The economics of Asian geo-political stability

china

Author: Paul Hubbard, ANU

What can economics tell you about the geo-political challenges in Asia? Many strategic thinkers focus on defence capabilities, ideology, politics, environmental threats or history to envisage strategic futures. Economics provides a lens to focus on the fundamental drivers of regional power relations. National income limits a country’s capacity to mobilise resources for power projection, and hence influence the regional security order. For example, North Korea may be a security nuisance, but its pockets simply aren’t deep enough to be more than a bit player.

Australian Treasury’s long term international GDP projections are therefore a good starting point to considering strategic futures. They rely on slow moving variables, such as labour force and institutional capability, to project regional economic growth out for decades. The results are startling – Asia overtakes the traditionally ‘advanced’ economies on a PPP basis around 2020. This is led by China, which by 2030 could be producing a quarter of the world’s output. For comparison the United States at the end of the cold war produced 23 per cent of global output.

Some commentators disagree, pointing to the United States’ continued edge in technology. But ideas are easily copied and modern technology and international education means ‘catch up’ is getting faster. Others believe that GDP at market exchange rates is more relevant than ‘purchasing power parity’ for projecting power — to buy guns you need foreign currency, not bowls of rice. Using that measure, China doesn’t overtake the US until 2025, just a decade away. But market exchange rates are subject to market fluctuations, and PPP provides a better indicator or an economy’s underlying potential. Finally, other commentators note that the US will still have double China’s GDP on a capita basis by 2050. But this is much less relevant for geopolitics than raw command over resources; Singapore and Brunei both have per capita GDP higher than the United States or China. But they won’t decide the regional security order.

China has had consistently impressive growth record since starting reform and opening up in 1978. But current reforms to financial and capital markets are far more risky and ambitious than shifting workers from agriculture to industry. Continued economic growth requires increased reliance on markets to allocate capital. However, the effects of the Asian Financial Crisis on Indonesia, and more recently the wash-up of the Global Financial Crisis on Greece, have made the Chinese authorities well aware of the political risks of ceding control.

So what does this mean for Australian economic diplomacy? It’s hard to over-state Australia’s interest in drawing newcomers in to the open, rules based system. Both Australian commercial and strategic interests should be to see China integrate into world markets and regional institutions.

A little discussed role for Australian economic diplomacy is engaging its friends and allies on ways to bring China voluntarily into the self-constraining rules based market system. Part of this is advocating institutions that maintain an open trading and investment environment (such as the IMF) to become more inclusive of emerging countries’ interests. It also means prioritising institutions for the next fifty years, rather than those which consolidate cold war alliances. This means prioritising RCEP negotiations (which includes India and China) over TPP (which does not).

Another thing economics teaches us is that competition, not cartels, delivers the best value. Upsetting business as usual for the ADB (traditionally led by Japan) or the World Bank (headquartered in Washington DC) isn’t a good argument for shunning China’s first big multilateral initiative in the Asian Infrastructure Investment Bank.

At the highest level, it means encouraging the United States towards a regional trade and investment system where it realises its own interests are served through peaceably sharing regional leadership with China. Where possible, we should politely, but firmly, rebut US denials of China’s economic rise.

The projections also show that countries which might help balance China’s growth in the region, particularly Indonesia and India, are lagging their potential. Australia should be doing all it can to build the institutions of economic governance needed for a prosperous and coherent ASEAN. By contrast, Japan is more of a demonstrative footnote, given its precipitate decline. We should help a fellow democracy to grow old gracefully, not expect a great power renaissance.

Changing economic fortunes need not cause conflict; but misperceptions of national strengths and objectives do. Australia’s geo-political challenge is not just that for the first time its key strategic ally is different from its principal trading partner. It is that the key players in our region have different interpretations of the economic writing on the wall and haven’t yet realised that it’s in Chinese.

Paul Hubbard is a doctoral candidate at the Crawford School of Public Policy, The Australian National University. He is currently on leave from the Australian Treasury as a Sir Roland Wilson Scholar, and is former Fulbright Scholar in international relations. The views in this paper do not reflect those of the Australian Treasury.

