Qual é a escala do ciberataque que ‘sequestrou’ computadores pelo mundo?

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13/05/2017

Especialistas em segurança digital se reuniram neste sábado (13) para discutir o impacto global do ataque cibernético contra dezenas de países, governos e empresas ocorrido nesta semana.

A expectativa é de conseguir identificar os responsáveis pelo ataque do tipo ransomware — uma espécie de vírus que bloqueia o computador da vítima e pede um resgate. Os usuários atingidos recebiam um pedido de dinheiro que aumentava conforme o passar do tempo sob a ameaça de que os seus arquivos seriam destruídos se o pagamento não fosse feito. Os relatos são de que o valor começava em 300 dólares.

“O ataque recente está em um nível sem precedentes e exigirá uma investigação internacional complexa para identificar os culpados”, disse a Europol, agência policial da Europa.

Mikko Hypponen, chefe de pesquisa da F-Secure, disse à agência AFP que a investida hacker foi “o maior ataque do gênero na história”, afirmando que 130 mil sistemas em mais de 100 países foram afetados.
Ele disse que a Rússia e a Índia foram particularmente atingidas já que o Windows XP ainda é altamente utilizado nestes países. A Microsoft, fabricante do software, disse que a situação era “dolorosa” e que estava tomando “todas as ações possíveis para proteger nossos clientes”.

Já a empresa Symantec, uma das líderes do mercado de segurança digital, afirmou que a maioria das organizações afetadas está na Europa e que o ataque não teve alvos específicos

É possível que o ataque tenha usado uma ferramenta da própria Agência Nacional de Segurança dos Estados Unidos (NSA, na sigla em inglês) que vazou.

Nos Estados Unidos, a companhia de logística FedEx reconheceu ter sido atingida pelo malware e disse que estava “implementando reparos o mais rápido possível”. A montadora francesa Renault foi forçada a parar a produção nas fábricas na França, Eslovênia e Romênia, afirmando que a medida visava impedir que o vírus se espalhasse.

O Ministério do Interior russo disse que alguns de seus computadores foram atingidos por um “ataque de vírus” e que os esforços estavam em andamento para destruí-lo.

Fonte: Sputnik

‘Governos precisam respeitar privacidade como direito universal na era digital’, diz especialista

Apresentando relatório ao Conselho de Direitos Humanos da ONU, o relator especial para o direito à privacidade, Joseph Cannataci, denunciou a atual legislação de vigilância e pediu que os governos “desistam de jogar a ‘carta do medo’ e melhorem a segurança através de medidas proporcionais e eficazes, e não com leis indevidamente desproporcionais e intrusivas à privacidade”.

Publicado originalmente em: 10/03/2017

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Apresentando relatório ao Conselho de Direitos Humanos da ONU, o relator especial para o direito à privacidade, Joseph Cannataci, denunciou na quarta-feira (8) a atual legislação de vigilância e pediu aos governos que respeitem a privacidade como um direito universal na era digital.

“A questão da vigilância governamental merece mais atenção do que nunca. Estou profundamente preocupado com o fato de o direito à privacidade simplesmente não passar por uma transição completa na era digital. Em geral, as leis são elaboradas e apresentadas através do processo legislativo dos Estados com políticas claras para legitimar práticas que nunca deviam ter sido implementadas”, disse.

“Há pouca ou nenhuma evidência para me persuadir da eficácia ou da proporcionalidade de algumas das medidas extremamente intrusivas que foram introduzidas pelas novas leis de vigilância na França, na Alemanha, no Reino Unido e nos Estados Unidos”, continuou.

Cannataci criticou ainda a manipulação do medo do terrorismo por parte de líderes políticos, e pediu que os governos “desistam de jogar a ‘carta do medo’ e melhorem a segurança através de medidas proporcionais e eficazes, e não com leis indevidamente desproporcionais e intrusivas à privacidade”.

“Os Estados precisam se preparar para assegurar que a privacidade, nos níveis nacional e internacional, seja respeitada com um direito verdadeiramente universal, especialmente a vigilância realizada na Internet”, frisou.

Ele pediu maior cooperação internacional e transparência com o público, exigindo proteção e medidas sem fronteiras. “O que o mundo precisa não é mais uma brincadeira patrocinada pelo Estado na internet, mas um acordo racional e civilizado sobre o comportamento apropriado do Estado no ciberespaço.”

“É plausível e razoável que um significativo números de Estados se unam em torno de um instrumento legal para regular a vigilância e proteger a privacidade no ciberespaço. Isso será bom para a sociedade, para os governos, para a privacidade e para os negócios”, concluiu.

Fonte: ONU BR

Meet the Man Who Built Russia’s Internet

Published on Dec 5, 2016

Bloomberg

¿Qué es el Internet de las cosas y por qué es tan importante?

