Pepe EscobarFantasma de Gaddafi assombra o morto-vivo Rei Sarkô 

kadaffi sarkozy
22/3/2018, Pepe Escobar, Asia Times
A guerra da OTAN contra a Líbia, em 2011 foi vendida unanimemente em todo o Ocidente como operação humanitária inadiável contra o proverbial ditador do mal de sempre (Hillary Clinton: “Viemos, vimos, ele morreu“.). Rússia e China manifestaram-se firmemente contra a invasão.

Agora, em virada histórica surpreendente, o fantasma do Coronel Muammar Gaddafi parece ter voltado para assombrar o ex-presidente Nicolas Sarkozy da França, autonomeado superstarespetacular da tal R2P (“responsabilidade de proteger”). A “bomba Coronel Sarkô” explodiu na 4ª-feira à noite: o ex-presidente havia sido indiciado e estava sob investigação formal por corrupção passiva, financiamento ilegal de campanha e apropriação fraudulenta de fundos do Estado líbio.

Sarkozy passou toda a 3ª-feira, das 8 da manhã até meia-noite, respondendo perguntas sob custódia policial, de investigadores especialistas em corrupção, evasão fiscal e lavagem de dinheiro. Permitiram que dormisse em casa, mas sob o compromisso de voltar na manhã seguinte, e novamente passou o dia sendo interrogado, até ser solto, depois de pagar fiança, no início da noite.

“Investigação formal”, pela lei francesa, significa que há “indício sério e/ou não desmentido” que sugere que alguém tenha envolvimento em algum tipo de crime. O passo seguinte pode ser o julgamento, mas a investigação também pode não encontrar coisa alguma ou chegar a um beco sem saída.

Sarkozy já foi alvo de nada menos que 10 diferentes investigações até agora – sete das quais estão em andamento.

establishment francês, como se podia adivinhar que aconteceria, está lívido. Uma leva de políticos, a maioria dos quais de centro-direita, voaram em enxame para os programas de ‘análise’ política, para demonstrar apoio ao ex-presidente e enfatizar o direito à “presunção de inocência”. Exatamente o oposto do que fizeram no enredo de espionagem que se desenrola em Salisbury, onde o Kremlin e o presidente Putin já foram condenados e executados, sem qualquer prova de crime algum.

Sarkozy, ridicularizado pelos progressistas, que o apelidaram de “Rei Sarkô” durante o mandato, é suspeito de ter usado dinheiro de Gaddafi para financiar sua campanha presidencial de 2007.

E nesse caso, as provas existem. Dentre outras peças explosivas, há um documento oficial do governo líbio, obtido no curso de uma investigação feita pelo blog francês Mediapart, que prova que Gaddafi entregou nada menos que 50 milhões de euros à campanha de Sarkozy.

É quase o dobro dos 21 milhões de euros que a lei francesa permitia naquela época para gastos de campanhas eleitorais. Os supostos fundos também infringiriam leis contra a participação de estrangeiros, também, como doadores de fundos, em campanhas eleitorais.

O intermediário-chave em toda a operação foi o vendedor franco-argelino de armas, Ziad Takiedinne, o qual, em 2005 e 2007 organizou visitas de Sarkô e sua corte à Líbia. Também participaram do esquema um banco líbio e um banco alemão.

O ex-primeiro-ministro líbio Baghdadi al-Mahmoudi confirmou que o documento é autêntico e tudo que a polícia já encontrou é verdade.

Muito antes disso, já havia confirmação, por Abdullah Senoussi, ex-diretor de inteligência militar de Gaddafi, e em notebooks pertencentes ao ex-ministro do petróleo da Líbia Choukri Ghanem, misteriosamente afogado em Viena, em abril de 2012.

Em novembro de 2016, o próprio Takiedinne – o homem que apresentou Sarkô a Gaddafi – admitiu ter entregue pessoalmente no Ministério do Interior francês várias malas cheias de dinheiro preparadas em Trípoli, totalizando 5 milhões de euros. Disse que recebera o dinheiro, de Sanoussi.

