Egypt’s opposition forcibly muted five years since revolution

Publicado originalmente em 11 de fevereiro de 2016.

Five years after the revolution that toppled the government, Egypt has yet to achieve the movement’s democratic ideals. But there are no more protests because protests are illegal. Freedom of speech curtailed, McCarthy-esque fear pervades under President Abdel-Fattah el-Sissi, with opposition parties persecuted and former revolutionaries jailed. Special correspondent Nick Schifrin reports. PBS NewsHour.

Fonte: The Real News

Egito: A criança “estuprada por policiais com pedaço de madeira” deve ser libertada

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Um menino de 14 anos, que diz ter sido estuprado por agentes da Segurança Nacional Egípcia enquanto estava detido, deve ser libertado imediatamente e aqueles responsáveis por torturá-lo levados a justiça, declarou a Anistia Internacional.

A família de Mazen Mohamed Abdallah contou à organização que o adolescente foi constantemente torturado em custódia, recebeu choque em sua genitália e teve um bastão de madeira inserido repetidamente em seu anus, enquanto a polícia o forçava  a confessar a participação em um protesto sem autorização e no grupo banido da Irmandade Mulçumana.

Said Boumedouha, vice-diretor da Anistia Internacional Oriente Médio e Norte da África, disse que “O terrível abuso descrito por Mazen Mohammed Abdallah dá uma compreensão terrível da rotina e do uso de tortura e maus-tratos, muito difundido pelas forças de segurança egípcias nas delegacias. Esse tipo de abuso é aplicado às crianças detidas é extremamente deplorável”.

Mazen Mohamed Abdallah foi apreendido da casa de sua família no Cairo pelas forças de segurança fortemente armadas no dia 30 de setembro de 2015. Depois de questionar o adolescente em casa e vasculhar a casa e seu celular, dois oficiais da segurança nacional o vendaram e falaram para a sua mãe que iriam leva-lo para interrogar duas questões ,e depois o trariam de volta para casa. Não foi mostrado um mandado de busca ou de apreensão para a família.

Nos sete dias seguintes, Mazen ficou detido sem permissão para receber visitas ou qualquer tipo de contato com sua família ou advogados. As autoridades negaram que ele estava sob custódia quando a família o procurou em delegacias e no escritório do promotor de justiça. A família preencheu relatórios para o Ministério do Interior e para o Promotor Público sobre o desaparecimento, sem sucesso.

Mazen disse que após a sua prisão, ele foi interrogado na primeira delegacia da cidade de Nasr, no Cairo, sobre uma participação na Irmandade Mulçumana e em protestos, além de perguntas sobre nome de outros manifestantes.

Depois de negar as acusações, Mazen descreve que foi repetidamente espancado, estuprado com um pedaço de pau e levou choques, inclusive em seu pênis, até que ele estivesse disposto a “confessar qualquer coisa só para parar a tortura”.

Ele disse que os oficiais da Segurança Nacional o forçaram a memorizar “confissões” admitindo que ele fazia parte do grupo, participando nas manifestações e imprimindo folhetos incitando essas atividades.

Após ser transferido, em 7 de outubro, para a segunda delegacia da cidade de Nasr, no Cairo, Mazen contou que a tortura se intensificou e que seu anus estava machucado pelo estupro constante com um pedaço de pau. Os agentes da Segurança Nacional contaram a Mazen que ele seria questionado por outro agente no dia seguinte, e avisaram para ele que ele seria ainda mais torturado e seus pais seriam presos se ele retirasse sua “confissão”.

No dia seguinte, ele foi transferido para o escritório do procurador da Segurança Nacional. A família de Mazen só descobriu sua localização através de um contato presente no escritório, e os aconselhou a divulgarem os detalhes de sua tortura. O advogado também solicitou que a criança fosse examinada na busca de sinais de tortura, que estavam aparentes em seu corpo.

Contudo, o procurador acusou Mazen de participação em um grupo banido, protestar sem autorização e de imprimir folhetos incitando protestos. Ele foi mantido detido por 15 dias, violando o artigo 119 do Estatuto da Criança no Egito, que proíbe a detenção pré-julgamento de criança menores de 15 anos. A sua detenção continuou sendo renovada e ele agora está mantido preso por dois meses em uma cela superlotada com adultos na primeira delegacia da cidade de Nasr. Seu advogado teve o acesso ao relatório forense negado.

