‘Desde a Grécia antiga, a dívida foi um instrumento de dominação’

As dívidas funcionam para estabelecer e reproduzir relações de dependência colonial, determinando formas particulares de dominação econômica e política.

Publicado originalmente em: 08/04/2016

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Para o estudioso grego, a dívida externa e o predomínio das forças do mercado na política transformam as instituições e os laços sociais, e substituem a soberania popular pela soberania do mercado.

Você retoma o conceito de “pós-democracia” como categoria de análise vigente. De acordo com essa perspectiva, como é possível reativar os mecanismos democráticos?

O termo “pós-democracia” surge na última década, na sociologia e na teoria política, para compreender conceitualmente e marcar criticamente as patologias contemporâneas da democracia liberal, sobretudo com relação às condições estabelecidas pelo capitalismo tardio. Nesse tipo de regime, o aspecto formal das instituições democráticas permanece intacto: por exemplo, as eleições se desenvolvem normalmente para as transições de um governo a outro. Ainda assim, a magnitude do debate eleitoral se transforma num espetáculo controlado, manejado por especialistas e regulado pelos meios de comunicação dominantes, onde se tratam os temas selecionados por eles e onde a cidadania fica reduzida a um papel passivo. Então, quando se tenta realizar uma mudança real (como na Grécia, em 2015), os governos percebem que os alcances de seus movimentos estão bastante restringidos pelas – supostamente independentes – instituições supranacionais (o Banco Central Europeu, o FMI, etc). Nesse sentido, a política em tempos pós-democráticos se forma cada vez mais pela interação entre os governos eleitos e pelas instituições da elite, assim como pelos organismos que representam majoritariamente os interesses comerciais. Esse predomínio das forças do mercado na política não é considerado escandaloso, como foi no passado, algo que deveria ser camuflado de alguma forma, e que agora não é ocultado de nenhuma forma. Isso é abertamente abraçado e, de fato, as instituições públicas ficam subordinadas à essa dinâmica. A nova gestão pública, nesse sentido, buscou reformar as instituições – hospitais, universidades, etc – de acordo com os interesses do setor privado. Logo, a pós-democracia significa “democracia sem `demos´”, como apontou Jacques Rancière, um sistema onde o povo desaparece da cena política e seu papel é ocupado por uma aristocracia tecnocrática, onde a soberania popular é substituída pela soberania do mercado. Em outras palavras, o “povo” é registrado na esfera política como a “população”, como um conjunto numérico de individualidades a ser administrado e disciplinado biopoliticamente. Quando as resistências emergem, quando as novas subjetividades democráticas e populares se formulam, suas demandas são denunciadas e desacreditadas, sob a etiqueta do perigoso e irresponsável “populismo”. Se a defensa das instituições democráticas e dos interesses populares hoje leva o nome de populismo, então talvez o populismo deveria ser tomado e canalizado em direções progressistas.

– É possível traçar um limite geopolítico de acordo sobre esses conceitos?

– Obviamente. O termo “pós-democracia” foi formulado por Colin Crouch, entre outros, a partir da experiência europeia. Não há dúvidas, porém, que captura uma dinâmica global, visível numa variedade de países e regiões. É por isso que se verifica tal amplitude do uso de “pós-democracia” e “pós-política”. Sendo suficientemente flexíveis desde o seu início, os termos se reúnem cada vez mais, para descrever os fenômenos políticos em diversas regiões do mundo, fora do contexto do oeste europeu, onde está terminologia surgiu originalmente. Ao mesmo tempo, a crise global iniciada em 2008, e que foi especialmente localizada na Europa, deixou em evidência, através da implementação de certas medidas de austeridade draconianas no sul da Europa, um aprofundamento adicional da orientação pós-democrática. Hoje, a Europa parece estar diante de um novo desafio: como avaliar o estabelecimento e a consolidação – através da crueldade – de uma sociedade da dívida neoliberal? Esse é o sinal de um aprofundamento da pós-democracia, ou talvez signifique a passagem para um estágio além da pós-democracia? Se for assim, a pergunta é: em que ela se transformou exatamente? Embora não existam respostas conclusivas, estão se instalando, e talvez seja tempo de começar a plantear algumas perguntas. Para compreender completamente a nossa situação, devemos considerar que o neoliberalismo alemão não deve ser confundido com o laissez-faire, com o resultado de uma ordem natural espontânea (a mão invisível do mercado), e sim, como destacou Foucault, com una vigilância permanente, atividade e intervenção. Essa intervenção é de uma natureza particular, bem diferente, por exemplo, de um Estado de Bem-estar: seu objetivo – às vezes imposto com imensa brutalidade – é condicionar o cenário para uma possível economia de mercado que intervém na população e reforma o próprio laço social. Como alguns comentaristas defendem, esse é o estatismo sem Estado, estatismo a favor da mercantilização, acompanhado pela liquidação de toda regulação do mercado e das relações de trabalho, etc. Novamente, esse movimento não é particular da Europa. Por exemplo, a América Latina se está aproximando agora desse modelo. O Chile é um exemplo de país que viveu uma brutal imposição de um sistema similar, desde os Anos 70. Essas são dinâmicas globais, e somente podem ser abordadas a nível global.

