India quiere descubrir América

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El primer ministro indio, Narendra Modi

Empresarios del país asiático ven en España un puente hacia Latinoamérica

28/05/2017

Cristóbal Colón creyó que navegando hacia el oeste llegaría a las Indias. Las Indias resultaron ser las Américas. Ahora, 525 años después, los indios de India —un país que crece como ningún otro de sus características— quieren seguir los pasos del Almirante, pero con un objetivo mucho más concreto: desembarcar en un mercado de más de 600 millones de consumidores. “Latinoamérica es la última frontera de las empresas indias”, asegura en Nueva Delhi A. Didar Singh, secretario general de FICCI, que agrupa a las Cámaras de Comercio. ¿Y desde dónde quiere zarpar esa gran flota india? Desde España, claro.

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Marcos Pereira discute com ministro indiano ampliação do comércio bilateral

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Postado originalmente – 19/05/2017

O ministro Marcos Pereira recebeu nesta quarta-feira, em Brasília, o ministro de Transportes Rodoviários e Produtos Químicos e Fertilizantes da Índia, Mansukh L. Mandaviya, para discutir possibilidades de ampliação do comércio e de investimentos bilaterais. O ministro indiano informou que veio ao Brasil para reforçar a parceria estratégica que já existe entre os dois países. Continuar lendo

Dani Rodrik: Trade, redistribution, and social dumping

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18/04/2017

I just saw this response from Joel Trachtman to my column “Too Late to Compensate Free Trade’s Losers.” Trachtman argues that “the fundamental problem of winners and losers will not be solved by these changes.”

I do not disagree. But the fundamental political problem with trade is not there are winners and losers — the domestic market generates much greater job churn and dislocation than trade does. It is that it generates unfair redistribution, or at least redistribution that can be legitimately perceived as unfair, when goods cross jurisdictional boundaries.

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Made in the World

Efeitos da crise no comércio

Publicado originalmente em: 08/06/2016

Aumenta o número de lojas que fecham as portas devido à crise econômica do país. Segundo dados da ‘confederação nacional do comércio de bens, serviços e turismo’, foram quase cem mil em 2015.

Jornal da Gazeta

Comércio Brasil-Japão em 2015

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01 de Fevereiro de 2016

De acordo com dados divulgados pelo Ministério do Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior (MDIC), a troca de comércio Brasil-Japão alcançou, em 2015, USD 9,72 bilhões (FOB), 22,96% inferior ao volume registrado em 2014 (USD 12,62 bilhões, FOB). As exportações brasileiras ao Japão chegaram a USD 4,84 bilhões, resultando em diminuição de 27,89%, em relação ao ano anterior. As importações do Japão sofreram retração menor, de 17,35%, contabilizando USD 4,88 bilhões. As trocas comerciais com o Japão registraram saldo negativo para o Brasil de USD 32,24 milhões. Trata-se do primeiro déficit comercial brasileiro desde 2009 (USD 1,1 bilhão).

Em 2015, o Japão recebeu 2,53% das exportações brasileiras, nível aquém dos 2,98% registrados em 2014, o que o classificou na posição de sexto maior comprador (5º em 2014). O Japão respondeu por 2,84% das importações brasileiras, parcela superior à de 2,58% do ano anterior, passando da nona para a sexta colocação como principal fornecedor para o País.

Os principais produtos exportados para o Japão foram os seguintes:

  1. minérios de ferro e seus concentrados, USD 1,21 bilhão (variação de -50,60%);
  2. carne de frango congelada, USD 837 milhões (-22,16%);
  3. milho em grãos, USD 461 milhões (+98,11%);
  4. café cru em grão, USD 440 milhões (-10,01%);
  5. alumínio em bruto, USD 367 milhões (-16,91%);
  6. ferro-ligas, USD 231 milhões (-24,17%);
  7. soja mesmo triturada, USD 185 milhões (-38,23%);
  8. celulose, USD 103 milhões (+2,23%);
  9. suco de laranja congelado, USD 90 milhões (-11,64%); e
  10. aviões, USD 87 milhões (+52,88%).

Os principais produtos importados pelo Brasil foram os seguintes:

  1. partes e peças para veículos automóveis e tratores, USD 505 milhões (variação de -13,48%);
  2. automóveis de passageiros, USD 326 milhões (-22,02%);
  3. instrumentos e aparelhos de medida, verificação etc., USD 224 milhões (-17,42%);
  4. rolamentos e engrenagens, suas partes e peças, USD 185 milhões (-18,89%);
  5. partes de motores para automóveis, USD 173 milhões (-14,81%);
  6. tubos de ferro fundido, ferro ou aço e seus acessórios, USD 164 milhões (+82,39%);
  7. compostos heterocíclicos, seus sais e sulfonamidas, USD 137 milhões (-10,49%);
  8. motores para veículos automóveis e suas partes, USD 119 milhões (-12,03%);
  9. partes e acessórios de motocicletas, bicicletas e outros ciclos, USD 114 milhões (+0,62%); e
  10. elementos de vias férreas de ferro fundido, ferro ou aço, USD 102 milhões (+142,47%).

