A Dinamarca é a escolha chinesa para a transição verde

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Parque eólico de Middelgrunden – Øresund

Publicado originalmente em 22/09/17

No início do mês de setembro, a Dinamarca recebeu a visita do Diretor da Administração Nacional de Energia (NEA) da China, Nur Bekri, que se reuniu com o Ministro da Energia e Clima do país, Lars Christian Lilleholt, para tratar de assuntos referentes a energia verde.

A China é o maior emissor de gases de efeito estufa do mundo e planeja diminuir sua cota de poluição mediante a transição da matriz de carvão e petróleo para a energia verde. Para tanto, Pequim busca a tecnologia dinamarquesa com o objetivo de integrar cerca de 20% de sua matriz eólica, a qual apresenta carência de flexibilidade, e para a efetuação de mudanças com a diminuição do consumo de energia não fóssil até 2020.

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Brasil apresenta ações para reduzir emissão de gases do efeito estufa em cúpula da ONU

Dilma resume a posição do Brasil na COP – 15 em Copenhague

14 de Dezembro de 2009 – 20h41

Dilma: acordo climático não pode rasgar Convenção nem Protocolo

“O Brasil tem a melhor e mais detalhada proposta de redução de emissões de gases do efeito estufa entre todas as trazidas para Copenhague (Dinamarca) pelos países que buscam fechar um novo acordo climático global e não rasgará a Convenção do Clima nem jogará fora o Protocolo de Quioto para atender aos interesses dos países desenvolvidos”, disse a ministra Dilma Roussef (Casa Civil).

Dilma participou no domingo (13) de reunião na sede do Ministério e Assuntos Exteriores dinamarquês em Copenhague com cerca de 60 ministros e representantes de países envolvidos nas negociações na Conferência da ONU sobre Clima (COP 15).

A Ministra disse ainda que não haverá acordo se os mais desenvolvidos não assumirem sua responsabilidade, que inclui números mais consistentes de redução de suas emissões e financiamento às nações em desenvolvimento.

“Temos vários pontos de vista, todos legítimos em cada parte, mas temos que ter aqui um acerto com legitimidade global”, afirmou Dilma, em entrevista coletiva realizada no Hotel Island, em Copenhague. “Para haver o acordo que queremos, não podemos desfigurar tudo. Podemos sim abrir mão de algumas coisas, mas não rasgar a Convenção do Clima nem jogar fora o Protocolo de Quioto.”

Dilma Roussef reafirmou que a proposta brasileira levada a Copenhague foi elaborada atendendo aos interesses do País, mostrando que o desenvolvimento é perfeitamente compatível com a proteção do meio ambiente. Além disso, a proposta traz um nível de detalhamento que nenhum outro país fez.

É justamente esse detalhamento que agora os negociadores buscam, principalmente em relação as propostas apresentadas pelos países desenvolvidos. Segundo a ministra Dilma, uma nova reunião será realizada nesta segunda-feira (14/12) para discutir os dois principais temas – mitigação e financiamento -, com o objetivo de se chegar a um denominador comum a ser apresentado aos presidentes e primeiros-ministros na quinta-feira (17/12). Dilma afirmou que está otimista de que vai haver acordo.

Os ministros Carlos Minc (Meio Ambiente) e Dilma Roussef (Casa Civil) e o embaixador Luis Alberto Figueiredo, negociador-chefe do Brasil na reunião da ONU sobre clima (COP 15), em Copenhague, em entrevista coletiva realizada no Hotel Island, na capital dinamarquesa.
Foto: Jorge Cordeiro/PR

Responsabilidades

A ministra Dilma Roussef deixou claro que as responsabilidade sobre o clima no planeta são comuns a todos, mas devem ser diferenciadas, levando-se em conta principalmente o PIB per capital e o estoque de CO2 já emitido. Os países em desenvolvimento têm emissões per capita e estoque de CO2 muito menores do que os países desenvolvidos. Por isso a obrigatoriedade em reduzir emissões é das nações mais ricas. Além disso, os países desenvolvidos têm que se comprometer com o financiamento de ações futuras de mitigação em países em desenvolvimento.

