Tecnologias de energia limpa reduzem emissão de poluentes, mas ampliam uso de metais

Postado por Felipe Poli Rodrigues

Postado originalmente em 19/05/2017

Uma transformação radical na forma com a qual a energia é fornecida e utilizada será necessária caso o mundo pretenda atingir sua meta de manter o aumento da temperatura global abaixo de 2 graus Celsius, como previsto pelo Acordo de Paris. No entanto, os impactos ambientais dessa mudança ainda não estão claros.

Segundo relatório de painel ligado à ONU Meio Ambiente, enquanto há claros benefícios ambientais com o uso dessas tecnologias, particularmente nas reduções da emissão de gases do efeito estufa, há também considerações a serem feitas, como um maior uso de metais.

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Uma transformação radical na forma com a qual a energia é fornecida e utilizada será necessária caso o mundo pretenda atingir sua meta de manter o aumento da temperatura global abaixo de 2 graus Celsius, como previsto pelo Acordo de Paris. No entanto, os impactos ambientais dessa mudança ainda não estão claros.

O Painel Internacional de Recursos, um grupo de especialistas em gestão de recursos naturais ligado à ONU Meio Ambiente, forneceu uma avaliação global sobre benefícios, riscos e compensações do uso combinado de tecnologias de eficiência energética e de energia elétrica de baixo carbono.

Em seu mais novo relatório, lançado na sexta-feira (12) durante fórum em Viena, na Áustria, o painel analisou oito tecnologias de eficiência energética e 36 subtecnologias dos setores de construção civil, indústria e transportes.

O relatório mostrou que enquanto há claros benefícios ambientais com o uso dessas tecnologias, particularmente nas reduções da emissão de gases do efeito estufa, poluição do ar e do uso da água e da terra, há também considerações a serem feitas, como um maior uso de metais.

“Estamos no caminho certo. Sabemos que limpar o ar que respiramos nos trará enormes benefícios tanto para a saúde humana como ambiental, e sabemos, também, que a energia de baixo carbono pode nos ajudar a reduzir os danos provocados pelas mudanças climáticas”, disse Erik Solheim, diretor-executivo da ONU Meio Ambiente.

“Mas também temos consciência da necessidade de mais ações para a construção de uma economia circular que reduza o lixo e de inovações produtivas que também criem novos empregos verdes e criativos.”

O relatório é importante porque apenas tendo uma foto completa dos impactos das tecnologias de baixo carbono por todo seu ciclo que os governos e reguladores poderão adotar políticas para maximizar seus benefícios ambientais.

O documento comparou dois cenários — uma elevação de 6 graus Celsius da temperatura global e um cenário em que a meta global de aumento de até 2 graus Celsius seja atingida.

O relatório concluiu que a produção de energia de baixo carbono e as tecnologias de eficiência energética são necessárias para uma redução substancial das emissões globais de gases do efeito estufa.

No cenário de até 2 graus, as tecnologias combinadas têm o potencial de reduzir cerca de 25 bilhões de toneladas por ano de emissões de gases do efeito estufa até 2050, 34% menos que as emissões esperadas para o período caso nada seja feito.

As tecnologias de energia de baixo carbono evitam mais do que as emissões de gases do efeito estufa. O relatório concluiu que no cenário de aumento de até 2 graus Celsius, mais de 17 milhões de toneladas por ano de material particulado (PM, resíduo da queima de combustíveis fósseis) e mais de 3 bilhões de toneladas de emissões tóxicas para humanos poderiam ser evitadas.

As tecnologias de energia de baixo carbono também aliviam a pressão sobre a terra e a água, mas podem aumentar a pressão sobre recursos metálicos. Mais de 200 bilhões de metros cúbicos de água por ano e quase 150 mil quilômetros quadrados de terra poderiam ser poupados até 2050, afirmou o relatório, mas as tecnologias de baixo carbono demandariam mais de 600 milhões de toneladas de recursos metálicos no mesmo período para infraestrutura adicional e fios elétricos.

