The energy factor in the GCC crisis

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28/07/2017, by Susan Kurdli

As top diplomats from various countries flock to the Gulf in an attempt to solve the GCC rift, major energy companies continue to vie for competitive projects in the oil and gas fields in the region. The latest of these projects is the development of the South Pars/North Field, the world’s largest natural gas field, which is owned by both Iran and Qatar. This field plays a central yet often underrated role in the development of foreign and national policies in both Qatar and Iran. In light of this, any attempt for isolation or pressure on either country to alter select policies is futile insofar as it disregards this fact. 

As several experts have previously noted, the tension arose briefly after the Riyadh Summit, when US President Donald Trump assured Saudi Arabia of his commitment to the region in the face of the “Iranian threat”. The US’ hope of forging an impenetrable GCC shield against Iran fails to appreciate the centrality of the energy question and exhibits a narrow sightedness based on the pursuit of self-interest. It is, therefore, predestined to fail.

Similarly, the ensuing Saudi-led blockade against Qatar is destined to eventually subside and give way to normalised relations in spite of the current tension. As a sign, perhaps, that energy trumps political antagonism, it is noteworthy that shortly after the rift, Qatar announced it would not disrupt liquefied natural gas (LNG) exports to the United Arab Emirates (UAE), which runs through the Dolphin pipeline.

The UAE receives about two billion cubic feet on a daily basis from Qatar. Egypt, similarly, will continue receiving Qatari LNG shipments which it secured till the end of 2017. Qatar’s LNG ships continue to make their way unhindered to Asia through the Hormuz Strait and to Europe through the Suez Canal.

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A catástrofe humanitária no Iêmen

YEMEN-CONFLICT

19/07/17

O Iêmen vive hoje uma das situações consideradas mais delicadas no Oriente Médio. O país encontra-se devastado por uma guerra entre o governo do presidente Abdrabbuh Mansour Hadi* e os membros do movimento rebelde Houthi. Observadores apontam que os ataques aéreos e o bloqueio fronteiriço da coalizão multinacional** liderada pela Arábia Saudita impulsionaram um desastre, pois, atualmente, 70% da população necessita de ajuda humanitária.

As campanhas aéreas sauditas e de oito Estados árabes de maioria sunita contra o país começaram após o empoderamento do movimento Houthi, grupo supostamente apoiado pelo Irã, e buscaram auxiliar no estabelecimento do governo de Mansour Hadi. O conflito instaurou-se a partir do insucesso na transição política que deveria trazer estabilidade ao Iêmen, em 2011, com uma forte onda de protestos que forçaram o antigo presidente Ali Abdullah Saleh a renunciar sua posição, entregando o Governo a Mansour Hadi – o Vice-Presidente. O Governo Hadi vivenciou problemas severos em sua gestão, incluindo ataques realizados pela al-Qaeda, por movimentos separatistas e por militares aliados ao presidente Saleh, sem contar com questões estruturais, como acusações de corrupção, desemprego e insegurança alimentar.

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Ocidente não sabe nem do cheiro do que a Eurásia está cozinhando

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Reunião da OCX aconteceu no começo do mês de junho em Astana, no Cazaquistão

19/06/17

OCX já é não apenas a maior organização política – por área e por população – do mundo; ela também reúne quatro potências nucleares; o G-7 é irrelevante, como se viu claramente na recente reunião em Taormina

Na reunião anual da cúpula da Organização de Cooperação de Xangai (OCX), fundada em 2001, os dois países, Índia e Paquistão foram admitidos como membros plenos, como Rússia, China e quatro ‘-stões’ da Ásia Central (Cazaquistão, Uzbequistão, Quirguistão e Tadjiquistão).

Assim sendo, a OCX já é, não apenas a maior organização política – por área e por população –, do mundo; ela também reúne quatro potências nucleares. O G-7 é irrelevante, como se viu claramente na recente reunião em Taormina. Ação à vera doravante, à parte o G-20, virá desse G-8 alternativo.

Permanentemente desqualificada no Ocidente já há uma década e meia como se não passasse de mero salão de conversas, a OCX, lentamente, mas sem parar nunca, continua a promover um quadro que o presidente Xi Jinping da China qualifica, de forma discreta muito atenuada, como “um novo tipo de relações internacionais com vistas a cooperação ganha-ganha”.

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The CIA and Islamic State: Iran’s twin threats

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16/06/2017, by Mahan Abedin

Last Wednesday’s twin terrorist attacks in Tehran shattered a more than three- decades-long sense of security in the Iranian capital.

