Depois de fracassar no Iraque, na Síria, no Líbano e no Iêmen, Arábia Saudita tenta uma “vitória” na Palestina 

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24/6/2018, Elijah J Magnier, Blog

Tradução: Vila Vudu

A Arábia Saudita está à procura de uma “vitória” depois de repetidas derrotas de sua política exterior no Oriente Médio. Na Síria, a rica petromonarquia, apesar de ter consumido dezenas de bilhões de dólares na empreitada, não conseguiu a tão desejada ‘mudança de regime’. Tirou jihadistas da cadeia e facilitou-lhes a viagem para o Levante para que convertessem a Síria num “estado falhado” que jamais conseguisse opor-se à expansão do Wahhabismo e de Israel. No Iêmen, mais de 40 mil pessoas foram mortas no bombardeio e nos ataques indiscriminados de sauditas-Emirados contra o mais pobre dos países muçulmanos no Oriente Médio. Resultado disso, 22 milhões de pessoas, segundo o Programa Mundial de Alimentos das Nações Unidas, carecem hoje de urgente socorro humanitário. No Iraque – talvez o maior desapontamento que os sauditas sofreram –, o governo central em Bagdá conseguiu evitar que a Mesopotâmia fosse dividida. E no Líbano, aliados sauditas não conseguiram assegurar maioria nas eleições para o Parlamento, na qual os aliados do Irã saíram vitoriosos.

Só restou aos sauditas um último “dossiê” que ainda podem tentar promover: é a vez da Palestina.

A mídia israelense Maariv comentou um encontro secreto entre o príncipe coroado saudita Mohammad Bin Salman e o primeiro-ministro de Israel Benyamin Netanyahu no Palácio Real da Jordânia, em Aman, semana passada. A notícia foi ‘vazada’ para os jornais – no típico estilo israelense para fugir de qualquer responsabilidade direta. Claramente, Israel quer beneficiar-se da oportunidade de Trump na presidência, para obter o maior número possível de concessões, mais do que jamais obteve de qualquer presidente dos EUA. Mas Trump começou por disparar ameaças contra líderes árabes, especificamente contra as ricas petromonarquias. Disse que só estariam no poder graças à proteção que lhes dá o exército norte-americano. E se quisessem que as coisas continuassem nesse pé… Foi e é ameaça clara.

Trump fez pior, impondo aos sauditas pesadas contas a pagar, a título de “acordos comerciais”. E aproveitou-se também da submissão dos árabes e de aceitarem esse tipo de relação de uma só mão, para atrair para o seu lado o jovem príncipe coroado, forçando a criação de um relacionamento em alta velocidade entre os sauditas e Israel. Para proteger o reino, a Arábia Saudita não enviou delegação a Israel, mas fechou os olhos quando os EUA reconheceram “Jerusalém como capital de Israel”.

O Bahrein, os Emirados Árabes Unidos (EAU) e o Qatar já haviam estabelecido relações com Tel Aviv. Mas a Arábia Saudita é ainda vista como guardião da “Pedra Preta” mais sagrada dos muçulmanos, da “casa de Deus” em Meca construída por Abraão e que dezenas de milhões de muçulmanos visitam a cada ano. Assim sendo, a reunião cuja notícia vazou, entre o futuro rei e o líder israelense Netanyahu é evento significativo. É o começo da integração e de reconhecimento mais oficial de Israel pelos sauditas. Não há dúvidas de que é parte do que Trump e Israel estão preparando, a que deram o título de “o acordo do século”.

Na verdade, os EUA preparam-se para anunciar unilateralmente seu tal “acordo do século”. Unilateralmente, porque a principal parte envolvida, os palestinos, recusam qualquer acordo que considere Jerusalém como capital de Israel, que extinga o direito dos refugiados de retornar à Palestina e que separe Gaza e Cisjordânia. Como se espera, Trump exigirá que a Arábia Saudita (e os Emirados) financie seu “acordo”, apresentando tentações financeiras à Autoridade Palestina, ou a Palestina será atacada por pesadas sanções. Os EUA já cortaram $65 milhões da dotação desse ano garantida à Palestina pela Agência da ONU para Refugiados (UNRWA). Israel acusa a UNRWA de estar contribuindo para o crescimento, não para a redução do número de refugiados palestinos. Essa queixa, formulada por Israel, visa a pôr fim, para todos os palestinos até à possibilidade de retornarem à Palestina.