Até  2050, 90% de penetração das luz de LED, junto com a esperada melhora da eficiência e a descarbonização da geração de energia elétrica, permitiriam que a demanda global por eletricidade crescesse de 2,5 a 3 vezes, com contínua redução do total de energia consumida. Já as tecnologias de energia solar consideradas no relatório reduziriam de 30% a 50% a emissão de gases do efeito estufa de sistemas de aquecimento e esfriamento.

Clique aqui para acessar o relatório.

Fonte: ONU Brasil

Como trazer o verde de volta à paisagem do Rio Doce?

Postado em 17/05/2017 por Felipe Poli Rodrigues

Postado originalmente em 16/05/2017

Pesquisa busca estabelecer técnica mais eficiente para recuperar a mata ciliar afetada pela lama da Samarco; um dos objetivos é evitar que ações de restauração sejam desperdiçadas.

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As árvores fortes o suficiente para suportar a onda de lama que varreu a bacia do Rio Doce, quando a barragem de rejeitos da mineradora Samarco se rompeu, registram ainda hoje em seus próprios troncos, como marcas arqueológicas, a dimensão da tragédia. A maior parte da vegetação das margens, no entanto, foi carregada ou soterrada sob uma grossa crosta que impede agora o nascimento de novas espécies e dificulta a recuperação natural do solo. Para trazer de volta o verde onde o marrom tomou conta, pesquisadores buscam estabelecer qual o melhor método de restauração das matas a partir da melhor relação custo x benefício.

Diante das condições atuais, o estudo Comparação de Metodologias de Restauração Ecológica da Vegetação Nativa na Mitigação dos Impactos do Despejo de Rejeitos de Mineração na Região de Mariana (MG) se propôs a testar três diferentes técnicas de restauração em duas situações comuns na região: no pasto abandonado e no solo com lama de rejeito. Os blocos experimentais estão entre os municípios de Mariana e Barra Longa.

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As técnicas avaliadas são o plantio de mudas arbóreas nativas; semeadura de espécies arbóreas nativas intercalada com semeadura de adubação verde; e plantio de mudas arbóreas nativas com semeadura de adubação verde. É chamada adubação verde a técnica de se adicionar alguns tipos de plantas de crescimento rápido, como as leguminosas, para aumentar a quantidade de nitrogênio no solo.

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A pesquisa, que foi financiada com doações arrecadadas pelo coletivo Rio de Gente e sob gestão e implementação do Greenpeace Brasil, é executada pelo Laboratório de Ecologia e Restauração Florestal (LERF/ESALQ/USP) em parceria com a empresa Bioflora Tecnologia da Restauração, sob coordenação do Prof. Dr. Ricardo Ribeiro Rodrigues (LERF) e do engenheiro agrônomo André Gustavo Nave (LERF e BIOFLORA).

De acordo com os pesquisadores, a recuperação das matas ciliares é essencial. A vegetação forma uma cobertura protetora que evita assoreamento e erosão de córregos e rios, age como um filtro contra poluentes, permite o recarregamento dos aquíferos através do aumento da permeabilidade dos solos à água das chuvas e produz matéria orgânica que entra na cadeia alimentar da fauna aquática.

“A heterogeneidade dos rejeitos, em termos de profusão e composição, e a heterogeneidade da influência da água nesses rejeitos, mostra que precisamos desenvolver uma metodologia que ainda não existe e que seja baseada em melhor qualidade e menor custo”, afirma o professor Ricardo Ribeiro Rodrigues.

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Para avaliar a eficiência de cada técnica, são consideradas muitas variáveis, como a altura das árvores, a quantidade de indivíduos de uma mesma espécie em determinada área, o tamanho de copa, a cobertura e condições físico-química dos solos, além da análise de custos referentes à aquisição de sementes, mudas, insumos, mão de obra, maquinário e do rendimento hora-homem.

Recuperação a médio prazo

“Os resultados preliminares indicam que a metodologia que utiliza mudas nativas com adubação verde nas entrelinhas do plantio foi a mais eficaz para o brotamento das primeiras mudas”, explica Rodrigues. Uma segunda fase, que deve durar até setembro de 2017, deve apontar os resultados referentes ao crescimento das mudas.

