Dani Rodrik: Trade, redistribution, and social dumping

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18/04/2017

I just saw this response from Joel Trachtman to my column “Too Late to Compensate Free Trade’s Losers.” Trachtman argues that “the fundamental problem of winners and losers will not be solved by these changes.”

I do not disagree. But the fundamental political problem with trade is not there are winners and losers — the domestic market generates much greater job churn and dislocation than trade does. It is that it generates unfair redistribution, or at least redistribution that can be legitimately perceived as unfair, when goods cross jurisdictional boundaries.

As I explain here:

It’s important to distinguish between two versions of an argument as to why trade may be problematic from a social or political perspective.

Some suggest trade is problematic because it redistributes income. The basis for that claim is true, but trivial. Pretty much everything else that happens in a market economy somehow redistributes income. Technology and market competition are the sources of endless churns in an economy. Moreover, plenty of other things, including skill-based innovation and minimum-wage laws, have vastly greater effects on income distribution than trade.

So it makes very little sense to set international trade apart and decouple it from other domains or approaches for dealing with inequality in labor markets at large (progressive tax systems, active labor market policies, employment-friendly macro policies, etc.). Imports from Germany may adversely affect domestic companies that are displaced, but there’s no reason to treat the people who lose out any differently from workers who are adversely affected by, say, technological innovation. There is a coherent justification for compensating the losers of free trade for reasons of solidarity and equity, but the justification would apply in the case of innovation. Consequently, the preferred remedies should be the same as well.

That brings us to a different social and political objection to trade — that trade violates norms embodied in our institutional arrangements. The suggestion here is that trade may undercut the social bargains struck within a nation and embedded in its laws and regulations. [In this case] compensating the losers would be beside the point, because what is at stake is the surreptitious modification of the rules of the game — the undermining of domestic social bargains through the back door. Trade is not merely a market relationship, but an intervention into domestic institutions and an instrument for reconfiguring them to the detriment of certain groups. It would be entirely legitimate to respond to such an injury by directly curtailing the trade flows that have the alleged effect. After all, this is no different from keeping out imports that violate, say, domestic health and safety regulations, which most countries already do.

As Pierre Rosanvallon puts it, inequality is felt most acutely when citizens believe that the rules apply differently to different people.” It is not inequality per se that people mind; it is unfairness.

This also relates to a question I get very often. If trade is apparently a small component of the overall impact on labor markets, why focus at all on globalization or devise special remedies for globalization. The answer is that it is not the overall quantitative impact that often matters; it is the normative filter through which those impacts are viewed.

Fonte: Dani Rodrik’s weblog

Made in the World

Efeitos da crise no comércio

Publicado originalmente em: 08/06/2016

Aumenta o número de lojas que fecham as portas devido à crise econômica do país. Segundo dados da ‘confederação nacional do comércio de bens, serviços e turismo’, foram quase cem mil em 2015.

Jornal da Gazeta

Comércio Brasil-Japão em 2015

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01 de Fevereiro de 2016

De acordo com dados divulgados pelo Ministério do Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior (MDIC), a troca de comércio Brasil-Japão alcançou, em 2015, USD 9,72 bilhões (FOB), 22,96% inferior ao volume registrado em 2014 (USD 12,62 bilhões, FOB). As exportações brasileiras ao Japão chegaram a USD 4,84 bilhões, resultando em diminuição de 27,89%, em relação ao ano anterior. As importações do Japão sofreram retração menor, de 17,35%, contabilizando USD 4,88 bilhões. As trocas comerciais com o Japão registraram saldo negativo para o Brasil de USD 32,24 milhões. Trata-se do primeiro déficit comercial brasileiro desde 2009 (USD 1,1 bilhão).

Em 2015, o Japão recebeu 2,53% das exportações brasileiras, nível aquém dos 2,98% registrados em 2014, o que o classificou na posição de sexto maior comprador (5º em 2014). O Japão respondeu por 2,84% das importações brasileiras, parcela superior à de 2,58% do ano anterior, passando da nona para a sexta colocação como principal fornecedor para o País.