– Isso significa que o Estado se reduz à administração da dívida?

Desde a antiga Grécia, a dívida foi um instrumento de dominação e exploração, e sempre foi muito brutal. Não devemos esquecer que o estabelecimento da democracia de Atenas está relacionado com o cerceamento da participação dos servos, devido às suas dívidas. Também sabemos que as dívidas, atualmente, funcionam para estabelecer e reproduzir relações de dependência colonial. Em muitas conjunturas históricas, as relações de dívida estruturam o laço social, determinando as formas particulares de dominação econômica e política. Quando isso acontece – e acontece porque a dívida funciona simultaneamente como uma força econômica, política e moral – é porque produz e condiciona tipos particulares de subjetividades individuais e coletivas, manipulando a dinâmica psicossocial da culpa, da vergonha e do sadismo, e aí é quando falamos de “sociedades de dívida”. Em décadas recentes, por exemplo, o pêndulo entre os dois espíritos de capitalismo, típicos da modernidade – o primeiro espírito, o weberiano, do ascetismo associado a uma “sociedade da proibição” e o segundo espírito, do consumo, associado a uma “sociedade do desfrute ordenado” – tomou uma forma marcada pela dialéctica entre o estímulo do crédito e a estigmatização da dívida. No caso da Grécia contemporânea – que não é um caso isolado – vimos como as forças institucionais promovem, ao mesmo tempo, todas essas opções. No princípio, antes da crise, a acumulação da dívida estava permitida, e inclusive se propagou, com o impulso do “espírito consumista” do capitalismo. Logo, as mesmas instituições elevaram a dívida a níveis patológicos, para serem castigados com formas de servidão pós-modernas. Essas lógicas foram aplicadas tanto em nível subjetivo como em nível estatal. Em qualquer caso, as acumulações da dívida, assim como o castigo do endividamento, constituem momentos antiéticos desse mesmo mecanismo, e só resta a construção subjetiva a serviço da hierarquia social. Então, quando o laço entre os dois falhas, até mesmo o cancelamento da dívida e o perdão da mesma são evocados, para sustentar a ordem social. Voltando à Grécia, muitos anos depois da crise, a troica também aceitou processos de reestruturação de dívidas. Esse cancelamento da dívida (de forma parcial) fracassou na hora de fazer alguma diferença real na viabilidade a longo prazo da dívida grega, ou na situação atual do povo grego. As promessas de uma gestão mais suportável da dívida ainda são utilizadas, como um futuro sonhado. Essa é razão pela qual a experiência argentina continua sendo tão importante: porque a reestruturação de dívida não era um mote publicitário, ou uma concessão parcial, oferecida em troca de uma continuidade das relações de dependência. Ao contrário, foi massiva e imposta por um governo democrático-popular, afirmando sua independência.

Por que você sustenta que é necessário estudar as políticas desenvolvidas na América do Sul?

Justamente porque essas políticas foram inicialmente introduzidas na América do Sul, as primeiras resistências também foram articuladas nessa região. Assim, o fim da ditadura de Pinochet no Chile, o colapso do pacto de Ponto Fixo na Venezuela e o fracasso do neoliberalismo patrocinado pelo FMI na Argentina confluem numa série de projetos políticos que redirecionaram o equilíbrio do poder voltado à participação popular no processo de tomada de decisões, facilitando a incorporação socioeconômica dos setores empobrecidos e regulando os efeitos da globalização neoliberal.

– Alguns comentaristas qualificam essa tendência como “progressista”, de “esquerda” ou “populismo inclusivo”, com o objetivo de distinguir seu perfil e suas implicações políticas da extrema direita, ou do “populismo excludente”, próprio da experiência europeia.

– Minha opinião sobre esse assunto é que a maioria dos movimentos de extrema direita, nunca foram, estritamente falando, populistas, e não deveriam ser descritos como tais: seu principal ponto de referência é a “nação” – não num sentido anticolonial, mas sim no sentido étnico, inclusive racista, do termo –, e seu adversário não é esse 1% da população, os mais ricos do mundo, e sim os outros grupos étnicos: os refugiados, os imigrantes, etc. Ainda assim, a diferenciação entre a direita como ícone do populismo excludente (no modelo europeu) e a esquerda como exemplo do populismo inclusivo (no modelo sul-americano) é um primeiro passo, e importante, porque registra o potencial democrático das demandas populares e dos movimentos e partidos que as representam. O que também é interessante é que a crise econômica europeia e os efeitos da sua gestão neoliberal foram deslocando o tradicional sistema de partidos em países como a Grécia, a Espanha e Portugal, tornando possível o surgimento de outros partidos. Duas situações aparecem, a partir disso: na primeira, os países europeus – especialmente os que integram a Zona Euro – passam a estar mais limitados em suas opções, devido ao avanço da integração transnacional, algo que limita severamente o poder de suas negociações e suas chances de desafiar minimamente a hegemonia liberal pan-europeia – por exemplo, a transformação do retumbante “NÃO”, dado pelo povo grego no referendo de julho 2015, num novo acordo memorando com a troica. Creio que seria preciso uma tendência igualitária, capaz de representar uma grande variedade de países europeus, poderia reverter essa situação. Ou seja, só haverá esperança se a Espanha e outros países seguirem o exemplo da Grécia e de Portugal. O segundo desafio, é que esses projetos devem refletir sobre as limitações de projetos similares na América do Sul, os quais tiveram que enfrentar as recentes derrotas eleitorais, como no caso da Argentina e da Venezuela. É possível aprender dos acertos e também dos erros, como ficou mais evidentes no caso venezuelano? Dessa incapacidade para introduzir um modelo econômico sustentável? Desse fracasso na hora de substituir uma liderança carismática por uma crescente participação das instituições? De suas dificuldades no cultivo de um novo ethos democrático político, e novos tipos de desejo e consumo, capazes de diminuir nossa dependência da globalização neoliberal?

