EUA se opõem formalmente ao status de economia de mercado para a China na OMC


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Publicado originalmente em 01/12/17

WASHINGTON (Reuters) – Os Estados Unidos disseram formalmente à Organização Mundial do Comércio (OMC) que se opõem a conceder à China o status de economia de mercado, uma posição que, se respeitada, não permitiria a Washington manter altos impostos antidumping sobre os bens chineses.

A declaração de oposição, divulgada na quinta-feira, foi apresentada como um relatório em apoio à União Europeia em uma disputa com a China.

A China está lutando com a UE para ser reconhecida como uma economia de mercado, uma designação que levaria a uma redução dramática dos impostos antidumping sobre os produtos chineses ao proibir o uso de comparações de preços com países terceiros.

Os EUA e a UE argumentam que o forte papel do Estado na economia chinesa, incluindo a concessão de subsídios desenfreados, significa que os preços internos são profundamente distorcidos e não são determinados pelo mercado.

Uma vitória da China na OMC enfraqueceria as defesas comerciais de muitos países contra uma inundação de produtos chineses baratos, pondo em risco a viabilidade de mais indústrias ocidentais.

(Por David Lawder)

Fonte: Reuters

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4 respostas em “EUA se opõem formalmente ao status de economia de mercado para a China na OMC

  1. Atualmente, os parceiros comerciais de Pequim têm o direito de impor altas taxas sobre a entrada de produtos chineses, baseando-se na ideia de que a intervenção do Estado na economia da China gera uma vantagem injusta para seus exportadores. Com isso, Washington parece estar disposta a apoiar a União Europeia em sua disputa comercial com a China, que, por sua vez, quer ser tratada como uma economia de mercado para reduzir as tarifas de importação de seus bens. A disputa começou no ano passado, quando as autoridades chinesas reclamaram que os 15 anos de permanência na OMC lhes deram o status de economia de mercado automaticamente.

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  2. O processo de globalização apresenta uma consequência no crescimento da concorrência, seja esta leal ou desleal. Por sua vez a concorrência internacional obrigou os países a criar mecanismos de defesa para evitar práticas desleais de comércio como o dumping que é a exportação de um produto por preço inferior ao preço normal no mercado do país exportador. Desta forma, as medidas antidumping têm como objetivo neutralizar os efeitos danosos à indústria nacional causados pelas importações objeto de dumping, por meio da aplicação de alíquotas específicas. Referente ao caso narrado, a seção 15 do Protocolo de Acessão da China à OMC determina que o país pode ser considerado economia não de mercado para fins do cálculo de direitos antidumping. Frente a isso, a China lançou forte ofensiva em sua política externa com vistas a obter o reconhecimento do status.

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  3. Considerando a alta participação do Estado na economia Chinesa, por meio de cessões de subsídios, os produtos Chineses chegam no mercado internacional com um preço bem inferior do que o usual, gerando uma concorrência desleal. A União Européia e os Estados Unidos se opõem na OMC ao pedido da China de se tornar uma economia de mercado, uma vez que perderiam seus direitos em adotar altos impostos para importação Chinesa, como medidas antidumping. O gigante asiático, em prol de adquirir a posição de economia de mercado, investe na sua política externa e nos meios necessários no sentido de realizar tal fim.

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  4. Esse é mais um exemplo das tentativas dos Estados Unidos e dos países europeus de manter sua soberania como potência sobre a China, principalmente os Estados Unidos. Uma análise realista da situação revelaria que os EUA, como potência, fará de tudo para que países que colocam força internacional em risco sejam freados. A China é um desses países. Em 2007 o país de 1,3 bilhão de habitantes à época alcançou um crescimento do PIB (Produto Interno Bruto) de 11,5% ao ano, garantindo-a o lugar de terceira maior economia do mundo. Entretanto, desde que a China adotou um capitalismo de mercado é que sua economia começou a crescer descomunalmente, tornado-se um forte parceiro comercial de países como o Brasil. Desde a eleição de Donald Trump como presidente Estados Unidos foi que começou esse projeto de travar o crescimento chinês, já que foi propagado abertamente por Trump em sua campanha presidencial. Mas afinal, até quando quando os EUA conseguiram segurar o avanço da China ?

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