Donald Trump cancela acordo de aproximação com Cuba

Donald Trump Addresses GOP Lincoln Day Event In Michigan

16/06/17

O presidente americano também anunciou que irá reforçar o embargo econômico contra Cuba, além de restringir viagens individuais de americanos para a ilha.

O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, anunciou nesta sexta-feira (16) o cancelamento do acordo de reaproximação com Cuba assinado pelo governo de Barack Obama em 2015.

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Cuba anuncia libertação de 2.900 prisioneiros em ‘gesto de boa vontade’


Raúl Castro, chefe de Estado cubano

As autoridades cubanas dizem que libertarão quase 3 mil prisioneiros, incluindo alguns

condenados por crimes políticos, nos próximos dias.

O Conselho de Estado cubano, que governa o país, disse que a decisão foi um “gesto de boa vontade” depois de receber inúmeros pedidos de parentes e instituições religiosas.

Muitos do que estão sendo libertados são doentes, idosos ou mulheres, de acordo com as autoridades.

Mas relatos dizem que o americano Alan Gross, condenado por crimes contra o Estado, não é um dos libertados.

A vice-ministra de Relações Internacionais de Cuba, Josefina Vidal, disse à agência de notícias Associated Press que o americano – que cumpre pena de 15 anos em uma cadeia cubana por distribuir equipamentos ilegais de comunicação para a ilha comunista – “não está na lista”.

A recusa de Havana em libertá-lo causou mais um estremecimento nas relações do país com os Estados Unidos.

A ‘força’ de Cuba

O presidente cubano, Raúl Castro, anunciou a libertação dos prisioneiros na Assembléia Nacional nesta sexta-feira.

Ele disse que 86 prisioneiros estrangeiros de 25 países seriam soltos e que os diplomatas destes países seriam notificados em seguida.

O presidente também citou a visita iminente do papa Bento 16 como uma das razões para a anistia, dizendo que a atitude humanitária mostra a força de Cuba.

Oficiais do governo dizem que algumas pessoas condenadas por crimes contra “a segurança de Estado” também serão libertadas.

“Todos eles completaram uma parte importante de suas sentenças e mostraram bom comportamento”, disse um comunicado oficial citado pela agência de notícias Prensa Latina.

No entanto, as autoridades ressaltaram que os condenados por crimes sérios como assassinato, espionagem e tráfico de drogas não serão anistiados.

No último mês de julho, o presidente Castro concordou, após conversas com a Igreja Católica, em libertar 52 dissidentes presos desde 2003.

As prisões em massa daquele ano, que ficaram conhecidas como a Primavera Negra de Cuba, foram condenadas internacionalmente.

A União Europeia cancelou a cooperação com a ilha, que só foi retomada em 2008.

Cuba nega a manutenção de prisioneiros políticos, dizendo que eles são mercenários pagos pelos Estados Unidos para desestabilizar o governo.

Fonte: BBC Brasil

Chávez e as eleições de 2012

O governo venezuelano diz que não há dúvida de que o presidente Hugo Chávez tentará a reeleição no próximo ano, apesar do fato de estar no tratamento de um câncer em Cuba.

Antes, o presidente Chávez emitiu uma mensagem de otimismo à frente do segundo dia de tratamento de quimioterapia, dizendo que  ganharia a sua batalha pela vida.

Chávez fez sua primeira cirurgia em Cuba para remover um tumor no mês passado. Sua saúde tem causado a incerteza política na Venezuela.

No sábado anterior à  sua segunda viagem a Cuba, Chávez delegou alguns de seus poderes para Elias Jaua, Vice-Presidente, e  para o Ministro das Finanças, Jorge Giordani.

Mas ele resistiu aos apelos de políticos de oposição que o diziam para entregar todos os poderes presidenciais durante sua ausência.

Chávez não revelou que tipo de câncer tem ou quanto tempo  permanecerá em Cuba neste momento.

Ele disse que os médicos não encontraram mais células malignas após a cirurgia para remover um tumor, apenas dizendo que ele seria afastado por “alguns dias”.

