A possível adesão da Finlândia a OTAN


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Publicado originalmente em 08/12/17

Nesta semana, a Finlândia participou do Encontro de Ministros das Relações Exteriores da Organização do Tratado do Atlântico Norte (OTAN), na sede do Bloco em Bruxelas. Como convidados, os finlandeses discutiram sobre a cooperação entre a OTAN e a União Europeia (UE) nos últimos dias 5 e 6 de dezembro, em preparação para a Cúpula da Instituição a ser realizada em julho de 2018.

A Finlândia não é membro do Bloco militar, mas é parceira do mesmo desde 1994, quando se juntou a Parceria para a Paz e ingressou no Conselho de Parceria Euro-Atlântico, em 1997. Entretanto, a política de não alinhamento militar parece estar diminuindo com a aproximação do Estado com a OTAN e seu envolvimento como membro da UE.

O diálogo da OTAN e da UE tem foco na mobilidade militar, visto que somente o Bloco Europeu possui capacidades para enfrentar com maior facilidade os obstáculos políticos. O movimento de Forças Armadas pelo território dos Estados membros e parceiros de ambas as organizações objetiva aprofundar os potenciais de reação e treinamento conjuntos.

A questão afeta diretamente a Finlândia por fazer parte da UE, seja pelas pressões de cunho político, seja pela posição estratégica do Estado, o qual possui fronteiras com a Rússia. O Ministro dos Negócios Estrangeiros do país, Timo Soini, vê a pauta como positiva, ao invés dos parlamentares e presidenciáveis finlandeses, visto que o mesmo entende que a possibilidade deve estar aberta.

Jornal Helsingin Sanomat trouxe a afirmação do ministro Soini sobre a possível adesão a OTAN, o qual expressou: “A adesão a OTAN pela Finlândia deve ser viável tanto para a Finlândia como para a OTAN. Sempre que você fala sobre opções, há grandes paixões, mas penso que é importante que se a Finlândia decidir se juntar, será possível” (Tradução livre).

Os analistas compreendem que uma possível adesão finlandesa à Organização do Tratado do Atlântico Norte poderia contribuir para a sensação de maior segurança nacional por causa da obrigação dos membros do Bloco pela defesa coletiva. Porém, salientam que a precipitação poderia ser prejudicial à imagem do Estado finlandês, que tem fama de ser neutro, e assim alavancar um mal-estar diplomático com a Rússia.

Fonte: CEIRI Newspaper

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Uma resposta em “A possível adesão da Finlândia a OTAN

  1. A Organização do Tratado do Atlântico Norte (OTAN) é um claro exemplo de Network como aliança militar no cenário atual, tema frequentemente discutido nas aulas de TRI. O conceito de Networking power é visto ao ponto em que a Finlândia apesar de não pertencer ao bloco já recebia forte influência sendo parceira desde 1994, além disso, o fato da Finlândia pertencer à União Europeia aumenta a pressão para que haja adesão à Network. Uma possível adesão da Finlândia à Otan passa a ser demasiadamente viável ao passo em que é natural a adesão de países à Networks visando autoajuda e que a defesa coletiva é nítida vantagem ao país.

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