Jornalista do Azerbaijão desafia restrições à liberdade de imprensa e ganha prêmio da UNESCO

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Publicado originalmente em: 22/04/2016

Em reconhecimento à sua excepcional contribuição para a liberdade de imprensa em circunstâncias difíceis, um júri internacional de profissionais de mídia indicou a jornalista azeri Khadija Ismayilova para receber o Prêmio Mundial de Liberdade de Imprensa da Organização das Nações Unidas para a Educação, a Ciência e a Cultura (UNESCO) – Guilherme Cano 2016.

Ismayilova trabalha como repórter investigativa freelancer e colabora com o serviço azerbaijano da Rádio Free Europe. A jornalista foi detida em dezembro de 2014 e, em setembro de 2015, recebeu uma pena de sete anos e meio de prisão por acusações relacionadas a abuso de poder e evasão fiscal.

“Khadija Ismayilova merece muito o prêmio e estou feliz em ver que a sua coragem e profissionalismo foram reconhecidos”, afirmou a presidente do júri da premiação, Ljiljana Zurovac. O Prêmio será entregue durante cerimônia em comemoração ao Dia Internacional da Liberdade de Imprensa, celebrado em 3 de maio.

Criado pelo Conselho Executivo da UNESCO em 1997, o Prêmio homenageia uma pessoa, organização ou instituição que tenha realizado contribuições excepcionais para a defesa e/ou promoção da liberdade de imprensa em qualquer lugar do mundo, especialmente em situações de perigo.

O Prêmio é de 25 mil dólares e recebe o nome de Guilhermo Cano Isaza em referência ao jornalista colombiano que foi assassinado em frente ao jornal onde trabalhava – El Espectador – em Bogotá, no dia 17 de dezembro de 1986. A premiação foi originalmente criada pela Fundação Cano, da Colômbia, e pela Fundação Helsingin Sanomat, da Finlândia.

Fonte: ONU Brasil

Foto: UNESCO

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CEPAL abre chamada de artigos

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A Comissão Econômica das Nações Unidas para a América Latina e o Caribe (CEPAL) convoca pesquisadores interessados em questões de população e temas relacionados para enviar até 30 de junho artigos originais e inéditos para a edição 103 da revista “Notas de População”, publicação semestral publicada pelo Centro Latino-americano e Caribenho de Demografia (CELADE), vinculado à Divisão de População do organismo da ONU.

Os trabalhos podem ser resultados de pesquisas, reflexões ou experiências relacionados aos avanços no estudo dos componentes da dinâmica populacional (fecundidade, mortalidade e migração) e suas inter-relações com processos de desenvolvimento; direitos humanos e as transformações econômicas e sociais; a distribuição da população, mobilidade, urbanização e segregação socioespacial; os métodos e técnicas para a análise das variáveis da evolução demográfica; entre outros temas.

Os artigos devem ser em espanhol. Confira detalhes sobre as regras de envio em http://bit.ly/1T9MUeA

Fonte: ONU Brasil

Brazil: A Door Opens for Syrian Refugees

Published on Mar 30, 2016

A humanitarian visa programme offered by Brazil to Syrian refugees has helped resettle more than 2000 people. In a matter of a 18 months Talal and his family have managed to start over and open a restaurant.

United Nations High Commissioner for Refugees (UNHCR)

Trabalho Decente preserva o meio ambiente

Publicado originalmente em: 23/03/2016

O vídeo apresenta o conteúdo da boa prática desenvolvida desde o ano de 2004 pelo Complexo Cooperativo de Reciclagem da Bahia em parceria com diversas instituições, no Carnaval de Salvador, capital do Estado da Bahia.

Eco Folia Solidária – o Trabalho Decente preserva o meio ambiente, a iniciativa é direcionada para a valorização e melhoria das condições de trabalho dos/as catadores/ras de resíduos sólidos, prevenção e combate ao trabalho infantil, estímulo à economia solidária e redução dos impactos ambientais causados pelo descarte inadequado dos resíduos sólidos durante a realização do carnaval.

De 2004 a 2015 já foram atendidos e beneficiados cerca de 18 mil catadores e catadoras avulsos/as de materiais recicláveis.