Os principais produtos exportados para o Japão foram os seguintes:

  1. minérios de ferro e seus concentrados, USD 1,21 bilhão (variação de -50,60%);
  2. carne de frango congelada, USD 837 milhões (-22,16%);
  3. milho em grãos, USD 461 milhões (+98,11%);
  4. café cru em grão, USD 440 milhões (-10,01%);
  5. alumínio em bruto, USD 367 milhões (-16,91%);
  6. ferro-ligas, USD 231 milhões (-24,17%);
  7. soja mesmo triturada, USD 185 milhões (-38,23%);
  8. celulose, USD 103 milhões (+2,23%);
  9. suco de laranja congelado, USD 90 milhões (-11,64%); e
  10. aviões, USD 87 milhões (+52,88%).

Os principais produtos importados pelo Brasil foram os seguintes:

  1. partes e peças para veículos automóveis e tratores, USD 505 milhões (variação de -13,48%);
  2. automóveis de passageiros, USD 326 milhões (-22,02%);
  3. instrumentos e aparelhos de medida, verificação etc., USD 224 milhões (-17,42%);
  4. rolamentos e engrenagens, suas partes e peças, USD 185 milhões (-18,89%);
  5. partes de motores para automóveis, USD 173 milhões (-14,81%);
  6. tubos de ferro fundido, ferro ou aço e seus acessórios, USD 164 milhões (+82,39%);
  7. compostos heterocíclicos, seus sais e sulfonamidas, USD 137 milhões (-10,49%);
  8. motores para veículos automóveis e suas partes, USD 119 milhões (-12,03%);
  9. partes e acessórios de motocicletas, bicicletas e outros ciclos, USD 114 milhões (+0,62%); e
  10. elementos de vias férreas de ferro fundido, ferro ou aço, USD 102 milhões (+142,47%).

Fonte: Invest & Export Brasil

Empresas brasileiras retomam investimentos na Argentina com Macri no poder

Publicado originalmente em 10/02/2016

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A mudança de rumo na política argentina com a chegada do presidente MaurIcio Macri, de perfil mais liberal que sua antecessora, Cristina Kirchner, vem gerando uma onda de otimismo no ambiente de negócios do país. Com uma nova postura avessa às barreiras protecionistas e mais amigável ao capital estrangeiro, a Argentina voltou a atrair multinacionais brasileiras interessadas em investir por lá, justamente quando o Brasil está imerso em uma das piores recessões da história.

A brasileira JBS, a maior processadora de carne do mundo, é uma das empresas interessadas em voltar a expandir seus negócios por ali. Prejudicada pelas restrições de exportação de carnes bovina impostas pelo Governo anterior, a companhia fechou quatro das cinco unidades de abate no país há mais de três anos e teve que voltar-se apenas para o mercado local argentino. A empresa opera, atualmente, apenas com uma fábrica em Rosário, onde trabalham 1.500 funcionários. Agora já planeja retomar, ainda neste ano, as atividades nas unidades paralisadas para voltar a ter uma plataforma de exportação na Argentina.

Com duas fábricas de ônibus no país vizinho, a brasileira Marcopolo também já sentiu mudanças positivas com as novas políticas adotadas por Macri. “Em dez dias, o novo Governo gerou uma revolução de credibilidade na Argentina, destravou barreiras que agora beneficiam as exportações”, explica Ruben Bisi, diretor de negócios internacionais. A empresa que tinha a meta de exportar 100 unidades de ônibus para o mercado argentino neste ano já viu os pedidos aumentarem para 150. “Até o momento foi muito, pelo menos, em termos de exportação. Talvez nossas fábricas locais na Argentina sofram um pouco mais de concorrência, com a abertura das importações, mas a mudança foi positiva para os negócios”, completa Bisi.

O fim do controle cambial, a retirada das travas comerciais, como a que dificultava a entrada de importados no país, e a expectativa de uma retomada do crescimento fizeram também despertar o interesse de empresas que ainda não têm presença no território argentino. “Muitas empresas brasileiras sondaram o mercado nos últimas dias, parte querendo expandir os negócios, mas outras querendo estrear na Argentina, de olho na área de infraestrutura e energia. Acho, no entanto, que os empresários irão aguardar os primeiros seis meses do Governo Macri para tomar uma decisão definitiva, e ver os reais efeitos da reacomodação da economia“, explica Mariano Lamothe, da consultoria argentina Abeceb.

