.

Essa promessa é também o centro dos Objetivos do Desenvolvimento Sustentável, conjunto de metas com foco nos direitos humanos, na resiliência e na erradicação da pobreza, que oferece um plano de 15 anos para reduzir as necessidades e vulnerabilidades e promover a paz mundial, a dignidade e a oportunidade para todos.

“Para ter sucesso nessa jornada coletiva, precisamos que cada um exerça seu papel. Cada um de nós pode fazer diferença. Neste Dia Mundial Humanitário, vamos nos unir em nome da humanidade e mostrar que não podemos deixar e não deixaremos ninguém para trás”, concluiu o secretário-geral.

 

Fundo de População das Nações Unidas

Em sua mensagem para o Dia Mundial Humanitário, o diretor-executivo do UNFPA, Babatunde Osotimehin, pediu por sua vez solidariedade global e união para auxiliar os afetados por crises, em especial meninas e mulheres em situação de vulnerabilidade.

Compartilhamos a responsabilidade de atingir aqueles deixados para trás, ajudar os mais vulneráveis e apoiar mais de 130 milhões de pessoas que precisam de assistência humanitária — uma em quatro pessoas desse total é mulher ou menina em idade fértil”, declarou.

Em resposta aos desafios humanitários atuais, o UNFPA fornece serviços emergenciais, suprimentos e informação para saúde sexual e reprodutiva, prevenindo e respondendo à violência baseada em gênero nos locais de crise.

O Fundo da ONU também está trabalhando com parceiros para transformar os compromissos da Cúpula Mundial Humanitária em ação concreta, segundo Osotimehin. “Por meio do novo Compacto para Jovens em Ação Humanitária, adotaremos iniciativas para atender prioridades e garantir a participação da juventude”, declarou, em comunicado.

“Nosso foco vai além de atender necessidades imediatas para reduzir riscos, construindo paz, fortalecendo a resiliência e apoiando desenvolvimento de longo prazo.”

Segundo o diretor-executivo do UNFPA, isso é especialmente importante enquanto países e comunidade internacional trabalham para entregar os Objetivos do Desenvolvimento Sustentável. “Para atingir esses objetivos, precisamos alcançar mulheres, meninas e jovens vivendo em países afetados por crises”, disse.

Ele lembrou que após o forte terremoto no Nepal em 2015, o UNFPA respondeu rapidamente com o fornecimento de equipamentos médicos e kits de saúde reprodutiva entregues a mais de 200 centros de saúde, beneficiando 150 mil pessoas e garantindo partos seguros para grávidas. Quatorze espaços foram criados para fornecer segurança, serviços e aconselhamento a 100 mil mulheres e meninas.

Em resposta à grave crise na Síria, o UNFPA está apoiando aproximadamente 200 mil serviços de saúde reprodutiva a cada mês, incluindo 6 mil partos dentro do país e em nações vizinhas. Também forneceu serviços para evitar e mitigar o impacto da violência baseada em gênero.

“Estes são apenas alguns exemplos das diferentes maneiras com as quais estamos trabalhando com parceiros para atingir pessoas em crise. Mas ainda há muito a ser feito”, disse Osotimehin. Em Alepo e em outras zonas de conflito, centros de saúde e outras infraestruturas civis estão sendo atacadas, deixando pessoas com poucos lugares para atendimento emergencial, e as mulheres estão pagando um preço muito alto, declarou.

Imagine ter de se colocar em risco de violência sexual enquanto busca comida ou água para sua família. Imagine estar grávida e tentar dar à luz sozinha, esperando não haver nenhuma complicação ou risco de vida para o bebê, ou enfrentando tiroteio e ataques aéreos para encontrar uma clínica ou hospital funcionando.”

Atualmente, mais de 65 milhões de pessoas foram deslocadas de forma forçada no mundo, incluindo mais de 21 milhões de refugiados, dos quais 47% são mulheres e 51% jovens menores de 18 anos.

