Industrialização na África e ações brasileiras de fomento

Dia-ind-africana

Publicado originalmente em 21/11/17

Anualmente, 20 de novembro foi estabelecido como data para celebrar o dia da Industrialização da África, com a finalidade de conscientizar países e demais atores locais e internacionais sobre a necessidade de fomentar o comércio e a indústria no continente. Para este ano (2017), a Organização das Nações Unidas para o Desenvolvimento Industrial (UNIDO), em parceria com a União Africana e com a Comissão Econômica das Nações Unidas para a África, promoveu simpósio sobre o tema.

Com o título “African Industrial Development: A Pre-Condition for an Effective and Sustainable Continental Free Trade Area (CFTA)”, o evento reuniu líderes africanos e representantes de organizações internacionais, com o propósito de fazê-los refletir sobre mecanismos sustentáveis para enfrentar os desafios industriais do continente. Ressalta-se que, embora tenha contingente populacional significativo, a África representa apenas 2% na cadeia de comércio internacional em manufaturas.

Continuar lendo

Anúncios

O setor algodoeiro como novo instrumento de soft power na Cooperação Sul-Sul Brasileira

cotton-2807360_960_720

Publicado originalmente em 09/11/17

Após a expansão nacional e o alcance internacional de suas boas práticas, a Rede Brasileira de Bancos de Leite Humano ganhou notoriedade na comunidade internacional com o recebimento do Prêmio Sasakawa – concedido pela Organização Mundial da Saúde (OMS) – em 2001, em decorrência do impacto do programa na redução da mortalidade infantil. Além disso, as políticas de combate à fome, segurança alimentar e nutricional e proteção social ganharam enorme visibilidade, principalmente com países Africanos, rendendo inúmeras trocas de experiências com diferentes níveis de profundidade, desde a visita de missões, organização de seminários, compartilhamento de experiências, até a formalização de acordos de cooperação.

Tanto os projetos relacionados aos Bancos de Leite Humano, quanto aqueles relacionados ao desenvolvimento social e combate à fome foram importantes ferramentas de soft power utilizadas pela diplomacia brasileira, seja como política legitimada internacionalmente, seja como conhecimento a ser compartilhado via Cooperação Sul-Sul (CSS).

Continuar lendo

Moçambique e Malawi aprofundam os laços de cooperação

20151132363888734_20

Publicado originalmente em 20/09/17

Moçambique e Malawi deram importantes passos para o aprofundamento das suas relações bilaterais. Na última quarta-feira (13 de setembro de 2017), os Governos de ambas as nações consolidaram o Fórum de Coordenação Entre Fronteiras. A organização terá como função primordial tratar de questões envolvendo a migração entre os dois países.

O fluxo de moçambicanos rumo ao Malawi aumentou consideravelmente nos últimos dois anos. O fato se deve, principalmente, aos conflitos entre os braços armados dos dois principais partidos políticos do país, ocorridos majoritariamente na região central. Somente para o ano de 2016, estima-se que 15 mil pessoas migraram de Moçambique para o país vizinho.

Continuar lendo

Um panorama atualizado do perfil das empresas chinesas atuando na África

Africa_China_Locator

29/08/17

A presença da China na África cresceu enormemente desde os anos 2000, devido à procura por recursos naturais, tais como petróleo, ferro, cobre e zinco. O impulso da demanda chinesa alavancou diversas economias no Continente.crescimento médio do PIB africano foi de 4,9% no período de 2000-2008, caindo para 3,3% no período 2010-2015. A queda dos preços das commodities foi um fator de impacto para esta redução nos índices de crescimento.

A China é atualmente o maior parceiro econômico da África e estima-se que existam mais de 10.000 corporações chinesas sediadas e atuando no Continente, com presença significativa de empresas privadas. No que diz respeito à distribuição setorial, mais de 30% destas se encontram na indústria, 25% das empresas atuam no setor de serviços e o restante se encontra dividido entre o comércio, construção civil e o setor imobiliário.

Continuar lendo

Katherine Jin, jovem cientista, vence sexismo e apoia luta contra o ebola na África

Para jovens mulheres cientistas, vencer os preconceitos sexistas pode ser uma luta árdua. Uma delas, Katherine Jin, já promoveu um grande impacto na área, ajudando a comunidade internacional a vencer o ebola na África Ocidental. Confira sua história – em suas próprias palavras.

How can young people secure a better future for Africa?

Texto 49

03/08/2017, by Gerald Chirinda

With 70% of Africa’s population under the age of 30, we as a continent are presented with a great opportunity and, possibly, a great challenge. Young Africans today are taking actions that not only have an immediate impact, but will also determine the future of the continent for decades to come.

Never has there been such weighty responsibility on the shoulders of young people. Never has there been the influence in the hands of young people like the influence they carry now. But for Africa to reap the dividends she has longed for, it is up to our generation to make sure that influence is channelled correctly and directed towards relevant issues that affect not only ourselves, but generations after us. This can only be achieved if we come together as young people and begin to address the challenges before us as a continent.

The role of African youth is drastically changing, but so are some of the challenges we face, such as employability and entrepreneurship opportunities. The strength of any society is within the strength and resolve of its youth – what investment are young people making in our continent today?

Continuar lendo →

As the world faces an unprecedented famine threat, the G7 nations must act

Texto 39

24/05/2017, by Winnie Byanyima

We all celebrated. Poverty in the world halved in just two decades – historic success, humankind at its best, a world altogether more free, less exposed to disease, less violent. More girls in school, too! We Africans were told that “war, famine and dictators have become rarer.”

Today that celebration stops.often speak about how our progress for a better world is threatened by a spiraling gap between rich and poor, withering global governance, climate change and more. Now, in failing to tackle these, something profoundly catastrophic is taking hold.

The UN sounded the alarm earlier this year, joined by Oxfam and others. Our world of plenty is on the brink of unprecedented famine. Even as one famine in one country should be unacceptable – today we face the risk of four. People are dying and unless political decisions change, deaths will increase exponentially.

Continuar lendo →