O presidente da Autoridade Palestina Mahmoud Abbas boicotou e criticou duramente o establishmentnorte-americano, desde o reconhecimento ilegal de Jerusalém como capital de Israel. É onde a Arábia Saudita terá maior serventia.

Abbas recusou-se a receber o principal assessor e genro do presidente dos EUA Jared Kushner e Jason Greenblatt, representante especial de Trump para negociações internacionais. Abbas sabe que não pode tomar nenhuma decisão que vá além de sua autoridade pessoal, por maior que seja a pressão de EUA ou dos sauditas contra seu cargo na Autoridade Palestina.

Na verdade, o apoio do Golfo à decisão de Trump, em relação a Jerusalém e a todas as demais escolhas políticas que garantam vantagem desmedida a Israel à custa de direitos dos palestinos, está fazendo aumentar sempre mais o isolamento da Arábia Saudita, entre as populações árabes e muçulmanas (que andam na direção oposta aos próprios ditos governantes). Israel e os EUA carregam a Arábia Saudita com eles, para garantir alguma legitimidade oficial ao tal “acordo do século”. Mas, mais uma vez, não se pode esquecer que a Palestina arde, em fogo desde que Trump anunciou Jerusalém como capital de Israel. Os palestinos continuarão a escalar em solo, custe o que custar em vidas humanas, porque estão em causa seus direitos mais fundamentais. E de modo algum cederão nesses direitos, quer a Arábia Saudita aprove os delírios de Israel ou não.

O príncipe coroado Mohammad Bin Salman tem os meios para pressionar o rei Abdallah da Jordânia, guardião haxemita dos sítios sagrados de Jerusalém, usando poder financeiro para oferecer soluções à crise econômica pela qual a Jordânia passa. Mas a Arábia Saudita não pode de modo algum oferecer Jerusalém a Trump ou, na verdade, a Netanyahu, porque al-Aqsa pertence a todos os crentes, não só ao palestinos.

Parece inacreditável que a Arábia Saudita não perceba que está empurrando os palestinos para os braços do Irã – único país, além da Síria e aliados no “Eixo da Resistência”, que recusa a hegemonia dos EUA, não importa o quanto Trump os ameace. Forçar a mão dos palestinos não levará a nenhum efeito positivo. Só fará escalar as agitações na Palestina e gerará mais motivos e pretextos “legítimos” para a ação dos jihadistas no Oriente Médio, ajudando-os a conseguir mais e mais novos recrutas para lutar contra os países que se submeteram cegamente ao desejo de EUA-Israel – o que sempre custa alto preço – e ignoraram a vontade do povo.*******

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Pepe Escobar: “Guerra na Síria, paz de Sochi”

Guerra na Síria, paz de Sochi 
24/11/2017, Pepe Escobar, Asia Times

Numa bem coreografada reunião, o presidente Vladimir Putin da Rússia define um futuro de paz para a Síria, depois de o país ser libertado da ocupação por terroristas.

A principal conclusão da reunião trilateral, de duas horas, entre Rússia-Irã-Turquia em Sochi sobre o futuro da Síria foi expressa pelo presidente Putin da Rússia:

“Os presidentes do Irã e da Turquia apoiaram a iniciativa de promover um Congresso de Todos os Sírios, para diálogo nacional na Síria. Concordamos em realizar esse importante evento no nível adequado e garantir a participação de representantes dos diferentes setores da sociedade síria.”

Na prática, significa que os ministérios de Relações Exteriores e departamentos da Defesa de Rússia, Irã e Turquia assumem agora a missão de “reunir na mesa de negociações delegados de vários partidos políticos, da oposição interna e externa, de grupos étnicos e confessionais”.

MAPA

Putin destacou que “em nossa opinião comum, o sucesso no campo de combates que nos aproxima da libertação de todo o território sírio, livre afinal de militantes pavimenta a trilha para uma etapa qualitativamente nova na solução da crise. Falo das reais possibilidades de alcançarmos normalização e ajuste político abrangentes e de longo prazo, no período pós-conflito.”

Tantas linhas vermelhas

Fontes diplomáticas confirmaram para Asia Times que grande parte das discussões em Sochi foram dedicadas à exposição, pelo presidente Putin, aos presidentes do Irã, Hassan Rouhani, e da Turquia, Recep Erdogan, da questão de como uma nova configuração pode ser alcançada num tabuleiro de xadrez em permanente transformação.