A cada dia, mais de 500 mulheres e meninas adolescentes morrem por gravidez e partos em instalações não apropriadas, de acordo com o UNFPA. O acesso a serviços, parto seguro, prevenção à gravidez indesejada e a proteção contra o HIV são tão cruciais quanto comida, água e abrigo, disse Osotimehin.

“Toda pessoa precisa ter seus direitos humanos garantidos sem qualquer tipo de discriminação. Mesmo assim, todos os dias, pessoas afetadas por crises enfrentam escolhas impossíveis que prejudicam sua saúde, segurança e dignidade”, salientou.

 

Fonte: ONU BR

 

Visit one of the biggest flea markets in South America

Published on Jul 11, 2016

The Economist

Romero Jucá explica como destravar o Brasil

Publicado originalmente em: 30/06/2016

Segundo Romero Jucá, estimativa é de que 400 mil benefícios do Bolsa Família estejam irregulares. Senador afirma que ‘pacote de bondades’ de R$ 125 bi de Temer foi pactuado com diversos setores. Fala ainda sobre: impeachment; ações que estão sendo desenvolvidas pelo governo para regularizar a economia; dívidas dos Estados; ANAC; aumento de tributos; dentre outros.

Fonte: Estadão

Chefe da ONU diz confiar na Europa para ‘traçar caminho adiante’ após plebiscito no Reino Unido

Secretário-geral das Nações Unidas afirmou nesta sexta-feira (24) que espera continuar seu trabalho com o Reino Unido e a União Europeia, ‘importantes parceiros’ da ONU. “Quando trabalhamos juntos, somos mais fortes”, disse Ban Ki-moon em pronunciamento. O dirigente máximo da ONU afirmou ainda que “confia no histórico comprovado da Europa de pragmatismo e responsabilidade comum pelo interesse dos cidadãos europeus”.

Publicado originalmente em : 24/06/2016

Union_Jack_and_the_european_flag-e1466776179201

Após plebiscito que deliberou pela saída do Reino Unido da União Europeia, o secretário-geral das Nações Unidas, Ban Ki-moon, afirmou nesta sexta-feira (24) que a ONU espera continuar seu trabalho tanto com o Estado, quanto com o bloco, considerados “importantes parceiros“.

“Agora, conforme o Reino Unido e outros Estados-membros da União Europeia embarcam no processo de traçar um caminho adiante, o secretário-geral confia no histórico comprovado da Europa de pragmatismo e responsabilidade comum pelo interesse dos cidadãos europeus”, afirmou o porta-voz do dirigente máximo das Nações Unidas.

Ban “espera que a União Europeia continue a ser uma parceira sólida das Nações Unidas em questões humanitárias e de desenvolvimento, bem como de paz e segurança, incluindo (questões) de migração”.

O chefe da ONU também tem grandes expectativas de que “o Reino Unido vá continuar a exercer sua liderança em muitas áreas, incluindo a de desenvolvimento”.

“Quando trabalhamos juntos, somos mais fortes”, disse Ban.

O secretário-geral afirmou ainda que “acompanhou de perto as discussões em torno do referendo no Reino Unido” e que a decisão de deixar a União Europeia “veio ao fim de deliberações intensas e ricas discussões, não apenas no Reino Unido, mas por toda a Europa”.

 

Fonte:ONU Brasil

How China’s Economy Could Collapse

Published on Jan 26, 2016

The Archive

Efeitos da crise no comércio

Publicado originalmente em: 08/06/2016

Aumenta o número de lojas que fecham as portas devido à crise econômica do país. Segundo dados da ‘confederação nacional do comércio de bens, serviços e turismo’, foram quase cem mil em 2015.

Jornal da Gazeta

Moreira Franco: vamos encontrar solução para a maior crise econômica da nossa história

Publicado originalmente em: 08/06/2016

O secretário executivo do Programa de Parcerias de Investimentos (PPI) da Presidência da República, Moreira Franco, afirmou que o governo em exercício tem trabalhado para tirar o Brasil de uma crise de confiança e tem buscado soluções que possam dar certo, com regras claras e transparentes.

Portal Brasil