Nos últimos anos, o contexto político-econômico da Argentina diminuiu o ânimo dos brasileiros para investir na terra dos hermanos. Desde 2012, os investimentos diretos do Brasil para a economia argentina vem caindo a cada ano. Segundo dados do Banco Central (BC), foram 109 milhões de dólares no ano passado, bem abaixo dos 618 milhões de dólares registrados em 2012.

Esse movimento também se refletiu nas empresas brasileiras que encontraram dificuldades de importar e exportar e acabaram saindo do país. Após sucessivos prejuízos, a empresa de louças e metais sanitários Deca foi uma das que fechou as portas da unidade que tinha na província de Buenos Aires, em 2013. Cerca de 20 a 30 empresas brasileiras seguiram o mesmo caminho e deixaram a Argentina nos últimos quatro anos, segundo o presidente do Conselho da Câmara de Comércio Argentino, Alberto Alzueta.

“Os problemas das multinacionais se acentuaram no Governo de Cristina Kirchner, ela errou na política fiscal, monetária e no protecionismo. As empresas não conseguiam atingir os resultados programados”, explica Azueta. Já as que permaneceram tiveram que fazer alguns ajustes para sobreviver. Hoje, cerca de 250 empresas brasileiras têm filiais argentinas.

Para Azuelta, o caso da Vale foi marcante para o período de baixas de companhias brasileiras e investimentos. Em 2013, a mineradora suspendeu um projeto para explorar potássio na Província de Mendoza, no oeste do país, onde seriam investidos cerca de 6 de bilhões de dólares. A suspensão do contrato também afetou algumas empreiteiras brasileiras contratadas para diferentes partes do empreendimento. “Já Maurício Macri conseguiu em apenas um mês reverter as expectativa no país. Os problemas existem, mas a perspectiva mudou, assim como o humor no ambiente de negócios”, explica.

Proposta de livre comércio de automóveis

A maior abertura do mercado vizinho é um sinal de dias melhores para as exportações do setor automotivo brasileiro que vem amargando uma forte crise, com queda nas vendas, excesso de capacidade ociosa e demissão de funcionários. A ascensão de Macri deixou as montadoras brasileiras mais otimistas quanto à discussão do acordo automotivo bilateral, que expira em junho. O setor automotivo representa mais da metade do comércio entre Brasil e Argentina.

O presidente da Associação Nacional dos Fabricantes de Veículos Automotores (Anfavea), Luiz Moan, afirmou em entrevista coletiva, na semana passada, que a associação está buscando na renegociação do acordo automotivo com a Argentina o livre comércio de automóveis e autopeças. “Com a transparência do câmbio flutuante nos dois países, nossa proposta é de livre comércio”, disse Moan.

Atualmente, o sistema vigente de comércio bilateral é o “flex”, que estabelece  que o Brasil pode exportar sem tributação até 50% a mais do que importa dos argentinos. Ou seja, pelo tratado, as montadoras podem vender, com isenção de impostos, no máximo 1,5 dólar para cada 1 dólar importado de montadoras do país vizinho.

Fonte: El País

Camex aprova redução do Imposto de Importação para máquinas e equipamentos sem produção no Brasil

comércio internacional

02/09/2015

Brasília (2 de setembro) – Foram publicadas hoje, no Diário Oficial da União (DOU), duas novas Resoluções Camex com a relação de 215 ex-tarifários que reduzem o Imposto de Importação para compra de bens de informática e telecomunicações e também para bens de capital sem produção nacional. A Resolução Camex n°85 traz nove ex-tarifários (8 novos e uma renovação) para bens de informática e telecomunicações. Estes itens tiveram as alíquotas reduzidas para 2%, até 31 de dezembro de 2017. 

Já a Resolução Camex n°86 altera para 2% e 0%, as alíquotas de importação de 206 ex-tarifários para bens de capital, (194 novos e 12 renovações) com prazos de vigência que variam entre 31 de dezembro de 2016 e 31 de dezembro de 2017.