Fonte: Invest & Export Brasil

Empresas brasileiras retomam investimentos na Argentina com Macri no poder

Publicado originalmente em 10/02/2016

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A mudança de rumo na política argentina com a chegada do presidente MaurIcio Macri, de perfil mais liberal que sua antecessora, Cristina Kirchner, vem gerando uma onda de otimismo no ambiente de negócios do país. Com uma nova postura avessa às barreiras protecionistas e mais amigável ao capital estrangeiro, a Argentina voltou a atrair multinacionais brasileiras interessadas em investir por lá, justamente quando o Brasil está imerso em uma das piores recessões da história.

A brasileira JBS, a maior processadora de carne do mundo, é uma das empresas interessadas em voltar a expandir seus negócios por ali. Prejudicada pelas restrições de exportação de carnes bovina impostas pelo Governo anterior, a companhia fechou quatro das cinco unidades de abate no país há mais de três anos e teve que voltar-se apenas para o mercado local argentino. A empresa opera, atualmente, apenas com uma fábrica em Rosário, onde trabalham 1.500 funcionários. Agora já planeja retomar, ainda neste ano, as atividades nas unidades paralisadas para voltar a ter uma plataforma de exportação na Argentina.

Com duas fábricas de ônibus no país vizinho, a brasileira Marcopolo também já sentiu mudanças positivas com as novas políticas adotadas por Macri. “Em dez dias, o novo Governo gerou uma revolução de credibilidade na Argentina, destravou barreiras que agora beneficiam as exportações”, explica Ruben Bisi, diretor de negócios internacionais. A empresa que tinha a meta de exportar 100 unidades de ônibus para o mercado argentino neste ano já viu os pedidos aumentarem para 150. “Até o momento foi muito, pelo menos, em termos de exportação. Talvez nossas fábricas locais na Argentina sofram um pouco mais de concorrência, com a abertura das importações, mas a mudança foi positiva para os negócios”, completa Bisi.

O fim do controle cambial, a retirada das travas comerciais, como a que dificultava a entrada de importados no país, e a expectativa de uma retomada do crescimento fizeram também despertar o interesse de empresas que ainda não têm presença no território argentino. “Muitas empresas brasileiras sondaram o mercado nos últimas dias, parte querendo expandir os negócios, mas outras querendo estrear na Argentina, de olho na área de infraestrutura e energia. Acho, no entanto, que os empresários irão aguardar os primeiros seis meses do Governo Macri para tomar uma decisão definitiva, e ver os reais efeitos da reacomodação da economia“, explica Mariano Lamothe, da consultoria argentina Abeceb.

Nos últimos anos, o contexto político-econômico da Argentina diminuiu o ânimo dos brasileiros para investir na terra dos hermanos. Desde 2012, os investimentos diretos do Brasil para a economia argentina vem caindo a cada ano. Segundo dados do Banco Central (BC), foram 109 milhões de dólares no ano passado, bem abaixo dos 618 milhões de dólares registrados em 2012.

Esse movimento também se refletiu nas empresas brasileiras que encontraram dificuldades de importar e exportar e acabaram saindo do país. Após sucessivos prejuízos, a empresa de louças e metais sanitários Deca foi uma das que fechou as portas da unidade que tinha na província de Buenos Aires, em 2013. Cerca de 20 a 30 empresas brasileiras seguiram o mesmo caminho e deixaram a Argentina nos últimos quatro anos, segundo o presidente do Conselho da Câmara de Comércio Argentino, Alberto Alzueta.

“Os problemas das multinacionais se acentuaram no Governo de Cristina Kirchner, ela errou na política fiscal, monetária e no protecionismo. As empresas não conseguiam atingir os resultados programados”, explica Azueta. Já as que permaneceram tiveram que fazer alguns ajustes para sobreviver. Hoje, cerca de 250 empresas brasileiras têm filiais argentinas.

Para Azuelta, o caso da Vale foi marcante para o período de baixas de companhias brasileiras e investimentos. Em 2013, a mineradora suspendeu um projeto para explorar potássio na Província de Mendoza, no oeste do país, onde seriam investidos cerca de 6 de bilhões de dólares. A suspensão do contrato também afetou algumas empreiteiras brasileiras contratadas para diferentes partes do empreendimento. “Já Maurício Macri conseguiu em apenas um mês reverter as expectativa no país. Os problemas existem, mas a perspectiva mudou, assim como o humor no ambiente de negócios”, explica.

Proposta de livre comércio de automóveis

A maior abertura do mercado vizinho é um sinal de dias melhores para as exportações do setor automotivo brasileiro que vem amargando uma forte crise, com queda nas vendas, excesso de capacidade ociosa e demissão de funcionários. A ascensão de Macri deixou as montadoras brasileiras mais otimistas quanto à discussão do acordo automotivo bilateral, que expira em junho. O setor automotivo representa mais da metade do comércio entre Brasil e Argentina.

O presidente da Associação Nacional dos Fabricantes de Veículos Automotores (Anfavea), Luiz Moan, afirmou em entrevista coletiva, na semana passada, que a associação está buscando na renegociação do acordo automotivo com a Argentina o livre comércio de automóveis e autopeças. “Com a transparência do câmbio flutuante nos dois países, nossa proposta é de livre comércio”, disse Moan.

Atualmente, o sistema vigente de comércio bilateral é o “flex”, que estabelece  que o Brasil pode exportar sem tributação até 50% a mais do que importa dos argentinos. Ou seja, pelo tratado, as montadoras podem vender, com isenção de impostos, no máximo 1,5 dólar para cada 1 dólar importado de montadoras do país vizinho.

Fonte: El País