São dois “trilhos” de negociações, afirmou Dilma, fundamentais para o sucesso da reunião climática de Copenhague. O trilho do Protocolo de Quioto exige uma redução obrigatória de emissões por parte das nações desenvolvidas e voluntárias dos em desenvolvimento. Já o trilho da Convenção do Clima, de longo prazo, prevê fundos de investimento para que os países mais pobres possam desenvolver sem poluir.

A posição brasileira, afirmou a ministra, é clara: assumir ações voluntárias de peso, como a redução significativa do desmatamento na Amazônia, a produção sustentável de biodiesel e produção de energia por meio de fontes limpas como a hidrelétrica, e ter fundos próprios, como o da Amazônia e o recém criado de Mudanças Climáticas, para desenvolver ações futuras de mitigação e proteção ambiental/climática.

A questão de se estabelecer um fundo com financiamento externo ainda não avançou muito, lembrou Dilma, porque novamente os países desenvolvidos evitam falar concretamente em números – ou seja, quanto dinheiro estariam dispostos a disponibilizar para financiar o desenvolvimento sustentável das nações mais pobres.

“Se tivermos fundos com recursos externos, iremos numa velocidade, mas se não houver esses recursos internacionais, a velocidade será menor”, disse, criticando o estágio atual das negociações, em que os países em desenvolvimento têm proposto o financiamento de suas próprias medidas mitigatórias e os desenvolvidos em nada contribuem. “É uma inversão de responsabilidades. Se os maiores emissores não colocarem dinheiro algum, não conseguiremos a redução almejada nas emissões. A conta não fechará”, afirmou a ministra.

Fonte: Blog do Planalto pescado de: http://www.vermelho.org.br/noticia.php?id_noticia=121323&id_secao=1 

Postado por

Luiz Albuquerque

ONU elogia ação da China sobre clima

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A China é hoje líder mundial na limitação às emissões dos gases-estufa“, afirmou o holandês Yvo de Boer na abertura da última reunião preparatória para a conferência do clima de Copenhague.
O representante americano no encontro de Barcelona não discordou, mas emendou uma canelada nos anfitriões. “A visão de que os EUA não estão se esforçando não é correta. Estamos fazendo mais do que a União Europeia“, disse Jonathan Pershing.
Os europeus jogaram no mesmo campo, embora com mais sutileza. “Outros países desenvolvidos deveriam demonstrar sua liderança“, declarou o sueco Andreas Carlgren, ministro do Ambiente.
Os EUA não se comprometeram até agora com nenhum número nos dois assuntos que mais importam na discussão diplomática: quanto vão cortar nas emissões de gases até 2020 (prazo final utilizado nas negociações atuais) e quanto dinheiro colocarão para financiar ações contra o aquecimento global.
Tanto o chefe da ONU quanto o representante americano fizeram questão de dizer que veem grandes diferenças entre a situação dos EUA agora e a que o país tinha em 1997, quando foi assinado o Protocolo de Kyoto, primeiro tratado global do clima.
Na época de Kyoto, a Casa Branca, então comandada por Bill Clinton, não tinha o apoio necessário no Congresso. “Havia uma grande desconexão entre a delegação dos EUA e o sentimento no Senado”, afirmou De Boer.
A pressão sobre os EUA surgiu também em evento de ONGs brasileiras em Barcelona. “Não se vai resolver o problema se o cara não aparecer [em Copenhague]. E o cara não é o Lula. É o Obama. Ele pode fazer a diferença, e não está fazendo”, disse Paulo Adário, do Greenpeace.

Clique aqui para acessar o texto na íntegra

Postado por Flávio Vieira

Projeto de Obama preocupa exportadores de países emergentes

 

É importante começarmos a estudar se estas medidas seriam admitidas pelo direito da OMC.

É importante começarmos a estudar se estas medidas seriam admitidas pelo direito da OMC.

Valor Econômico Data: 14/10/2009
Crédito: Assis Moreira

Está na mão do Senado americano o futuro perfil das relações comerciais do Brasil com os Estados Unidos. Caberá aos senadores decidir se aprovam o dispositivo que prevê a cobrança de taxas de importação sobre produtos exportados por países que não adotarem metas de redução de emissões equivalentes às americanas. Tal dispositivo foi incluído no projeto de lei de combate às mudanças climáticas apresentado pelo partido Democrata, do presidente Barack Obama, e já passou pela Câmara dos Representantes, ainda que com algumas modificações. A medida impõe, de forma unilateral, restrições a países emergentes, como o Brasil, que têm no mercado americano um de seus principais parceiros. Se aprovado o projeto, o novo cenário comercial estará entre os temas mais polêmicos da pauta da COP-15, em dezembro.

