Venezuela: não há solução sem Pequim

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Manifestante nos protestos de 12 de junho em Caracas. MIGUEL GUTIÉRREZ (EFE)

12/06/17

O Governo chinês se tornou mais pragmático nos últimos anos quando ditadores amigos começaram a desmoronar

Depois de anos de tentativas frustradas, fica evidente que atores regionais não têm a capacidade de ajudar a Venezuela a sair do fundo do poço. A crise política no país é mais profunda e complexa hoje do que em 2003, quando o grupo “Amigos da Venezuela”, composto por vários países latino-americanos, foi crucial para restabelecer o diálogo entre o governo e a oposição. Além disso, o vácuo de poder na América do Sul, acima de tudo devido à instabilidade política no Brasil, torna qualquer estratégia coordenada implausível.

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A morte ronda Caracas

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23/06/17

Estudante de 22 anos foi morto após ser baleado pela polícia em ato de apoio à procuradora-geral

O assassinato de David José Vallenilla Luis, estudante de enfermagem de 22 anos, foi transmitido ao vivo nesta quinta-feira, dia 22, na Venezuela. Em um vídeo do VivoPlay, um veículo digital independente, são mostrados militares disparando suas armas contra manifestantes de oposição na rodovia Francisco Fajardo, a principal via que liga o oeste com o leste de Caracas. Vallenilla — com rosto parcialmente coberto por um tecido escuro e usando roupas azuis — cai no asfalto depois de ser ferido com vários disparos de balas de borracha no peito.

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Muito empenho por nada: fracassa tentativa de pressionar Venezuela na OEA

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22/06/17

Países liderados pelo México tentaram negociar até o fim declaração crítica ao Governo de Maduro

Se existe uma instituição que se mostrou ativa no sentido de abordar a crise institucional e humanitária que vive a Venezuela nos últimos anos, esta foi a Organização de Estados Americanos (OEA). Seu secretário geral, Luis Almagro, se tornou um tipo de diplomata ativista que não parou de criticar a falta de rumo do Governo de Nicolás Maduro. O empenho, no entanto, é inversamente proporcional ao resultado obtido. A OEA encerrou sua Assembleia Geral sem obter qualquer menção à situação da Venezuela. A protagonista do último dia voltou a ser a ministra das Relações Exteriores Delcy Rodríguez, que anunciou que deixava seu cargo para participar da Assembleia Constituinte. “Boa sorte”, soltou, ironicamente, seu colega mexicano, Luis Videgaray.

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Keiser Report: Cryptocurrency Drama

Published on August 23, 2016

In this episode of the Keiser Report Max and Stacy discuss the Venezuela in the capital markets. In the second half they talk to Simon Dixon of BnkToTheFuture.com about the crypto-novela playing out with much drama in the crypto-currency space. In an exclusive, they also unveil the logo for Kim Dotcom’s BitCache.

RT

Chanceler uruguaio acusa Brasil de pressionar seu país para votar contra Venezuela

Postado originalmente em: 16/08/2016

O governo brasileiro convocou o embaixador uruguaio em Brasília, Carlos Daniel Amorín-Tenconi, para esclarecer declarações que teriam sido feitas pelo chanceler uruguaio Rodolfo Nin Novoa de que o Brasil estaria pressionando o Uruguai para rebaixar o status da Venezuela no Mercosul e assim impedir o país de assumir a presidência rotativa do bloco.

A transmissão deveria ter ocorrido no dia 31 de julho, quando o Uruguai deu por encerrada sua participação. Embora as declarações de Novoa tenham sido feitas em âmbito interno, elas foram consideradas inaceitáveis pelo Itamaraty. O próprio ministro das Relações Exteriores, José Serra, já havia sugerido um mandato tampão a ser exercido por Brasil, Argentina e Paraguai até a resolução do conflito.

O Uruguai deixou o cargo e não o transmitiu à Venezuela. Ao mesmo tempo, Brasil, Argentina e Uruguai pressionaram pela constituição de um grupo para discutir o assunto. A chancelaria venezuelana, por sua vez, rejeitou a proposta e afirma que assumiu o posto. Polêmicas à parte, o fato é que a presidência do Mercosul está vaga.