Por trás das gentilezas diplomáticas, as tensões fervem. E por isso as atuais negociações de paz de Astana entre Rússia-Irã-Turquia interconectam-se com a recente reunião de cúpula Cooperação Econômica Ásia-Pacífico, CEAP [ing. APEC] em Danang.

Em Danang, Putin e Trump podem não ter tido reunião bilateral crucial. Mas Sergey Lavrov e Rex Tillerson emitiram declaração conjunta sobre a Síria – sem mencionar, o que é muito significativo, Astana; em vez disso, deram ênfase a processo da ONU em Genebra que anda lentamente (há nova rodada de conversações marcadas para a próxima semana).

Questão extremamente controversa – que nenhuma das partes admite claramente – é a presença de tropas estrangeiras na Síria. Do ponto de vista de Washington, todas as forças russas, iranianas e turcas devem deixar a Síria.

Mas aí surge o caso do Pentágono, que está na Síria sem autorização da ONU (Rússia e Irã foram convidados por Damasco).

Não se vê sinal algum de que o Pentágono planeje abandonar as bases que implantou em território recentemente recapturado pelas “Forças Democráticas Sírias” (FDS) que os EUA apoiam, todas em áreas contíguas a campos sírios de petróleo e gás. O secretário de Defesa dos EUA James Mattis insiste em que as forças dos EUA devem ficar onde estão na Síria para “impedir que apareça um ISIS2.0.” Para Damasco essa é linha vermelha absoluta.

Depois, vêm as linhas vermelhas de Ancara. Para Erdogan, o problema é o Partido da União Democrática Curda [tu. PYD] e suas Unidades de Proteção do Povo [tu. YPG), que comandam as Forças Democráticas Sírias. O porta-voz de Erdogan Ibrahim Kalin diz com todas as letras: “A questão do PYD-YPG continua a ser linha vermelha para a Turquia.”

Diferente de Ankara, Moscou não considera PYD/YPG como “organizações terroristas”. O PYD sem dúvida será convidado às reuniões de Sochi. E Ankara – que está sob tremenda pressão econômica – pouco pode fazer.

No front iraniano, o que Teerã quer na Síria não é exatamente o que Moscou-Washington podem estar querendo conseguir.

Lavrov desmentiu empenhadamente que haja algum acordo EUA-Rússia para tirar do sudoeste da Síria as forças apoiadas pelo Irã – reforçando que foram convidadas por Damasco e estão em situação legal. Desde julho a posição oficial do Ministério de Relações Exteriores do Irã é que os atuais acordos de cessar-fogo devem ser expandidos para todo o país, mas “levando em conta as realidades em campo”. Nenhuma palavras sobre as forças sírias deixarem a Síria.

Affair finamente cronometrado

O encontro de Sochi foi cronometrado em detalhes. Antes, Putin teve conversas telefônicas detalhadas com ambos, Trump e o rei Salman da Arábia Saudita (o rei, não MBS); com o emir do Qatar; com Sisi do Egito; e com Bibi Netanyahu de Israel. Paralelamente a um encontro dos altos escalões militares de Síria e Rússia, apareceu o presidente Bashar al-Assad da Síria. Foi visita de surpresa-não-surpresa a Sochi, para dizer a Putin, pessoalmente, que sem a campanha militar da Rússia, a Síria não teria sobrevivido como estado soberano.

Os fatos em campo são claríssimos: o Exército Árabe Sírio (EAS) – expandido e completamente retreinado, re-equipado e remotivado – reconquistou Aleppo, Palmyra, Deir Ezzor e quase todo o sudeste; fronteiras com Iraque e Líbano estão abertas e seguras; acordos de cessar-fogo estão vigentes em mais de 2.500 cidades; a  Turquia desistiu de anos de trabalho de armar e apoiar “rebeldes moderados” e agora é parte da solução; ISIS/Daech está em fuga, agora reduzido a  insignificante insurgência rural/desértica.