Published on Oct 11, 2016

World Economic Forum

Relator da ONU alerta: falta debate na legislação antiterror no Brasil

Publicado originalmente em

Marcos Santos/USP Imagens Tecnologia da informação

O relator das Nações Unidas para a liberdade de expressão manifestou preocupação com legislações antiterroristas aprovadas rapidamente e sem o devido debate público em vários lugares do mundo, entre elas a lei antiterror brasileira. David Kaye criticou também os frequentes cortes de serviços de Internet e de troca de mensagens promovidos por Estados, citando também o Brasil.

Para o relator especial da ONU sobre o direito à liberdade de expressão e de opinião, os processos legislativos envolvendo leis antiterror frequentemente ocorrem de forma rápida, sem dar tempo adequado para o engajamento da sociedade e falhando em respeitar as obrigações dos Estados em direitos humanos. Ele citou, como exemplo, a legislação antiterrorista brasileira que, segundo ele, “seguiu semelhantes procedimentos acelerados, apesar de manifestações de preocupação por parte de especialistas em direitos humanos”.

De acordo com o especialista, essas leis frequentemente empregam termos abrangentes que dão às autoridades significativa margem para restringir a liberdade de expressão. Além disso, não fornecem aos indivíduos orientações suficientes sobre o que pode ser considerado comportamento legal ou ilegal.

Além do Brasil, o relator citou os casos de Montenegro, que adotou uma lei antiterrorista sem tempo adequado para engajamento público em 2014, e da Rússia, que em 2016 aprovou de forma acelerada uma legislação de segurança cibernética que “aparentemente não levou em consideração visões da sociedade civil e de outros atores”.

Interrupções de serviços de Internet

O relator lembrou que governos também têm interrompido o serviço de Internet e de telecomunicações em nome da segurança nacional e da ordem pública. Tais cortes — que somaram mais de uma dezena no ano passado — incluíram a interrupção de redes inteiras, o bloqueio de sites e plataformas e a suspensão de serviços móveis e de telecomunicações.

Antes das eleições, tanto Turquia como Uganda restringiram o acesso online, segundo informações recebidas pelo relator. A Malásia evocou uma lei nacional para justificar o bloqueio de um site de notícias, enquanto Nauru citou a prevenção ao crime como uma das razões para bloquear diversas redes sociais em 2015.

O relator disse ainda ter confirmado durante sua missão do Tajiquistão em 2016 que o governo do país bloqueou o acesso a serviços de mensagens em momentos de protestos e manteve um longo bloqueio a redes sociais operadas fora do país. Ele completou que “República Democrática do Congo, Burundi, Índia, Bangladesh, Brasil e Paquistão bloquearam o acesso a serviços de mensagens em 2015”.

No Brasil, o serviço de troca de mensagens Whatsapp passou por recentes bloqueios após decisões judiciais envolvendo investigações criminais. Em suas decisões, os juízes alegaram que a empresa dona do aplicativo, o Facebook, não teria fornecido informações solicitadas pelo judiciário.

Privacidade

Segundo o relator da ONU, os Estados partem do pressuposto de que a segurança nacional ou a ordem pública justificam a interferência na segurança pessoal e na privacidade dos indivíduos, tornando frequentes os casos de vigilância de comunicações pessoais.

“A vigilância, incluindo tanto o recolhimento de dados como ataques a indivíduos específicos ou comunidades, interfere diretamente na privacidade e na segurança necessária a liberdades de opinião e expressão”, disse o relator, citando uma lei recentemente adotada pela Rússia que impõe aos provedores de Internet quebrar a criptografia de comunicações.

Ele lembrou que Reino Unido e França também propuseram dar às autoridades poder para pedir às empresas acesso a comunicações criptografadas de seus usuários.

“Entendo que alguns desses esforços envolvam compromissos genuínos para prevenir o terrorismo ou garantir a ordem pública, mas os governos não demonstraram que essa interferência na segurança da Internet é uma medida necessária ou proporcional tendo em vista ameaças específicas causadas à privacidade e à liberdade de expressão.

O relator reconheceu, no entanto, casos de governos se esforçando para abordar questões legais envolvendo vigilância e governança na Internet, e citou uma legislação britânica que foi elaborada com a participação do público. “O governo brasileiro também adotou um marco legal, o Marco Civil da Internet, após ampla discussão com todos os setores”, elogiou.

O relatório foi feito após o especialista da ONU receber informações de indivíduos e organizações não governamentais do mundo todo. Os relatores especiais e especialistas independentes são indicados pelo Conselho de Direitos Humanos da ONU em Genebra para examinar e reportar questões de direitos humanos ou a situação de um determinado país. Os cargos são honorários e os especialistas não são funcionários da ONU, nem são pagos por esse trabalho.

