A Dinamarca é a escolha chinesa para a transição verde

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Parque eólico de Middelgrunden – Øresund

Publicado originalmente em 22/09/17

No início do mês de setembro, a Dinamarca recebeu a visita do Diretor da Administração Nacional de Energia (NEA) da China, Nur Bekri, que se reuniu com o Ministro da Energia e Clima do país, Lars Christian Lilleholt, para tratar de assuntos referentes a energia verde.

A China é o maior emissor de gases de efeito estufa do mundo e planeja diminuir sua cota de poluição mediante a transição da matriz de carvão e petróleo para a energia verde. Para tanto, Pequim busca a tecnologia dinamarquesa com o objetivo de integrar cerca de 20% de sua matriz eólica, a qual apresenta carência de flexibilidade, e para a efetuação de mudanças com a diminuição do consumo de energia não fóssil até 2020.

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Os efeitos da extinção da megafauna

Postado em 13/10/2017 por Felipe Poli Rodrigues

Postado Originalmente em 10/10/2017

Megafauna

Docente do Instituto de Biociências da Unesp de Rio Claro, Mauro Galetti lidera um grupo de pesquisadores do Brasil, Dinamarca, Espanha, Suíçaa, EUA, África do Sul e Austrália, que aponta os impactos da extinção da megafauna em todo o planeta. A publicação acaba de sair da revista Biological Reviews. Os autores compilaram informações sobre quais as consequências da extinção extinção de mamutes, preguiças-gigantes, tigres-dente-de-sabres entre outros nas interações ecológicas.

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Interações tróficas e indiretas entre a megafauna e seu ambiente, aqui exemplificado pelo elefante (Loxodonta africana) africano, e outros dois animais de megafauna já extintos: a preguiça gigante (Megatherium americanum) da América do Sul e o marsupial gigante Diprotodon optatum da Austrália.

Todos os anos diversos grupos de pesquisa tentam solucionar quais fatores levaram a megafauna a extinção? – Bom, achamos que seria mais interessante perguntar, “Quais as consequências da extinção da megafauna?” comenta Galetti.

Neste trabalho os pesquisadores focaram como a extinção da megafauna afetou parasitas, predadores, ecossistemas e outros processos ecológicos. – Se você fosse um parasita dentro de uma preguiça-gigante, você teve duas alterantivas antes da extinção da preguiça, ou você buscou outro hospedeiro, e muitas vezes foi o próprio homem, ou você se extinguiu junto com a preguiça, complementa Galetti.

Com a extinção de mais de 177 espécies de megafauna da América do Sul, muitas interações e espécies associadas a megafauna foram extintas. Um exemplo é uma espécies de morcegos-vampiro-gigante que provavelmente foram extintas depois da extinção da megafauna. – Sem esses gigantes para chupar o sangue, o vampiro-gigante deve ter morrido de fome, diz Galetti. O trabalho aponta que muitos parasitas que tem o homem, cachorro e gado como hospedeiro provavelmente evoluíram em grandes mamíferos. A berne e a bicheira por exemplo, devem ter “saltado” da megafauna para os homens e seus animais domésticos.

O trabalho de Galetti e colaboradores tem grandes implicações para a atual onda de extinção que nosso planeta passa, a chamada Sexta Extinção.

Este estudo também incluiu: Marcos Moléon, Pedro Jordano, Mathias M. Pires, Paulo R. Guimarães Jr., Thomas Pape, Elizabeth Nichols, Dennis Hansen, Jens M. Olesen, Michael Munk, Jacqueline S. de Mattos, Andreas H. Schweiger, Norman Owen-Smith, Christopher N. Johnson, Robert J. Marquis and Jens-Christian Svenning.

Link para o artigo:

http://onlinelibrary.wiley.com/doi/10.1111/brv.12374/full

Fonte: Envolverde

Financiamento fóssil sob pressão

Postado em 13/10/2017 por Felipe Poli Rodrigues

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Campanha internacional busca pressionar o Banco Mundial a encerrar o financiamento de projetos de desenvolvimento que utilizem ou incentivem o uso de combustíveis fósseis

Nos últimos anos, o Banco Mundial tem se tornado uma das instituições financeiras multilaterais com atuação mais estridente na agenda global sobre mudança do clima, buscando engajar o setor financeiro internacional no esforço para reduzir as emissões de gases de efeito estufa através do financiamento de projetos de energia limpa, principalmente em países em desenvolvimento. Esta preocupação tem sido reforçada em discursos e declarações públicas do presidente da instituição, o economista sul-coreano Jim Yong Kim.