O Daech está quase morto – embora sempre possa haver uma Volta dos Mortos-vivos, com algum obscuro neo-al-Baghdadi querendo fazer-se de Califa-no-exílio. O presidente Rouhani do Irã declarou o fim do Daech. O primeiro-ministro do Iraque Haidar al-Abadi foi mais realista: disse que o Daech está sendo derrotado militarmente, mas que só declarará vitória final depois de os bandidos jihadistas estarem definitivamente extintos no deserto.

O ato final será a Batalha de Idlib – onde milhares de remanescentes/aderentes da Frente al-Nusra estão encurralados. A Turquia tem tropas em Idlib. Putin e Erdogan com certeza negociaram a posição de Ankara. Assim, cabe ao ministro da Defesa turco convencer os grupos de oposição não aliados de al-Nusra a aparecerem e sentarem à mesa de negociações em Sochi.

Num plano operacional, como pude verificar em Bagdá no início do mês, é o que está acontecendo. Conselheiros do Corpo de Guardas Revolucionários do Irã, o Exército do Iraque, as Hashd al-Shaabi, conhecidas como Unidades de Mobilização Popular (UMPs), o Exército Árabe Sírio e o Hezbollah trabalhando em sincronia, como parte do mecanismo “4+1” (Rússia, Síria, Irã, Iraque plusHezbollah). O correspondente quartel-general de contraterrorismo está instalado em Bagdá.

É o Oleogasodutostão tudo outra vez

Putin falou a Rouhani e Erdogan em Sochi sobre o “compromisso da liderança síria com os princípios de solução pacífica para a crise política, da disposição dos sírios para fazer uma reforma constitucional e realizar eleição livre, supervisionada pela ONU.”

Essa ordem estará aberta a completo escrutínio. O que nos leva ao principal partido contra: a Casa de Saud e, mais especificamente, a visão de MBS.

O chamado Alto Comitê de Negociações, ACN [ing. High Negotiations Committee (HNC)] – que na essência são as facções da oposição síria arregimentadas pela Casa de Saud – está em completa confusão. O presidente, Royad Hijab, foi demitido recentemente em circunstâncias obscuras. Aquelas facções voltaram a se reunir em Riad, paralelamente à reunião em Sochi, com os sauditas reduzidos, basicamente, a gritos de “Assad tem de sair”.

A guerra de MBS contra o Iêmen é total desastre – para nem falar da horrenda crise humanitária que MBS criou. O bloqueio contra o Qatar já degenerou e é visto como total farsa. A flagrante interferência em assuntos do Líbano, com a saga de Hariri tomado como refém também já é farsa completa. A Arábia Saudita foi derrotada no Iraque e na Síria. Os próximos movimentos de política externa de MBS são horrivelmente imprevisíveis.

Para completar, parece que um dossiê chave não foi discutido em Sochi: quem financiará a reconstrução da infraestrutura/economia da Síria.

Turquia e Irã não podem pagar tudo. Rússia talvez ajude só marginalmente.  China já deixou claro que quer a Síria como um entroncamento no Levante, para as Novas Rotas da Seda, chamada hoje Iniciativa Cinturão e Estrada – mas não é prioridade, comparada a Paquistão ou Irã. A União Europeia está focada no seu próprio psicodrama interior de proporções monstro. E o Golfo – essencialmente Arábia Saudita e Emirados Árabes Unidos – é furiosamente anti-4+1.

No que tenha a ver com Sochi, outro coringa no baralho é como uma possível entente Trump-Putin será vista por Pentágono, CIA e na Colina do Capitólio – redutos que sempre recusarão a ideia de um processo de paz liderado por Putin e sem “Assad tem de sair”.

Muito do que o futuro reserva depende de quem controlará os campos sírios de petróleo e gás. É o Oleogasodutostão tudo outra vez: todas as guerras são guerras por energia. Damasco simplesmente não aceitará uma bonança de energia para as Forças Democráticas Sírias apoiadas pelos EUA e hoje comandadas pelas YPG curdas.

E a Rússia tampouco. Além de Moscou manter uma base estratégica no Mediterrâneo oriental, a Gazprom eventualmente desejará ser parceira/operadora num novo e viável oleogasoduto Irã-Iraque-Síria, cujo principal cliente será a União Europeia. Depois de Sochi, a guerra real – no Oleogasodutostão – está só começando.

