Balanço da economia brasileira

Publicado originalmente em: 09/12/2016

Nossa economia está enfrentando pela primeira vez dois anos seguidos de queda no nível de atividade. No ano passado, tivemos uma retração de 3,8% e a projeção para 2016 não é nada animadora: analistas esperam um “tombo” de 3,22% até o final do ano. Por trás desses números negativos estão o aumento do desemprego a cada trimestre e a dificuldade do brasileiro em consumir produtos básicos e fazer investimentos de longo prazo. O que é preciso fazer para sair dessa recessão histórica? Como gerar empregos? Qual a influência da crise política que atravessamos sobre os resultados econômicos? A aprovação da PEC do teto dos gastos pode solucionar todos os problemas da nossa economia? Essas são dúvidas de muitos brasileiros e é o que será discutido nesse debate, com um balanço da economia brasileira em 2016 e algumas projeções para 2017.

Sala Debate

Rebelião em presídio de Manaus: agência da ONU pede respeito aos direitos humanos e controle do crime organizado

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O Escritório das Nações Unidas sobre Drogas e Crime (UNODC) publicou nessa sexta-feira (6) uma nota comentando a chacina ocorrida no Complexo Penitenciário Anísio Jobim (Compaj), em Manaus, na última segunda-feira (2).

A nota informa que entre os principais motivos está uma “espécie de guerra” entre facções rivais FDN (Família do Norte) e PCC (Primeiro Comando da Capital), bem como a superlotação do estabelecimento, que tem capacidade para 454 presos e abrigava 1.224 no momento da chacina.

Confira a nota na íntegra a seguir:

Nota do UNODC sobre a rebelião no presídio de Manaus

Brasília, 6 de janeiro de 2016

“A chacina ocorrida no Complexo Penitenciário Anísio Jobim (Compaj), em Manaus, na última segunda-feira, 2 de janeiro, teve como principais motivos uma espécie de guerra entre facções rivais FDN (Família do Norte) e PCC (Primeiro Comando da Capital) e a superlotação (o Compaj tem capacidade para 454 presos e abrigava 1.224 no momento da chacina).

O Escritório de Ligação e Parceria do UNODC reitera seu compromisso com políticas públicas de segurança baseadas em evidências, que busquem alternativas ao encarceramento em massa.

O Brasil figura, atualmente, na quarta posição mundial em número de pessoas presas. Entre aproximadamente 600 mil detentos, 1/3 está encarcerado em função de crimes relacionados a drogas e uma parte considerável dessa população é constituída por presos provisórios que aguardam julgamento por meses, algumas vezes por anos.

Após visitar o Brasil em 2015, o relator das Nações Unidas contra a Tortura recomendou a adoção de medidas imediatas para diminuir a superlotação das unidades prisionais, que favorece a disseminação de doenças infecciosas como a Tuberculose e o HIV, a má-nutrição e o uso de drogas, entre outras violações de direitos.

Como em vários países, o sistema prisional brasileiro é ineficaz na recuperação e reinserção social de detentos, assim como contribui para o crescimento da criminalidade ao ser dominado por organizações como as que motivaram a chacina de Manaus.

Este momento crítico requer um amplo debate sobre como articular o respeito aos direitos humanos com o controle do crime organizado no sistema prisional brasileiro. Isso porque violações frequentes, incluindo tortura e maus-tratos, bem como condições inadequadas e insalubres de encarceramento, têm contribuído para o surgimento e fortalecimento de grupos organizados.

A representação do UNODC reitera o compromisso de apoiar o Brasil na busca de soluções abrangentes e multissetoriais para as questões relativas às drogas e ao sistema de justiça criminal.”

Fonte: ONU BR

Força de trabalho global conta com 150 milhões de migrantes, diz estudo da OIT

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Há cerca de 150 milhões de trabalhadores migrantes em todo o mundo, de acordo com um recente estudo das Nações Unidas. O documento fornece dados sobre mão de obra e migração para formuladores de políticas públicas. O objetivo é ajudar os líderes a avançar na Agenda 2030 para o Desenvolvimento Sustentável.

“Os tomadores de decisão agora terão dados reais para basear suas políticas”, disse Guy Ryder, diretor-geral da Organização Internacional do Trabalho (OIT).

Ryder disse que esta análise ajudará os países a cumprir os Objetivos de Desenvolvimento Sustentável (ODS) da Agenda 2030, particularmente as metas do Objetivo número oito, que trata da a proteção de todos os trabalhadores – incluindo trabalhadores migrantes –, e o Objetivo dez, sobre a implementação de políticas migratórias bem administradas.

