O discreto milagre da esquerda uruguaia: 15 anos de crescimento ininterrupto

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Com Brasil e Argentina em queda, esse pequeno país traçou terceira via e manteve sua estabilidade

25/07/17

Até o ministro da Economia uruguaio, o veterano Danilo Astori, de 77 anos, tem dificuldade em acreditar. Seu país, uma pequena ilha de paz política, social e econômica entre dois gigantes convulsionados como Brasil e Argentina, protagoniza o que chamam de desacople(desacoplamento). Enquanto os dois colossos sofrem – em 2016 ambas as economias encolheram – e outras experiências, como a venezuelana, afundam, o Uruguai, dirigido desde 2005 pela esquerda tranquila da Frente Ampla, está prestes a completar 15 anos de crescimento ininterrupto, um recorde histórico para essa pequena nação de 3,3 milhões de habitantes. O país não tem petróleo ou cobre, mas soube explorar outros recursos: soja, gado, turismo e um intangível: uma grande estabilidade política sem grandes escândalos de corrupção.

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Eventuais sanções à Venezuela podem piorar sofrimento da população, diz relator da ONU

Texto 54

11/08/2017

As sanções não são a resposta para a crescente crise na Venezuela, e a comunidade internacional não deve seguir por esse caminho, disse o relator especial das Nações Unidas Idriss Jazairy nesta sexta-feira (11).

“As sanções podem piorar a situação da população venezuelana, que já está sofrendo com a inflação paralisante e a falta de acesso adequado a alimentos e remédios”, disse Jazairy.

O especialista enfatizou que esforços no sentido de prejudicar a economia venezuelana só levarão a violações dos direitos das pessoas comuns. “Sanções causam perturbação a qualquer Estado, e podem particularmente ter efeitos devastadores para cidadãos de países em desenvolvimento quando prejudicam a economia”.

“O diálogo é a base de uma solução para as disputas”, disse Jazairy. “Os Estados devem se engajar em diálogo construtivo com o governo venezuelano para chegar a soluções para os desafios muito reais enfrentados”, disse.

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How we can find ways to finance universal education for all

Texto 53

14/08/2017, by Steven J. Klees

The 17 United Nations Sustainable Development Goals represent a remarkable commitment by the international community to eliminate poverty and improve health, the environment, education, and much more in all countries by 2030. The SDG for education is straightforward: “Ensure inclusive and equitable quality education and promote lifelong learning opportunities for all.”

Unfortunately, we are a long way from achieving this goal, particularly in developing countries. More than 250 million of the world’s 1.6 billion children are not in school, and 400 million lack basic literacy. If current trends continue, by 2030 half of all children will not have the basic skills needed for employment.

The main problem is a shortage of resources. While developing countries can finance more than 90% of what they need to ensure universal access to quality primary and secondary education, there is still a large funding gap – approaching $40 billion in 2020, and $90 billion by 2030 – that must be filled by international aid.

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A Cooperação Marítima Sino-Russa de 2017

04/08/17

No fim do último mês (Julho), teve início a cooperação marítima de 2017 entre a Rússia e a China. A primeira fase do exercício ocorreu entre os dias 21 a 28 de julho, no Mar Báltico, a qual contou com a participação inédita de navios chineses na Europa e teve a colaboração de navios, aviões e helicópteros de ambos os atores. A segunda fase está marcada para ser feita em setembro deste ano (2017) no Mar de Okhotsk e no Mar do Japão.

treinamento conjunto já foi feito em diversas localidades da Ásia, tais como no Mar Amarelo (2012), no Mar do Japão (2013) e no Mar do Sul da China (2016), e tem por objetivo: aumentar a eficiência das frotas no âmbito do combate marítimo; auferir maior coerência entre as tripulações; e reforçar a lógica da cooperação entre os marinheiros.

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Katherine Jin, jovem cientista, vence sexismo e apoia luta contra o ebola na África

Para jovens mulheres cientistas, vencer os preconceitos sexistas pode ser uma luta árdua. Uma delas, Katherine Jin, já promoveu um grande impacto na área, ajudando a comunidade internacional a vencer o ebola na África Ocidental. Confira sua história – em suas próprias palavras.

The Partition: The British game of ‘divide and rule’

Texto 52

10/08/2017, by Sashi Tharoor

On August 15, 1947, India won independence: a moment of birth that was also an abortion, since freedom came with the horrors of the partition, when East and West Pakistan were hacked off the stooped shoulders of India by the departing British.

Seventy years later, it is hard to look back without horror at the savagery of the country’s vivisection, when rioting, rape and murder scarred the land, millions were uprooted from their homes, and billions of rupees worth of property were damaged and destroyed. Within months, India and Pakistan were embroiled in a war over Kashmir, the consequences of which still affect us today.

There was an intangible partition, too. Friendships were destroyed, families ruined, geography hacked, history misread, tradition denied, minds and hearts torn apart. The creation and perpetuation of Hindu-Muslim antagonism was the most significant accomplishment of British imperial policy: the colonial project of “divide et impera” (divide and rule) fomented religious antagonisms to facilitate continued imperial rule and reached its tragic culmination in 1947.

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Pékin doit répliquer si Washington frappe Pyongyang d’abord, selon la presse chinoise

Au moins, le message est clair. Selon le très officiel « Global Times », la Chine défendrait le régime de Kim Jong-un si Washington venait à déclencher une guerre. Elle resterait neutre si c’est Pyongyang qui attaque en premier. Pendant ce temps, la « guerre des mots » continue.

Pékin doit répliquer si Washington frappe Pyongyang d’abord, selon la presse chinoise

Enfin, serait-on tenté dire. Depuis une semaine, Trump s’égosille pour que la Chine s’interpose dans la guerre psychologique avec la Corée du Nord. C’est chose faite, mais pas dans le sens rêvé par le président américain. « Si la Corée du Nord lance des missiles qui menacent le sol américain et que les États-Unis ripostent, la Chine restera neutre », a lancé le Global Times dans un éditorial. Mais, ajoute le journal officiel du Parti, « si les États-Unis et la Corée du Sud effectuent des frappes et essayent de renverser le régime nord-coréen, la Chine les empêchera de le faire ». Bien sûr, la Chine a voté pour les sanctions onusiennes contre la Corée du Nord le samedi 5 août. Le Global Times réaffirme également son opposition à « la prolifération nucléaire et à la guerre dans la péninsule coréenne ». Mais attention, pas touche aux intérêts vitaux des Chinois. Aux yeux de Pékin, tout vaut mieux qu’un effondrement du régime de Kim Jong-un, qui provoquerait d’abord une arrivée massive de réfugiés dans le Nord-Est chinois, et serait suivie d’une réunification de la péninsule sous la houlette du Sud, soutenue militairement par les Américains. Ce serait laisser Washington étendre son influence jusqu’à la frontière chinoise. Inacceptable. En définitive, la Corée du Nord, État tampon indispensable, sert les intérêts stratégiques de Pékin, souligne le South China Morning Post. C’est pourquoi la Chine milite pour le maintien du statu quo dans la péninsule coréenne.

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