Os testes já foram iniciados e seus resultados serão verificados ao longo do tempo. De acordo com o engenheiro agrônomo André Nave, “numa situação normal, em torno de um ano e meio a dois anos a gente já consegue ter um aspecto de capoeira, com uma floresta diversa, que vai se desenvolver e transformar em uma floresta madura. Quando a gente tem uma situação que é o extremo, como aqui, eu suponho que isso possa demorar três, quatro, cinco anos, dependendo das condições de solo.”

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“Recuperar as florestas nas margens do Rio Doce é uma maneira de ressuscitá-lo”, afirma a coordenadora da Campanha de Água Fabiana Alves. “A empresa Samarco, infelizmente, não fez nenhum tipo de restauração às margens do rio, limitando-se a plantar um mix de gramíneas e leguminosas. E o que o estudo mostra é que isso não recupera a vegetação nem o rio”, ressalta.

Para baixar o estudo, clique aqui.

Fonte: Greenpeace

 

Áreas protegidas sofrem “ofensiva sem precedentes” com Temer, diz ONG

Postado em 17/05/2017 por Felipe Poli Rodrigues

Postado originalmente em 17/05/2017

Aliança entre a base aliada do governo, o agronegócio e a mineração tem tido sucesso em reduzir e extinguir áreas de proteção, abrindo caminho para o desmatamento.

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Florestas e parques nacionais brasileiros podem perder em breve uma área protegida de 80 mil quilômetros quadrados, o equivalente ao território de Portugal. É o que aponta o dossiê Unidades de Conservação sob Risco, publicado nesta quarta-feira 17 pela ONG ambientalista WWF sobre medidas para reduzir, recategorizar ou extinguir áreas de proteção, abrindo caminho para o desmatamento.

“O Brasil vive uma ofensiva sem precedentes às áreas protegidas”, diz o documento, em seu primeiro parágrafo. “Pressões para desfazer ou diminuir o tamanho ou o status de proteção de Unidades de Conservação (UCs) promovidas por integrantes da base parlamentar do governo Michel Temer e com forte lobby dos setores ruralista e de mineração têm encontrado espaço para prosperar, com o apoio do Palácio do Planalto”, continua o texto.

Entre os ataques citados pelo texto estão as Medidas Provisórias 756 e 758, editadas por Temer em dezembro de 2016 e aprovadas entre a noite de terça-feira 16 e a madrugada desta quarta-feira 17 pelo plenário da Câmara dos Deputados.

As MPs ampliam as possibilidades de exploração em áreas importantes da Amazônia e têm como alvo principal a Floresta Nacional (Flona) do Jamanxim, no Pará, criada em 2006 para impedir o desmatamento na região da BR-163 (rodovia Cuiabá-Santarém). Segundo estudo do Instituto do Homem e Meio Ambiente da Amazônia (Imazon) citado pela WWF, a Flona do Jamanxim foi a unidade de conservação federal mais desmatada na Amazônia entre 2012 e 2015.

De acordo com o texto aprovado pelos deputados para a MP 756, por exemplo, a Flona do Jamanxim será ainda mais reduzida do que previa o texto original. Do total de 1,3 milhão de hectares, 486 mil serão transformados em Área de Proteção Ambiental (APA), o que representa um rebaixamento dentro das categorias de conservação.

Ao contrário da Flona, que possui as regras mais rígidas de proteção ambiental, a APA permite a venda de terras, o desmatamento do tipo “corte-raso” e a realização de atividades econômicas como mineração e agropecuária no território.

Outra medida citada pelo dossiê é o PL 3751, que invalida unidades de conservação criadas onde havia proprietários privados e que não receberam a indenização em um período de cinco anos. A aprovação da proposta pode levar ao desaparecimento de 56 mil quilômetros quadrados de reservas, segundo estimativa do Instituto Chico Mendes de Conservação da Biodiversidade (ICMBio), ligado ao Ministério do Meio Ambiente.

