Turquia inaugura na África sua maior base militar no exterior

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Publicado originalmente em 05/10/17

Foi inaugurada no último sábado, dia 30 de setembro, a maior base militar da Turquia fora de seu próprio território. A instalação está localizada em Mogadíscio, capital da Somália, ocupando um terreno de mais de quatro quilômetros quadrados. Foram necessários dois anos para a construção ser finalizada, com investimento total de US$ 50 milhões.

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ONU manifesta preocupação com prisão de defensores de direitos humanos na Turquia

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07/07/17

O Escritório das Nações Unidas para os Direitos Humanos (ACNUDH) manifestou grande preocupação com a prisão de dez ativistas de direitos humanos da Turquia – incluindo dois estrangeiros e a diretora da ONG Anistia Internacional no país, Idil Eser – pelo governo local durante um workshop na última quarta (5).

Em um comunicado à imprensa nesta sexta (7), o ACNUDH alertou para o considerável risco de tortura e outras formas de tratamento ‘cruéis, desumanas e degradantes’ que os ativistas podem sofrer na prisão. Segundo a agência da ONU, eles estão sendo interrogados sobre alegações de “pertencerem a organizações terroristas armadas”.

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Ocidente não sabe nem do cheiro do que a Eurásia está cozinhando

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Reunião da OCX aconteceu no começo do mês de junho em Astana, no Cazaquistão

19/06/17

OCX já é não apenas a maior organização política – por área e por população – do mundo; ela também reúne quatro potências nucleares; o G-7 é irrelevante, como se viu claramente na recente reunião em Taormina

Na reunião anual da cúpula da Organização de Cooperação de Xangai (OCX), fundada em 2001, os dois países, Índia e Paquistão foram admitidos como membros plenos, como Rússia, China e quatro ‘-stões’ da Ásia Central (Cazaquistão, Uzbequistão, Quirguistão e Tadjiquistão).

Assim sendo, a OCX já é, não apenas a maior organização política – por área e por população –, do mundo; ela também reúne quatro potências nucleares. O G-7 é irrelevante, como se viu claramente na recente reunião em Taormina. Ação à vera doravante, à parte o G-20, virá desse G-8 alternativo.

Permanentemente desqualificada no Ocidente já há uma década e meia como se não passasse de mero salão de conversas, a OCX, lentamente, mas sem parar nunca, continua a promover um quadro que o presidente Xi Jinping da China qualifica, de forma discreta muito atenuada, como “um novo tipo de relações internacionais com vistas a cooperação ganha-ganha”.

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How Turkey Became a Nation Divided

Published on August 19, 2016

A botched coup in July resulted in over 250 deaths as Turkey’s military attempted to overthrow its president, Recep Tayyip Erdogan. He’s a divisive figure in a country that is politically and geographically torn between East and West.

Bloomberg

What it’s like to be smuggled out of Afghanistan in a car trunk

Publicado originalmente em: 08/01/2016

Smuggled by truck and squeezed into a car trunk, 13-year-old Allahyar and four Afghan boys fled the Taliban in Afghanistan, traveling through Pakistan and Iran to Turkey. “The journey is difficult”, he says, now in Serbia after a treacherous sea crossing , “but we have no choice.”

Fonte: UNICEF

The Middle East Big Geopolitical Game: South Front’s Forecast of the Syrian conflict

Rússia disposta a reaquecer relações, se Ancara desistir da Síria

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8/12/2015, Alraimedia (Irã) (trad. ing. em in Elijah J Magnier Blog)

A Turquia manifestou a visitantes iraquianos que está disposta a pagar qualquer preço para que o gasoduto do Qatar atravesse terras turcas e avance até as fronteiras turcas para assim alimentar a Turquia com a energia de que o país precisa, temendo que venham novas sanções russas.

Dado que já não é possível usar o território sírio para esse objetivo, Ancara precisa criar uma alternativa para o gasoduto qatari, caso o Kremlin decida aumentar as restrições econômicas como reação à derrubada do Sukhoi Su-24, mês passado, sobre território sírio e a morte do piloto russo. A Turquia pode dar e ampliar, em acordo com o Iraque, todas as facilidades financeiras e econômicas e avais requeridos para levantar o dinheiro necessário e garantir todo e qualquer apoio militar para combater o terrorismo.

Ancara manifestou o desejo de liberar mais água se a crise for resolvida – ou reduzir, como ficou insinuado, se Bagdá recusar-se a negociar. Os níveis de água do Rio Eufrates a partir do leste da Turquia já foram reduzidos a menos da metade, em 2015.

