Coreia do Norte alerta contra reunião do Conselho de Segurança da ONU após testes de mísseis

A Coreia do Norte alertou nesta segunda-feira que não ficaria “inativa” se fosse feita alguma tentativa no Conselho de Segurança da ONU de levantar o assunto de suas “medidas de autodefesa“, uma aparente referência aos recentes testes de mísseis.

Três países europeus – Reino Unido, França e Alemanha – pediram uma reunião do Conselho de Segurança a portas fechadas nesta terça-feira para discutir o teste da Coreia do Norte na semana passada de um míssil lançado no mar, dizendo que era uma violação grave” das resoluções da ONU.

O embaixador da Coreia do Norte na ONU, Kim Song, declarou que levantar a questão “exigirá ainda mais nosso desejo de defender nossa soberania“.

O alerta veio dois dias depois que a Coreia do Norte interrompeu as negociações nucleares com os EUA na Suécia. Essas negociações se seguiram a um impasse de meses após uma reunião malsucedida de fevereiro em Hanói entre o líder do Norte, Kim Jong-un, e o presidente Donald Trump.

O diplomata norte-coreano instou os três países europeus a considerar o momento de sua mudança, acrescentando que eles devem “saber que nunca podemos ficar ociosos na tentativa de tomar medidas de nossas medidas de autodefesa“.

A Coreia do Norte está sujeita a três séries de sanções econômicas da ONU, a mais severa das quais foi imposta em 2017 após um teste nuclear e um teste de mísseis de longo alcance.

Pyongyang realizou seis testes nucleares desde 2006, o último em 3 de setembro de 2017.

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Navios da Coreia do Norte contrabandearam carvão para o Japão mais de 100 vezes em 2 anos

Embarcações da Coreia do Norte desembarcaram em portos do Japão com carregamentos ilegais de carvão mais de 100 vezes nos últimos dois anos, contornando sanções impostas pela ONU.

A informação foi publicada neste domingo (20) pela agência de notícias Kyodo. As fontes para a investigação foram dados de empresas de rastreio de rotas marítimas e a Guarda Costeira do Japão.

Ainda de acordo com a publicação, os navios norte-coreanos, na maior parte das vezes disfarçados com bandeiras do Panamá, também entraram em portos na Rússia e na China e conseguiram despistar as autoridades locais.

Em 2017, o Conselho de Segurança da ONU adotou a Resolução 2371, que proibiu Pyongyang de fornecer, vender ou transferir carvão, ferro, minério de ferro, frutos do mar, chumbo e minério de chumbo para outros países.

A resolução foi adotada pelos cinco membros permanentes e quinze não permanentes do Conselho de Segurança em resposta aos testes nucleares da Coreia do Norte naquele ano.

Além desta medida, a ONU editou outras cinco resoluções anteriores para desencorajar Pyongyang de continuar desenvolvendo seu programa nuclear e realizando novos testes balísticos.

Resolução 2371

Kyodo

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Brasil e Venezuela ficam com assentos no Conselho de Direitos Humanos da ONU

O Brasil foi reeleito para um segundo mandato de três anos para o Conselho de Direitos Humanos das Nações Unidas nesta quinta-feira em Genebra, na Suíça. Apesar das críticas de ONGs brasileiras, o governo do presidente Jair Bolsonaro ficou com uma das duas vagas da América Latina no organismo.

A outra vaga ficou com a Venezuela, que foi eleita para o conselho com 105 votos e uma salva de palmas, apesar do lobby feroz dos Estados Unidos e dos grupos de defesa dos direitos humanos e da entrada tardia da Costa Rica na competição. Já o Brasil recebeu 153 votos. Os membros podem servir apenas dois mandatos consecutivos.

Na votação secreta da Assembleia Geral da ONU, com 193 membros, a Costa Rica obteve 96 votos e ficou de fora, apesar de apenas entrar na corrida este mês, quando o presidente Carlos Alvarado Quesada declarou que “o regime venezuelano não é o candidato adequado“.