Em uma entrevista na televisão estatal,  Giordani deu garantias sobre a capacidade de Chávez permanecer no poder.”Eu acho que não há dúvida de que o presidente estará presente na eleições de 2012 e depois por muitos anos”, disse ele.

Chávez foi recebido na chegada em Havana pelo presidente cubano, Raul Castro antes de fazer uma sessão de quimioterapia, no domingo.

Chávez depois postou uma mensagem otimista no Twitter sobre sua saúde antes do segundo dia de tratamento de quimioterapia:
“Feliz bom dia! Bom dia Venezuela! A partir daqui, pronto para mais um dia de batalha pela vida. Viveremos e ganharei! Amo vocês”, Chávez postou em espanhol.

Havia também duas fotos do líder venezuelano vestindo a camisa de futebol da equipe nacional, que derrotou o Chile por 2-1 no domingo para chegar às meias-finais da Copa América.

Chávez assistiu o jogo na TV ao lado de ex-revolucionário de Cuba, Fidel Castro, um mentor, que se recuperou de uma cirurgia intestinal grave em 2006.

No sábado, a Assembléia Nacional da Venezuela votou para permitir que Chávez voltasse a Cuba para retomar o tratamento do câncer, incluindo quimioterapia.

Durante um debate, políticos da oposição insistiam com ele para que delegasse a execução do país para o seu vice-presidente.

Chávez descartou a possibilidade, dizendo que ele iria “voltar muito melhor do que eu sou agora”.

Mas, falando durante uma reunião de gabinete na televisão que se seguiu, ele anunciou que iria – pela primeira vez desde que chegou ao poder há 12 anos – delegar algumas das suas competências.

Vice-presidente Elias Jaua iria supervisionar a expropriação de empresas e um número de orçamento relacionados com deveres enquanto ele estava recebendo tratamento em Cuba, anunciou.

Ele acrescentou que o ministro das Finanças, Jorge Giordani, também temporariamente, assumiria algumas funções adicionais.

O presidente de 56 anos de idade, disse que a decisão veio como resultado de uma “profunda reflexão”, durante sua luta contra o câncer.

A correspondente da BBC, Sarah Grainger, em Caracas, diz que algumas pessoas vão se surpreender com o presidente optar por voltar para Cuba em vez de ficar em casa para o tratamento. Mas a forte ligação que tem com Fidel Castro e  sua capacidade de recuperar longe dos olhos do público pode fazer de Cuba um lugar mais atraente para o tratamento, acrescenta a correspondente.

Fonte: BBC News

Cuba: Começa demissão de meio milhão

Governo dá início a grande remanejamento na economia, com o objetivo de diminuir as despesas do Estado

O governo de Cuba começou o processo para despedir 500 mil trabalhadores do serviço público. A medida é uma das principais reformas do presidente Raúl Castro para impulsionar a economia da ilha comunista. Não ficou claro se a demissão dos funcionários do Estado tinha começado imediatamente ou se os vários ministérios estavam dando início a decidir quem seriam os demitidos.

O governo informou que planeja cortar 500 mil servidores públicos de sua inchada folha de pagamento até março. O sindicato iria supervisionar as demissões, inicialmente dirigidas aos trabalhadores dos ministérios do Açúcar, Agricultura, Construção, Saúde Pública e Turismo, para assegurar que sejam realizadas sem “violações, paternalismo, favoritismo ou outra tendência negativa qualquer”.

Os cortes são parte da reforma implementada por Raúl Castro do comunismo cubano, que visa a acabar com os problemas crônicos da economia da ilha caribenha. A economia de Cuba, duramente atingida por furacões de 2008 e pela crise financeira global, está insolvente e teve que reduzir drasticamente as importações, congelar contas bancárias locais de empresas estrangeiras e dar o calote de pagamentos a credores nos últimos dois anos.