Mazen acabou desenvolvendo uma doença de pele devido à má condição de higiene do local. A sua família tem permissão para visitá-lo uma vez por semana, apenas por um minuto – tempo no qual a mãe consegue beijá-lo através das grades e depois sair.

Ela, em prantos, contou a Anistia Internacional:

“Nós votamos no al-Sisi para proteger meus filhos e seus futuros. Até o seu avô, de 80 anos (votou). Agora o futuro do meu filho está lesado com o incidente (de estupro). Como eu vou ensinar Mazen que ele pertence e deve amar esse país, depois de ver e passar pelo pior de tudo?”.

A Anistia Internacional documentou um aumento de relatos de tortura, casos de morte sob custódia e desaparecimentos forçados no Egito desde a entrada, em março, do Ministro de Interior Magdy Abdel Gaffar, que tem um histórico dentro da segurança nacional.

Said Boumedouha acrescentou: “As autoridades egípcias precisam lançar imediatamente uma investigação independente e imparcial sobre as alegações de Mazen Mohamed Abdallah, de que ele foi torturado por forças de segurança. Qualquer um que tenha uma evidência de envolvimento admissível na tortura deve ser julgado em um tribunal justo”.

“Mazen é acusado de nada mais do que a manifestação pacífica de pontos de vista. Deter uma criança da sua idade é ilegal e ele deve ser libertado imediatamente”.

Contexto

A Assembleia Geral das Nações Unidas e o Comitê de Direitos Humanos chamaram os Estados para evitar, sempre que possível, o uso de detenção pré-julgamento em crianças. As leis internacionais enfatizam que nenhuma criança deve ser privada de sua liberdade, ilegalmente ou arbitrariamente. A privação da liberdade de uma criança, incluindo o tempo antes do julgamento, deve ser uma medida de último recurso e implementada para o mínimo de tempo possível. As alternativas a detenção devem estar disponíveis e exploradas.

A Anistia Internacional documentou repetidos incidentes de estupro contra homens sob custódia por forças de segurança, lideradas por Hosni Mubarak e Abdel Fattah al-Sisi, incluindo casos no qual os oficiais da Guarda Nacional o usaram para forçar os detidos a “confessar”.

ENSAIO: ETIOPÍA Y EGIPTO: ¿UN NUEVO REPARTO DE LAS AGUAS DEL NILO?

ENSAIO: ETIOPÍA Y EGIPTO: ¿UN NUEVO REPARTO DE LAS AGUAS DEL NILO?

ter, 11 mar 2014 | Publicado em destaqueEnsaios

Ilustración: Migdad Eldikhery. Arabnews.com

Mario Lozano Alonso*

Durante estos últimos meses ha aparecido en los medios de comunicación el viejo asunto de la gestión de las aguas del Nilo, un tema polémico que amenaza con agriar las frágiles relaciones diplomáticas entre Egipto y Etiopía. En el centro de la cuestión se encuentra el proyecto etíope de construcción de una megapresa en el río Abbay (Nilo Azul), afluente del Nilo, al que aporta el 86% de su caudal. Dicho megaproyecto ha alarmado a Egipto, país dependiente casi en exclusiva de las aguas del Nilo, que teme una reducción considerable del caudal de agua disponible. Algunos sectores del país llegaron a sugerir que podría producirse un conflicto armado para defender los privilegios de Egipto y Sudán sobre el del agua del Nilo, obtenidos mediante tratados firmados en el siglo XX. En cualquier caso, el conflicto ha vuelto a poner sobre la mesa de los asuntos pendientes de la comunidad internacional la necesidad de reforzar el papel de la Nile Basin Initiative (NBI) como organismo encargado de la gestión de las aguas del Nilo.

Una cuenca compleja

La cuestión del Nilo no sólo afecta a Egipto, Sudán y Etiopía. Aparte de estos tres, los países que conforman la cuenca del Nilo son Burundi, Ruanda, Tanzania, Kenia, Uganda, República Democrática del Congo, Eritrea y Sudán del Sur. La cuenca supone el 10% de la superficie total del continente africano; además, como bien indica Lumumba (2007), se caracteriza porque en sólo 25 años la población de los países ribereños se duplicará, pasando de 160 a 320 millones. Dichos estados son inestables, tienen altos porcentajes de pobreza y se enfrentan a un problema de frecuentes sequías, por lo que el acceso a los recursos hídricos se ha vuelto un punto importante en sus respectivas agendas nacionales.

