Cuba é o primeiro país do mundo a erradicar transmissão materna de HIV e sífilis

 

18/04/2017

Cuba se tornou recentemente o primeiro país do mundo a receber a validação da Organização Mundial da Saúde (OMS) de eliminação da transmissão vertical – de mãe para filho – do HIV e da sífilis.

O sucesso da ilha caribenha é mais um passo em direção é um passo na direção certa para reduzir a ameaça global do HIV e da AIDS, uma das metas do Objetivo de Desenvolvimento Sustentável (ODS) número 3. Confira nessa matéria especial em vídeo.

Fonte: ONU Brasil

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Baños para el desarrollo

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19/07/2017, by Gemma Roquet

En el mundo hay 748 millones de personas sin acceso a agua potable. Una de las causas es la ausencia de infraestructuras de saneamiento adecuadas, entre las cuales destaca la falta de un baño en cada hogar. La situación es más grave de lo que parece: en el mundo hay más personas con teléfono móvil que con un baño. ¿Qué consecuencias tiene semejante carencia?

Una buena salud es fundamental para el desarrollo humano. Además de tener acceso a infraestructuras sanitarias como hospitales, esta también está condicionada por elementos cotidianos que pueden garantizarla, como la existencia de inodoros y otras infraestructuras de saneamiento. El saneamiento mejorado o básico incluye todas aquellas instalaciones que aseguran una higiénica separación entre los excrementos y las personas: letrinas o inodoros que vierten en un sistema de alcantarillado, a una fosa séptica o a un pozo simple, un pozo negro con ventilación o losa o un sistema de inodoros secos.

Teniendo en cuenta que cada persona emite cien gramos de excrementos y litro y medio de orina al día, se debería priorizar la manera como se depositan estos desechos, que contienen virus, bacterias y parásitos, para evitar la propagación de enfermedades. A menudo se piensa en grandes estrategias para combatir la pobreza, pero dar acceso a un baño adecuado a los dos tercios de la población que no lo tienen sería una inversión con efectos positivos inimaginables. Según la Organización Mundial de la Salud (OMS), cuando todo el mundo tenga acceso a un saneamiento adecuado, la calidad del agua será más óptima y el número de personas muertas debido a su contaminación se reducirá.

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Guiné-Bissau: relatório da ONU pede reforma abrangente do sistema de saúde

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16/06/2017

Um relatório da ONU divulgado no início de junho (8) revela que a implementação do direito à saúde na Guiné-Bissau está enfrentando enormes desafios.

Segundo o documento, a instabilidade política, a pobreza endêmica, os déficits de prestação de contas, do acesso a alimentos, educação, água potável e saneamento – e um sistema de saúde que precisa de reformas – levam a violações do direito à saúde, particularmente no que diz respeito à saúde materna e infantil, saúde sexual e reprodutiva, HIV/AIDS, tuberculose e malária.

Embora reconheça melhorias nos últimos anos, o relatório do Gabinete das Nações Unidas para a Consolidação da Paz na Guiné-Bissau (UNIOGBIS) e do Escritório de Direitos Humanos da ONU (ACNUDH) faz uma série de recomendações voltadas para uma reforma abrangente do sistema de saúde no país, incluindo a melhoria do monitoramento e da responsabilização.

O relatório destaca que a maioria das clínicas de saúde e postos básicos de saúde carecem de eletricidade ou abastecimento de água. Além disso, os salários no setor são baixos. Ainda de acordo com o documento, os trabalhadores que prestam cuidados de saúde em alguns postos básicos de saúde muitas vezes são obrigados a fazer partos à luz de velas, sem acesso a água estéril.

Dadas as altas taxas de mortalidade de recém-nascidos e suas mães na Guiné-Bissau, tais deficiências são particularmente alarmantes e precisam ser abordadas. Em 2016, a taxa de mortalidade infantil era de 60,3 por mil nascidos vivos. Em 2015, a taxa de mortalidade materna era de 549 óbitos por 100 mil nascidos vivos – entre as piores do mundo.

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Moscou e Cidade do México firmam parceria em saúde pública

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05/06/2017

O governo de Moscou firmou um acordo de cooperação com a Cidade do México no setor de saúde pública, segundo anunciou nesta segunda-feira o chefe do Departamento de Saúde Pública da capital russa, Aleksei Khripun.

Khripun explicou que as negociações entre as autoridades das duas cidades tiveram início em novembro passado, quando uma delegação moscovita foi enviada à capital mexicana para conhecer seu sistema de saúde e gostou muito do programa El Médico en Tu Casa (o médico na sua casa), que possui elementos que podem ser aplicados em Moscou. Segundo ele, os dois sistemas são bastante parecidos e estão baseados no seguro médico obrigatório. 