 Fonte: East Asia Forum

Entre o medo e a apatia, gregos se preparam para o pior

0,,18355882_401,00

Em meia década de crise, a população aprendeu a lidar com constantes previsões sombrias sem entrar em pânico. Maioria se preocupa com as finanças e tenta poupar o quanto pode, mas trata saída do euro como improvável.

Pantelis Chatzisinakis não costuma entrar em pânico. O contador de 38 anos passou os últimos 14 anos tentando equilibrar as finanças de seus clientes, que vão de trabalhadores autônomos a médios empresários. Parte do tempo é destinada a acalmar as pessoas, numa tentativa de convencê-las de que tudo vai dar certo, apesar da matemática complicada.

Ele nota que seus clientes, assim como o governo, estão se confrontando com questões difíceis. “Meus clientes estão se perguntando se devem pagar as compras de supermercado, os empréstimos ou as contas de água e luz”, afirma Chatzisinakis. “As pessoas estão tão cansadas de todos esses anos de deterioração econômica que, quando ouvem que o país vai quebrar, nem sabem mais o que isso significa.”

De fato, após cinco anos de crise, os gregos vêm ouvindo quase diariamente previsões apocalípticas sobre calotes e um retorno do dracma, a antiga moeda nacional. “São tantas especulações que a maior parte da população nem liga mais”, diz Nick Malkoutzis, editor do portal especializado em economia Macropolis.

Corrida silenciosa aos bancos

Segundo pesquisas de opinião, a grande maioria dos gregos é contra a saída da Grécia do euro, embora reconheçam que isso é uma possibilidade. Porém, não há protestos, nem sinais de insatisfação generalizada com o governo do primeiro-ministro Alexis Tsipras, que assumiu há cerca de quatro meses. Mas, ainda que não se veja um pânico generalizado, muitos fazem planos de contingência para o caso de o cenário piorar.

“Desde o início de dezembro, quando a incerteza começou a atingir seu ápice, houve um aumento imenso de saques bancários, totalizando cerca de 25 bilhões de euros (ou 15%). As pessoas estão preocupadas com um controle de capital ou com a saída do euro”, comenta Malkoutzis.

Para alguns gregos, como Christos Tsakirios, comerciante de peixe da ilha de Leros, no mar Egeu, essa série de alertas soa como chantagem.

“Há anos ouvimos que estamos à beira de um precipício, que vamos quebrar, que não haverá dinheiro nos caixas eletrônicos, que haverá tanques protegendo os bancos: tudo para que as pessoas não corram e peguem seu dinheiro”, afirma. “E, no final, nossos políticos simplesmente concordam com novas medidas de austeridade, e nós voltamos a ser o bom aluno.”

Tsakirios passou por dificuldades nos últimos cinco anos, mas diz ter sorte de ainda estar trabalhando, apesar de, hoje em dia, até o comércio de peixe estar mais difícil. Ele afirma que apoia a política antiausteridade do governo, mas não quer a saída da Grécia do euro. “Muitos gregos que conheço não creem que isso de fato acontecerá”, frisa.

A difícil tarefa de poupar

Economistas preveem que 2015 pode ser um ano tão ou mais complicado quanto 2010 e 2012, quando o medo de que a Grécia pudesse sair da zona do euro gerou protestos e manchetes alarmistas na Europa.

“É um governo inexperiente, que está em confronto com os credores sobre uma série de questões, e isso está causando consternação considerável”, opina Malkoutzis. “E a Grécia está simplesmente ficando sem dinheiro. Se não houver acordo nas próximas semanas, o default [calote] vai se tornar uma realidade”, completa o analista econômico.

O contador Pantelis Chatzisinakis não crê que a zona do euro permitirá que a Grécia fique inadimplente e deixe a união monetária. “Sou um otimista. Sei que é difícil, que nosso governo está numa terrível posição como negociador, mas não creio que os nossos parceiros do euro vão deixar a situação chegar ao ponto de destruir nosso país inteiro”, afirma.