Cada vez son más los estados ribereños que reclaman la derogación de los viejos privilegios de Egipto y Sudán sobre las aguas del gran río. Como veremos, la construcción de una megapresa en Etiopía es el mayor desafío que se ha planteado nunca a la preeminencia egipcio-sudanesa. En cualquier caso, el asunto no es nuevo, habiendo sido siempre un tema candente en las relaciones entre Etiopía y Egipto (Erlikh, 2002).

La Gran Presa del Renacimiento Etíope

La Gran Presa del Renacimiento Etíope es un viejo sueño acariciado durante mucho tiempo por Etiopía[1], el cual se está llevando a cabo con celeridad. Sin embargo, no se construye en el cauce principal del Nilo -el Nilo Blanco, que no pasa por Etiopía-, sino en su principal tributario, el Abbay o Nilo Azul, que, además de aportar la parte del león de las aguas del Nilo, es el principal río de Etiopía. Pese a esto, hasta la fecha el aprovechamiento de sus aguas por los etíopes ha sido más bien escaso, debido a los tratados sobre la explotación de las aguas del Nilo que reparten sus aguas entre Egipto y Sudán y niegan cualquier derecho a Etiopía.

Los detalles del proyecto etíope reflejan su magnitud: la nueva presa será la mayor productora del energía de todo el continente africano con sus 6.000 MW de potencia, lo que se traduce en 15.692 GW anuales. La presa principal mide 1.780 m de ancho y 145 m de alto, mientras que la auxiliar cuenta con 4.800 m de ancho y 45 m de alto. La capacidad hídrica es igualmente impresionante: cubrirá una superficie de 1.680 kmcon nada menos que 63 billones de metros cúbicos de agua[2].

Los beneficios de la construcción de esta presa, promovida por el recientemente fallecido presidente Zenawi como la estrella de sus planes de desarrollo de infraestructuras, incluyen la creación de miles de hectáreas de cultivos de regadío tanto en Etiopía como en Sudán, además de la posibilidad de enviar la energía generada a Addis Abeba o a Jartum, la capital sudanesa, ya que ambas ciudades tienen una creciente demanda eléctrica paralela a su fuerte crecimiento demográfico.

La Presa del Renacimiento Etíope se ha convertido en un motivo de orgullo para los etíopes, que saludan la construcción de este buque insignia del desarrollismo con alborozo[3].

Los tratados del Nilo

La presa etíope violaría los acuerdos firmados durante la época colonial y poscolonial sobre el aprovechamiento de las aguas del Nilo. En el firmado en 1929 durante el dominio colonial inglés, se garantizaba a Egipto que tendría poder de decisión sobre cualquier obra que se efectuase en la cuenca, incluido el Lago Victoria. Esto suponía que si Sudán quería construir una presa en Sennar con fines irrigatorios, debía contar con el beneplácito egipcio. El reparto de aguas quedaba así: a Egipto le correspondían cada año unos 48 billones de metros cúbicos (92,3%), mientras que Sudán podía emplear 4,4 billones de metros cúbicos (el 7,7% restante) (Lumumba, 2007).

Cabría mencionar aquí que durante la época colonial el Imperio Británico llegó a sugerir al emperador Haile Selassie la construcción de una presa en el lago Tana que permitiese regular las aguas del Nilo y revolucionar el sistema de irrigación de la cuenca. El plan se atenía al sueño británico de lograr un control absoluto de toda la cuenca del Nilo, por lo que se pedía a Etiopía la cesión de la parte oeste del país al Reino Unido, algo que fue obviamente rechazado (Erlikh and Gershoni, 2000).