International Labour Organization

Conflito regional da Nigéria: Número de crianças usadas em ataques suicidas aumentou dez vezes

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Publicado originalmente em: 15/04/2016

O número de crianças envolvidas em ataques suicidas na Nigéria, nos Camarões, no Chade e no Níger aumentou drasticamente no ano passado – de quatro em 2014 para 44 em 2015 –, segundo informe do Fundo das Nações Unidas para a Infância (UNICEF) divulgado na terça-feira (12). Mais de 75% das crianças envolvidas nos ataques são meninas.

“Vamos ser claros: essas crianças são vítimas, não perpetradores”, afirmou Manuel Fontaine, diretor regional do UNICEF para a África Central e Ocidental. “Iludir crianças e forçá-las a praticar atos mortais tem sido um dos aspectos mais terríveis da violência na Nigéria e nos países vizinhos.”

Divulgado dois anos depois do sequestro de mais de 200 meninas em Chibok, o informe “Beyond Chibok” (‘Além de Chibok’, disponível em inglês aqui) revela tendências alarmantes em quatro países afetados pelo Boko Haram nos últimos dois anos.

Entre janeiro de 2014 e fevereiro de 2016, por exemplo, os Camarões registraram o número mais elevado de ataques suicidas envolvendo crianças (21), seguido pela Nigéria (17) e pelo Chade (2). Durante os últimos dois anos, aproximadamente uma a cada cinco pessoas que participaram de ataques suicidas com bombas era criança; e três quartos destas crianças eram meninas.

No ano passado, as crianças foram usadas em metade dos ataques nos Camarões; em um a cada oito no Chade; e em um a cada sete na Nigéria. E, também no ano passado, pela primeira vez, os ataques suicidas com bombas espalharam-se para além das fronteiras da Nigéria. A frequência desses ataques suicidas aumentou de 32, em 2014, para 151, em 2015. Também em 2015, 89 desses ataques aconteceram na Nigéria; 39, nos Camarões; 16, no Chade; e 7, no Níger.

O uso premeditado de crianças que podem ter sido coagidas a transportar bombas criou um ambiente de medo e suspeita com consequências devastadoras para as meninas que sobreviveram ao cativeiro e à violência sexual pelo Boko Haram no nordeste da Nigéria.

Luta contra o estigma é desafio

As crianças que fugiram dos grupos armados, ou que foram libertadas, são muitas vezes vistas como potenciais ameaças à segurança, como mostra um estudo recente do UNICEF e da ONG ‘International Alert’. As crianças nascidas como resultado de violência sexual são também vítimas de estigmatização e discriminação nas suas aldeias, comunidades de acolhimento e em campos para deslocados internos.

“À medida que os ataques suicidas envolvendo crianças se tornam frequentes, algumas comunidades começam a ver as crianças como uma ameaça à sua segurança”, afirmou Fontaine. “Essa desconfiança em relação às crianças pode ter consequências destrutivas. Como uma comunidade pode se reconstruir quando está banindo suas próprias irmãs, filhas e mães?”

O relatório do UNICEF avalia o impacto do conflito nas crianças nos quatro países afetados pelo Boko Haram, apontando que cerca de 1,3 milhão de crianças foram deslocadas. Além disso, aproximadamente 1,8 mil escolas estão fechadas – ou porque foram danificadas, saqueadas, incendiadas ou porque são usadas como abrigo por pessoas deslocadas. Mais de 5 mil crianças estão desacompanhadas ou separadas dos seus pais.

Ações do UNICEF

A agência da ONU está trabalhando com comunidades e famílias na Nigéria, no Chade, nos Camarões e no Níger para combater o estigma contra as crianças sobreviventes de violência sexual e para criar um ambiente protetor para as que foram libertadas do cativeiro.

Com os seus parceiros, o UNICEF fornece água potável e serviços essenciais de saúde; ajuda a restabelecer o acesso à educação, criando espaços temporários de aprendizagem; e oferece tratamento terapêutico para crianças desnutridas.

O Fundo também providencia apoio psicológico para as crianças a fim de ajudá-las a lidar com problemas emocionais.

A resposta a essa crise continua com um grave déficit financeiro. Neste ano, somente 11% dos 97 milhões de dólares necessários para a resposta humanitária do UNICEF foram arrecadados. A agência pediu por meio de um comunicado um maior compromisso dos doadores para apoiar crianças e mulheres afetadas pelo conflito na Nigéria, no Níger, nos Camarões e no Chade.