“Acabar com a pobreza extrema e lutar contra a mudança do clima estão inextricavelmente ligados. Não podemos fazer um sem o outro”, disse Kim em março de 2016, pouco antes do Acordo de Paris entrar em vigor. “Precisamos ajudar os países a fazer a escolha certa entre as fontes fósseis de energia e as alternativas renováveis. Isto significa que precisamos direcionar a concessão de financiamento para onde ele fará a maior diferença”.

Em setembro passado, durante a Assembleia Geral das Nações Unidas, Kim e o secretário-geral da instituição, António Guterres, anunciaram um conjunto de planos para acelerar o fluxo de financiamento para ação climática através de uma nova plataforma dedicada a identificar e facilitar investimentos transformacionais nos países em desenvolvimento. Dentre as ações propostas, o apoio à transição para fontes mais limpas de energia aparece com destaque no planejamento.

Entretanto, no caso do Banco Mundial, discursos e práticas podem não estar muito alinhados no que diz respeito à questão climática. No começo de 2017, um relatório da ONG Bank Information Center (BIC) apontou que a instituição continua financiando massivamente projetos que utilizam ou que incentivam o uso de energia fóssil.

“O Banco Mundial tem se comprometido a ajudar os países a adotar um caminho para o desenvolvimento de baixo carbono, especificamente através da redução dos subsídios aos combustíveis fósseis e da promoção da taxação do carbono”, disse Nezir Sinani, uma das responsáveis pelo estudo, à Deutsche Welle à época de seu lançamento. “No entanto, a política de empréstimo do Banco faz o contrário, ao induzir reduções fiscais às usinas de energia à carvão e à infraestrutura de exploração e exportação deste combustível”.

O estudo analisou o programa de financiamento para políticas de desenvolvimento pelo Banco Mundial, que concentra cerca de 1/3 dos recursos financeiros da instituição. Os resultados apontam que, nos últimos dez anos, a instituição operou financiamentos na casa dos US$ 5 bilhões em quatro países em desenvolvimento (Indonésia, Peru, Egito e Moçambique) que apoiaram projetos que colocaram o clima, as florestas e as pessoas em risco.

“A política de empréstimos do Banco Mundial está criando subsídios para projetos de carvão, gás e petróleo em detrimento de iniciativas para construir e expandir a infraestrutura para a energia eólica, solar e geotérmica e para a proteção das florestas tropicais vulneráveis”, apontam os autores do estudo.

Nesse contexto, diversas organizações e movimentos sociais em todo o mundo se uniram nas últimas semanas na campanha internacional The Big Shift Global, com o objetivo de pressionar as instituições financeiras multilaterais – entre elas, o Banco Mundial – a suspender seu aporte a projetos baseados em energia suja e direcionar os recursos para projetos de energia limpa que alcancem e beneficiem às comunidades mais vulneráveis à mudança do clima.

“O Banco Mundial concorda que a mudança do clima está afetando as pessoas mais pobres do planeta. Seu objetivo é acabar com a pobreza extrema em todo mundo nesta geração. No entanto, ele ainda apoia diversos projetos que contribuem para a mudança do clima”, afirmam as organizações responsáveis pela campanha – entre eles, Climate Action Network (CAN International), Christian Aid, E3G e Overseas Development Institute (ODI).

 

O foco inicial da campanha é pressionar a direção do Banco Mundial nos próximos dias, quando a instituição realizará seu encontro anual em sua sede, na capital dos Estados Unidos, Washington, além de realizar atividades de mobilização durante a Conferência do Clima de Bonn (COP 23).

As instituições financeiras multilaterais regionais também serão foco de atuação da campanha nos próximos meses, com o objetivo de ampliar as opções de financiamento para o desenvolvimento a partir da promoção de energia limpa.

“Queremos que o ponto de vista das pessoas sobre financiamento para energia seja considerado pelos bancos multilaterais de desenvolvimento, seus diretores e executivos, bem como pelos chefes de governo e ministros de finanças dos países membros”, afirmam os responsáveis pela campanha. “É fundamental alinhar as decisões tomadas por estas instituições e seus gestores com objetivos de longo prazo para segurança climática e pobreza – e isso inevitavelmente passa por uma mudança em favor do financiamento de energia limpa, sustentável e renovável para todos”.