As organizações não-governamentais (ONGs) do Brasil protestaram ao longo das últimas semanas contra a permanência do país, hoje governado por Bolsonaro, no Conselho de Direitos Humanos da ONU. As críticas eram voltadas às políticas contrária às minorias promovidas pelo atual governo brasileiro.

Protestos contra Venezuela

A eleição imerecida e estreita da Venezuela para o Conselho de Direitos Humanos da ONU é um tapa na cara das inúmeras vítimas do país que foram torturadas e assassinadas por forças do governo“, disse Philippe Bolopion, vice-diretor de defesa global da ONG Human Rights Watch (HRW).

Os Estados Unidos vêm tentando há meses derrubar o presidente venezuelano Nicolás Maduro, que protagonizou um colapso econômico e é acusado de corrupção, violações dos direitos humanos e fraudar uma eleição presidencial de 2018. É um dos mais de 50 países que reconheceram o líder da oposição na Venezuela Juan Guaidó como presidente do país.

É simplesmente inconcebível que violadores massivos de direitos humanos, como o antigo regime de Maduro na Venezuela, possam desempenhar um papel no [Conselho de Direitos Humanos]. Não vou apoiá-lo, nem a ONU“, declarou o embaixador dos EUA, Kelly Craft, no Twitter após a votação.

Guaidó invocou a constituição da Venezuela em janeiro para assumir uma presidência interina da nação membro da Organização dos Países Exportadores de Petróleo (OPEP). Maduro chama Guaidó de fantoche dos EUA, tentando derrubá-lo em um golpe.

Teremos que medir o impacto dessa vitória nos próximos dias, mas pensamos que é histórico, pois enfrentamos uma campanha feroz“, avaliou o ministro de Relações Exteriores da Venezuela, Jorge Arreaza, na televisão estatal venezuelana após a votação na ONU.

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Presidente eleito da Assembleia Geral da ONU defende paz e prosperidade para mais vulneráveis

Embaixador Tijjani Mohammad Bande foi eleito presidente da 74ª sessão da Assembleia Geral da ONU. Foto: ONU/Evan Schneider

O alcance global da ONU a torna a principal esperança para um mundo de paz e segurança, desenvolvimento sustentável e promoção e proteção dos direitos humanos e do progresso social, disse nesta terça-feira (24) o nigeriano Tijjani Muhammad-Bande, presidente eleito da Assembleia Geral das Nações Unidas, durante abertura do debate de alto nível, em Nova Iorque.

O diplomata, que atualmente é representante permanente da Nigéria nas Nações Unidas, foi eleito por aclamação nesta terça-feira (24) para chefiar o organismo, e irá suceder a equatoriana Maria Fernanda Espinosa.

Paz e segurança, erradicação da pobreza, fome zero, educação de qualidade, ação climática e inclusão serão prioridades da minha presidência”, disse o embaixador nigeriano.

Na abertura dos debates da 74ª sessão da Assembleia Geral, ele se comprometeu a “promover parcerias necessárias com todos os atores para atingir nossos objetivos, e em última análise garantir que estejamos fazendo o melhor para garantir paz e prosperidade, particularmente, para os mais vulneráveis”.

Muhammad-Bande falou sobre uma série de eventos de alto nível que ocorreram ou ocorrerão na sede da ONU para apoiar a Agenda 2030 para o Desenvolvimento Sustentável, incluindo o Fórum Político de Alto Nível, a Cúpula de Ação Climática, o Diálogo de Alto Nível sobre Financiamento ao Desenvolvimento, e a reunião de alto nível sobre cobertura universal de saúde, assim como reuniões para analisar o progresso feito para atender as necessidades dos pequenos Estados insulares em desenvolvimento.

A promoção dos direitos humanos e o empoderamento das mulheres e de jovens merecem atenção especial, e estarei devotado à promoção da igualdade de gênero dentro do Sistema ONU, a começar por meu próprio escritório”, disse o presidente eleito.