O relatório da WWF lembra que o conflito – liderado por produtores rurais, empresas de mineração e grileiros de terras públicas – não é novo, mas argumenta que as investidas do governo e de sua base aliada têm potencial enorme de “estrago”. A WWF afirma, ainda, que o Sistema Nacional de Unidades de Conservação (SNUC), alvo do desmonte, “colocou o Brasil ao final da década passada na posição de líder mundial em extensão de áreas protegidas”.

A ofensiva em curso, conclui o relatório, “pode resultar em mais desmatamento da Amazônia, com prejuízo às metas brasileiras para a redução das emissões de gases de efeito estufa na Convenção do Clima das Nações Unidas, além de implicar o desmonte do Programa Áreas Protegidas da Amazônia (ARPA) e ameaçar o cumprimento dos compromissos assumidos na Convenção da Diversidade Biológica (CDB)”.

Fonte: Carta Capital

Governo Temer está destruindo as conquistas ambientais

Postado em 17/05/2017 por Felipe Poli Rodrigues

Postado originalmente em 16/05/2017

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Nuvens carregadas tomaram conta do céu de Brasília e de lá se espalham pelo resto do país de maneira persistente, sem trégua. Não me refiro apenas ao cenário político e denúncias que atingem os nossos atuais governantes ou do assustador desmonte das leis trabalhistas e da Previdência Social.

Quero alertar para a completa destruição da legislação ambiental brasileira, que está na mira dos setores mais conservadores que hoje dão as cartas no Planalto Central, seja nos Ministérios, seja no Congresso Nacional.

São ministros que atacam as próprias pastas que representam e parlamentares cujas mais importantes ações estão centradas em suprimir direitos de minorias e avançar sobre áreas ambientais protegidas há muitos anos.

Segundo carta publicada pelo Observatório do Clima, Nenhum hectare a menos!, vivemos “talvez a maior ofensiva antiambiental desde a elaboração da Constituição de 1988”. O documento também deixa claro que os retrocessos em curso no governo e no Congresso colocam em risco as metas climáticas assinadas por Temer e que fazem parte do Acordo de Paris ratificado pelo Brasil.

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Para ficar em alguns exemplos, a redução em mais de 1,1 milhão de hectares das unidades de Conservação aprovada por comissões no Congresso ataca diretamente as florestas brasileiras e representa um incentivo brutal à grilagem e ao desmatamento sem limites.

Outro caso emblemático é o enfraquecimento do licenciamento ambiental (PL 3.729/2004 – Lei Geral de Licenciamento). Temos outros tristes exemplos de terra arrasada, literalmente, como a liberação indiscriminada de agrotóxicos, a facilitação da ocupação de terras públicas e o novo Código de Mineração, que pode fazer com que casos como o de Mariana deixem de ser exceção.

Se o governo de Dilma Roussef estava longe de ser amigável ao meio ambiente, o de Michel Temer representa uma visão retrógrada que, certamente, colocará o Brasil de volta ao século 19.

Os sinais são perturbadores e chegam num momento em que a situação já não era favorável. Nos últimos dois anos o desmatamento na Amazônia cresceu 60%. A manutenção de tais números torna letra morta a meta brasileira de chegar a 2020 com uma redução de 80% do desmatamento, compromisso brasileiro no Acordo de Paris para a redução dos índices de emissão de gases de efeito estufa do país.

Aumento da violência

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O Brasil já era apontado como o país com maior risco no mundo para ambientalistas, mas nunca, como agora, a bandidagem que atua no meio rural se sentiu tão à vontade para agir. Não à toa, estão se multiplicando casos de ataque contra indígenas, trabalhadores rurais, extrativistas e quilombolas.

Entre os casos mais recentes e bárbaros está a chacina de dez trabalhadores num assentamento rural de Colniza, cidade a quase mil quilômetros de Cuiabá, capital de Mato Grosso. Já no Maranhão, uma disputa de terras feriu 12 indígenas da tribo Gamela, no município de Viana, alguns em estado grave, sendo que um deles além de levar dois tiros teve as mãos decepadas.

Uma ação efetiva para punir os crimes e interromper essa selvageria parece não ser a preocupação de nossas “excelências”. Ao invés disso, a CPI da Funai na Câmara dos Deputados decidiu por indiciar índios, antropólogos e entidades que atuam na proteção das tribos indígenas por, entre outras razões, tentar recuperar terras griladas que lhes foram roubadas.