Fonte: ONU BR

Resolução da ONU condena países que bloquearem acesso à Internet

O Conselho de Direitos Humanos das Nações Unidas adotou nova resolução que condena quaisquer tentativas de países no sentido de interromper intencionalmente o acesso à Internet ou a disseminação de informações online, ações consideradas violações às normas de direitos humanos internacionais.

De acordo com a Resolução L.20 do Conselho de Direitos Humanos da ONU, os mesmos direitos que os cidadãos têm offline precisam ser protegidos no ambiente online, “particularmente a liberdade de expressão, que é aplicável independentemente das fronteiras e da mídia utilizada”.

Publicado originalmente em: 05/07/2016

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O Conselho de Direitos Humanos das Nações Unidas adotou nesta sexta-feira (1) resolução que condena quaisquer tentativas de países no sentido de interromper intencionalmente o acesso à Internet ou a disseminação de informações online, ações consideradas violações às normas de direitos humanos internacionais.

De acordo com a Resolução L.20 do Conselho de Direitos Humanos da ONU, os mesmos direitos que os cidadãos têm offline precisam ser protegidos no ambiente online, “particularmente a liberdade de expressão, que é aplicável independentemente das fronteiras e da mídia utilizada”.

O Conselho pede na resolução que os Estados enderecem suas preocupações com segurança na Internet de acordo com suas obrigações de direitos humanos internacionais para garantir a proteção da liberdade de expressão, associação, privacidade e outros direitos humanos online.

O Conselho condena quaisquer violações aos direitos humanos e abusos como tortura, mortes extrajudiciais, desaparecimentos forçados e prisão arbitrária, expulsão, intimidação e assédio, assim como violência baseada em gênero, cometidas contra pessoas por exercerem seus direitos fundamentais e liberdades na Internet”, segundo a resolução.

O órgão subsidiário da Assembleia Geral das Nações Unidas pediu também que todos os Estados garantam transparência sobre o tema, e que facilitem a cooperação internacional no desenvolvimento de novas tecnologias de informação, mídia e comunicação.

O Conselho pede ainda que todos os Estados considerem formular, por meio de processos inclusivos e transparentes com todos os atores, políticas públicas nacionais relacionadas à Internet com o objetivo de permitir o acesso universal e a defesa dos direitos humanos.

O rascunho da resolução havia sido desenhado pela Suécia, em nome de Brasil, Nigéria, Tunísia, Turquia e Estados Unidos. A resolução foi proposta de forma complementar às resoluções 20/8 e 26/13, de 2012 e 2014, adotadas por consenso e que já enfatizavam que todos os direitos humanos valem tanto para o ambiente online como offline.

 

Fonte: ONU Brasil

United Nations report: Internet access is a human right

Publicado Originalmente: 03/06/2011

Internet access is a human right, according to a United Nations report released on Friday.

“Given that the Internet has become an indispensable tool for realizing a range of human rights, combating inequality, and accelerating development and human progress, ensuring universal access to the Internet should be a priority for all states,” said the report from Frank La Rue, a special rapporteur to the United Nations, who wrote the document “on the promotion and protection of the right to freedom of opinion and expression.”

La Rue said in his report that access to the Internet is particularly important during times of political unrest, as demonstrated by the recent “Arab Spring” uprisings in Tunisia and Egypt, among other countries.

The report notes that while the Internet has been in existence since the 1960s, it is the way people now use the Internet, across the world and across age groups, with “incorporation into virtually every aspect of modern human life,” that makes the Internet an unprecedented force.

DOCUMENT: Read the United Nations report

“According to the International Telecommunication Union, the total number of Internet users worldwide is now over 2 billion,” the report said, also pointing out the huge growth in the number of active users on Facebook, which has surged from 150 million in 2009 to 600 million this year.

La Rue also urges governments to eschew laws that allow for people’s access to the Internet to be blocked.

La Rue describes the Internet as “revolutionary” and unlike any other communication medium such as radio, television or printed publications, which are “based on one-way transmission of information.”

The Internet, on the other hand, is an “interactive medium” that allows not only for the sharing of information, but also “collaboration in the creation of content,” which makes people “no longer passive recipients, but also active publishers of information.”

As such, the Internet can be a tool of empowerment and aid in the protection of and access to other human rights — as well as contributing to growth economically, socially and politically — benefiting mankind as a whole.

But while La Rue argues that Internet access is a basic human right, he also notes that giving people that right isn’t yet always feasible in every nation. But that shouldn’t stop governments from trying to give their people affordable access to the Web.

FONTE: Los Angeles Time