 

– Então, é possível pensar numa saída regional também para a América do Sul?

Esse é um enorme desafio para todas as forças que se opõem ao neoliberalismo pós-democrático. Porque não devemos esquecer que o problema – a falta de coordenação transnacional – sempre esteve presente, e é obviamente muito difícil de enfrentar. Da mesma forma, um “internacionalismo”, baseado na ONU, demonstrou ser às vezes impotente, e o problema da dívida é um bom exemplo disso. De alguma forma, as forças pós-democráticas institucionais podem se mover com eficácia entre a orquestração da ação transnacional, e, ao mesmo tempo, a manipulação das sensibilidades nacionais, quando seja necessário. A velha estratégia colonialista de “dividir para governar” é sempre útil. Em contraste a ela, a longa história dos movimentos de resistência demostra que o pensamento e a ação simultânea, a nível nacional e internacional, é extremadamente difícil de articular. Porém, algumas medidas para os processos de reestruturação da dívida soberana – iniciados com o caso da Argentina –, como a aprovação do novo marco legal na ONU, têm impacto em qualquer parte do mundo.

– Que consequências trazem a neutralização do antagonismo político, próprio da pós-democracia?

Em efeito, a orientação pós-democrática margina o antagonismo político, priorizando uma perspectiva tecnocrática das questões em jogo, e buscando a falta de alternativas. O mais importante não é seguir as prescrições universais das políticas neoliberais, mas sim estabelecer que é preciso desfrutá-las! Entretanto, os efeitos secundários das políticas desse tipo – que são usualmente impostas sob o pretexto de reduzir uma dívida artificialmente inflada – incluem o desemprego massivo, um colapso dos salários, das aposentadorias e dos programas de ajuda social, da perda de direitos sociais e trabalhistas, uma espiral descendente da mobilidade social e da expulsão da cidadania das instâncias de tomada de decisões. Posteriormente, surgem necessariamente a indignação social e os protestos. A necessidade de questionar e criticar, junto com a necessidade de limitar a concentração do poder nas mãos das elites irresponsáveis. John Keane falou sobre o que ele chama de “democracias monitoradas”, que é um uso pragmático dos procedimentos democráticos, baseados numa pressão pública para combater a concentração de um poder inexplicável. Aqui, os mecanismos de representação da sociedade civil se combinam com novas formas de monitoramento público do exercício do poder e do controle da corrupção. Não obstante, isso não deve confundir nossas práticas democráticas, para não impor a elas a necessidade de se manter numa postura meramente defensiva. Se a democracia está reduzida a uma variedade de esquemas de vigilância e mecanismos de controle que lidam com um poder que é visto como ilegítimo, então a “soberania popular”, a base da nossa tradição democrática, será perdida para sempre, e não rejuvenescida. Meu medo é que o resultado final do argumento da “democracia vigiada” seja a legitimação indireta de uma teoria elitista, e até mesmo o retorno ao liberalismo oligárquico. Nesse sentido, devemos ser claros, a democracia supõe um autogoverno no nível mais básico: se trata de uma demanda em favor da igualdade de direitos da participação na tomada de decisões, que seja capaz de convocar a totalidade dos cidadãos. Contudo, não podemos esperar que os cidadãos estejam sempre alertas, dispostos a dedicar seu tempo e sua energia em debater e decidir sobre todas as coisas. É por isso que os gregos antigos estabeleceram um conjunto de prêmios para a participação e um conjunto de castigos para aqueles que não participavam na vida democrática pública. Sabemos também, graças a Maquiavel, que uma dificuldade importante do atual cenário tem a ver com o desejo: diferente do desejo dos ricos e poderosos, baseado em possuir “mais e más”, o desejo do povo, dos marginados e oprimidos, é um desejo definido negativamente. O povo deseja, primeiro, “não ser dominado”, e certamente desejam não sê-lo de uma maneira brutal, antidemocrática e pouco digna. É por isso que as lutas populares enfrentam dificuldades em estabelecer suas metas e, paradoxalmente, tendem a aceitar os objetivos dos seus adversários. Portanto, quando um povo previamente empobrecido e excluído recupera, por exemplo, um status de classe média, pode acontecer desse mesmo povo negar sua situação passada e começar a se comportar de uma maneira hierárquica, elitista e excludente.