La construcción de la presa de Asuán en 1952 cambió el status quo. La superficie del embalse se internaba en territorio sudanés, país que acaba de independizarse, lo que hizo necesario actualizar el acuerdo de 1929[4]. Dicho nuevo reparto de las aguas del Nilo se firmó en 1959, sin que hubiera cambios en la cuota de agua correspondiente a cada país. Nuevamente no se invitó a Etiopía, país del que proceden el 86% de las aguas, ni a ningún otro estado ribereño del Nilo, envueltos en esos momentos en sus propios procesos de descolonización del Reino Unido. Este nuevo acuerdo facilitó la creación de un extenso plan de control de los recursos hídricos en ambos países mediante la construcción de multitud de presas (Mekonnen, 2010).

Una potencia emergente que necesita energía

La República Federal Etíope es desde 1995 un oasis de estabilidad si lo comparamos con el resto de países del Cuerno de África. A pesar de haber sufrido graves sequías, hambrunas asociadas a éstas y de varios conflictos militares internos –insurrecciones separatistas- y externos –guerras con Eritrea, intervencionismo militar en la descompuesta Somalia-, desde hace unos años la economía etíope crece de manera exponencial, estando entre los cinco primeros países del continente y los diez primeros del mundo que más crecen al año[5].

Con una población de más de 84.000.000 de habitantes que acaba de desbancar a Egipto del puesto de segundo país más poblado de África[6], Etiopía necesita mucha energía, y más si tenemos en cuenta que en 2001 sólo se había desarrollado el 3% del potencial hidroeléctrico del país. Por otro lado, el 83% de la población carece de acceso a la electricidad, siendo tradicional el empleo de biomasa como combustible para uso doméstico, con el consiguiente impacto medioambiental negativo (Hammond, 2013). El gabinete de Zenawi optó por un plan de construcción de centrales hidroeléctricas que permitiese al país acabar con dos problemas que tradicionalmente han lastrado su crecimiento económico: las sequías y su raquítica producción eléctrica. Para ello, se ideó un ambicioso plan de presas por toda la geografía nacional -algunas de ellas ya en marcha-, si bien la mayoría de los proyectos de ubican en la cuenca del Nilo[7].

¿Hacia una solución del problema de la cuenca del Nilo?

En este breve ensayo hemos intentado exponer la complejidad del problema de las aguas del Nilo y su gestión por parte de los países ribereños, del que la construcción de la Presa del Renacimiento  Etíope no es más que otro nuevo capítulo.

Partiendo de la base de que todos los países de la cuenca del Nilo tienen el mismo derecho a beneficiarse de la explotación de sus aguas, esto les obliga a pactar en plano de igualdad cualquier tipo de obra de gran envergadura -presas, especialmente- que quiera ejecutarse en el gran río africano, a fin de que todos puedan beneficiarse de la construcción o, al menos, que dichas infraestructuras no perjudiquen a nadie. En cualquier caso, debemos tener en cuenta la delicada situación de Egipto, Sudán y, en menor medida, Sudán del Sur, países hidrológicamente dependientes del gigante fluvial, para quienes un uso hidrológico abusivo aguas arriba podría suponer una catástrofe humana y medioambiental.

La necesidad de una gestión conjunta y controlada de las aguas del Nilo por parte de todos los países de su cuenca no es algo nuevo. Es cierto que en 1999 todos los países ribereños del Nilo crearon la Nile Bassin Initiative como organismo que había de ocuparse de dicha gestión, pero aún hoy se ciernen muchas dudas sobre su futuro, en especial porque Egipto y Sudán no están dispuestos a perder sus privilegios hidráulicos, y también por la extrema pobreza de algunos de sus miembros (Kameri-Mbote, 2005).

Además, recientemente también Uganda se ha sumado al grupo de países que reclaman su legítima parte sobre las aguas del Nilo, revitalizando un viejo proyecto de construcción de una gran presa de producción hidroeléctrica gracias a la concesión de un préstamo chino de 500 millones de dólares (Biryabarema, 2013).

Tras el golpe de estado del pasado 3 de julio, queda por ver cuál será la posición del nuevo ejecutivo egipcio, fuertemente militarizado, ante la presa etíope. Lo deseable sería que los egipcios, junto con Sudán, dejasen de esgrimir viejos privilegios obtenidos en tiempos coloniales y realizasen un acercamiento diplomático a Etiopía, ofreciendo su ayuda técnica para la ejecución del proyecto. Asimismo, debería exigirse que éste sea sostenible en términos de explotación hidráulica para los tres países, y que los beneficios de la construcción de tal proyecto sean repartidos de algún modo entre los principales afectados.