Lembrando que o 75º aniversário da ONU ocorrerá sob seu mandato, ele chamou a efeméride de uma “oportunidade única para reduzirmos o déficit de confiança entre as nações”.

Para atingir as visões de nossos fundadores, precisamos garantir que a indiferença e o cinismo não atinjam a organização, declarou, afirmando que a Assembleia formada por 193 nações “precisa ter um papel em preencher os buracos e promover a ação coletiva”.

Ele também enfatizou que esforços precisam ser mantidos para fortalecer o relacionamento entre a Assembleia Geral, o Conselho de Segurança e o Conselho Econômico e Social (ECOSOC).

Contarei com o apoio e a solidariedade de todos os países-membros, assim como do Secretariado”, disse, afirmando que usará as ferramentas de advocacy de seu escritório para promover abordagens multilaterais e soluções factíveis para questões importantes. “Trabalharei com Estados-membros para dar mais eficiência a nosso trabalho e melhorar a forma como fazemos as coisas na ONU.

Lembrando o grande número de eventos, que podem minar o diálogo genuíno e ampliar o tamanho das delegações, ele garantiu que trabalhará para chegar a soluções apropriadas, “já que acredito que precisamos tornar a ONU mais eficiente, efetiva e transparente para as pessoas que servimos”.

Em suas declarações, o secretário-geral da ONU cumprimentou Muhammad-Bande e notou algumas das “admiráveis qualificações” que ele leva ao posto. Ele citou seu mandato como embaixador da Nigéria nas Nações Unidas, seu conhecimento em ciência política e administração pública, e suas contribuições para os desafios africanos e globais, particularmente no que se refere ao trabalho de paz e segurança da Organização, desenvolvimento sustentável e direitos humanos.

O chefe da ONU disse que, em meio aos preparativos para o aniversário de 75 anos das Nações Unidas, ele espera usar a ocasião para “reafirmar o valor da cooperação internacional e a visão da Carta”.

Nações Unidas Brasil

A cooperação Sul-Sul rumo aos 40 anos

2018 será um ano importante para o desenvolvimento de parcerias de cooperação Sul-Sul. Será celebrado os 40 anos da Conferência sobre Cooperação Técnica entre Países em Desenvolvimento de 1978 (BAPA+40), que contou com a participação de 138 Estados e resultou na adoção do Plano de Ação de Buenos Aires, que visava promover e implementar a cooperação para o desenvolvimento entre países do Sul global. Simbolicamente, trata-se do primeiro esforço coletivo de discussão e desenho de programas e projetos de cooperação técnica entre países em desenvolvimento.

Dois eventos já foram programados com a finalidade de congregar atores para pensarem o futuro das parcerias para o desenvolvimento: o Fórum de Alto Nível sobre Cooperação para o Desenvolvimento, em 2018; e a Segunda Conferência das Nações Unidas sobre Cooperação Sul-Sul, em 2019.

O último evento citado ocorrerá na Argentina, justamente no mesmo lugar onde foi assinado o Plano de Ação de Buenos Aires, em 1978. Ele será um marco para celebrar as conquistas alcançadas até o momento, dentre elas o papel do plano de ação para fortalecer a parceria entre as Nações Unidas e os países em desenvolvimento no contexto da Cooperação Sul-Sul.

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128 members vote for UNGA resolution on Jerusalem al-Quds; 9 against, 35 abstained

 

In a blow to the US and Israel and despite their diplomatic pressures and threats, the UN General Assembly has overwhelmingly rejected Washington’s recognition of Jerusalem al-Quds as Israel’s capital. The draft resolution that had been co-sponsored by Muslim, Arab and Latin American countries was approved by a decisive vote of 128. Nine members voted against the motion including the Israeli regime, the U-S and a number of small countries. Thirty-five countries, among them Mexico, Benin, Croatia and the Czech Republic, abstained. The resolution which is non-binding has called for the administration of U-S President Donald Trump to withdraw its decision to recognize al-Quds as Israel’s capital

Nikki Haley’s speech condemning UNGA vote against U.S. decision on Jerusalem