A repressão aos indígenas Mapuches na Argentina

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Bandeira Mapuche

14/08/17

No dia 1o de agosto, a Gendarmeria argentina, uma força de segurança com características federais, conteve um protesto em uma área ocupada por indígenas de etnia Mapuche, na província de Chubut, localizada na Patagônia. A manifestação era protagonizada por militantes que reclamavam direitos sobre a terra e pela libertação de seu líder, Facundo Jonas Huala, preso em junho e cuja extradição é demandada pelo Chile.

Em seguida à repressão policial, Santiago Maldonado, que estava presente no local como apoiador da causa, desapareceu. De acordo com os ativistas presentes, Maldonado foi levado pelos gendarmes e a ação policial foi marcada por violência excessiva. Entretanto, a Ministra de Segurança argentina, Patricia Bullrich, nega a responsabilidade da agência e declarou que não existem indícios de participação policial no desaparecimento.

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Cepal identifica queda no investimento externo direto para a América Latina

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28/08/17

A Comissão Econômica para a América Latina e o Caribe (CEPAL), vinculada a Organização das Nações Unidas (ONU), diagnosticou em relatório divulgado esse mês (agosto de 2017) que o fluxo de Investimento Externo Direto (IED) para a América Latina caiu 7,9% em 2016, em comparação ao ano anterior. A tendência de queda vem desde 2011, e o acumulado corresponde a 17%. As perspectivas para o futuro próximo tampouco são positivas e o organismo projeta diminuição de 5%, em 2017.

De acordo com a Cepal, as causas da baixa referem-se a 3 fatores principais: a queda no preço das matérias-primas, com a diminuição da demanda mundial; a diminuição da atividade econômica na região; e a intensificação do desenvolvimento tecnológico e da economia digital no plano mundial, a quarta revolução industrial, que tende a concentrar os investimentos transnacionais nas economias avançadas. Assim, houve um aumento do fluxo em direção às economias desenvolvidas e queda do investimento na África, Ásia e América Latina. Os Estados Unidos e a China são, respectivamente, o primeiro e o segundo maiores países de origem dos IED, mostrando que os chineses se encontram em condição de competir com a potência mundial.

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Índia amplia sua atuação no Sul global

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22/08/17

A Índia, em parceria com a Agência das Nações Unidas para Cooperação Sul-Sul (UNOSSC, sigla em inglês), criou recentemente o Fundo Índia-ONU de Parceria para o Desenvolvimento. Como pontapé inicial, o país asiático já contribuiu com um milhão de dólares.

Esta iniciativa visa apoiar projetos de desenvolvimento sustentável em países do Sul global, em especial aqueles de menor renda per capita, e as pequenas ilhas-Estado. Ela também servirá para o alcance dos 17 Objetivos de Desenvolvimento Sustentável das Nações Unidas, tais como ações de combate à pobreza, à subnutrição e às mudanças climáticas.

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Indígenas do Japão lutam para conservar sua cultura

Os Ainus são um povo indígena no Japão e, por causa de políticas de assimilação implementadas pelo governo japonês no século XIX, chegaram a ser considerados um grupo étnico ameaçado. Hoje, há uma preocupação em conservar a rica cultura e idioma dos Ainus, incluindo seus rituais tradicionais, danças e músicas.

Brasil encerra atividade militar no Haiti nesta quinta-feira (31)

Texto 63

30/08/2017

Nesta semana, as tropas brasileiras se despedem oficialmente da missão da Organização das Nações Unidas no Haiti depois de 13 anos. Será realizada na próxima quinta (31), às 19h de Porto Príncipe (20h em Brasília), a cerimônia que marca o encerramento das atividades militares do Brasil na Missão das Nações Unidas para Estabilização do Haiti (MINUSTAH). Desde a decisão do Conselho de Segurança de extinguir a missão, o contingente tem se reduzido gradualmente até a retirada completa, prevista para 15 de outubro de 2017.

MINUSTAH e o comando brasileiro

MINUSTAH é a sigla em francês que se refere à Missão criada em 30 de abril de 2004 pela Resolução 1542 do Conselho de Segurança da ONU, e implementada efetivamente em 1º de junho do mesmo ano. A Missão foi criada para suceder de maneira mais estruturada a Força Multinacional Interina, estabelecida apenas dois meses antes (26/02/2004) pela Resolução 1529.

A Missão foi autorizada a mobilizar no Haiti até 6.700 militares, 1.622 policiais, 550 funcionários civis internacionais, 150 voluntários das Nações Unidas e cerca de 1 mil funcionários civis locais.
Desde sua implementação, a MINUSTAH tem seu braço militar sob o comando do Brasil no trabalho para colocar fim à violência e à instabilidade política no Haiti.

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Elon Musk encabeça uma petição à ONU para proibir os ‘robôs soldado’

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Robô armado, em exposição em Hanover. FABIAN BIMMER (AP)

116 especialistas em inteligência artificial pedem à instituição que impeça o uso de armas autônomas

24/08/17

Em O exterminador do futuro, o popular filme de James Cameron, o rebelde John Connor enfrentou um exército de robôs assassinos que detinha o controle do planeta. Aquela situação apocalíptica encaixava-se perfeitamente no roteiro de um filme de ficção científica, mas ninguém pensou realmente que poderia se desenvolver no futuro. No entanto, para um grupo de especialistas e líderes empresariais de todo o mundo, é uma possibilidade muito real: 116 especialistas em robótica e inteligência artificial redigiram uma carta às Nações Unidas, na qual solicitam a proibição do desenvolvimento de robôs dedicados à guerra. O documento conta com a assinatura, entre outros, de Elon Musk —fundador da Tesla e da SpaceX— que já alertou há um mês sobre os perigos para a civilização da inteligência artificial. Outro dos assinantes é Mustafa Suleyman, cofundador da companhia de inteligência artificial DeepMind, propriedade do Google.

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How does a country become a country? An expert explains

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03/08/17

Within the space of a week this autumn, the people of Catalonia and Kurdistan will be asked if they want to live in an independent country. If these two referendums result in declarations of independence, what happens next? It may seem straightforward that Kurdistan, Catalonia, or even both would become the world’s newest countries. But it’s not that simple.

International law states that people have the right to determine their own destiny, including political status. Our right of self-determination is enshrined in the UN Charter, and clarified in the International Covenant on Civil and Political Rights. This could be taken as the right to have sovereign statehood recognised by the international community. However, it’s most often interpreted as the right of a population to determine how they are governed and who governs them. In other words, self-determination in today’s world most often pertains to choices within an existing country rather than as a path to new statehood.

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