Finalmente, urge que los estados ribereños del Nilo fortalezcan el papel de la NBI a fin de que sea este organismo, y no otro u otros, quien arbitre las disputas entre los países miembros a fin de establecer un reparto equitativo de las aguas.

Bibliografía

BIRYABAREMA, E. 2013. “China revives Uganda’s biggest power dam with $500 million credit”. Reuters [Online]. Available: http://www.reuters.com/article/2013/06/14/us-uganda-electricity-idUSBRE95D0EP20130614.

ERLIKH, Ḥ. 2002. The cross and the river: Ethiopia, Egypt, and the Nile, Lynne Rienner Publishers.

ERLIKH, Ḥ. & GERSHONI, I. 2000. The Nile: Histories, Conflicts, Myths, Lynne Rienner Publishers.

HAMMOND, M. 2013. The Grand Ethiopian Renaissance Dam and the Blue Nile: Implications for transboundary water governance.

KAMERI-MBOTE, P. 2005. From conflict to cooperation in the management of transboundary waters: The Nile experience.

LUMUMBA, P. L. O. 2007. “The Interpretation of the 1929 Treaty and its Legal Relevance and Implications for the Stability of the Region”. African Sociological Review/Revue Africaine de Sociologie, 11.

MEKONNEN, D. Z. 2010. “The Nile basin cooperative framework agreement negotiations and the adoption of a ‘Water Security’paradigm: Flight into obscurity or a logical cul-de-sac?” European Journal of International Law, 21, 421-440.


[1] No en vano, durante el siglo XX se plantearon varios proyectos de construcción de presas en el cauce del Nilo Azul, aunque ninguno de ellos llegó a ser puesto en marcha. Recomendamos la lectura de la obra de Erlikh (2002) para más información a este respecto.

[2] Los datos son consultables en la página web de la Ethiopian Electric Power Corporation, empresa responsable del desarrollo del proyecto: http://www.eepco.gov.et/abouttheproject.php?pid=1&pcatid=2, y también en la propia página web del proyecto: http://grandmillenniumdam.net/

[3] A pesar del incipiente desarrollo de internet en Etiopía, la aparición de ciberactivistas a favor de la presa es un hecho notorio. Sirvan como ejemplos la página  http://www.supportgerd.org, o diferentes grupos de usuarios en redes sociales, como el de Facebook Millenium Dam Support Group (https://www.facebook.com/groups/MilleniemDam/?hc_location=stream).

[4] Sudán obtuvo la independencia en 1956.

[5] Según el Banco Mundial, el crecimiento medio de la economía etíope es del 10,6 % anual. Datos disponibles en su web: http://www.worldbank.org/en/country/ethiopia/overview

[6] Los datos sobre la población etíope se basan en estimaciones. En este caso, hemos recogido el dato ofrecido por el The World Factbook de la CIA: https://www.cia.gov/library/publications/the-world-factbook/geos/et.html. El último censo realizado en Etiopía daba una población de 73.750.932 habitantes. Esta información es consultable en la página de la Central Statistical Agency etíope: http://www.csa.gov.et/

[7] Dicho plan es consultable en la página web de la Ethiopian Electric Power Corporationhttp://www.eepco.gov.et/projectcat.php?pcatid=2

* Doctorando em Historia por la Universidad de León

Fonte: Cenário Estratégico

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“As opiniões contidas neste artigo são de única responsabilidade do referido autor e não obrigatoriamente refletem a opinião do Cenário Estratégico”

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Vídeo mostra crianças sírias refugiadas no Egito denunciando maus tratos

ONU diz que dois milhões de pessoas já fugiram da guerra civil; mais de 100 mil estão no norte da África

Segundo dados da Acnur (Agência da ONU para Refugiados) atualizados nesta segunda-feira (02/09), o número de refugiados sírios ultrapassou os dois milhões, sendo que mais de 111 mil “pessoas de interesse” estão no Egito. O governo egípcio, entretanto, estima que haja um total de 300 mil sírios no país. Destes, muitos estão sofrendo com uma súbita onda de xenofobia iniciada depois da deposição de Mohamed Mursi, em 03 de julho.