– Em outra entrevista, você lembrou que os regimes políticos europeus são frágeis, porque o mercado ocupa um lugar central, o que se debilita facilmente, já que nenhuma pessoa pode se apaixonar pelo mercado. Entretanto, os altos e baixos da economia mostram que o mercado também pode seduzir.

Se nos concentramos nas regiões que mencionamos, a Europa (com sua crise econômica centrada especialmente no Sul) e a América do Sul, podemos dizer que vivem uma trajetória similar, mas com uma disposição diferente das etapas históricas. A Europa, por exemplo, se enfrenta a uma crise parecida à que levou à moratória na Argentina. Com o domínio do ordoliberalismo alemão, baseado na chantagem e na extorsão, num “consentimento” forçado, onde a dívida funciona como o instrumento principal da disciplina subjetiva e coletiva. Enquanto a Argentina, depois de passar pelo colapso de um sistema construído em torno da dívida e da coerção, e após a reconstrução da sua economia e da democracia, atualmente parecem ter se esquecido das dificuldades do passado e se voltaram a abraçar as promessas de um futuro dominado por um consumo neoliberal imaginário. Muitos setores na Argentina optaram por um retorno à “normalidade”, um regresso ao capitalismo tardio. Não há nada de extremadamente inusual nisso. Sabemos, graças a Jacques Lacan, que as pessoas desejam aquilo que lhes falta. O objeto que cumpre essa função não é eterno nem fixo, está histórica e culturalmente determinado. E o mais importante, isso também pode variar entre o âmbito público e o privado. Em seu livro “Shifting Involvements”, o economista alemão Albert Hirschman demonstrou como a nossa vida pode seguir um ritmo circular, passando por períodos de intensa participação pública inspirada em ideais altruístas, ou por uma despolitização extrema nos períodos em que os interesses individuais e a realização pessoal ganham prioridade.

Fonte: Carta Maior

Grécia acerta venda de porto de Pireu à chinesa COSCO

Publicado originalmente em 08 de abril de 2016.

A Grécia irá vender a Autoridade Portuária de Pireu, o maior porto grego, à empresa chinesa de transporte marítimo COSCO, na segunda grande privatização no país desde o final do ano passado.

A venda do porto havia sido interrompida pelo governo de esquerda do primeiro-ministro grego, Alexis Tsipras, quando este venceu as eleições de janeiro do ano passado, mas foi retomada em consonância com o pacote de resgate financeiro de 86 bilhões de euros que a Grécia acertou com os parceiros da zona do euro em agosto passado.

Nesta sexta-feira, estivadores em greve marcharam no centro de Atenas para protestar contra o negócio, que temem ameaçar seus empregos. Os terminais de contêineres foram fechados em função da paralisação, e houve breves confrontos entre policiais e alguns dos manifestantes.

Conforme o acordo de 368,5 milhões de euros, assinado nesta sexta-feira pela COSCO com a agência grega de privatização, a empresa chinesa irá adquirir 51 por cento do Porto de Pireus por 208,5 milhões de euros e os 16 por cento restantes por 88 milhões depois de cinco anos e uma vez que tiver finalizado investimentos de 350 milhões de euros ao longo da próxima década.

O valor total do contrato é de 1,5 bilhão de euros, incluindo investimentos adicionais, assim como receitas de 410 milhões de euros, dividendos e juros que a Grécia espera receber segundo o acordo de concessão de 36 anos entre o Porto de Pireu e o governo.

As privatizações, um elemento de peso nos pacotes de socorro da Grécia desde 2010, geraram receitas de somente 3,5 bilhões de euros até o momento por causa da resistência política e dos entraves burocráticos.

Em janeiro, Atenas anunciou a COSCO como a única empresa na licitação do Porto de Pireu. O porto, uma rota de acesso para a Ásia, o leste da Europa e o norte da África, recebeu 16,8 milhões de passageiros e 3,6 milhões de unidades equivalentes a contêineres de 60 metros (TEUs, na sigla em inglês) em 2014.

A COSCO vem operando um dos terminais de contêineres desde 2009 e está investindo 230 milhões de euros na construção de um segundo terminal de contêineres no porto.

Fonte: DefesaNet

Qué es REALMENTE la democracia

Published on Feb 09, 2016

¿Vivimos en un país en DEMOCRACIA? ¿Sabes realmente lo que es?

#WHYMAPS

Greece: Stranded Afghans in Athens

Publicado originalmente em: 25/02/2016

The refugee crisis in Greece becomes more difficult. Macedonia will let Syrian and Iraqi refugees into and through their country, but no longer Afghans. Thousands of Afghans who have braved long trips and dangerous sea crossings are now trapped in Greece.