Dado que não há acordo internacional sobre o Rio Tigre com o Iraque, as represas de Llisu e Cizre no Rio Tigre (tão logo estejam concluídas) e a represa Ataturk no Rio Eufrates podem ser reguladas.

A Turquia vivia com zero problemas com os vizinhos antes da guerra síria; hoje tem zero amigos e zero paz com os países com os quais tem fronteiras e tradicionais aliados.

Forças turcas cruzaram a fronteira para dentro do Iraque, quebrando todos os tratados, convertidas em força de ocupação.

O grupo que se autodenomina ‘Estado Islâmico’ (ISIS) é considerado organização terrorista, e a Turquia será considerada estado terrorista se não retirar suas forças antes que se esgote o prazo do ultimatum que recebeu [48 horas, que terminam hoje] do governo do Iraque.

Bagdá tem acordo com Ancara para receber instrutores e especialistas. Esses podem permanecer como integrantes das forças da coalizão, para treinar forças de segurança iraquianas e Peshmerga, como previamente acertado.

Turquia e Iraque tinham excelentes relações e coexistiam em harmonia. Mas novas forças turcas penetraram 100 km dentro do território iraquiano, quando o tratado vigente estipulava um máximo de 25 km (no caso de terem de perseguir curdos do PKK em operação punitiva coordenada com o Iraque). Além disso, as dimensões da força turca que penetrou em território do Iraque ultrapassam qualquer nível que se possa considerar para treinamento ou proteção.

Essa força turca é composta de uma brigada de unidades especiais de cerca de 1.300 homens, um regimento de artilharia e dois esquadrões de helicópteros com base em Ba’shiqa. O objetivo das tropas turcas é ignorado. A força turca se posicionou num front demarcado pelo ISIS sem informar ao estado iraquiano qual seria seu objetivo.

Uma explicação possível é que ali estejam para dar proteção ao comboio de caminhões-tanque para transporte de petróleo que sai da Síria e do Iraque, uma vez que a Rússia não pode atacar o comboio em território iraquiano? Lá estará para apoiar o ISIS ou para chantagear o Iraque? Bagdá aceita qualquer apoio em sua luta contra o terrorismo, mas de modo algum está em falta de soldados em solo.

No momento, o Iraque, como estado, não está em posição de entrar em guerra contra a Turquia. A guerra contra o ISIS já mobiliza todos os recursos do país e mantém engajadas as forças militares nacionais. Por tudo isso, não será operação simples declarar guerra à Turquia. Mas enormes projetos econômicos estão ameaçados.

A relação Irã-Turquia também está sob risco. O Irã também busca parceiros alternativos, nas relações de que hoje participa a Turquia no campo da energia.

A situação só piora no Oriente Médio, especialmente pelo modo como a Turquia está chantageando, não só o Iraque, mas também a Europa.

Na questão dos refugiados, o presidente Erdogan está recebendo $3 bilhões de euros para cortar o fluxo para a Europa, de pessoas/populações deslocadas.

Mas hoje, a Turquia ainda agrava mais esse quadro e entra na área crítica de segurança do Irã, servindo-se do pretexto-cobertura sectário de “proteger os sunitas” assim como “o Irã protege os xiitas”.

O sr. Erdogan escapa da Rússia na Síria rumo às áreas do Curdistão Iraquiano, consideradas a frente mais fraca.

Sobre a relação Rússia-Turquia – A Rússia impõe uma condição para reaquecer suas relações com Ancara. Além de pedido formal de desculpas, a Turquia deve retirar-se completamente de todo o dossiê sírio; deve parar de apoiar milícias que combatem em nome dela na Síria; e deve pôr fim a toda e qualquer ajuda econômica que hoje dá ao ISIS. A Turquia precisa muito do petróleo que recebe do território sírio ocupado pelo ISIS e dos negócios de troca que mantém com o ISIS. A Turquia é o principal fornecedor do ISIS de todos os tipos de itens.

Se a Turquia puser fim a todo esse relacionamento, a Rússia não buscará nenhuma outra reparação para o caso do Su-24.

A presença de novas forças turcas no Iraque hoje é um modo de a Turquia escapar para uma área onde a Rússia não está operando. Essa situação só se alterará no caso de Bagdá autorizar a Rússia a dar caça ao ISIS também no Iraque. Nesse caso, a Turquia perde a vantagem que mantém nesse momento em que está ocupando território iraquiano.

Publicado em: Alraimedia