Luta desigual e suas consequências

É muito difícil enfrentar essa ação coordenada dos ruralistas. O movimento ambientalista faz o que pode para tentar se contrapor a essa avalanche. Nesta semana, mais de 130 organizações e entidades lançaram uma carta pública (#Resista), denunciando esses ataques e chamando os brasileiros para um movimento de resistência contra as medidas do governo e da bancada ruralista.

Importante ressaltar que a repercussão internacional negativa poderá ser um enorme tiro no pé para governo e ruralistas. No caso da gestão Temer, que busca legitimidade e a recuperação econômica, não parece ser inteligente, aos olhos do mundo, rasgar compromissos e ser carimbado como um governo responsável por um enorme retrocesso ambiental em pleno século 21.

Para o agronegócio, que recentemente passou pelo vexame da carne estragada, ser acusado de não respeitar direitos e ser responsável por assassinatos e violência no campo em virtude de disputa de terras e descumprimento de leis ambientais, deverá causar repulsa e perda de contratos em várias partes do mundo.

No fim e ao cabo, a sociedade brasileira também precisa reagir, pois essa truculência e avanço sobre direitos adquiridos não se restringem a um problema meramente rural: elas colocam em risco nossa própria existência como país civilizado. Por isso, #Resista você também.

Fonte: Envolverde

 

ONU: rápida mudança nas regiões polares exige resposta global

Postado em 15/05/2017 por Felipe Poli Rodrigues

Postado originalmente em 15/05/2017

Agência Mundial de Meteorologia lançou campanha internacional para melhorar as previsões de tempo e de condições do gelo no Ártico e na Antártica; objetivo é minimizar riscos ambientais.

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A Organização Mundial de Meteorologia, OMM, laçou esta segunda-feira a campanha Previsão do Ano Polar para melhorar as previsões das condições do tempo, clima e gelo no Ártico e na Antártica.

A iniciativa, que vai durar dois anos, indo de meados de 2017 a meados de 2019, envolve também o instituto alemão Alfred Wegener e outros parceiros mundiais.

Riscos ambientais

O objetivo é minimizar os riscos ambientais e aumentar as oportunidades associadas à rápida mudança do clima nas regiões polares. Além disso, a OMM quer acabar com as lacunas nas capacidades de previsões nos pólos.

Para a ONU, essa mudança climática exige uma resposta global. Durante os próximos dois anos, uma grande rede de cientistas e centros de previsões vão realizar uma ação de observação intensiva e catalogar as atividades no Ártico e na Antártica.

Como resultado dessa iniciativa, melhores previsões do tempo e das condições das geleiras vão reduzir riscos futuros e garantir a gestão segura das regiões polares.

Efeitos

O representante do instituto alemão, Thomas Jung, disse que “os efeitos do aquecimento global devido às emissões dos gases que causam o efeito estufa são sentidos com mais intensidade nas áreas polares do que em qualquer outro lugar”.

Ele explicou que os pólos estão aquecendo duas vezes mais rápido do que o resto do mundo, causando o derretimento de geleiras, reduzindo as áreas congeladas do mar e as regiões cobertas de neve.

O chefe da Organização Mundial de Meteorologia, Petteri Taalas, afirmou que as massas de ar quente do Ártico e a redução das áreas de mar congeladas afetam a circulação nos oceanos e as correntes de ar.

Taalas disse ainda que elas estão provavelmente ligadas a fenômenos climáticos extremos como frentes frias, ondas de calor e secas no Hemisfério Norte.

Fonte: Rádio ONU

Mundo precisa mudar fornecimento e uso de energia para atingir meta

Postado por Felipe Poli Rodrigues em 15/05/2017

Postado Originalmente em 15/05/2017

Alerta é da Agência ONU Ambiente; 25 mil milhões de toneladas de emissões de gases que causam o efeito estufa e 17 milhões de toneladas de partículas ser evitadas com a ajuda de tecnologias de baixo carbono e eficientes.