Fonte: United Nations High Commissioner for Refugees (UNHCR)

Keiser Report: Greece pivoting from debt slavery (E779)

Greek Voters Deliver Stunning Rebuke to Austerity

Michael Spourdalakis, Dean of the School of Economics and Politics at the University of Athens, in an interview with Dimitri Lascaris, says it is time for the Greek government to play hardball with the Troika –   July 5, 2015

DIMITRI LASCARIS: This is Dimitri Lascaris for the Real News. Over the past five months Greece’s newly-elected government led by leftist party Syriza has been locked in difficult negotiations with the ECB, the EC, and the IMF, otherwise known as the Troika, in regard to the so-called bailout of Greece. The bailout has enabled Greece to service its debts for several years, but has also obliged Greece to enact austerity measures that have resulted in a severe contraction of the Greek economy, and what the government describes as a humanitarian crisis. The new Greek government has sought to secure further funding, but has been unable to obtain it from the Troika, in order to service its debts because it felt it could not agree to the further austerity measures being demanded by its creditors.Matters came to a head last week when the Greek government felt it was presented with an ultimatum by the Troika. Rather than accept the ultimatum, the government surprised many by calling a referendum on that ultimatum. Today Greek voters said oxhi, or no, to the last offer of the Troika. Here to discuss the consequences of this vote is Michael Spourdalakis.Michael is the dean of the School of Economics and Politics at the University of Athens, and a professor of political sociology and the director of the Laboratory of Political Communication and Media Information at the university.Welcome, Michael.MICHALIS SPOURDALAKIS: Hello from Athens.LASCARIS: And thank you for joining us at this late hour.Obviously this has been an extraordinarily difficult week for the Greek government, and also for the people of Greece. Now that the referendum is over, and the oxhi vote has clearly prevailed, please tell us where the vote currently stands and what the mood is in the capital this evening.SPOURDALAKIS: Well, we have almost all the vote counted at that point, and the result is about 61.3 or around there for the no vote, and the rest is for the yes. Clearly a difference of approximately 23 points. The most optimistic prediction just as of last night for the no vote was around 10 points.So you can imagine it was a pleasant surprise, a great victory for the forces who said no to austerity primarily. The forces who sent a strong message to Europe to stop austerity policies. And a hope for agreement, an agreement with the so-called institutions. An agreement, however, who will give a bit of space to the Greek government to maneuver and put the house in order eventually for the benefit, of course, of the lower social classes.LASCARIS: Now, many, despite the landslide victory of the oxhi camp, a substantial percentage of the population did vote yes. And many observers during the week have expressed concern that the referendum might open, or reopen, old wounds from the historical battles between the right and the left in Greece. Including, particularly, the civil war that followed the second World War. What do you expect the reaction of the yes camp to be to this rather decisive defeat at the hands of those who are opposed to austerity?SPOURDALAKIS: This is correct. The yes vote campaign was crafted around a whole scenario and a [network] of scare tactics. And also they tried to rise polarization to the level that we haven’t witnessed in the last many years, in fact.However, this didn’t work out for them. Of course there was some kind of polarization. But today it was proof that that was very artificial, and this was primarily in the media but never hit the streets, or even I would add, the hearts of the Greek voters. There were no instance in the cases, as you know, as we all know, in the cases of polarization in the previous years we had some incidents that they didn’t guarantee a peaceful process around the elections.So the elections were very smooth, very peaceful, and that proved, that brought to the fore another great defeat to the media that they, in the last few months and in particular in the last week or so, that were very aggressively campaigning for the yes vote. So I don’t think–I don’t have any fear about this function of polarization.In addition to this, Prime Minister Tsipras tonight just called for a meeting of all parties’ leaders. Now, mind you, there the leader of the opposition is not going to be present because he resigned tonight.LASCARIS: That would be Antonis Samaras, the leader of the right wing–.SPOURDALAKIS: Antonis Samaras–resigned, yeah. The leader of the opposition and the previous prime minister resigned from the leadership of his party. So that risky, for many people, initiative by Tsipras to call for a referendum had many repercussions inside Greece and outside.Send a message to Europe, say yes, we want–Greece would like to be part of the European process. But part of the European process, that first of all is democratic. Secondly is, that process and this development and dynamic should be based on real dialog, solidarity, and democracy. That’s something that we haven’t seen in the past many, many years, where primarily Germany assisted with France, occasionally in fact they dictate what is happening, what is going to happen in the union, bypassing in the most arrogant way you can imagine the will of the nations. So the governments that they might have minor differences with, with that kind of leadership.The question in Europe–let me say two more phrases. The question of the referendum and the question of the relationship between Greece and Europe is not just the economic problem. The rescue, if you like, quote-unquote, plan for Greece, it has to do with the issue of democracy.Greece has been, and we all know that, the only democratic response after the crisis in Europe. And this hasn’t been appreciated by the EU’s leadership at all. It’s been disregarded. It seems to me that European leadership can much more tolerate the right-wing populismo, or even neo-nazis, so radical right expressions or responses to austerity more than the democratic response to austerity. Even this might happen to be Syriza, in other words, a radical left party.LASCARIS: Now, in the week following the announcement of the referendum, Christine Lagarde and other officials from the Troika said that the last offer put to Greece by the creditors would expire at midnight on June 30 when the current so-called bailout expired. And after that, Greece’s Prime Minister Alexis Tsipras made an offer to Greece’s creditors which many considered a substantial acceptance of the Troika’s last offer with some modifications.Those of us who negotiate for a living usually withdraw offers that we have made once our negotiating position has strengthened substantially. And the first question I have is, do you think that that offer, the one made by Prime Minister Tsipras, is now off the table? And secondly, just minutes after it became clear that the oxhi camp was going to win the renowned economist Steve Keen, who has been quite sympathetic in his public statements about the crisis to the current government, published an op-ed in Forbes magazine in which