Ele diz que a maioria de seus clientes pensa da mesma forma, apesar de um deles manter todo o dinheiro na Suíça e transferir para contas gregas apenas o suficiente para sobreviver. “Ele tem medo de que o país quebre e saia da zona do euro desde que a crise começou”, conta. “Mas os outros clientes mal têm dinheiro suficiente para economizar, muito menos para enviar ao exterior.”

Sem ajuda ou acesso aos mercados de títulos, a Grécia está perto de ficar sem dinheiro – o país teve de esvaziar uma conta de depósito junto ao Fundo Monetário Internacional (FMI) para pagar uma dívida à própria instituição, na semana passada.

Nesta segunda-feira, investidores se livravam de ações e bônus gregos por preocupações de que Atenas possa não fazer o próximo pagamento, que vence em 5 de junho. Diante do temor de funcionários públicos, o governo garantiu que pagará salários e pensões em maio e que não usará o dinheiro para saldar parte da dívida.

“Tenho medo de que o governo não saiba o que está fazendo”, diz Chatzisinakis. “Não quero nem pensar no que pode acontecer”, conclui o contador, demonstrando a preocupação que se esforça para não deixar transparecer a seus clientes.

 Fonte: DW

[KR736] Keiser Report: Debtism vs Capitalism

Posted on March 26, 2015Stacy Herbert 179 Comments ↓

We warn against trusting bureaucrats bearing false economy as ‘shocking austerity’ and ‘bed blocking costs more than is allegedly saved. In the second half, Max interviews Daniel Hassan of the Robin Hood Minor Asset Management Cooperative hedge fund which rides the wave of trading whales with the best performance record. Having outperformed the S&P index regularly since its inception, profits are shared between the cooperative members and groups expanding the commons and the public domain.

Read more at http://www.maxkeiser.com/#2VHGa4q5eedarTth.99

Keiser Report: Bubonic Plague of Finance (E694)

Economia da zona do euro cresce acima do esperado no terceiro trimestre

Países que adotam moeda única registram expansão de 0,2%. Duas principais economias europeias, Alemanha e França, afastam-se de uma recessão, e Grécia segue em trajetória de crescimento.

A economia dos países da zona do euro registrou no terceiro trimestre deste ano um crescimento mais forte do que o esperado, segundo dados divulgados nesta sexta-feira (14/11) pelo Departamento de Estatísticas da União Europeia (Eurostat). Especialistas, porém, ressaltam que o bloco continua enfraquecido e precisando de mais estímulos.

De acordo com estimativas preliminares, a economia dos 18 países que adotam a moeda comum cresceu 0,2% entre julho e setembro passado, em comparação com o trimestre anterior, quando o aumento foi de apenas 0,1%. A expectativa inicial era de que esse índice iria se repetir.

Já na comparação com o mesmo período do ano anterior, a economia da zona do euro cresceu 0,8% no terceiro trimestre. Entre abril e junho, o crescimento havia sido de 0,7% em relação aos mesmos três meses de 2013.

Em toda a UE, o PIB cresceu 0,3% no terceiro trimestre com relação aos três meses anteriores, quando a expansão havia sido de 0,2%. Na comparação anual, a expansão da economia do bloco europeu entre julho e setembro foi de 1,3%.

A boa notícia também inclui as principais economias europeias, Alemanha e França, que davam indícios de enfraquecimento. Os novos índices superaram projeções de mercado e mostram que os países estariam se afastando de uma recessão.

O PIB alemão cresceu 0,1% no terceiro trimestre em comparação ao período anterior, quando tinha recuado 0,1%. Alguns especialistas acreditavam que o país, a maior economia do euro, poderia registrar índice negativo pelo segundo trimestre seguido, mas o aumento no consumo das famílias e um leve impulso no comércio exterior estimularam a economia.

Em comparação com o mesmo período de 2013, porém, o PIB da Alemanha subiu apenas 1,2%, índice abaixo dos 1,4% alcançados no segundo trimestre.
Também a França, cuja economia tinha estagnado no primeiro trimestre e caído 0,1% no segundo, registrou um aumento do PIB neste terceiro trimestre, de 0,3%. Com relação ao ano anterior, a subida foi de 0,4%.