Denúncias sobre os maus tratos aos refugiados sírios já foram feitas pelo jornal britânico The Guardian e pela rede Al Jazeera, com base em informações da organização de direitos humanos Human Rights Watch. Agora, um vídeo intitulado Syrians Facing Harassment in Egypt (sírios enfrentam assédio no Egito) mostra o problema sob um ângulo mais delicado: o das crianças.

O vídeo faz parte da campanha do movimento Aazer (palavra árabe que quer dizer “vá e ajude alguém”, segundo o site do grupo) pelo fim da perseguição aos sírios no Egito. O tema é a situação de crianças como Mahmoud, cujos amigos não brincam mais com ele por causa de sua nacionalidade síria, e Ahmad, cujo pai foi preso por autoridades egípcias que invadiram sua casa sem motivo aparente.

Segundo o Aazer, tanto o novo governo do Egito quanto a mídia do país lançaram uma campanha xenofóbica contra os refugiados sírios desde a deposição de Mursi e, como resultado, estes estão sendo usados como “bodes expiatórios para os problemas domésticos do Egito”. O grupo criou uma petição contra a perseguição dos refugiados com o objetivo de conseguir 10 mil assinaturas.

De acordo com o Human Rights Watch, a polícia egípcia chegou a prender de uma vez só 72 homens e nove meninos, incluindo requerentes de asilo registrados e pelo menos nove com vistos válidos ou permissões de residência. Ao menos 14 destes foram ameaçados com deportação. O Guardian diz que o motivo é que os sírios estão sendo injustamente associados à Irmandade Muçulmana do Egito.

O Aazer também reclama das dificuldades estabelecidas pelo governo interino para a entrada de sírios no Egito. Durante o governo de Mursi, não eram necessários vistos, enquanto agora milhares de pessoas vindas da Síria são detidas nos aeroportos por falta desses documentos.

“O governo interino e as autoridades egípcias devem parar imediatamente de utilizar civis sírios como peões na política interna do Egito”, diz a página da campanha do Aazer. Entre as demandas da petição estão “o fim imediato da detenção de crianças sírias e a liberação de qualquer criança que esteja detida”, “tratamento seguro e humano para sirios no processo de renovação dos documentos oficiais” e “investigação imediata de apresentadores da mídia que incitaram contra os sírios”.

A Acnur pediu às autoridades egípcias para que cessem as deportações e para que o Egito continue protegendo os refugiados provenientes da Síria. A campanha xenófoba, entretanto, até agora não foi interrompida.

Fonte: OperaMundi

Crise no Egito abala credibilidade da política externa dos EUA

Nas ruas do Cairo, não é apenas a democracia que está em ruínas. Para muitos, a política externa americana, sua reputação e credibilidade também estão em frangalhos.

Desde a queda de Hosni Mubarak, em 2011, os Estados Unidos têm tido dificuldades para conseguir um equilíbrio entre apoiar o frágil progresso em direção à democracia e a proteção de seus interesses nacionais.

A Casa Branca vem se empenhando para trabalhar com quem quer que esteja no poder no Egito, mas acabou sem aliados e pouca influência no Cairo.

Os últimos esforços diplomáticos de Washington falharam, um após o outro. Até a remoção de Mohammed Morsi do poder, os Estados Unidos tentaram aconselhar o presidente a chegar a um meio termo com militares e manifestantes.

Presidente Barack Obama | Foto: AFP

Obama interrompeu as férias para se pronunciar sobre o Egito

O governo americano também fez um apelo aos militares para não remover Morsi. Após o golpe, o vice-secretário de Estado, Bill Burns, foi ao Cairo duas vezes tentar ajudar na mediação das tensões entre o Exército e a Irmandade Muçulmana.

Os Estados Unidos evitaram chamar a deposição de Morsi de golpe, temendo contrariar os generais egípcios e os milhões que clamavam por sua saída. Isto enfureceu a Irmandade Muçulmana e seus partidários, que se sentiram roubados de uma eleição democrática.

Por outro lado, também são criticados pelos oponentes de Morsi, que rejeitam o que consideram ter sido um “apoio americano incondicional” ao presidente deposto enquanto ele estava no poder.

Culpa

Quando o presidente Barack Obama interrompeu suas férias em Martha’s Vineyard, ele condenou veemente a violência e disse que os Estados Unidos se opõem à imposição da lei marcial no Egito. No pronunciamento, ele estampava um semblante sério, sombrio e frustrado, apesar de ter por trás um cenário de resort de verão.

