A cooperação Sul-Sul rumo aos 40 anos

2018 será um ano importante para o desenvolvimento de parcerias de cooperação Sul-Sul. Será celebrado os 40 anos da Conferência sobre Cooperação Técnica entre Países em Desenvolvimento de 1978 (BAPA+40), que contou com a participação de 138 Estados e resultou na adoção do Plano de Ação de Buenos Aires, que visava promover e implementar a cooperação para o desenvolvimento entre países do Sul global. Simbolicamente, trata-se do primeiro esforço coletivo de discussão e desenho de programas e projetos de cooperação técnica entre países em desenvolvimento.

Dois eventos já foram programados com a finalidade de congregar atores para pensarem o futuro das parcerias para o desenvolvimento: o Fórum de Alto Nível sobre Cooperação para o Desenvolvimento, em 2018; e a Segunda Conferência das Nações Unidas sobre Cooperação Sul-Sul, em 2019.

O último evento citado ocorrerá na Argentina, justamente no mesmo lugar onde foi assinado o Plano de Ação de Buenos Aires, em 1978. Ele será um marco para celebrar as conquistas alcançadas até o momento, dentre elas o papel do plano de ação para fortalecer a parceria entre as Nações Unidas e os países em desenvolvimento no contexto da Cooperação Sul-Sul.

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Industrialização na África e ações brasileiras de fomento

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Publicado originalmente em 21/11/17

Anualmente, 20 de novembro foi estabelecido como data para celebrar o dia da Industrialização da África, com a finalidade de conscientizar países e demais atores locais e internacionais sobre a necessidade de fomentar o comércio e a indústria no continente. Para este ano (2017), a Organização das Nações Unidas para o Desenvolvimento Industrial (UNIDO), em parceria com a União Africana e com a Comissão Econômica das Nações Unidas para a África, promoveu simpósio sobre o tema.

Com o título “African Industrial Development: A Pre-Condition for an Effective and Sustainable Continental Free Trade Area (CFTA)”, o evento reuniu líderes africanos e representantes de organizações internacionais, com o propósito de fazê-los refletir sobre mecanismos sustentáveis para enfrentar os desafios industriais do continente. Ressalta-se que, embora tenha contingente populacional significativo, a África representa apenas 2% na cadeia de comércio internacional em manufaturas.

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O setor algodoeiro como novo instrumento de soft power na Cooperação Sul-Sul Brasileira

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Publicado originalmente em 09/11/17

Após a expansão nacional e o alcance internacional de suas boas práticas, a Rede Brasileira de Bancos de Leite Humano ganhou notoriedade na comunidade internacional com o recebimento do Prêmio Sasakawa – concedido pela Organização Mundial da Saúde (OMS) – em 2001, em decorrência do impacto do programa na redução da mortalidade infantil. Além disso, as políticas de combate à fome, segurança alimentar e nutricional e proteção social ganharam enorme visibilidade, principalmente com países Africanos, rendendo inúmeras trocas de experiências com diferentes níveis de profundidade, desde a visita de missões, organização de seminários, compartilhamento de experiências, até a formalização de acordos de cooperação.

Tanto os projetos relacionados aos Bancos de Leite Humano, quanto aqueles relacionados ao desenvolvimento social e combate à fome foram importantes ferramentas de soft power utilizadas pela diplomacia brasileira, seja como política legitimada internacionalmente, seja como conhecimento a ser compartilhado via Cooperação Sul-Sul (CSS).

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Moçambique e Malawi aprofundam os laços de cooperação

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Publicado originalmente em 20/09/17

Moçambique e Malawi deram importantes passos para o aprofundamento das suas relações bilaterais. Na última quarta-feira (13 de setembro de 2017), os Governos de ambas as nações consolidaram o Fórum de Coordenação Entre Fronteiras. A organização terá como função primordial tratar de questões envolvendo a migração entre os dois países.

O fluxo de moçambicanos rumo ao Malawi aumentou consideravelmente nos últimos dois anos. O fato se deve, principalmente, aos conflitos entre os braços armados dos dois principais partidos políticos do país, ocorridos majoritariamente na região central. Somente para o ano de 2016, estima-se que 15 mil pessoas migraram de Moçambique para o país vizinho.

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Um panorama atualizado do perfil das empresas chinesas atuando na África

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29/08/17

A presença da China na África cresceu enormemente desde os anos 2000, devido à procura por recursos naturais, tais como petróleo, ferro, cobre e zinco. O impulso da demanda chinesa alavancou diversas economias no Continente.crescimento médio do PIB africano foi de 4,9% no período de 2000-2008, caindo para 3,3% no período 2010-2015. A queda dos preços das commodities foi um fator de impacto para esta redução nos índices de crescimento.

A China é atualmente o maior parceiro econômico da África e estima-se que existam mais de 10.000 corporações chinesas sediadas e atuando no Continente, com presença significativa de empresas privadas. No que diz respeito à distribuição setorial, mais de 30% destas se encontram na indústria, 25% das empresas atuam no setor de serviços e o restante se encontra dividido entre o comércio, construção civil e o setor imobiliário.

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Katherine Jin, jovem cientista, vence sexismo e apoia luta contra o ebola na África

Para jovens mulheres cientistas, vencer os preconceitos sexistas pode ser uma luta árdua. Uma delas, Katherine Jin, já promoveu um grande impacto na área, ajudando a comunidade internacional a vencer o ebola na África Ocidental. Confira sua história – em suas próprias palavras.

How can young people secure a better future for Africa?

Texto 49

03/08/2017, by Gerald Chirinda

With 70% of Africa’s population under the age of 30, we as a continent are presented with a great opportunity and, possibly, a great challenge. Young Africans today are taking actions that not only have an immediate impact, but will also determine the future of the continent for decades to come.

Never has there been such weighty responsibility on the shoulders of young people. Never has there been the influence in the hands of young people like the influence they carry now. But for Africa to reap the dividends she has longed for, it is up to our generation to make sure that influence is channelled correctly and directed towards relevant issues that affect not only ourselves, but generations after us. This can only be achieved if we come together as young people and begin to address the challenges before us as a continent.

The role of African youth is drastically changing, but so are some of the challenges we face, such as employability and entrepreneurship opportunities. The strength of any society is within the strength and resolve of its youth – what investment are young people making in our continent today?

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