A Agenda 2030, aprovada em setembro de 2015 por todos os países-membros da ONU, possui um total de 17 objetivos e 169 metas.

O relatório, denominado “Estimativas Globais da OIT sobre Trabalhadores Migrantes”, concluiu que existem 232 milhões de migrantes internacionais, dos quais 206,6 milhões têm 15 anos ou mais. Desta população migrante em idade ativa, 72,7%, ou 150 milhões, são trabalhadores migrantes. No total, 83,7 milhões são homens e 66,6 milhões mulheres.

A migração de mão de obra é um fenômeno que afeta todas as regiões do mundo, embora quase a metade – ou 48,5% – esteja concentrada em duas grandes regiões: na América do Norte e na Europa (norte, sul e na região ocidental). Os países árabes têm a maior proporção de trabalhadores migrantes como parte de todos os trabalhadores, com um total de 35,6%.

O estudo também examina a distribuição da força de trabalho migrante em grandes grupos industriais. A grande maioria dos trabalhadores migrantes está no setor de serviços, com 106,8 milhões de trabalhadores representando 71,1% do total.

Em seguida vem o setor da indústria, incluindo manufatura e construção, com 26,7 milhões (ou 17,8%), e a agricultura, com 16,7 milhões (11%). Entre todos os trabalhadores migrantes, 7,7% são trabalhadores e trabalhadoras domésticas.

“Este estudo estimativa mostra que a grande maioria dos migrantes migra em busca de melhores oportunidades de emprego”, disse Manuela Tomei, diretora do Departamento de Condições de Trabalho e Igualdade da OIT.

“Ao aplicar uma metodologia robusta, acreditamos que ela acrescentará significativamente à nossa base de conhecimento sobre migração e fornecerá uma base sólida para o desenvolvimento de políticas migratórias eficazes”, acrescentou Manuela.

O relatório também destaca o número significativo de trabalhadoras domésticas migrantes, bem como a desigualdade de gênero que marca o setor. O trabalho doméstico é um dos setores menos regulamentados da economia e, como tal, preocupa particularmente a OIT, disse o comunicado da agência da ONU.

O comunicado observa que, devido à concentração de mulheres trabalhadoras migrantes e à visibilidade relativamente baixa da força de trabalho neste setor, muitas formas de discriminação surgem de modo transversal.

Dos 67,1 milhões de trabalhadores domésticos no mundo, 11,5 milhões – ou 17,2% – são migrantes internacionais. Cerca de 73,4%, ou cerca de 8,5 milhões, de todos os trabalhadores migrantes do setor são mulheres.

No Sudeste da Ásia e no Pacífico estão 24% do total de mulheres trabalhadoras domésticas migrantes, seguidas da Europa (norte, sul e na região ocidental), com 22,1% do total, e dos Estados árabes, com 19%.

Fonte: ONU BR

Mudança climática levará a branqueamento anual dos corais, alerta ONU

Postado em 07/01/2017 por Felipe Poli Rodrigues

Postado originalmente em 06/01/2017

Segundo a ONU Meio Ambiente, os corais são um dos ecossistemas mais importantes do planeta e estão perdendo suas cores devido aos impactos da mudança climática. Recifes de corais já estão sob ameaça devido à pesca excessiva e ao turismo e são muito vulneráveis à mudança climática porque são afetados facilmente pelo aquecimento das águas.

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Se as tendências atuais continuarem e o mundo deixar de reduzir as emissões de gases de efeito estufa, quase todos os recifes de coral do mundo sofrerão branqueamento severo, alertou na quinta-feira (5) um novo estudo do Programa da ONU para o Meio Ambiente (PNUMA).

Segundo a agência, os corais são um dos ecossistemas mais importantes do planeta e estão perdendo suas cores devido aos impactos da mudança climática.

Pelas projeções do estudo, os recifes de Taiwan e das ilhas caribenhas Turcas e Caicos serão os primeiros a enfrentar o branqueamento anual. Algumas décadas depois, será a vez dos corais do Barein, do Chile e da Polinésia Francesa perderem suas cores.

Segundo o chefe do PNUMA, Erik Solheim, “as previsões representam um tesouro para os que lutam para proteger um dos ecossistemas mais magníficos e importantes do mundo. Com os dados, pesquisadores e governos poderão agir antes que seja tarde demais e priorizar a conservação”.

O estudo aponta que, em média, os corais vão começar a sofrer um branqueamento anual a partir de 2043. Sem o mínimo necessário de cinco anos para a regeneração, as ocorrências anuais terão um efeito mortal sobre os corais e perturbarão os ecossistemas que eles suportam.