Raúl Castro quer reduzir o papel do Estado, ao mesmo tempo em que mantém o controle da economia, que terá uma ampliação do setor privado e um Estado que gaste menos. O governo também começou a emissão de 250 mil novas licenças para autônomos. Pela primeira vez, os trabalhadores independentes vão ser autorizados a contratar empregados. Os cubanos recebem benefícios sociais como saúde e educação gratuitas, mas ganham em média o equivalente a cerca de US$ 20 por mês.

A segunda rodada de cortes será feita mais tarde, com pelo menos 500 mil trabalhadores sendo removidos da massa salarial do Estado ao longo dos próximos anos. Os sindicatos devem “convencer (os trabalhadores) da necessidade destas medidas para a economia do país, com a segurança de que, no final, ninguém ficará desprotegido”, declarou Valdés.

Houve rumores não confirmados de que as demissões foram adiadas enquanto o programa de licenciamento de autônomos estava sendo criado, pois o governo queria evitar excessiva movimentação social. O governo disse que os funcionários públicos determinarão quais trabalhadores serão mantidos, com base na sua produtividade.

Fonte: Estado de Minas – 05/01/2011 [link]

Postado por Flávio Vieira

 

BBC: ” Raúl Castro mantém repressão de Fidel em Cuba, diz ONG”

Fidel e Raúl Castro. Foto AP

Um relatório divulgado nesta quarta-feira pela organização de direitos humanos Human Rights Watch (HRW) sugere que a repressão e a violação dos direitos humanos foi mantida em Cuba pelo governo de Raúl Castro.

O documento, intitulado New Castro, Same Cuba (“Novo Castro, Mesma Cuba”), é resultado de 60 entrevistas feitas em campo e mais de 40 casos registrados de prisões por “periculosidade social”.

Esse tipo de detenção – prevista no Código Penal do país – prevê que o governo pode prender indivíduos antes que cometam algum crime, na suspeita de que possam vir a cometer uma ofensa no futuro.

Segundo a ONG, a definição de “perigo”, no entanto, seria política e classificaria “qualquer comportamento que contradiga as normas socialistas de Cuba”.

“Os cubanos que ousam criticar o governo vivem em medo permanente, sabendo que podem acabar na prisão por meramente expressarem suas opiniões”, disse José Miguel Vivanco, diretor para as Américas da HRW.

Segundo o relatório, além das prisões sem acusações, as condições carcerárias dos presos políticos também infringem os direitos humanos.

O documento cita diversos casos de detentos que sofreram abusos violentos nas prisões, além de extenso confinamento solitário.

De acordo com Vivanco, “em três anos no poder, Raúl Castro tem sido tão brutal quanto seu irmão”.

Fidel Castro passou o poder para o seu irmão Raúl, primeiro interinamente em 2006 e depois de maneita permanente em fevereiro de 2008.

EUA

O relatório cita ainda os esforços do governo dos Estados Unidos para pressionar por uma mudança no cenário cubano, em especial o embargo.

Mas afirma que o embargo não colaborou para uma melhoria da situação dos direitos humanos no país e teria “isolado os Estados Unidos e alienado aliados em potencial nessa questão”.

“Apesar da nova liderança em Havana e Washington, Cuba continua a pressionar os dissidentes, enquanto os EUA persegue a mesma política fracassada do embargo”, afirmou Vivanco.

O documento recomenda que o governo do presidente Barack Obama buscar uma aliança com a União Europeia, América Latina e Canadá para pressionar Cuba a libertar todos os prisioneiros políticos em seis meses.

Uma vez que isso seja realizado, os EUA devem eliminar o embargo contra o país.

“Acreditamos que o embargo perpetuou a repressão e o regime em Cuba. Acreditamos que a única forma de alcançar melhorias em Cuba é a pressão internacional, mas multilateral, ajustada”, disse Vivanco à BBC Mundo.

Caso o governo de Raúl Castro não cumpra com o compromisso de libertar os presos, os membros da aliança deveriam impor sanções contra a ilha, recomenda o relatório.

“Essas medidas devem ser significativas o suficiente para causar impacto no governo cubano e ser cuidadosas para não impor sofrimento ao povo cubano como um todo”, afirma o texto.

Fonte: BBC-Brasil

Postado por Lais Niman