“Os Estados Unidos não podem determinar o futuro do Egito”, disse ele. “Isto é uma tarefa para os egípcios. Nós não estamos do lado de nenhuma legenda partidária ou figura política”, acrescentou.

No entanto, alguns argumentam que o mero fato de que os Estados Unidos ainda estejam fornecendo ajuda militar ao Egito significa que a Casa Branca está do lado do Exército.

Enquanto isso, o general comandante do Egito, Abdul Fattah al-Sisi, critica Washington abertamente. “Vocês deixaram os egípcios. Vocês viraram as costas para eles e isso eles não vão esquecer”, disse al-Sisi em uma recente entrevista ao jornalWashington Post.

Obama reagiu dizendo disse que era tentador culpar os Estados Unidos ou o Ocidente pelo que está dando errado no Egito. “Nós estamos sendo culpados por apoiadores de Morsi. Também somos culpados pelo outro lado, como se estivéssemos o apoiando. Esta abordagem não vai ajudar em nada os egípcios a alcançarem o que desejam para seu futuro”, disse o presidente.

Cooperação

Obama cancelou um exercício militar com o Egito e disse que a ajuda militar ao país será revista.

Estados Unidos e Egito mantêm uma forte cooperação há anos e, apesar dos recentes atritos, o país árabe continua sendo um parceiro-chave dos americanos para a segurança na região. O apoio dos generais é crucial para manter a paz entre o país e Israel, assinada nos acordos de Camp David, em 1979. Washington também está preocupado com seu acesso ao Canal de Suez.

Um relatório divulgado recentemente pelo Serviço de Pesquisa do Congresso ressaltou preocupações da administração americana quanto aos meios de manter a cooperação na área de segurança com o Egito em tempos de contínuas reviravoltas nas relações entre os dois países. O documento foi elaborado antes da saída de Morsi, mas as preocupações continuam as mesmas.

O Egito concede aos Estados Unidos acesso rápido ao Canal de Suez, ao passo que outros países têm de esperar semanas para ter direito de passagem. Cerca de doze navios de guerra americanos passam todos os meses pelo canal, um atalho chave para chegar ao Iraque e ao Afeganistão.

Sem direito de passagem pelo canal, a marinha americana teria de deslocar seus navios para o Cabo da Boa Esperança, no sul da África, o que seria um desperdício de tempo.

Mas críticos da administração vêm aumentando o tom em relação à postura americana. O senador republicano John McCain vem pedido repetidamente à Casa Branca que considere a saída de Morsi um golpe e corte a ajuda ao país.

“Eu acho que é a hora de os Estados Unidos reconhecerem que o que aconteceu foi a reinstauração da ditadura militar no Cairo”, disse Tamara Wittes, da Brookings Institution e ex-autoridade do Departamento de Estado que atuou em questões envolvendo democracia no Oriente Médio durante a primeira gestão de Obama. Ela ainda considera que o Exército egípcio manterá a cooperação na área de segurança mesmo que os Estados Unidos cortem ajuda porque é de interesse do país.

Mas, por enquanto, este é um risco que os Estados Unidos não estão dispostos a correr.

Fonte: BBCBrasil

As raízes da crise egípcia

A chamada “primavera árabe” foi, de forma afoita, chamada por alguns de uma revolução. Foi muito importante, principalmente porque quebrou um eixo fundamental da política dos EUA para a região – a ditadura de Mubarak. Não por acaso o país ocupa o segundo lugar na lista de receptores de apoio militar dos EUA, só superado por Israel.

Mas como fenômeno político, foi a vitória de uma luta antiditatorial. Permitiu que novas forças laicas aparecessem, somadas à força mais tradicional da oposição à ditadura – os islâmicos, organizados na Irmandade Muçulmana.

As eleições tiveram o triunfo dos islâmicos, que derrotaram, por estreita margem, no segundo turno, um candidato ligado à ditadura do Mubarak. Eleito Morsi, foi convocada uma Assembleia Constituinte, com maioria islâmica, mas um peso importante das novas forças laicas.