No entanto, se os governos assumirem as promessas do Acordo de Paris e reduzirem as emissões de gases, os recifes terão mais 11 anos para se adaptar ao aquecimento da água do mar antes de começarem a perder a coloração.

Entre 2014 e 2016, houve o maior branqueamento já registrado no mundo, que matou corais numa escala sem precedentes. No ano passado, 90% da Grande Barreira de Corais da Austrália sofreu branqueamento e mais de 20% dos recifes da região acabaram morrendo.

Os recifes de corais já estão sob ameaça devido à pesca excessiva e ao turismo e são muito vulneráveis à mudança climática porque são afetados facilmente pelo aquecimento das águas.

Quando a temperatura do mar sobe, as algas que dão as cores vibrantes aos corais saem do hospedeiro, fazendo com que os corais fiquem brancos. Sem as algas, os corais correm risco de passar fome e ficam suscetíveis a doenças. Acesse o estudo clicando aqui.

Fonte: ONU Brasil

O impacto devastador das mudanças climáticas na Etiópia

Postado por Felipe Poli Rodrigues em 07/01/2017

A Etiópia enfrenta uma das piores secas em três décadas. Seis milhões de crianças estão vulneráveis à fome, falta de água e doenças. O acesso à água segura para o consumo pode protegê-las destes riscos e garantir a permanência na escola. Confira nesse vídeo do UNICEF.

 

Fonte: ONU Brasil

ONU: 99% dos arrecifes de corais podem sofrer branqueamento neste século

Postado em 07/01/2017 por Felipe Poli Rodrigues

Postado originalmente em 05/01/2017

Nova pesquisa, divulgada pelo Pnuma, mostra o impacto da mudança climática no futuro dos corais; emissões mais ambiciosas para reduzir poluentes pode garantir 11 anos extras antes do braqueamento total; expectativa é que em 2043, corais passem a experimentar o fenômeno anualmente.

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Uma nova projeção apresentada esta quinta-feira pelo Programa da ONU para o Meio Ambiente, Pnuma, mostra quando ocorrerá o branqueamento dos arrecifes de corais.

Segundo a agência, os corais são um dos ecossistemas mais importantes do planeta e estão perdendo suas cores devido aos impactos da mudança climática. Pelas projeções, os arrecifes de Taiwan e das ilhas caribenhas Turcas e Caicos serão os primeiros a enfrentar o branqueamento anual.

Estimativas

Algumas décadas depois será a vez dos corais do Barein, do Chile e da Polinésia Francesa perderem suas cores. O chefe do Pnuma, Erik Solheim, declarou que “as previsões são um tesouro para os que lutam para proteger um dos ecossistemas mais magníficos e importantes” do mundo.

Com os dados, pesquisadores e governos poderão agir antes que seja tarde demais, priorizando a conservação. Se as tendências atuais continuarem e nada for feito para a redução dos gases que causam o efeito estufa, 99% dos arrecifes de corais vão passar por branqueamento severo neste século.

Aquecimento

Os arrecifes de corais já estão sob ameaça devido à pesca excessiva e ao turismo e são muito vulneráveis à mudança climática porque são afetados facilmente pelo aquecimento das águas.

Quando a temperatura do mar sobe, as algas que dão as cores vibrantes aos corais saem do hospedeiro, fazendo com que os corais fiquem brancos. Sem as algas, os corais correm risco de passar fome e ficam suscetíveis a doenças.

O novo estudo mostra que em média, os corais vão começar a sofrer um branqueamento anual a partir de 2043. Se as reduções das emissões de gases ultrapassarem as metas firmadas no Acordo de Paris, os arrecifes terão 11 anos para se adaptar ao aquecimento da água do mar antes de começar a perder a coloração.

Austrália

O Pnuma explica que um arrecife demora pelo menos cinco anos para se recuperar de um processo de branqueamento. Assim, os corais perdem sua capacidade proteger peixes, animais marinhos e áreas costeiras.

Entre 2014 e 2016, houve o maior branqueamento já registrado no mundo, que matou corais numa escala sem precedentes. No ano passado, 90% da Grande Barreira de Corais da Austrália sofreu branqueamento e mais de 20% dos arrecifes da região acabaram morrendo.

No mundo, os arrecifes abrigam um quarto da vida marinha e geram US$ 375 bilhões por ano a partir da pesca, do turismo e da proteção costeira.

Fonte: ONU Brasil

Entenda a importância do BEPS para a transparência dos grupos multinacionais

Publicado em: 30/11/2016

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