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OMS sugere aumento de tributos para reduzir consumo de bebidas açucaradas

Publicado em

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Tributar bebidas açucaradas pode baixar seu consumo e reduzir a obesidade, diabetes tipo 2 e cáries dentárias, afirmou novo relatório divulgado nesta terça-feira (11) pela Organização Mundial da Saúde (OMS). Tais políticas tributárias levariam a um aumento de pelo menos 20% no preço de venda desses produtos, e resultariam em reduções proporcionais do consumo, de acordo com o documento.

Segundo a OMS, a diminuição do consumo de bebidas açucaradas significaria uma menor ingestão de “açúcares livres” e calorias em geral, uma melhor nutrição e menos pessoas sofrendo com sobrepeso, obesidade, diabetes e cárie dentária.

Os açúcares livres referem-se aos monossacarídeos (como glicose ou frutose) e aos dissacarídeos (como sacarose ou açúcar de mesa) adicionados aos alimentos e bebidas pelos fabricantes, cozinheiros ou consumidores — e aos açúcares naturalmente presentes no mel, xaropes, sucos de frutas e suco de frutas concentrados.

Obesidade em ascensão

“O consumo de açúcares livres, incluindo produtos como bebidas açucaradas, é um fator importante para o aumento global do número de pessoas que sofrem de obesidade e diabetes”, disse o diretor do Departamento de Prevenção às Doenças Crônicas Não Transmissíveis da OMS, Douglas Bettcher.

Se os governos tributassem produtos como bebidas açucaradas, poderiam reduzir o sofrimento e salvar vidas. Poderiam também diminuir os custos e aumentar as receitas para investir em serviços de saúde.”

Em 2014, ao menos um em cada três (39%) adultos com mais de 18 anos em todo o mundo estava acima do peso. A prevalência mundial da obesidade mais do que dobrou entre 1980 e 2014, com 11% de homens e 15% de mulheres (mais que meio bilhão de adultos) sendo classificados como obesos.

Além disso, estima-se que 42 milhões de crianças com menos de 5 anos estavam acima do peso ou obesas em 2015, um aumento de cerca de 11 milhões durante os últimos 15 anos. Quase metade (48%) dessas crianças vive na Ásia e 25% na África.

O número de pessoas que vivem com diabetes também tem aumentado – de 108 milhões em 1980 para 422 milhões em 2014. A doença foi diretamente responsável por 1,5 milhão de mortes apenas em 2012.

Necessidade de reduzir ingestão de açúcar

Do ponto de vista nutricional, as pessoas não precisam de qualquer tipo de açúcar em suas dietas. A OMS recomenda às pessoas que consomem esses produtos a manter a ingestão abaixo de 10% de suas necessidades totais de energia e reduzi-la para menos de 5% para benefícios adicionais à saúde. Isso é equivalente a menos de uma porção (pelo menos 250 ml) de bebidas açucaradas comumente consumidas por dia”, afirmou o diretor do Departamento de Nutrição para Saúde e Desenvolvimento da OMS, Francesco Branca.

De acordo com o novo relatório da organização, pesquisas alimentares nacionais indicam que bebidas e alimentos ricos em açúcares livres podem ser uma grande fonte de calorias desnecessárias na dieta das pessoas, particularmente no caso de crianças, adolescentes e jovens adultos.

O documento também apontou que alguns grupos, incluindo pessoas de baixa renda, jovens e aqueles que consomem com frequência alimentos e bebidas pouco saudáveis, têm maior resposta às mudanças nos preços dos produtos e, por isso, podem obter os maiores benefícios na saúde.

Políticas tributárias para reduzir o consumo

As políticas tributárias devem focar em alimentos e bebidas para os quais existem alternativas mais saudáveis disponíveis, disse o relatório.

O documento apresentou resultados de uma reunião em meados de 2015 com especialistas mundiais convocados pela OMS e uma investigação de 11 revisões sistemáticas recentes sobre a eficácia das intervenções de tributos para melhorar as dietas e prevenir doenças crônicas não transmissíveis, além de uma reunião técnica de especialistas internacionais.