Destaque ONU News

O #DestaqueONUNews desta terça-feira é apresentado por Eleutério Guevane e começa com a notícia sobre a homenagem aos 14 boinas-azuis mortos na República Democrática do Congo. Em seguida, a Agência da ONU para Refugiados, Acnur, lança um apelo de US$ 4,4 bilhões para apoiar refugiados da Síria. E terminamos com a notícia da Conferência One Planet, que ocorre em Paris.

Une confrontation entre la Russie et les USA à Deir ez-Zor est-elle possible?

Washington tente toujours de discréditer le Président syrien Bachar al-Assad à l’Onu et l’opposition syrienne tente de provoquer des combats armés alors même que le processus de paix est en cours.

Comme les forces gouvernementales syriennes agissent conjointement avec les militaires russes, ces derniers ont été ciblés par des combattants soutenus par les Américains. Selon le quotidien Nezavissimaïa gazeta.

Une confrontation entre la Russie et les USA à Deir ez-Zor est-elle possible?Une confrontation entre la Russie et les USA à Deir ez-Zor est-elle possible?

Si cette situation persistait, la riposte de Damas et de Moscou pourrait toucher non seulement les combattants mais aussi les militaires américains qui agissent dans les rangs de l’opposition, écrit le quotidien Nezavissimaïa gazeta. Le 20 septembre, Sergueï Roudskoï, chef de la Direction principale des opérations de l’état-major général des forces armées russes, a fait savoir que les «services secrets américains ont initié l’offensive» des combattants du Front al-Nosra dans la zone de désescalade d’Idlib, où ils ont entrepris une «tentative de capturer une unité de la police militaire russe». Selon l’état-major russe, cette attaque des djihadistes visait à arrêter l’«offensive efficace des forces gouvernementales à l’est de Deir ez-Zor».

Moscou souligne sa volonté de combattre Daech sur tout le territoire syrien, y compris à l’est de l’Euphrate où agissent principalement les Forces démocratiques syriennes soutenues par les États-Unis. C’est pourquoi, l’armée de Bachar el-Assad, soutenue par les forces spéciales et l’aviation russes a traversé l’Euphrate près de Deir ez-Zor.

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Syrie : Avertissements sévères lancés par Moscou à Washington

Syrie : Avertissements sévères lancés par Moscou à Washington

Le ministère de la défense russe a été obligé d’adresser un avertissement sévère aux Américains concernant Deir Ez-Zour.

Les Américains ont poussé leurs Kurdes de service de « Syrie démocratique » vers Deir Ezzour en les faisant aider par Daesh. Le but de l’opération était de prendre le contrôle des champs pétroliers qui représentent 75 % des réserves syriennes.

Les unités chétives de Syrie démocratiques sont encadrées par des forces spéciales US et c’est là où cela devient délicat. Devant cette atteinte flagrante à la souveraineté de l’État syrien, les Russes ont été fermes et le Pentagone a reculé.

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L’accord nucléaire iranien devient un cocktail atomique

La visite non programmée en  Russie du ministre iranien des Affaires étrangères Mohammad Javad Zarif, en tant qu’employé spécial du président Hassan Rouhani et sa rencontre avec le président Vladimir Poutine mercredi, peuvent être considérées comme un point d’inflexion en train d’émerger dans la sécurité régionale et internationale. Il y a une préoccupation grandissante sur le fait que l’administration Trump pourrait être en train de rouvrir le dossier de l’accord nucléaire États-Unis-Iran de juillet 2015.

L’accord nucléaire iranien devient un cocktail atomique

Au cours de la campagne pour l’élection de novembre, le candidat Trump avait dédaigneusement menacé de déchirer l’accord iranien. Mais en tant que président, il a déjà certifié par deux fois au Congrès des États-Unis que l’Iran mettait en œuvre sa partie de l’accord. Il est obligé de le faire une troisième fois à la mi-octobre. Bien sûr, Trump n’est pas un modèle de cohérence. Il avait promis de liquider la guerre afghane, mais a approuvé une stratégie pour la guerre ouverte. Progressivement, il s’est exposé à être un homme de paille.

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Syrie: colère russe contre Israël

Le numéro deux du Centre de Commandement des forces russes au sud de la Syrie a lancé un sévère avertissement à Israël, le mettant en garde contre toute « tentative de violation du cessez-le-feu dans le sud de la Syrie ». « Au cas où Israël violerait la trêve, la Russie saurait bien comment s’y prendre », a lancé le général Alexy Kozin.

Syrie: colère russe contre Israël

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