Relatório internacional condena exportação pelo Brasil de bombas usadas contra civis no Iêmen

Publicado originalmente em 18/01/18

Em dezembro de 2016, uma ação militar da coalizão liderada pela Arábia Saudita nos arredores de duas escolas do Iêmen deixou ao menos dois mortos e dezenas de feridos. Em fevereiro de 2017, uma bomba disparada contra uma zona rural iemenita feriu ao menos duas crianças.

Em comum, esses dois episódios da guerra civil em curso desde 2015 no país asiático têm o fato de as munições empregadas serem bombas cluster de fabricação brasileira, segundo a ONG Human Rights Watch.

Os casos são mencionados no capítulo brasileiro do relatório anual de direitos humanos da organização não governamental, divulgado nesta quinta-feira.

As bombas cluster (ou bomba de fragmentação) são armas que, quando disparadas, se abrem e dispersam. Assim, criam centenas de munições menores, ampliando seu poder de alcance e atingindo uma área equivalente a diversos campos de futebol, segundo a Coalizão de Munições Cluster (CMC, na sigla em inglês).

“O uso dessa munição foi documentado 18 vezes no Iêmen e, em duas delas, analistas constataram que a procedência das armas era brasileira”, diz à BBC Brasil Maria Laura Canineu, diretora brasileira da Human Rights Watch.

As bombas cluster são proibidas por um tratado internacional de 2008, que tem a adesão de 102 países, mas não do Brasil.

Em resposta, o Itamaraty alega que os países que assinaram o tratado o fizeram sem buscar consenso e deixando abertas brechas para suas próprias armas, de tecnologia mais sofisticadas.

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Trump define novo engajamento político-militar no Afeganistão

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29/08/17

Nós não iremos construir uma nação novamente. Nós iremos matar terroristas”. Com este enfoque, o presidente Donald Trump anunciou na última segunda-feira, 21 de agosto, uma nova fase intervencionista no Afeganistão.

Ao defender sua política externa para a região, analistas políticos acreditam que Trump seguiu o conselho de seus principais assessores que entendem que a administração de Barack Obama, em 2011, permitiu o surgimento do autoproclamado Estado Islâmico (Islamic State of Iraq and Al-Sham na sigla em inglês), ao retirar uma parcela significativa das forças militares do Iraque.

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Mais de 5 milhões de crianças precisam de ajuda humanitária urgente no Iraque, diz Unicef

22/06/17

Por Ahmed Rasheed

BAGDÁ (Reuters) – Mais de 5 milhões de crianças precisam urgentemente de ajuda no Iraque, informou a Organização das Nações Unidas nesta quinta-feira, descrevendo a guerra contra o Estado Islâmico como “uma das mais brutais” da história moderna.

“Por todo o Iraque, crianças continuam a testemunhar absoluto terror e violência inimaginável”, afirmou o Fundo das Nações Unidas para a Infância (Unicef) em comunicado.

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