The last time there were major terrorist incidents in Tehran was way back in the early 1980s during the turbulent immediate post-revolutionary period.

The attacks by so-called Islamic State (IS) were followed by intense counter-terror activity. In the latest reported incident, Iranian security forces shot dead four IS-aligned terrorists in the southern Hormozgan province.

These operations underscore the scale of the terror threat and appear to validate the contents of IS’s first Farsi-language video which was released less than three months ago. In the video, IS made a direct appeal to disaffected Iranian Sunnis to rise up against the Iranian authorities by staging terrorist attacks.

The risk of repeated terror attacks is a clear worry for the Iranian authorities, not least because terrorism undermines one of the key sources of Iranian prestige, namely the ability to provide homeland security in a turbulent region. By creating a perception of instability, the Islamic State group is waging a smart psychological warfare campaign against the Iranian establishment.

But in real security terms, Iran is faced with a potentially bigger threat, this time emanating from America’s Central Intelligence Agency.

Earlier this month it was revealed that the newly appointed head of Iran operations at the CIA, Michael D’Andrea (dubbed “Ayatollah Mike”) is expected to go on the offensive against the Islamic Republic.

Managing the twin threats of IS-inspired terrorism and CIA espionage – and crucially, the potential intersection of these threats in the context of escalating regional tensions – will be the ultimate test of the Iranian security establishment’s skill and resolve.

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Hassan Rouhani wins Iran’s presidential election

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20/05/2017

Iran’s reformist President Hassan Rouhani has decisively won the country’s presidential election, according to official results, fending off a challenge by principlist rival Ebrahim Raisi.

With all of votes in Friday’s poll counted, Rouhani was re-elected with 57 percent, Interior Minister Abdolreza Rahmanifazli said on Saturday.

“Of some 41.2 million total votes cast, Rouhani got 23.5 … and won the election,” Rahmanifazli said in remarks carried live by state TV.

Raisi, Rouhani’s closest rival, got 15.8 million votes, he added.

A big turnout on Friday led to the vote being extended by several hours to deal with long queues.

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Brasil poderá ampliar parcerias comerciais com o Irã

Publicado originalmente em: 11/02/2016

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O governo brasileiro deverá iniciar em breve tratativas para novas parcerias comerciais com o Irã. Segundo o ministro de Minas e Energia, Eduardo Braga, o governo recebeu em novembro correspondência em que o governo iraniano manifesta interesse em desenvolver parcerias comerciais com o Brasil que envolvem produtos como tecnologia, automóveis e equipamentos brasileiros. O assunto será tratado pelos ministérios das Relações Exteriores e do Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior.

“O Brasil tem uma boa relação com o Irã, que acaba de vencer a questão das barreiras, portanto, é um grande mercado para o nosso país e, óbvio, nós temos todo o interesse em ampliar esse intercâmbio”, disse Braga. O assunto foi tratado na manhã de hoje (11) em uma reunião com a presidenta Dilma Rousseff. Uma reunião com o embaixador do Brasil no Irã deve ser marcada para discutir a questão.

Recentemente, os Estados Unidos e a União Europeia decidiram suspender as sanções aplicadas ao Irã, logo após a Agência Internacional de Energia Atômica (Aiea) confirmar que o país cumpriu todas as exigências do acordo nuclear assinado em Viena. De acordo com o ministro de Minas e Energia, o Brasil tem interesse em acordos na área de energia. “Eles têm petróleo, têm muito gás, nós temos uma indústria de petróleo, temos interesses, viemos ao longo dos últimos meses tratando com iranianos a questão de refinarias no Brasil.”

Segundo o Ministério das Relações Exteriores, entre 2002 e 2009, a corrente bilateral de comércio entre Brasil e Irã passou de US$ 500 milhões para US$ 1,24 bilhão. Em 2010, o Irã tornou-se o segundo maior comprador de carne do Brasil, ficando atrás apenas da Rússia.

Fonte: EBC – Agência Brasil

What it’s like to be smuggled out of Afghanistan in a car trunk

Publicado originalmente em: 08/01/2016

Smuggled by truck and squeezed into a car trunk, 13-year-old Allahyar and four Afghan boys fled the Taliban in Afghanistan, traveling through Pakistan and Iran to Turkey. “The journey is difficult”, he says, now in Serbia after a treacherous sea crossing , “but we have no choice.”

Fonte: UNICEF