“Na hipótese de se chegar a um acordo sobre o controle das emissões em Copenhague, ou mais tarde, os países emergentes de maior participação nas emissões e de mais elevado nível econômico estarão diante da alternativa ou de aceitarem tetos de emissões ou de correrem o risco de verem suas exportações penalizadas em praticamente todos os mercados dos 36 integrantes do Anexo A – países desenvolvidos que têm metas de redução acordadas no Protocolo de Kyoto -, mais os Estados Unidos”, afirma o ex-embaixador Rubens Ricupero, atual diretor da Faculdade de Economia e Relações Internacionais da Fundação Armando Álvares Penteado (Faap).

O projeto em tramitação no Senado americano difere em muitos pontos tanto da proposta original do presidente Obama quanto da versão a provada na Casa dos Representantes. Embora a liderança democrata tenha admitido, no começo de outubro, que não dispunha dos 60 votos necessários para aprovar o projeto sem obstrução, sua simples discussão já foi suficiente para acionar um alerta amarelo entre os países exportadores ao mercado americano.

A pressão sobre os emergentes teria sido reforçada a partir da recente divulgação de um relatório do Programa das Nações Unidas para o Meio Ambiente (Pnuma) segundo o qual esses países foram responsáveis, em 2006, por 80% do aumento global das emissões de gás carbônico no planeta, cuja taxa de crescimento passou da média anual de 1,5% na década de 90 para 3,5% a partir do ano 2000. Some-se a isso a avaliação do Banco Mundial, feita em março, dos programas de gastos dos emergentes voltados para a mudança para uma de baixa emissão, que expôs uma posição nada confortável do Brasil. Nessa fotografia, a China e a Coreia do Sul, grandes exportadores de produtos manufaturados, saíram na frente e receberam a melhor avaliação entre os emergentes, aparecendo inclusive à frente do Reino Unido. Já o Brasil ficou ao lado da Rússia e da Índia, com investimentos bem menores.

Segundo Ricupero, a questão da imposição de limites aos emergentes não é importante apenas para os Estados Unidos, que tentam, com isso, proteger suas indústrias da concorrência. Ela tem destaque também na União Europeia. Ele considera praticamente inconcebível que os integrantes do Anexo A da Convenção sobre Mudança Climática admitam aceitar tetos maiores do que os estipulados pelo protocolo e se resignem a que os maiores emergentes continuem a exportar para os mercados desenvolvidos ao mesmo tempo em que se recusem em aceitar metas obrigatórias.

O dispositivo capaz de erguer barreiras no comércio com os Estados Unidos é duramente rechaçado por representantes de setores industriais brasileiros e do próprio governo. “Esse tipo de posicionamento minimiza a colaboração entre países e vai contra o princípio da sustentabilidade e ao livre comércio, vai contra tudo o que já foi discutido no Protocolo de Kyoto”, diz Jorge Soto, diretor de desenvolvimento sustentável da Braskem, que atua no setor petroquímico, com forte concorrência internacional.

Para o ex-embaixador Rubens Barbosa, presidente da Rubens Barbosa & Associados, consultoria de comércio internacional e investimentos, ao estabelecer limites de emissão para as empresas americanas, o projeto traz impactos negativos para países como o Brasil. “As empresas americanas conseguiram incluir medidas que obrigam outros países, em especial os do bloco dos emergentes, a ter conduta semelhante”.

Essas propostas colocam muitos parceiros comerciais dos Estados Unidos em uma camisa-de-força na medida em que é possível prever uma espécie de punição tarifária para aqueles que não estiverem alinhados com as metas de empresas americanas. “É uma forma de os EUA afastarem a perda de competitividade de suas empresas”, avalia Barbosa

Fonte http://www.mre.gov.br/portugues/noticiario/nacional/selecao_detalhe3.asp?ID_RESENHA=628985

 Postado por

Luiz Albuquerque