he said it was time for Yanis Varoufakis to play hardball, because his hand had been greatly strengthened in the negotiations.And so in addition to my question about whether you think that offer will be withdrawn, what do you think the essential elements of this new deal have to be in order to satisfy those 60 percent or more of the Greek electorate who voted oxhi today?SPOURDALAKIS: Okay. 61-plus percent is a, it’s a wonderful support for the government and it’s a very clear and loud voice, an anti-austerity voice, coming from the little corner of Europe, Greece, towards Europe and towards the world. However, at the same time it’s very difficult in some ways for the government to negotiate.In other words, the government cannot ignore this strong voice. Cannot ignore the will of the people which is very clear they’re not willing to make compromises. And I don’t know what the beginning of the agreement or the plan, the proposal of the agreement would be. And if in this plan would be the latest proposal that Tsipras made.However, I can suspect judging by many statements made by many officials and Tsipras himself, they are willing to compromise even the moderate Keynesian program of the, the so-called program of [Salonika] from last September, if there four–under four conditions. Pre-conditions.One, labor relations. Labor relations should be re-instated to where they were in before 2010. Number two, no cuts in wages and pensions. Number three is on the table should be an agreement about the restructuring of the debt. And number four, a generous support for development. Everything else can be renegotiated.Now, if one looks at the proposal put forward, some of the proposals [that] the responses of the Greek government to the proposals of the institutions, one might see that the spirit of these counterproposals are more or less the same–and you’re right in that regard–with the previous plans of the institutions. In other words, we collect money, we go through some kind of austerity measures in various areas, and so we can borrow money and pay our debtors.The last, however, proposal–the last few proposals, however, they wanted to follow that path but have somehow a class bias. In other words they wanted to get money from overtaxing the rich and the upper-middle class and much less the lower, the lower social strata. In fact, it has been estimated that say two-thirds of the government’s revenue should come from the upper–the upper-middle classes, and one-third the lower classes. However, it seems to me that the IMF does not want this quote-unquote class bias. They want horizontal cuts, et cetera. So that was one major friction.Now, with 62, or almost 62 percent of the no vote, probably the government will be able to push for such, for a proposal along this line, including of course the four requirements I already referred to.LASCARIS: Okay. One more question before I let you go, because I know you’re tired. It’s late at night in Athens and I appreciate you taking [inaud.]After the referendum was announced, successive leaders of the Eurozone came forward, almost a procession of them, and stated publicly that an oxhi vote would be equivalent for a vote for GREXIT. In addition–and you talked about how the polls leading up to this referendum, none of them came close to accurately predicting the size of, the margin of victory for the oxhi camp. And there are people who have said that the polls in Greece that have shown a desire to remain within the Eurozone can’t be relied upon because they’re generally commissioned by the media, which is dominated by the oligarchy.SPOURDALAKIS: One company, in fact, was very close to–one [new] company who is supposed to be very independent and doesn’t play with data. But everybody else is–almost everybody else.LASCARIS: Right. And those who’ve, who’ve cast doubt on the polls showing a desire of a majority of the population to remain within the Euro point for example to some few polls that have been done by external polling organizations like a Gallup poll in December 2014 which showed that a slight majority of Greeks wanted to return to the drachma.In light of what the performance of, the relatively poor performance of the polls in the run up to this referendum, and in light of the fact Greek voters were told quite unequivocally by the leaders of Europe that an oxhi vote would be a vote for GREXIT, couldn’t one interpret the result tonight as being a mandate for the government to take Greece out of the Eurozone?SPOURDALAKIS: No. Because that wasn’t the essence of the campaign, although that was claimed by the yes campaign. The yes campaign was not around the actual question. The yes campaign was, tried to change the discussion or the dilemma of the referendum between Euro-drachma, kind of thing. So that’s not the case.But I have to say that to get out of the Eurozone, that’s not an easy affair. That’s not very, very, very easy. The European law should be violated more than once to be able to have a result like that. European Union forms an economic and monetary union with a sole legal currency in Europe, quote-unquote. This is in the founding document of the Union. Every country member of the Union should become member of the Eurozone. Every country who is not in the Eurozone is in a temporary deviation. I don’t know if I translated that point, the term properly, from the rules of the Union. And every two years, Eurozone people go and check the economic and fiscal preconditions of every country who is not in the Eurozone to make sure that they are preparing to enter the Eurozone.Entering the Eurozone, you cannot exit. You can–because it violates the letter and the spirit of the whole union. There are various articles of many agreements, of the Lisbon agreement, of the founding document of the European Union, that do not allow that. And if the country who is a member of the Eurozone, such as Greece, who happens to fall into this, into deviation kind of a status, needs to be assisted, cannot be kicked out. Even if Greece asked to be kicked out, asked to resign from the Eurozone, this cannot be done. So it has to be a very political decision.In other words what I’m saying, it’s very, it’s impossible as the European law stands right now to kick out any country, not just Greece from the Eurozone. And it’s extremely difficult to kick a country outside the European Union as a member state. The latter is allowed under many complex and very many difficult processes.So all along, this discussion about GREXIT, it’s a bit too much. And too much economically determined. On the other hand, I understand very well that my approach here is very legalistic, and we don’t know that either one, either the economic or fiscal approach, or the legal approach, cannot beat politics. So it’s a political decision which can bypass both economic restraint and legal requirements for Greece’s membership to EU and to the Eurozone.LASCARIS: Thank you very much, Michael. I hope we’ll be able to interview you again as this important and fascinating story unfolds, and thank you for joining us this evening.SPOURDALAKIS: You are most welcome. We always wait for your solidarity, because there are a lot more interesting things for democracy and developing, and also many hopes have arise for another kind of social arrangement. More just.LASCARIS: Thank you, Michael. And this is Dimitri Lascaris for the Real News.