O presidente da Sociedade Brasileira de Direito Internacional, Antônio Celso Alves Pereira, diz que a entrada da Venezuela no Mercosul foi importante e ainda é importante não só pela potencialidade das suas reservas de petróleo, como também pelo que representa por sua história, tradições e por tudo, mas observa:

“Por mais boa vontade que se tenha com o regime bolivariano de Nicolás Maduro ou do falecido Chávez, a Venezuela não tem condições de dirigir o Mercosul.”

Alves Pereira afirma ainda que de tudo que foi passado à Venezuela para ela funcionar como membro efetivo do bloco nada foi cumprido. Segundo ele, o melhor a se fazer agora seria uma suspensão do país até que as coisas se esclareçam e que entre um governo que respeite as normas do bloco e os acordos.

“O Mercosul está fazendo água há muito tempo, o modelo não funciona. Há quantos anos ele tenta fazer um acordo com a União Europeia? A Argentina, no tempo da presidente Cristina Kirchner, jamais aceitou esse acordo. A Argentina, à revelia do Mercosul faz acordos com a China e com todo mundo. Tem que fazer porque o bloco não anda. E o Brasil fica aí, com os governos do PT, batendo na tecla por solidariedade com a Venezuela e foi tocando com a barriga. O Mercosul está paralisado, vai continuar na paralisia. O Brasil deve partir para acordos bilaterais.”

O Itamaraty divulgou, na noite desta terça-feira, 16, uma nota oficial tentando esclarecer o assunto. Veja a íntegra:

“O Governo brasileiro tem buscado, de maneira construtiva, uma solução para o impasse em torno da Presidência Pro Tempore do Mercosul. A visita do Ministro José Serra ao Uruguai, no último dia 5 de julho, realizou-se com esse propósito. Ao Brasil interessa um Mercosul fortalecido e atuante, com uma Presidência Pro Tempore que tenha cumprido os requisitos jurídicos mínimos para o seu exercício e que seja capaz de liderar o processo de aprofundamento e modernização da integração.

“Durante a visita ao Uruguai, o Ministro José Serra também tratou com o Presidente Tabaré Vázquez e com o Chanceler Nin Novoa do potencial de aprofundamento das relações entre o Brasil e o “Uruguai e de oportunidades que os dois países podem e devem explorar conjuntamente em terceiros mercados. O Brasil considera o Uruguai um parceiro estratégico.

“Nesse contexto, o Governo brasileiro recebeu com profundo descontentamento e surpresa as declarações do Chanceler Nin Novoa sobre a visita do Ministro José Serra ao Uruguai, que teriam sido feitas durante audiência da Comissão de Assuntos Internacionais da Câmara de Deputados uruguaia, no último dia 10 de agosto. O teor das declarações não é compatível com a excelência das relações entre o Brasil e o Uruguai.

“O Secretário-Geral das Relações Exteriores convocou hoje o Embaixador do Uruguai em Brasília para uma reunião em que expressou o profundo descontentamento do Brasil com as declarações e solicitou esclarecimentos.”

Fonte: Sputnik

Brasil, Argentina e Paraguai ainda tentam impedir Venezuela na presidência do Mercosul

Publicado originalmente em: 28/07/2016

venezuela

A posse da Venezuela na presidência rotativa do Mercosul no próximo domingo, 31, substituindo o Uruguai, continua ameaçada com as gestões realizadas pelos governos do Brasil, Paraguai e Argentina que tentam impedir a troca e insistindo na adoção da Cláusula Democrática, alegando o cenário de ilegalidades constitucionais no país caribenho.

O ministro das Relações Exteriores, José Serra, esteve na semana passada no Uruguai, pressionando o país a não efetivar a troca, prevista pelo estatuto do bloco a cada seis meses. O Uruguai, por sua vez, mesmo mantendo críticas ao diálogo entre o governo do presidente Nicolás Maduro e a oposição, já prometeu que pretende entregar o cargo.

A professora da Escola Superior de Propaganda e Marketing em São Paulo (ESPM-SP), especializada em Américas, Denilde Holzhacker, mesmo reconhecendo as pressões, acredita que a transferência vai ocorrer, porque a inovação da Cláusula Democrática teria que ser pedida antes para suspender os direitos da Venezuela.