Fonte: Página 22

Mar aberto, ar poluído

Postado por Felipe Poli Rodrigues em 13/10/2017

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Levantamento aponta que, por conta da queima de combustível pesado nos navios de cruzeiro, a concentração de material particulado no ar durante as viagens marítimas é bem maior do que em uma rua movimentada – o que afeta diretamente a saúde de quem trabalha e viaja nesses verdadeiros “palácios” sobre a água

Luxo, beleza natural, culinária requintada, sol e mar. Para muitas pessoas, um bom cruzeiro marítimo é um sonho de consumo para as férias de verão, uma opção de lazer e turismo que vem se tornando cada vez mais popular, com trechos e passagens acessíveis, além de novas opções de navio.

No entanto, a sofisticação das viagens de cruzeiro não se reflete necessariamente na tecnologia utilizada para fazer os navios funcionarem em alto-mar. De acordo com levantamento feito pela ONG alemã União de Conservação da Natureza e Biodiversidade (Nabu, na sigla em alemão), o uso predominante de combustível fóssil pesado pelas embarcações resulta em impactos ambientais significativos com efeitos diretos sobre a qualidade de vida daqueles que viajam e trabalham nos “palácios flutuantes”.

O levantamento apontou que a concentração de material particulado no ar em viagens de cruzeiro pode chegar a 380 mil partes por metro cúbico, muito acima do que pode ser observado em ruas movimentadas nas grandes cidades do mundo (20 mil).

“Um navio de porte médio, que queima até 150 toneladas de combustível por dia, emite a mesma quantidade de material particulado que um milhão de automóveis diários”.

Como o combustível queimado por esses navios é um óleo pesado, que libera 100 vezes mais partículas de dióxido de enxofre (SO2) do que o diesel marinho e 3,5 mil vezes mais do que o diesel para carros, as emissões de SO2 decorrentes da operação de um grande navio de cruzeiro equivalem a 376 milhões de carros.

Resposta tímida das empresas

De acordo com a ONG, boa parte desse impacto poderia ser mitigada se a indústria de cruzeiros marítimos passasse a utilizar combustíveis mais limpos e instalassem filtros de partículas ou catalisadores SCR, tecnologias que já são padrão nos escapamentos de caminhões ou automóveis comuns.

No entanto, mesmo grandes empresas do setor, como a Costa, MSC e Royal Caribbean, respondem de maneira tímida ao desafio de reduzir os efeitos negativos de sua operação sobre o meio ambiente e a saúde de seus clientes e profissionais.

“O desempenho ambiental das empresas de cruzeiro é ruim, assim como sua atitude em relação à transparência”, aponta Dietmar Oeliger, chefe de política de transportes da Nabu. “No ano passado, o setor afirmou que 23 navios operariam com filtros de fuligem, mas até hoje não temos sequer um deles instalado e operando”.

No levantamento realizado pela NABU, apenas as empresas de cruzeiro Hapag-Lloyd e TUI receberam avaliação positiva de combate à poluição, por conta de avanços na instalação de catalisadores de óxido de nitrogênio. Este resultado é pouco para um setor que cresceu bastante nos últimos anos.

Segundo a Associação Internacional de Linhas de Cruzeiro (Clia, na sigla em inglês), o total de passageiros dos cruzeiros marítimos em todo o mundo aumentou 38,7% nos últimos sete anos, chegando a mais de 24 milhões de viajantes em 2016. Hoje, essa indústria mobiliza quase um milhão de trabalhadores diretos e indiretos e movimenta S$ 117 bilhões em todo o mundo.

Os impactos ambientais desse setor da indústria naval não são pequenos. Um relatório da Organização para a Cooperação e Desenvolvimento Econômico (OCDE) de 2014 revelou que comunidades próximas ao porto de Long Beach, em Los Angeles, nos Estados Unidos, tinham taxas mais altas de asma, doenças cardíacas e depressão do que a média nacional, e relacionou as emissões portuárias com a ocorrência anual de 3,7 mil mortes na Califórnia.

Mais recentemente, um estudo conduzido por um grupo de pesquisadores do Finnish Meteorological Institute calculou que a operação naval é responsável por 3% das mortes anuais por poluição do ar nos Estados Unidos.

Poluentes como o dióxido de enxofre e o dióxido de nitrogênio podem causar sérios problemas ao sistema respiratório, além de resultar em impactos ambientais graves, como a acidificação do solo e da água, a eutrofização dos lagos e das áreas costeiras, além de danos aos ecossistemas marítimos.

Além dos impactos diretos sobre a saúde, a queima de combustível fóssil pelos navios de cruzeiro também contribui para o aumento das emissões de gases de efeito estufa (GEE) e, consequentemente, a mudança do clima global.