Fonte: TRNN

TRNN: The Modern History of the Greek Debt Crisis

John Weeks, the author of Economics of the 1%, explains the history behind the Greek debt burden –  

February 25, 2015

I’m joined by John Weeks. He is a professor emeritus at the University of London and author of his new book The Economics of the 1%: How Mainstream Economics Serves the Rich, Obscures Reality and Distorts Policy.Thank you so much for joining me again, John.JOHN WEEKS, PROFESSOR EMERITUS, UNIV. OF LONDON: Thank you.PERIES: John, so in the earlier segment, we were talking about how Greece got to where it is now–in great debt–and the new finance minister, Yanis Varoufakis, negotiating in Europe with European finance ministers and the troika on what can Greece do in order to make sure it doesn’t default, but at the same time meet its mandate and its commitment to its voters that just elected them into power.But this segment is dedicated to how Greece got there. So, John, how did Greece get there?WEEKS: Well, it’s a long story, which I’ll shorten with, you might say–which I’ll bullet-point.But first let me say one thing everybody should get sorted out, that there’s brinkmanship being played in the European Union, but it’s not by Greece. The Greek government is accused of intemperate language and pushing things to the brink. The brinksman or the brinksmen are in Germany. They aren’t in Greece.Okay. How did we get to this situation? We need to go way back. We need to go back to World War II, when Germany occupied Greece for three and a half years. The Nazis invaded Greece. They occupied it for three and a half years. For three to half years, tens of thousands of people were killed. But the relevant thing for the current Greek debt is that during that occupation, the Nazi government required the puppet government in Athens to make loans to the German government to pay for the occupying forces. You know, you might get your head around that for a moment. So you had the Greek people paying for the soldiers that were occupying them.PERIES: They were forced to do that.WEEKS: They were forced to do that. There was no choice. And loan’s at zero interest rate.At the end of World War II, the German government recognized that this was unfair and it promised to repay it. If that were now increased at the market rate of interest all those years, it would be close to 100 billion euro, about 40 percent of the Greek debt. That debt that Germany owes Greece is not included in the reparations agreements which were made in 1953, and at several other meetings that finally cleared up what Germany owed the victorious powers–by the way, Greece got relatively little of it; most of it went to the major powers, as you might expect.Okay. So why is that relevant? It means the Greek finance minister has raised this, and it is probably something that even could be litigated. But it gives a tremendous moral strength to the Greek argument. I would say that’s the first point to make about how we got here.The second point, before we actually get to the Greek debt, is in 1953 there was a meeting in London over the debts which the German government owed to the victorious powers, and banks and the governments who were the creditors received a haircut. That is to say, the German government managed to get a renegotiation of the debts that it owed, which I think under no circumstances could be considered odious, except in the sense that the German government could have said, well, we are no longer Nazis in power, so we shouldn’t have to pay this. Now all the Greek government is asking for is a similar type of treatment.So how did they get so much debt? I would say probably one of the most important things was in the 1990s, when the Greek government wanted to enter the euro. And this is an example of be careful of what you want, because you might get it. So I’d have to stabilize the drachma in order to enter into what was called exchange rate mechanism.PERIES: Explain that, John. What do you mean destabilize the drachma to enter the euro?WEEKS: In the 1990s, in the planning for the creation of the euro, every government that wanted to join the euro–I forgot the British did not want to join. But every government that wanted to join had to link to, in effect, the Deutsche Mark and hold their currencies stable in relationship to the Deutsche Mark. So their currency was only allowed to fluctuate a little bit. And at the same time, they were required to have a certain rate of inflation and fiscal deficits and debt and so on. But those things were really secondary, because a lot of people were doing a bit of quick and dirty finance about it, such as the Italians, and also the French, in order to make those rules. So the main thing is you have to stick to the movements of the Deutsche Mark.And the way the Greek government did that was by borrowing hard currency to support the drachma in relationship to the German currency. So they built much of this debt not for wild spending on social expenditures or pensions or early retirement, all of these myths about the lazy Greeks. They built most of it up in order to enter the euro.So you got to the year 2000, and they had a substantial debt. And then you come the crisis of 2008 and the bottom falls out of the European economy, revenue declines in every country in Europe, including, of course, Greece. As revenue declines, they go from a fiscal deficit of about 2 or 3 percent, not very large at all, in 2006, 2007, until–in 2000 [sic] it’s up to 15 percent of GNP.Being in the euro, they couldn’t print money. They couldn’t borrow from themselves. So, therefore what they had to do was borrow in–from commercial banks, borrow euros from commercial banks. And that’s how they built up the debt even larger.PERIES: And so now they go into a crisis where their debt is growing at a faster rate and unable to pay it back and is unable to provide any of the basic services necessary for a state to function. And they go back to be