Com Trump em retirada, disparam as vendas da América Latina para China

1513207220_890304_1513207463_noticia_normal_recorte1

Publicado originalmente em 19/12/17

A China continua agigantando sua posição como grande parceiro econômico da América Latina e do Caribe. A chegada de Donald Trump à Casa Branca, um presidente abertamente contrário ao livre comércio e à multilateralidade que tem dominado o mundo nas últimas décadas, foi o empurrão definitivo para o avanço de Pequim. Mas os laços comerciais e de investimento estavam sendo tecidos havia mais de uma década. As últimas cifras apontam nessa direção: em 2017, as exportações da região ao gigante asiático dispararam 30%, segundo os dados divulgados nesta segunda-feira pelo Banco Interamericano de Desenvolvimento (BID). O crescimento das remessas para a China triplicou no último ano o das vendas aos Estados Unidos (10%)

“As compras da China na região foram as mais dinâmicas por estarem concentradas nos produtos básicos, que apresentaram uma forte tendência de alta”, reconhece Paolo Giordiano, economista principal de Comércio e Integração do BID e autor do relatório Estimativas das Tendências Comerciais da América Latina e do Caribe. Somente um terço do incremento das exportações latino-americanas se explica pelo maior volume: o resto tem a ver com o encarecimento dos produtos comercializados.

Continuar lendo

Anúncios

India quiere descubrir América

1495998539_605313_1495998669_noticia_normal_recorte1

El primer ministro indio, Narendra Modi

Empresarios del país asiático ven en España un puente hacia Latinoamérica

28/05/2017

Cristóbal Colón creyó que navegando hacia el oeste llegaría a las Indias. Las Indias resultaron ser las Américas. Ahora, 525 años después, los indios de India —un país que crece como ningún otro de sus características— quieren seguir los pasos del Almirante, pero con un objetivo mucho más concreto: desembarcar en un mercado de más de 600 millones de consumidores. “Latinoamérica es la última frontera de las empresas indias”, asegura en Nueva Delhi A. Didar Singh, secretario general de FICCI, que agrupa a las Cámaras de Comercio. ¿Y desde dónde quiere zarpar esa gran flota india? Desde España, claro.

Continuar lendo

Marcos Pereira discute com ministro indiano ampliação do comércio bilateral

MDIC6657

Postado originalmente – 19/05/2017

O ministro Marcos Pereira recebeu nesta quarta-feira, em Brasília, o ministro de Transportes Rodoviários e Produtos Químicos e Fertilizantes da Índia, Mansukh L. Mandaviya, para discutir possibilidades de ampliação do comércio e de investimentos bilaterais. O ministro indiano informou que veio ao Brasil para reforçar a parceria estratégica que já existe entre os dois países. Continuar lendo

Dani Rodrik: Trade, redistribution, and social dumping

Texto 3

18/04/2017

I just saw this response from Joel Trachtman to my column “Too Late to Compensate Free Trade’s Losers.” Trachtman argues that “the fundamental problem of winners and losers will not be solved by these changes.”

I do not disagree. But the fundamental political problem with trade is not there are winners and losers — the domestic market generates much greater job churn and dislocation than trade does. It is that it generates unfair redistribution, or at least redistribution that can be legitimately perceived as unfair, when goods cross jurisdictional boundaries.

Continuar lendo →

Made in the World

Efeitos da crise no comércio

Publicado originalmente em: 08/06/2016

Aumenta o número de lojas que fecham as portas devido à crise econômica do país. Segundo dados da ‘confederação nacional do comércio de bens, serviços e turismo’, foram quase cem mil em 2015.

Jornal da Gazeta

Comércio Brasil-Japão em 2015

images
01 de Fevereiro de 2016

De acordo com dados divulgados pelo Ministério do Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior (MDIC), a troca de comércio Brasil-Japão alcançou, em 2015, USD 9,72 bilhões (FOB), 22,96% inferior ao volume registrado em 2014 (USD 12,62 bilhões, FOB). As exportações brasileiras ao Japão chegaram a USD 4,84 bilhões, resultando em diminuição de 27,89%, em relação ao ano anterior. As importações do Japão sofreram retração menor, de 17,35%, contabilizando USD 4,88 bilhões. As trocas comerciais com o Japão registraram saldo negativo para o Brasil de USD 32,24 milhões. Trata-se do primeiro déficit comercial brasileiro desde 2009 (USD 1,1 bilhão).

Em 2015, o Japão recebeu 2,53% das exportações brasileiras, nível aquém dos 2,98% registrados em 2014, o que o classificou na posição de sexto maior comprador (5º em 2014). O Japão respondeu por 2,84% das importações brasileiras, parcela superior à de 2,58% do ano anterior, passando da nona para a sexta colocação como principal fornecedor para o País.

Os principais produtos exportados para o Japão foram os seguintes:

  1. minérios de ferro e seus concentrados, USD 1,21 bilhão (variação de -50,60%);
  2. carne de frango congelada, USD 837 milhões (-22,16%);
  3. milho em grãos, USD 461 milhões (+98,11%);
  4. café cru em grão, USD 440 milhões (-10,01%);
  5. alumínio em bruto, USD 367 milhões (-16,91%);
  6. ferro-ligas, USD 231 milhões (-24,17%);
  7. soja mesmo triturada, USD 185 milhões (-38,23%);
  8. celulose, USD 103 milhões (+2,23%);
  9. suco de laranja congelado, USD 90 milhões (-11,64%); e
  10. aviões, USD 87 milhões (+52,88%).

Os principais produtos importados pelo Brasil foram os seguintes:

  1. partes e peças para veículos automóveis e tratores, USD 505 milhões (variação de -13,48%);
  2. automóveis de passageiros, USD 326 milhões (-22,02%);
  3. instrumentos e aparelhos de medida, verificação etc., USD 224 milhões (-17,42%);
  4. rolamentos e engrenagens, suas partes e peças, USD 185 milhões (-18,89%);
  5. partes de motores para automóveis, USD 173 milhões (-14,81%);
  6. tubos de ferro fundido, ferro ou aço e seus acessórios, USD 164 milhões (+82,39%);
  7. compostos heterocíclicos, seus sais e sulfonamidas, USD 137 milhões (-10,49%);
  8. motores para veículos automóveis e suas partes, USD 119 milhões (-12,03%);
  9. partes e acessórios de motocicletas, bicicletas e outros ciclos, USD 114 milhões (+0,62%); e
  10. elementos de vias férreas de ferro fundido, ferro ou aço, USD 102 milhões (+142,47%).

Fonte: Invest & Export Brasil