Investigadores, que já estavam de posse de novas provas há várias semanas, também estão convencidos que conseguiram esclarecer também o papel de outro intermediário, Alexandre Djouhri, que vivia na Suíça e tinha contado com o ex-secretário-geral do Palácio do Eliseu, Claude Gueant. Gueant também está sob investigação formal, acusado de fraude fiscal.

Todos na França ainda recordam o Rei Sarkô fazendo pose de Libertador da Líbia – disputando furiosamente o centro da foto com o desavergonhadamente autoproclamado ‘filósofo’ fake Bernard-Henri Levy, codinome “BHL”.

Em setembro de 2011, comentei, para Asia Times – ver, por exemplo, aqui e aqui – as incontáveis razões pelas quais Gaddafi teria de ser derrubado, a maior parte das quais relacionadas a interesses geoeconômicos da França e aos sonhos de glória transmediterrânea do Rei Sarkô (“Estamos alinhados com o povo árabe, em sua ânsia de liberdade”).

Como agora se vê, é possível que o coronel, sim, é que tenha operado como fazedor do (falso) Rei.*****

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Visualizar o vídeo Hillary Clinton on Gaddafi: We came, we saw, he died do YouTube

Hillary Clinton on Gaddafi: We came, we saw, he died

 

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Un millier de personnes manifestent à Paris contre l’esclavage en Libye

Rassemblement contre l’esclavage en Libye, samedi 18 novembre, à Paris.

Un millier de personnes ont manifesté samedi 18 novembre à Paris contre des cas d’esclavage en Libye, selon la préfecture de police de Paris. Ils réagissaient à la diffusion d’un reportage de CNN montrant des migrants vendus aux enchères. Les manifestants ont répondu à l’appel de plusieurs associations, et notamment d’un Collectif contre l’esclavage et les camps de concentration en Libye (CECCL), créé à la suite de cette diffusion.
Brandissant des pancartes « non à l’esclavage en Libye », ils étaient rassemblés vers 16 heures, avenue Foch, non loin de la place de l’Etoile où étaient positionnées des forces de l’ordre. Plusieurs personnalités, comme le comédien Omar Sy, le footballeur Didier Drogba ou l’ancienne Miss France Sonia Rolland, avaient relayé les appels à manifester: « Soyons solidaires et au rdv pour protester contre cette torture et cette violence », avait tweeté Omar Sy.

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Nove países com poder nuclear têm um arsenal de 14.934 armas

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Países que possuem armas reduziram reservas nucleares nos últimos anos, mas multiplicaram investimento

Publicado originalmente em 06/10/17

As armas nucleares estão em poder de nove países. Estados UnidosRússiaFrançaReino UnidoÍndiaPaquistãoChinaIsrael e Coreia do Norte armazenavam no começo de 2017 quase 15.000 dispositivos desse tipo, de acordo com dados do Instituto de Pesquisas para a Paz de Estocolmo (SIPRI).

Esses Estados reduziram suas reservas atômicas nos últimos anos, mas multiplicaram o orçamento e estão em um ambicioso processo de renovação. O Escritório de Orçamentos do Congresso norte-americano anunciou um investimento de 400 bilhões de dólares (1,26 trilhão de reais) durante o próximo decênio e o Parlamento britânico aprovou há um ano, com respaldo de 80% dos deputados, a renovação de seu envelhecido arsenal com um custo inicial de 40 bilhões de libras (165 bilhões de reais).

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Protecionismo agrícola na Europa ameaça acordo com Mercosul

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29/09/17

BRASÍLIA (Reuters) – Países da União Europeia (UE) liderados por França e Irlanda propuseram adiar uma oferta de comércio agrícola ao Mercosul até que as regras sejam acordadas para se evitar uma concorrência desleal, disseram diplomatas na quinta-feira, criando um potencial obstáculo para o acordo.