Os ex-tarifários publicados hoje irão incentivar investimentos industriais de US$ 2,9 bilhões e representam US$ 635 milhões em importações de máquinas e equipamentos não produzidos no Brasil.

Em relação aos países de origem das importações, destacam-se: Estados Unidos (35,95%); China (25,666%); Reino Unido (12,29%); França (6,28%) e Alemanha (5,82%). Já os setores contemplados, em relação aos investimentos globais, são: ferroviário (50,16%); de energia (21,92%); de serviços (12,75%); petroquímico (2,69%); naval/náutico (2,69%); de logística (2,16%) e de bens de Capital (1,03%). A maior parte dos investimentos está prevista para ser realizada nos estados de São Paulo, Rio Grande do Sul, Rio de Janeiro, Minas Gerais e Ceará.

O regime de ex-tarifários visa estimular os investimentos para ampliação e reestruturação do setor produtivo nacional de bens e serviços, por meio da redução temporária do Imposto de Importação de bens de capital e bens de informática e telecomunicações sem produção  no Brasil. Cabe ao Comitê de Análise de ex-tarifários (Caex) verificar a inexistência de produção nacional dos bens pleiteados, bem como a análise de mérito dos pedidos tendo em vista os objetivos pretendidos, os investimentos envolvidos e as políticas governamentais de desenvolvimento. As fabricantes brasileiras de máquinas e equipamentos industriais também participam do processo de análise de produção nacional.

Fonte: CAMEX

MDIC simplifica procedimento de exportação

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Brasília (06 de julho) – O Ministério do Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior (MDIC) anunciou hoje uma alteração nos procedimentos para correção de dados dos Registros de Exportação (RE) de mercadorias já tenham embarcado para o exterior. A partir de agora, as empresas exportadoras não precisarão mais da anuência do Departamento de Operações de Comércio Exterior (Decex), da Secretaria de Comércio Exterior (Secex), exigida nos casos de alterações de peso, preço e número do Ato Concessório de Drawback, regime aduaneiro especial que consiste na desoneração de tributos incidentes sobre insumos importados, ou adquiridos no mercado interno, para utilização em produto exportado.
Dos mais de 4,5 milhões de RE averbados em 2014, cerca de 28,9 mil precisaram de alteração após o embarque das mercadorias. Dessas operações, mais de 50%, aproximadamente 15 mil, tratavam de correção de peso, preço ou número do Ato Concessório.
Segundo o Secretário de Comércio Exterior, Daniel Godinho, a simplificação adotada reduz o tempo gasto para ajustes e desonera os exportadores do pagamento de taxas que eram cobradas pela execução do serviço. “A partir de agora, as alterações serão finalizadas imediatamente após o comando realizado pelo exportador no sistema”, afirma.
Godinho acredita ainda que a mudança no procedimento possa gerar um impacto positivo no setor exportador. “A medida adotada faz parte do pilar de facilitação de comércio do Plano Nacional de Exportações. A conclusão de mais uma das ações previstas para o ano de 2015 reflete a disposição do governo para ampliar a desburocratização do comércio exterior e assim impulsionar as vendas externas brasileiras”, avalia.
O Plano
Com vigência até 2018, o Plano Nacional de Exportações é um passo importante para conferir novo status ao comércio exterior, com ações estruturais que vão além de uma visão de curto prazo e que são as bases para dinamizar e tornar mais competitiva nossa economia.
O plano está estruturado em cinco pilares: acesso a mercados; promoção comercial; facilitação de comércio; financiamento e garantias às exportações e aperfeiçoamento de mecanismos e regimes tributários para o apoio às exportações.
O objetivo é aumentar as exportações brasileiras a partir da ampliação do número de empresas no comércio exterior, inclusive com uma maior participação das micro, pequenas e médias empresas, e da diversificação da pauta, com foco nos produtos de maior densidade tecnológica. O plano contempla também medidas para ampliação das exportações do agronegócio e para a recuperação das exportações de produtos manufaturados.
Para ler o texto do plano na íntegra, clique aqui.