A indústria mundial de transporte marítimo de cargas e passageiros é uma das mais intensas em emissões de GEE, sendo responsável por entre 2% a 3% dos gases acumulados na atmosfera terrestre a cada ano. Estima-se que as emissões associadas a este setor possam crescer entre 50% e 250% até 2050. No entanto, a despeito de seu impacto, os compromissos para redução de emissões de carbono no setor são inócuos, já que as empresas continuam reticentes a qualquer ação.

“Apesar das mais variadas alegações de que os navios de cruzeiro estão mais ecológicos, a atitude da indústria em relação ao meio ambiente continua fraca”, argumenta Leif Miller, CEO da Nabu. “A falta de ação de empresas como Costa, MSC e Royal Caribbean para limpar suas operações ameaça seus clientes, os moradores das regiões portuárias e o clima global”.

Em resposta aos apontamentos feitos pelo levantamento, a Clia afirmou que a indústria investe crescentemente em tecnologia para proteger os oceanos e o ar. “A indústria reconhece a importância de investir em tecnologia naval inovadora para preservar o meio ambiente e providenciar uma experiência de viagem ecológica para nossos clientes”, disse Cindy D’Aoust, presidente e CEO da Associação, que reúne as principais empresas internacionais do setor de cruzeiros marítimos.

De acordo com a Clia, seus membros estão investindo mais de US$ 1 bilhão em tecnologia para reduzir as emissões de gases poluentes e de efeito estufa, aperfeiçoar os sistemas de tratamento de efluentes, instalar painéis solares para geração de energia limpa, além de sistemas mais eficientes de aquecimento, ventilação e refrigeração.

Fonte: Página 22

Por mais um ano, mulheres ficam sem Nobel de ciência

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Homens ganharam 97% das premiações em campos científicos desde 1901

Publicado originalmente em 04/10/17

Por mais um ano, nenhuma mulher foi premiada com um prêmio Nobel científico. Três homens ganharam o de Medicina na segunda-feira, outros três receberam o de Física na terça, e finalmente mais três foram anunciados no de Química, nesta quarta. Desde 1901, quando o Nobel foi instituído, as mulheres foram premiadas em 18 ocasiões, e os homens em 581. Elas receberam apenas 3% dos prêmios Nobel de ciências.

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Le Parlement iranien donne son feu vert aux Gardiens pour riposter contre les USA

Le Comité de la sécurité nationale et de la politique étrangère au Parlement iranien, a annoncé son soutien aux Gardiens de la révolution islamique dans toute mesure de riposte prise à l’encontre des forces américaines, au cas où Trump mettrait en exécution ses menaces contre les gardiens de la révolution, a rapporté la chaine satellitaire iranienne alAlam.

Le Parlement iranien donne son feu vert aux Gardiens pour riposter contre les USA

Dans sa déclaration le Comité de la sécurité nationale et la politique étrangère condamne le comportement irrationnel des USA et déclare que si leurs menaces impulsives sont exécutées, le conseil accorde son feu vert aux forces des Gardiens de la révolution pour riposter de manière adéquate aux forces américaines. Et ce, conformément à l’article 4 de la loi anti-actions américaines. Le comité estime que les gardiens de la révolution jouissent du droit légitime d’affronter les forces américaines tout comme ils ont affronté les groupes terroristes ».

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Por que a Venezuela sumiu dos noticiários?

Por que a Venezuela sumiu dos noticiários?

Durante quase todo o ano de 2017, a Venezuela ocupou boa parte da grade do jornalismo no Brasil e no mundo. Desde a eleição para a Assembleia Constituinte, porém, a mídia pouco tem abordado o que se passa no país. Vários fatos envolvendo tanto o cenário político venezuelano quanto o contexto mundial explicam isso.

O principal motivo, talvez, para a mudança no comportamento jornalístico é o fato de que os protestos da oposição de direita na Venezuela esfriaram e praticamente não ocorrem mais.

Logo depois do pleito que escolheu os novos Constituintes do país, houve uma tentativa frustrada de convocar um protesto por parte da principal força de oposição, a MUD. A adesão foi muito pequena e acabou inaugurando um período de calmaria nas ruas venezuelanas.

Vários fatores levaram à baixa adesão popular aos novos protestos da direita. Embora contestada pela mídia internacional, a eleição para a Assembleia Constituinte, de fato, teve uma grande participação popular, uma das maiores já conquistadas pelo chavismo, o que mostrou que boa parte do povo venezuelano realmente aposta na Constituinte como um caminho para a pacificação do país.

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