A catástrofe humanitária no Iêmen

YEMEN-CONFLICT

19/07/17

O Iêmen vive hoje uma das situações consideradas mais delicadas no Oriente Médio. O país encontra-se devastado por uma guerra entre o governo do presidente Abdrabbuh Mansour Hadi* e os membros do movimento rebelde Houthi. Observadores apontam que os ataques aéreos e o bloqueio fronteiriço da coalizão multinacional** liderada pela Arábia Saudita impulsionaram um desastre, pois, atualmente, 70% da população necessita de ajuda humanitária.

As campanhas aéreas sauditas e de oito Estados árabes de maioria sunita contra o país começaram após o empoderamento do movimento Houthi, grupo supostamente apoiado pelo Irã, e buscaram auxiliar no estabelecimento do governo de Mansour Hadi. O conflito instaurou-se a partir do insucesso na transição política que deveria trazer estabilidade ao Iêmen, em 2011, com uma forte onda de protestos que forçaram o antigo presidente Ali Abdullah Saleh a renunciar sua posição, entregando o Governo a Mansour Hadi – o Vice-Presidente. O Governo Hadi vivenciou problemas severos em sua gestão, incluindo ataques realizados pela al-Qaeda, por movimentos separatistas e por militares aliados ao presidente Saleh, sem contar com questões estruturais, como acusações de corrupção, desemprego e insegurança alimentar.

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Cresce a contribuição da China para as Missões de Paz da ONU

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19/07/17

A participação da China na Organização das Nações Unidas (ONU) vem crescendo substancialmente nas últimas duas décadas. O país é o segundo maior doador de fundos para missões de paz e o terceiro maior doador para o orçamento geral da organização. Os chineses possuem atualmente 2.833 militares alocados nas diversas missões estabelecidas pela ONU, sendo cedidos ainda cerca de 8.000 militares para o contingente de reserva.

A República Popular da China é membro permanente do Conselho de Segurança da ONU* desde o ano de 1971, o que lhe confere certo poder decisório e mesmo a possibilidade de Veto sobre decisões importantes acerca da estabilidade da ordem internacional. Não obstante, o país utilizou o recurso do Veto apenas 12 vezes (menos do que qualquer outro dos membros permanentes) e os últimos seis empregados dizem respeito à situação da Guerra na Síria, tendo sido alinhados à posição da Rússia.

A atuação e o apoio a organismos internacionais são importantes instrumentos para projeção de influência e poder brando, sobretudo para potências emergentes. No caso da China, o apoio à ONU e às missões de paz pode servir para projetar uma imagem de liderança e benevolência para os demais integrantes do sistema internacional. No sentido contrário, um dos questionamentos à posição chinesa reside no respeito aos direitos humanos, um tema de grande importância no arcabouço da Organização, sendo uma área na qual o país sofre críticas.

Por fim, a China reconhece que o apoio à cooperação internacional é um importante fator estratégico para sua política externa, visto que pode fortalecer o peso dos seus posicionamentos no Conselho de Segurança da ONU. Deve-se ressaltar que o Estado chinês enviou tropas para as missões de paz da Organização pela primeira vez no ano de 2013, representando o rápido crescimento do seu engajamento em tão pouco tempo.

Fonte: CEIRI Newspaper

Na Colômbia, missão da ONU coleta as últimas armas das FARC

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Observadores da Missão das Nações Unidas na Colômbia registrando armas das FARC-EP. Foto: Missão da ONU na Colômbia

28/06/17

O esforço de paz na Colômbia alcançou nessa semana um marco, com quase todo o número restante de armas das Forças Armadas Revolucionárias da Colômbia (FARC-EP) entregues às Nações Unidas para registro e armazenamento.

A missão política da ONU no país confirmou nessa terça-feira (27) que “em 20 de junho foi iniciada a terceira fase da deposição de armas individuais dos combatentes das FARC-EP”.

A missão já armazenou 7.132 armas, o correspondente ao total de armas registradas nas FARC. As únicas exclusões da lista são as armas usadas para fornecer segurança nos 26 campos do ex-grupo guerrilheiro até 1o de agosto de 2017.

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Mais de 5 milhões de crianças precisam de ajuda humanitária urgente no Iraque, diz Unicef

22/06/17

Por Ahmed Rasheed

BAGDÁ (Reuters) – Mais de 5 milhões de crianças precisam urgentemente de ajuda no Iraque, informou a Organização das Nações Unidas nesta quinta-feira, descrevendo a guerra contra o Estado Islâmico como “uma das mais brutais” da história moderna.

“Por todo o Iraque, crianças continuam a testemunhar absoluto terror e violência inimaginável”, afirmou o Fundo das Nações Unidas para a Infância (Unicef) em comunicado.

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O que o BRICS está pensando? Entidade divulga comunicado conjunto

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20/06/17

Após reunião de dois dias em Pequim, os ministros das Relações Exteriores do BRICS – Brasil, Rússia, Índia, China e África do Sul – divulgaram um comunicado conjunto sobre as análises e deliberações do bloco. A Sputnik traz alguns dos pontos mais relevantes do documento.

 

Organização das Nações Unidas (ONU)

A necessidade de reformar a ONU, assim como seu conselho de segurança, foi reafirmada pela publicação, para torná-lo “mais representativo, efetivo e eficiente”. O bloco entende que os países em desenvolvimento devem ter sua representação aumentada.

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Violência na República Democrática do Congo deixa mais de 3 mil mortos em oito meses

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Voluntária leva alimentos para deslocados pelo conflito na região de Kasai (foto de 7 de junho de 2016) Foto: JOHN WESSELS / AFP / AFP

20/06/17

Desde setembro de 2016, a região de Kasai é abalada por uma rebelião que já causou o deslocamento de 1,3 milhão de pessoas

Mais de 3 mil pessoas morreram desde outubro de 2016 na região do Kasai, no centro da República Democrática do Congo (RDC), de acordo com um documento da Nunciatura Apostólica no país. A nota técnica cita 3.383 mortes registradas desde outubro no Kasai, enquanto a ONU registrava um balanço estimado de “mais de 400 mortos”.

O documento apresenta um “resumo dos danos sofridos pelas instituições eclesiásticas” baseado em relatórios a partir de 13 de outubro de 2016 — quando aconteceu um primeiro ataque a uma paróquia.

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Chefe da ONU nomeia diplomata russo para liderar combate ao terrorismo

21/06/17

Por Michelle Nichols e Shadia Nasralla

NAÇÕES UNIDAS/VIENA (Reuters) – O secretário-geral da Organização das Nações Unidas, António Guterres, nomeou nesta quarta-feira um diplomata russo para liderar o recém-criado escritório de combate ao terrorismo da ONU, dando a um representante de Moscou importante cargo na sede da organização em Nova York.

O embaixador russo para organizações internacionais em Viena, Vladimir Voronkov, disse à Reuters que encontrou com Guterres na terça-feira. A Reuters informou de maneira exclusiva sobre a nomeação mais cedo nesta quarta-feira.

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