Países em crise

A Grécia parece estar deixando para trás uma recessão que já dura seis anos, registrando o terceiro trimestre consecutivo de crescimento no PIB. Neste terceiro trimestre de 2014, a economia grega expandiu 0,7% com relação ao trimestre anterior – ou 1,4%, quando comparado com o mesmo período de 2013.

Já a Itália continuou em recessão no terceiro trimestre, com uma queda de 0,1% na economia em relação aos três meses anteriores, e de 0,4% na comparação com 2013.

A economia espanhola, por sua vez, avançou 0,5%, ligeiramente abaixo dos 0,6% do segundo trimestre. Comparada com o mesmo trimestre do ano passado, a Espanha cresceu 1,6% – neste caso, acima dos 1,3% registrados no segundo trimestre.

Segundo o Instituto Nacional de Estatística (INE) de Portugal, entre julho e setembro, a economia do país cresceu 0,2% na variação em cadeia, e 1% com relação ao ano passado.

“A economia da zona do euro ainda está crescendo, embora com ritmo lento, apesar de todos os alertas de hecatombe do FMI e de outros”, afirmou o chefe de pesquisa de mercados financeiros e macroeconomia da ABN AMRO, Nick Kounis, à agência de notícias Reuters.

“Década perdida”

Nesta segunda-feira, representantes do mercado financeiro participaram de uma mesa-redonda em Frankfurt para avaliar a economia na UE. Para Ulrich Kater, economista-chefe do banco DekaBank, anfitrião do encontro, o bloco europeu encontra-se em meio a uma “década perdida”. Em média, o crescimento anual europeu entre 2008 e 2014 foi de apenas 0,1%.

“Os problemas que contribuíram para a crise do euro – como, por exemplo, o alto endividamento dos países – ainda não foram solucionados”, alertou Kater.

MSB/lusa/rtr/dw

 Fonte: http://www.dw.de/economia-da-zona-do-euro-cresce-acima-do-esperado-no-terceiro-trimestre/a-18063726
Matheus Luiz Puppe Magalhaes

Comissão Europeia apresenta prognósticos econômicos sombrios

Cinco anos após o início da crise do euro, economia da UE continua perdendo força, e nem mesmo a locomotiva Alemanha escapa. Bloco deve crescer apenas 1,3% neste ano, e perspectivas só melhoram para 2016.

Mal a nova Comissão Europeia foi empossada, sob a presidência de Jean-Claude Juncker, e os problemas já começaram. Enquanto o finlandês Jyrki Katainen – vice-presidente para o Emprego, Crescimento, Investimento e Competitividade do órgão executivo – é conhecido como adepto do Pacto de Estabilidade e Crescimento da Zona do Euro, não se pode dizer o mesmo de seu colega de equipe, Pierre Moscovici.

Na qualidade de antigo ministro das Finanças da França, Moscovici é responsabilizado pelo endividamento excessivo do Estado francês. Como comissário para Assuntos Econômicos e Financeiros e Fiscalidade, ele terá que trabalhar em conjunto com Katainen.

Entretanto, nesta terça-feira (04/11), a coletiva de imprensa para apresentação do prognóstico econômico para o quarto trimestre na União Europeia (UE) e na zona do euro mostrou que a colaboração entre os dois ainda não está funcionando muito bem.

Inesperadamente, Moscovici anunciou que pretendia viajar para a Grécia, a fim de conversar sobre o breve fim do programa de apoio financeiro da UE para o país. Katainen disse, então, que tinha a mesma a intenção e que talvez ambos pudessem viajar para Atenas juntos. Assim, a primeira lição que os dois precisam aprender é como coordenar suas agendas.

O que ambos tinham a anunciar em seguida, porém, eram os lamentáveis dados sobre o desenvolvimento econômico na zona do euro, coletados por seus antecessores. A tendência é sombria, e só com muito esforço os dois comissários conseguiram passar alguma esperança de melhora.

Se, no início do ano, Bruxelas ainda contava com uma taxa de crescimento de 1,6% para a UE, agora está claro que ela não passará de 1,3%. Na zona do euro, o crescimento deve ser de 0,8%, em vez do antes previsto 1,2%. As previsões para 2015 são igualmente desoladoras: crescimento de 1,5% para a UE e de 1,1% para a zona do euro. Somente para o ano seguinte, as perspectivas melhoram ligeiramente.