Entre as conclusões dos encontros, os especialistas determinaram:

  • Subsídios para frutas frescas e vegetais que reduzem os preços entre 10 e 30% podem aumentar o consumo desses alimentos.
  • A tributação de certos alimentos e bebidas, particularmente aqueles ricos em gorduras saturadas, gordura trans, açúcares livres e/ou sal se mostra promissora, com evidências claras indicando que os aumentos nos preços de tais produtos reduz seu consumo.
  • Impostos especiais de consumo, tais como aqueles usados sobre os produtos derivados do tabaco, que aplicam um montante específico de imposto sobre uma determinada quantidade ou volume do produto, ou ingrediente em particular, podem ser mais eficazes que a venda ou outros impostos baseados em uma porcentagem do preço de varejo.
  • O apoio público para tais aumentos de impostos poderia ser estimulado se as receitas geradas fossem destinadas aos esforços para melhorar os sistemas de saúde, encorajar dietas mais saudáveis e aumentar a atividade física.

Alguns países têm tomado medidas fiscais para proteger as pessoas de produtos não saudáveis. Entre eles está o México, que adotou imposto sobre bebidas não alcoólicas com adição de açúcar, e a Hungria, que impôs um imposto sobre os produtos com altos níveis de açúcares, sal e cafeína. Países como Filipinas, África do Sul, Reino Unido e Irlanda do Norte também anunciaram a intenção de implementar impostos sobre bebidas açucaradas.

Fonte: ONU BR

Surto de zika expõe injustiças sistemáticas na saúde global, dizem pesquisadores

Publicado originariamente em: 13/09/2016

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O surgimento e a retomada de doenças infecciosas no mundo frequentemente são provocados por pobreza, desigualdade e discriminação, sendo que o atual surto de zika expõe “injustiças sistemáticas” presentes nos sistemas de saúde globais, disseram especialistas no site do programa Impacto Acadêmico das Nações Unidas (UNAI, na sigla em inglês).

Para os pesquisadores da Universidade de Georgetown (Estados Unidos) Alexandra Phelan e Lawrence Gostin, doenças transmitidas por mosquitos afetam desproporcionalmente os mais pobres e vulneráveis. “Falhas estruturais de governos em garantir saneamento forçam pessoas a armazenar água, o que acaba criando focos de mosquitos”, disseram.

Governos não priorizam programas de controle de vetores em seus orçamentos — especialmente em momentos de recessão e instabilidade política como no caso do Brasil — o que cria uma ‘tempestade perfeita’ para o vírus nas comunidades mais pobres”, salientaram.

Segundo os pesquisadores, outro ponto é a questão de gênero, já que o surto de zika afeta mais as mulheres, que sofrem risco de aborto e malformação fetal. “Na maior parte dos países das Américas, barreiras legais, socioeconômicas e políticas impedem o acesso das mulheres a serviços de saúde reprodutiva, incluindo contracepção, aborto e saúde maternal e infantil”.

Além disso, em países sem uma cobertura de saúde universal e integrada aos sistemas de seguridade, pessoas com deficiência ficam especialmente vulneráveis. “Os sistemas de saúde e seguridade não estão bem equipados para fornecer o apoio necessário para que indivíduos vivam de forma saudável após potenciais deficiências provocadas por síndromes neurológicas e microcefalia”, declararam.

“Infelizmente, surtos de doenças infecciosas normalmente só ganham atenção durante a fase de transmissão. É necessário garantir o direito à saúde e os direitos de crianças, mulheres e pessoas com deficiência para além do período de declaração de emergência de saúde.”

O professor Daniel Lucey, do Centro Médico da Universidade de Georgetown, lembrou por sua vez que o surto de zika e de microcefalia no Brasil em 2015 e 2016 foi precedido de eventos similares, porém de menor escala, na Polinésia Francesa. Segundo ele, a importância desses eventos prévios precisa ser reconhecida para que ações apropriadas sejam tomadas.

O reconhecimento da importância da ligação entre zika e microcefalia tanto na Polinésia Francesa como no Brasil requeria uma tomada de ação apropriada (…) em antecipação a uma pandemia de microcefalia em muitos outros países e territórios”, disse.

Sob o risco de estar errado, às vezes é necessário tomar ações antes que todas as informações desejadas estejam disponíveis. Essa ação prematura pode ser essencial quando as consequências da inação precoce podem ser catastróficas”, completou o pesquisador.

Fonte: ONU BR

Saúde sexual e reprodutiva de mulheres e meninas | UNFPA

Publicado originalmente em: 05/07/2016

Oitocentas meninas e mulheres morrem a cada dia por causa de gestações que podiam ter sido evitadas e por complicações no parto. Este vídeo explica a importância de as mulheres terem acesso a serviços de saúde de qualidade para que as futuras gerações prosperem.

 

Fonte: ONU Brasil