Segundo Denilde, o que os outros países podem fazer e que o governo brasileiro deixou transparecer é que pode boicotar a presidência venezuelana. As crises dentro do bloco e as tensões entre Brasil, Argentina e Paraguai com a Venezuela talvez venham a aumentar a partir da próxima semana, principalmente quanto à pressão sobre o governo venezuelano em relação ao tratamento aos grupos internos.

“A tendência dentro dos países da América do Sul é de manter o país no bloco e tentar fazer com que o governo do presidente Maduro aceite permitir que a oposição possa permanecer no Congresso, que não tenha uma política de repressão e de respeito aos direitos humanos. Mesmo com a pressão diplomática que tem sido feita no Mercosul manter o país dentro do bloco pode ser uma estratégia para pressionar o presidente Maduro a assumir novas posições.”

A professora da ESPM lembra que a invocação da Cláusula Democrática foi aplicada ao Paraguai em 2012, sob a presidência de Fernando Lugo, que acabou afastado em um processo sumário e curto de impeachment. O país teve então, durante um breve período, suspensos seus direitos políticos, mas não os econômicos. Denilde lembra que a aprovação da pena da Cláusula Democrática teria quer ser por unanimidade dos países membros e não por maioria.

A Cláusula Democrática teve como origem o Protocolo de Ushuaia, assinado em 24 de julho de 1998, na cidade do mesmo nome na Argentina, tendo sido assinada à época pelos quatro países membros (Brasil, Argentina, Uruguai e Paraguai) e os Estados associados (Bolívia e Chile). A Venezuela não integrava o bloco, o que só foi acontecer em 31 de julho de 2012. A cláusula determina a exclusão do país onde a ordem democrática for rompida. O Protocolo de Ushuaia aprovado em 1999 também foi assinado por Peru, Equador, Colômbia e Venezuela. Todas essas disposições estão previstas em 12 artigos do protocolo.

Fonte: Sputnik

Presidente Maduro felicitó a Estados Unidos por celebrar su Día de Independencia

Publicado originalmente en: 04/07/2016

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El presidente de la República, Nicolás Maduro, envió este lunes sus felicitaciones al Gobierno de Estados Unidos y al pueblo norteamericano que este 4 de julio celebra los 240 años de su Declaración de Independencia de Gran Bretaña.

“Esta fecha conmemora el derecho de las ex colonias a ser libres e independientes, y puso fin al afán colonial inglés sobre el norte de América. En ocasión de la conmemoración de la Independencia de los EE.UU., Venezuela enfatiza la vigencia de dos principios fundamentales que marcaron este hecho histórico: la libertad y la igualdad de los pueblos”, indica en el comunicado publicado por la Cancillería.

A continuación comunicado íntegro:

El presidente de la República Bolivariana de Venezuela, Nicolás Maduro Moros, en nombre del Gobierno y el Pueblo venezolano, felicita al pueblo y al Gobierno de los Estados Unidos de América en ocasión de la celebración de los 240 años de su Declaración de Independencia de Gran Bretaña ocurrida en 1776.

Esta fecha conmemora el derecho de las ex colonias a ser libres e independientes, y puso fin al afán colonial inglés sobre el norte de América. En ocasión de la conmemoración de la Independencia de los EE.UU., Venezuela enfatiza la vigencia de dos principios fundamentales que marcaron este hecho histórico: la libertad y la igualdad de los pueblos.

La República Bolivariana de Venezuela resalta las raíces doctrinarias de la Independencia de los Estados Unidos como el derecho a la vida, la libertad y la búsqueda de la felicidad para su pueblo y desea, en esta fecha relevante para los EE.UU., que su pueblo pueda verse redimido en los principios que inspiraron su independencia.

Venezuela ratifica su voluntad de establecer relaciones diplomáticas bilaterales de respeto con los EE.UU., guiadas por el Derecho Internacional y principios como la igualdad soberana de los Estados y el derecho a la autodeterminación de los pueblos. Semejantes postulados inspiraron la Independencia de los Estados Unidos del imperio inglés.

Fuente: Panorama