Como primeira razão dessa dinâmica tão lenta, Katainen citou os problemas estruturais profundos, conhecidos mesmo antes da crise do euro. Em segundo lugar, vem o excesso de dívidas públicas e privadas; em terceiro, as tensões nos mercados financeiros desde a crise; e por último, um curso de reformas instável e não implementado em alguns Estados-membros.

Segundo a Comissão Europeia, mesmo na Alemanha, até então país-modelo, as coisas não vão mais tão bem: em 2014 a economia alemã se arrasta à beira de uma recessão, mas ainda alcança 1,3% de crescimento. No ano seguinte, o nível permanece baixo, e só em 2016, a conjuntura alemã volta a ganhar impulso. Por enquanto, o país estará bem restrito em seu papel de locomotiva econômica da UE. Katainen aconselha investimentos em infraestrutura.

Confiança na UE em xeque

No entanto, os prognósticos ficam realmente negativos quando se trata da maior economia nacional da zona do euro, a França: no ano em curso, seu crescimento fica abaixo de 1%, insuficiente para progredir na redução da dívida pública. E o novo endividamento francês aumenta implacavelmente, devendo chegar a até 4,7% do PIB até 2016 – bem distante dos 3% prescritos pelo Pacto de Estabilidade e Crescimento.

A questão é se – e como – a Comissão pode dar mais tempo para o país reduzir suas dívidas, já que ela tem até o fim do mês para se manifestar a respeito do planejamento orçamentário de Paris. A princípio, está claro que não haverá uma advertência de Bruxelas, porém, ainda não está à vista nenhum curso de reforma e austeridade plausível para a França.

Por sua vez, Moscovici reforçou que está na hora de a política europeia agir. “Nas últimas eleições europeias, partiu dos eleitores uma mensagem inquietante para nós: eles nos dizem que querem crescimento e empregos. Por isso, faz tanto sentido o presidente Juncker nos chamar de ‘a Comissão da última chance’.”

Caso não haja nos próximos cinco anos uma vontade definida nem ação decidida no sentido de crescimento e de vagas de trabalho, os cidadãos poderão ter dúvidas sobre o projeto europeu, advertiu o comissário francês. “Por isso, temos que acrescentar uma nova dimensão à política europeia: estabilização era e é necessária. Agora precisamos de mais dinamismo.”

Com isso, Moscovici se referiu a novos investimentos e, nesse ponto, continua defendendo a linha do governo francês. Para a Comissão Europeia, contudo, o impulso virá na forma do pacote de investimentos de 300 bilhões de euros anunciado por Juncker, cujos detalhes ainda são desconhecidos.

Desemprego elevado

Para citar pontos positivos dos prognósticos apresentados em Bruxelas: a economia da Irlanda cresceu sensacionais 3,6% – a lembrança da crise nacional de endividamento quase já vai longe. A Espanha também se encontra em rota ascendente, com expectativa de 1,7% de crescimento para 2015. O que continua sendo catastrófico no país, contudo, é o desemprego, cuja taxa é claramente superior a 20%.

No que tange à zona do euro, em geral, nos próximos dois anos os índices de desemprego só baixarão discretamente, mantendo-se bem acima de 10%. A Comissão segue prescrevendo reformas estruturais e investimentos públicos como antídoto.

A questão que o comissário Katainen não conseguiu responder a contento, é por que a zona do euro apresenta os mais baixos índices de crescimento entre as regiões econômicas mais desenvolvidas. Por um lado, disse, as crises pelo mundo, da Ucrânia até o Oriente Médio, afetam com violência especial sobre a Europa. Além disso, alguns países-membros se acomodaram numa falsa segurança, acrescentou. Afinal, a zona do euro só pode ser tão forte quanto a soma de seus membros.

FONTE: http://www.dw.de/comissão-europeia-apresenta-prognósticos-econômicos-sombrios/a-18039238

Matheus Luiz Puppe Magalhaes

’10 years of crisis': Barroso’s legacy to the EU