bailed out and ask for more money in order to sustain itself.WEEKS: Yeah. You’re right. I’m going to make a couple of points on that. The first point is that the actual absolute debt is more or less stable. The problem is the ratio of debt to GNP. And when you have a declining economy–you know, you don’t have to be a statistician, you don’t have to be a Nobel Prize winner in economics to realize that if one of the your measures or criterion for success, if one of those is a ratio of debt to GNP and GNP is falling, then you’re in trouble, because the major way that countries reduce the heavy debt burden is through growth, not through reduction in how much you owe. So, for example, the United States in 1945 had a deficit coming out of the war that was 250 percent of GNP. Ten years later, it was down to 100 percent.PERIES: Okay. In the minds of the troika and the European powers, how is it that austerity actually works in their mind? Because to ordinary people, this makes no sense. You know, if government cuts back, lays off people, and there’s less revenue being generated for the state by the taxes that they would be paying otherwise, how do they see the economy growing in order to be able to pay back the loans by implementing austerity?WEEKS: Well, it’s a mystery to me, but I’ll attempt to do it.You know, some people half-seriously say, well, the German government is the moving spirit by this austerity. And in German the word for debt and the word for guilt are the same word. And so there’s this underlying idea that debt is a sinful thing. I think there is some truth to that. But I don’t think the German finance minister and Merkel and so on are coming from that place.I think that there is something more sinister going on here, if I could put it that way. Much of those debts are held–Greek debts were held by German banks. And those banks wanted full payment. Just as in the 1980s, the Latin American debt crisis that U.S. banks particularly–but there were also banks in Britain and other places held a debt of Latin American countries. They were saying, we want full payment. And they kept pressing for that until you reached a point where it was obvious that it was impossible. And only then did the U.S. government step in with some mild measures to facilitate sort of a easier repayment of the debt. That was the Baker Plan and then, subsequently, another plant in the mid 1980s.What we have now is a German government still with banks that hold about 20 percent of the Greek debt, plus Germany is benefiting quite a lot from its position of control in the European Union. And it is running a large trade surplus with the rest of the European Union, with the rest of the Eurozone in particular. And I think it is to the benefit of German big business that this austerity, these austerity policies are maintained. Now, so I think that that’s partly–if you want to know the–the formal argument that–they’re down to a very simplistic argument now. They’re just saying with this huge debt, it discourages investment; until you get it down, the economy won’t recover. This is not clear.PERIES: Now, the danger of this, of course, is it’s not just Greece, but there are several other countries that are in a similar situation, as you said earlier. Now we’re looking at Spain in a similar situation. Ireland could possibly be in a similar situation. And this could grow throughout Europe to the point that their whole continent might be in crisis. So what is the solution?WEEKS: Well, first of all, let me say you’re absolutely right. And it has finally become obvious to people throughout Europe that austerity is a class question. The austerity falls on the poor and the middle class and doesn’t fall on the rich.And debt is a class question. The debt is incurred by the rich. They–for the most part the banks and other financial institutions–hold the debt, and it’s the people who pay it off.In addition, that one thing that’s been absolutely crucial to these austerity plans is the reversal of the balance of trade of the countries suffering from austerity policies, into which they’re supposed to run a net surplus and trade. Well, again, you don’t have to know a lot of economics to understand that. So not only has Greek GNP been going down, but the amount available to Greeks has been going down, because if you run a trade surplus, what that has to mean is that what you consume domestically is less than what you produce domestically. And that trade surplus is funding repayment of the debt. It is a unrequited outflow. It’s as if the German government came and picked up in big trucks, you know, Greek olive oil and Greek whatever else Greeks export and shipped it off and didn’t pay for it. That’s in effect what it’s happening. And I think in Spain, in Ireland, that’s beginning to be recognized as what is happening. I think it’s also beginning to be recognized in France. But, unfortunately, the response in France is the rise of far right, not the rise of the left, and that is a real danger.I was–up until just a few months ago, I was quite pessimistic. I thought that the austerity policies were going to provoke a rise of fascism again in Europe. But, fortunately for all of us, in Spain and Ireland and Greece, the progressives are leading the fight against austerity, and I hope that dampens down the rise of the fascists in the other countries.PERIES: Right. And, John, we’re going to be following what the Greek finance minister has tabled in terms of what’s a more rational plan for the Greek people and how the finance ministers of Europe is going to respond, as well as the troika. And I hope you join us for further analysis on this in the near future.WEEKS: Well, I would very much like to do that and I would say to all of your listeners, keep your eye on this, because this is not some strange, arcane thing that’s going on in some small country in the corner of Europe. This is something that affects all of us in every country.

Fonte:  TRNN