Em uma carta à Comissão Europeia, os países disseram ser particularmente vulneráveis ​​às importações de etanol, açúcar e carnes bovina e de frango do Mercosul, e afirmaram que uma oferta da UE relacionada a cotas de importação seria “inoportuna” até que um “campo de jogo nivelado” possa ser alcançado.

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Ten Minute History – The French Revolution and Napoleon (Short Documentary)

Trump à Paris, un choix stratégique ?

Trump à Paris, un choix stratégique ?
Serrer ou ne pas serrer la main de Donald Trump ? Interrogé lundi par RTL, Nicolas Hulot a semblé exclure un tel geste avec le chef d’Etat américain, hôte de la cérémonie du 14-Juillet : « On va déjà y aller, m’en demandez pas trop non plus. » Le ministre de la Transition écologique, s’il dit comprendre la démarche d’Emmanuel Macron de « tendre la main » au président des Etats-Unis en l’invitant au défilé, ne se voit pas aller jusqu’à l’accolade physique avec celui qui a décidé de sortir son pays de l’Accord de Paris sur le climat.
Pour Gérard Larcher, l’amitié entre les peuples importe plus que les divergences politiques. Evoquant l’entrée dans la Première Guerre Mondiale des Etats-Unis en 1917, le président du Sénat a affirmé mardi, sur Europe 1, qu’il n’aurait aucune hésitation devant Donald Trump : « Moi, je n’aurais aucun mal à remercier les Etats-Unis au travers de son président même si, sans doute, je n’aurais jamais voté pour lui. »
En mars dernier, l’absence d’images de poignée de main lors d’une rencontre à Washington entre Donald Trump et Angela Merkel avait provoqué de nombreux commentaires choqués et suggéré que les négociations sur l’Otan avaient dû être âpres. Le porte-parole de Donald Trump, Sean Spicer, avait assuré que le président américain n’avait pas entendu la chancelière allemande lui proposer ce geste, ce que le quotidien allemand Bild a mis en doute. On avait ensuite appris que les deux dirigeants s’étaient bien exécutés, mais loin du parterre de photographes du bureau ovale.
Invitée à commenter cette séquence, l’historienne Isabelle Davion avait expliqué au site Slate que la poignée de main sert à véhiculer «les valeurs impériales de paix et de concorde» depuis au moins l’Antiquité, mais que l’usage n’a sûrement jamais été obligatoire : «Je ne suis même pas sûre que ce soit vraiment inscrit en tant que rite obligé dans un quelconque texte.»
Interrogé par Le Parisien sur la rencontre du 14-Juillet, Stephen Bunard, coach pour dirigeants, estime que Nicolas Hulot doit « choisir entre être militant ou ministre de la République ». « Il ferait mieux de serrer la main à Donald Trump et d’essayer de le convaincre. Il faut faire ami-ami, montrer qu’on est de la même trempe que lui », estime l’expert en communication non verbale.

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SIPRI: Trends in world nuclear forces, 2017

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At the start of 2017 nine states—the United States, Russia, the United Kingdom, France, China, India, Pakistan, Israel and North Korea—possessed approximately 4150 operationally deployed nuclear weapons. If all nuclear warheads are counted, these states together possessed a total of approximately 14 935 nuclear weapons. While the overall number of nuclear weapons in the world continues to decline, none of the nuclear weapon-possessing states are prepared to give up their nuclear arsenals for the foreseeable future. This Fact Sheet estimates the nuclear weapon inventory of the nine nuclear-weapon possessing states and highlights some key aspects of the states’ recent nuclear-force developments.

ABOUT THE AUTHOR(S)/EDITORS

Hans M. Kristensen is an Associate Senior Fellow with the SIPRI Disarmament, Arms Control and Non-proliferation Programme and Director of the Nuclear Information Project at the Federation of American Scientists (FAS).

Shannon N. Kile is a Senior Researcher with the SIPRI Arms Control and Non-proliferation Programme.

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