Fonte: ONU Brasil   Imagem: La Voz

Manejo de uso sustentável de terras do semiárido do Nordeste brasileiro

Publicado originalmente em: 17/03/2016

Para combater a desertificação dos solos do semiárido e ensinar o manejo sustentável aos produtores familiares de Sergipe, o PNUD, em parceria com o Ministério do Meio Ambiente, a EMBRAPA, o governo de Estado de Sergipe, o IBAMA, o GEF e outros parceiros locais, implementa o projeto Manejo de uso sustentável de terras do semiárido do Nordeste brasileiro.
A iniciativa atuará na otimização de políticas públicas do estado e no empoderamento dos pequenos produtores. Sergipe servirá como piloto para a iniciativa, que pretende ter extensão pelos nove estados do nordeste, além de Minas Gerais e Espirito Santo.

Fonte: PNUDBrasil

Depressão e ansiedade custam US$1 tri por ano à economia global, diz OMS

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Publicado originalmente em: 13/04/2016

Depressão e ansiedade custam 1 trilhão de dólares à economia mundial a cada ano, e cada dólar investido em tratamentos leva a um retorno de quatro dólares em termos de saúde e capacidade dos trabalhadores, de acordo com novo estudo da agência das Nações Unidas para a saúde.

O artigo, divulgado na publicação científica “The Lancet Psychiatry”, estima, pela primeira vez, tanto os benefícios econômicos como na saúde ao se investir no tratamento das doenças mentais mais comuns globalmente, e fornece argumentos para maiores investimentos em serviços de saúde mental em países de todos os níveis de renda.

“Sabemos que o tratamento da depressão e da ansiedade faz sentido para a saúde e o bem-estar; esse novo estudo confirma que também faz sentido do ponto de vista econômico”, disse a diretora-geral da Organização Mundial da Saúde (OMS) , Margaret Chan, em comunicado à imprensa emitido em conjunto com o Banco Mundial.

“Precisamos agora encontrar formas de garantir que o acesso a serviços de saúde mental se tornem uma realidade para todos os homens, mulheres e crianças, onde estiverem.”

Distúrbios mentais estão crescendo

Distúrbios mentais comuns estão aumentando no mundo. Entre 1990 e 2013, o número de pessoas sofrendo de depressão e ansiedade aumentou quase 50%, de 416 milhões para 615 milhões. Aproximadamente 10% da população mundial é afetada, e os distúrbios mentais respondem por 30% das doenças não fatais.

Emergências humanitárias e conflitos adicionam maior necessidade de se ampliar as opções de tratamento. A OMS estima que, durante emergências, ao menos uma em cada cinco pessoas é afetada por depressão e ansiedade.

Retornos de investimentos superam custos

O novo estudo estimou os custos do tratamento contra depressão e ansiedade em 36 países de baixa, média e alta renda no período de 2016 a 2030. Segundo o levantamento, os gastos estimados para ampliar os tratamentos, principalmente por meio do aconselhamento psicológico e da medicação antidepressiva, somam 147 bilhões de dólares.

Mas os retornos superam em muito os custos. Um aumento de 5% na participação da força de trabalho e em sua produtividade é avaliado em 399 bilhões de dólares, enquanto uma melhora na saúde adiciona outros 310 bilhões de dólares de retorno.

No entanto, o atual investimento em serviços de saúde mental está bem abaixo do necessário. De acordo com o Atlas de Saúde Mental 2014 da OMS, governos gastam em média 3% de seu orçamento em saúde mental, variando de menos de 1% em países de baixa renda para 5% em países de alta renda.

“Apesar de centenas de milhões de pessoas no mundo viverem com distúrbios mentais, a saúde mental tem permanecido nas sombras”, disse o presidente do Banco Mundial, Jim Yong Kim. “Isso não é apenas uma questão de saúde pública – é uma questão de desenvolvimento. Precisamos agir agora porque a perda de produtividade é algo com que a economia mundial simplesmente não pode arcar.”

A expansão dos serviços de saúde mental contribuirá para reduzir em um terço a mortalidade prematura por doenças não transmissíveis até 2030, uma das metas dos Objetivos do Desenvolvimento Sustentável (ODS), aprovados pela Assembleia Geral da ONU em 2015.

Fonte: ONU Brasil

Imagem: O Diário de Um Cup Cake