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A Agência ONU Ambiente, com sede em Nairobi, no Quénia, alerta para uma mudança radical na forma em que a energia é fornecida e consumida.

Em comunicado, o Pnuma afirmou que as tecnologias de baixo carbono e ar limpo podem ajudar a economizar água e diminuir o uso do solo.

Gestão

Por exemplo: 25 mil milhões de emissões de gases que causam o efeito estufa e 17 milhões de partículas poderiam ser evitadas com estas novas tecnologias.

Ao adotar as medidas, o mundo estará no caminho certo para atingir a meta de manter abaixo de 2º Celsius a temperatura global.

O Painel Internacional de Recursos, um grupo de especialistas em gestão de recursos, que é albergado pelo Pnuma, forneceu uma avaliação global dos benefícios, riscos e contrapartidas que surgem quando as tecnologias eficientes são aplicadas ao fornecimento de eletricidade de baixo carbono.

Em seu mais recente relatório “Escolhas de Energia Verde: As implicações de recursos e ambientais das tecnologias de baixo carbono, o painel examina oito tecnologias eficientes através de edifícios, transporte e indústria.

Saúde

O estudo revela que enquanto existem benefícios claros do uso dessas tecnologias, especialmente em reduções da emissões de dióxido de carbono, poluição do ar e uso da água, deve haver também considerações que precisam ser feitas, como o aumento no uso de metais.

O diretor do Pnuma, Erik Solheim, afirmou que o mundo está no caminho certo, e que a limpeza do ar leva a mais benefícios à saúde humana e ambiental para reduzir os danos ao ambiente.

Dentre as conclusões do estudo estão:

Tecnologias de baixo carbono ajudam a aliviar a pressão sobre o solo e a água, mas podem aumentar pressão sobre recursos de metais; mais de 200 mil milhões de metros cúbicos de água por ano e quase 150 mil km2 de ocupação do solo poderiam ser economizados até 2050.

Até 2050, 90% de penetração de lâmpada LED com as melhorias de eficiência e geração de energia livre de carbono poderiam permitir o crescimento de até 3 vezes da demanda global por iluminação, ao mesmo tempo em que se reduz a quantidade total da energia consumida.

As tecnologias de revestimento de edifícios analisadas no relatório poderiam ajudar a reduzir o ciclo de emissões de gases que causam o efeito estufa advindas de aquecimento e refrigeração de 30% a 50%.

Fonte: Rádio ONU

ONU diz que “futuro das aves migratórias é o futuro da humanidade”

Postado por Felipe Poli Rodrigues

Postado originalmente em 10/05/2017

No Dia Mundial das Aves Migratórias, este 10 de maio, a agência ambiental das Nações Unidas busca um planeta saudável para os pássaros e para as pessoas.

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A ONU Meio Ambiente alertou que as aves migratórias estão enfrentando um número crescente de ameaças durante longas viagens. A agência da ONU fez a declaração para marcar o Dia Mundial das Aves Migratórias, este 10 de maio.
Para escapar do frio nos Hemisférios Sul ou Norte, dependendo da época do ano, esses pássaros realizam voos intercontinentais com paradas específicas para que possam descansar e prosseguir a jornada.
Caça ilegal

Entre as ameaças, as aves enfrentam a perda de seu habitat natural, mudanças nas práticas de agricultura e principalmente a caça ilegal.
Nessa data, a ONU Meio Ambiente cita a necessidade da cooperação internacional para proteger os pássaros migratórios e seus habitats naturais para o benefício da humanidade.
O tema deste ano é: “O Futuro Delas é o Nosso Futuro – Um Planeta Saudável para Aves Migratórias e para as Pessoas” e ele está diretamente ligado aos Objetivos de Desenvolvimento Sustentável, ODSs.
A agência cita o exemplo da chamada pomba-tartaruga europeia, cuja população caiu 90% desde 1970 e está em risco de extinção.
No caso da perda do habitat natural no litoral Atlântico do continente Americano, houve uma redução de 80% nos pássaros chamados maçarico-de-papo-vermelho nos Estados Unidos, desde 2000.

Fonte: Rádio ONU