O erro mais grave de Morsi foi permitir que fosse elaborada e aprovada uma Constituição conforme os valores islâmicos, que impõe esses seus valores ao conjunto da sociedade, dividida entre forças islâmicas e laicas. Somada à crise econômica – que promoveu uma forte pressão do FMI para a aceitação de um empréstimo, com a correspondente Carta de Intenções, que Morsi rejeitou, consciente do que significaria para o país, mas sem elaborar alternativas – o Egito se viu envolvido em nova onda de mobilizações, agora contra sua administração.

Sucederam-se as mobilizações gigantescas, dos dois lados, a favor e contra o governo, numa situação de empate político. Que foi desempatado pela ação do Exército, que tinha sobrevivido incólume ao fim da ditadura e agiu para derrubar o governo do Morsi.

Um golpe militar, mesmo se com apoio popular. Setores que haviam se mobilizado saudaram o golpe, acreditando que poderiam derrotar os islâmicos e acercar-se ao poder.

Mas a capacidade de resistência dos islâmicos terminou rapidamente com essa ilusão. A repressão militar não se fez tardar e a polarização entre o Exército e a Irmandade Muçulmana se impôs.

Os EUA, incomodados, porque têm no Exército seu principal aliado – por isso Obama não pode usar a palavra golpe, porque estaria obrigado a suspender os auxílios militares ao Exército – não podem aparecer publicamente apoiando a interrupção de um processo democrático, mas tampouco podem condenar o regime. 

O pior dos mundos se impôs: militarização do país – com o estado de sítio e a nomeação de governadores ligados ao militares nas províncias – e resistência dos islâmicos, com os setores laicos deslocados.

A primavera egípcia desembocou neste outono.

Por Emir Sader

Fonte: CartaMaior

Após massacre, Irmandade Muçulmana convoca “sexta-feira de raiva” no Egito

Medida é em represália ao governo interino que liberou utilização de armas letais contra manifestantes

Ainda de luto pelo massacre de mais 600 pessoas, a crise social e política do Egito ganha, cada vez mais, contornos de tensão. Na noite desta quinta-feira (15/08), o governo autorizou as Forças Armadas a utilizarem armais letais contra os manifestantes. Em represália, na manhã de hoje (16), a Irmandade Muçulmana convocou para o país uma “sexta-feira de raiva”.

O estado de emergência e o toque de recolher obrigatório amenizaram o clima de violência após massacre. No entanto, diz a imprensa local, existe a promessa de confronto entre os apoiadores do presidente deposto Mohamed Mursi e os favoráveis ao governo interino. A perspectiva é que mais de um milhão de islâmicos saiam às ruas após realizar a oração diária do meio-dia. “Vamos desafiar o estado de emergência”, bradaram os manifestantes.

Gehad El-Haddad, porta-voz da Irmandade e um dos poucos dirigentes que não foi detido, admite que os protestos poderão fazer regressar a violência, mas afirma que “depois das detenções e mortes, as emoções estão muito elevadas entre membros da Irmandade Muçulmana para serem comandadas por alguém”.

Ainda a contar o número de mortos, a promessa é de uma “sexta-feira de raiva”

Outro ingrediente que promete aumentar a tensão é que a Frente de Salvação Nacional, coligação de partidos liberais que apoiou a deposição de Mursi, pediu aos seus manifestantes para também saírem às ruas. Segundo informações da imprensa europeia, alguns bairros organizam-se para impedir a passagem dos manifestantes islâmicos pelas suas zonas. Cristãos coptas, grupo social importante do Egito, organizam-se para impedir que mais igrejas sejam atacadas.

A comunidade internacional se manifestou sobre a grave crise no Egito. O secretário-geral da OEA (Organização dos Estados Americanos), José Miguel Insulza, expressou nesta quinta-feira (16/08) sua “indignação” pela violência exercida no Egito contra os manifestantes e pediu à comunidade internacional para que ajude a sociedade egípcia “a encontrar caminhos de diálogo e negociação”.

Os membros do Conselho de Segurança da ONU assinalaram ontem (15) sua “preocupação” com a grave situação no Egito e pediram a todas partes o final da violência. Os membros do Conselho “rejeitaram toda forma de violência”, disse à imprensa a presidente de turno do órgão a embaixadora argentina, María Cristina Perceval, no final de uma reunião a portas fechadas.

Fonte: OperaMundi