Desigualdade conspira contra democracias na América Latina e Caribe, diz Cepal

desigualdade

Nesta semana, organismo regional das Nações Unidas reduziu para 1% sua projeção de crescimento da economia da região.

América Latina e Caribe devem fechar as brechas estruturais em questões produtivas, educativas e de renda para avançar para um desenvolvimento inclusivo e sustentável, porque a desigualdade conspira contra a estabilidade das democracias, afirmou Alicia Bárcena, Secretária Executiva da Comissão Econômica para América Latina e Caribe, durante dois fóruns realizados no âmbito da VII Cúpula das Américas, que começa nesta sexta-feira (10) no Panamá.

Nesta semana, o organismo regional das Nações Unidas reduziu para 1% sua projeção de crescimento da economia da América Latina e Caribe em 2015, devido ao contexto global de desaceleração e volatilidade global. Isto implica que os países deverão redobrar seus esforços para cumprir seus objetivos de desenvolvimento com uma estratégia de longo prazo.

Alicia Bárcena participou nessa quinta-feira (9) no Fórum de Reitores das Américas 2015, inaugurado pelo presidente do Panamá, Juan Carlos Varela. Ela afirmou que é necessária uma mudança estrutural na região que contemple a diversificação da estrutura produtiva dos países – para reduzir a dependência das matérias-primas – e o fortalecimento dos setores mais intensivos em conhecimento e tecnologia.

Em uma apresentação intitulada “Visão da América Latina e do Caribe: a educação para a mudança estrutural e da igualdade”, Bárcena salientou a necessidade de vincular o sistema de ensino e o mercado de trabalho, já que o emprego na América Latina e no Caribe está concentrado em setores de baixa produtividade e salários .

Neste sentido, ela discursou pela melhoria da qualidade do ensino superior e pelo desenvolvimento de alternativas de educação pós-secundária não-universitária, considerando, especialmente que a região mostra uma grande disparidade entre a oferta e a procura de trabalho.

Na quarta-feira, a secretária executiva da Cepal expôs sobre crescimento econômico e inclusão social no Fórum da Sociedade Civil e Atores Sociais. “Devemos substituir a dinâmica do extrativismo por uma cultura da sustentabilidade”, indicou Bárcena, que se mostrou favorável a criação de pactos sociais para se chegar a transformações estruturais que requerem os países latino-americanos e caribenhos. Entre eles, destacou os pactos fiscais e de trabalho e acordos amplos nos setores produtivos e de investimento, além de avançar na governança dos recursos naturais.

A VII Cúpula das Américas, que acontece nesta sexta-feira (10) e neste sábado (11), reúne a 35 delegações de alto nível de países americanos, para discutir o tema “Prosperidade com Igualdade: o desafio da cooperação nas Américas”.

Fonte: Brasil América Economia

Fracassa tentativa da oposição de anular acordo nuclear com o Brasil

Num breve debate, partidos da coalizão do governo garantem prorrogação da parceria por mais cinco anos. Partido Verde, autor de moção pelo cancelamento, alega que pacto não condiz com atual política energética alemã.

Numa sessão de cerca de 30 minutos e com pouco menos de 50 parlamentares presentes, o Bundestag (câmara baixa do Parlamento alemão) garantiu na noite desta quinta-feira (06/11) a prorrogação do acordo nuclear entre Brasil e Alemanha por mais cinco anos.

A coalizão do governo, formada pela União Democrata Cristã (CDU) e pelo Partido Social-Democrata (SPD), votou contra a moção que pedia o cancelamento da cooperação bilateral, garantindo assim a maioria necessária para a manutenção da parceria com o Brasil. O Partido Verde, autor da moção, foi apoiado pela legenda A Esquerda.

No entanto, a CDU e o SPD se comprometeram a analisar o documento para verificar a necessidade de alterações no texto.

“Estou decepcionada, principalmente com o SPD. Tendo em vista como o partido se comportou e agiu no último governo, ele deveria ter apoiado a moção. O fim do acordo deveria ter sido importante para o SPD, devido à nossa credibilidade perante a comunidade internacional ao mostrarmos que realmente estamos falando sério sobre banir a energia nuclear”, disse a deputada Sylvia Kotting-Uhl em entrevista à DW Brasil após o plenário.

Segundo Kotting-Uhl, uma das autoras da moção do Partido Verde, agora a oposição vai exigir que as promessas de análise do acordo e alterações sejam cumpridas, garantindo que ele seja focado somente nas questões da segurança, do armazenamento do lixo atômico e do desligamento de usinas e não voltado a fomentar a geração de energia nuclear.

Agitação no plenário

Durante o debate, Kotting-Uhl e o deputado da legenda A Esquerda Hubertus Zdebel e defenderam o fim do acordo nuclear com o Brasil, alegando que a cooperação nesse setor não condiz com a atual política alemã de mudar sua matriz energética e desligar todas as usinas do país.

No entanto, o deputado da CDU Andreas Lämmel defendeu a manutenção da cooperação no setor, afirmando que o fim do acordo nuclear poderia colocar em risco a parceria entre os dois países em outras áreas. “É um erro cancelar o acordo. Cada país tem o direito de escolher sua política energética”, afirmou.

O parlamentar causou alvoroço entre os colegas verdes ao afirmar que a Alemanha possuía as usinas nucleares mais seguras do mundo e, com o acordo bilateral vigente, poderia repassar ao Brasil esse conhecimento e experiência. O deputado do Partido Verde e ex-ministro alemão do Meio Ambiente Jürgen Trittin ficou visivelmente irritado com a afirmação.

No debate, as deputadas do SPD Nina Scheer e Hiltrud Lotze também apoiaram a continuação da parceria com Brasil, mas, assim como Kotting-Uhl, ressaltaram é preciso fazer uma avaliação minuciosa do acordo para verificar se mudanças são necessárias para garantir que ele não seja destinado à construção de novas usinas ou ao uso militar da tecnologia.

Ao se pronunciar, Lotze acusou Trittin de não ter feito nada para finalizar o acordo na época em que foi ministro do Meio Ambiente.

Acordo controverso

O acordo de cooperação no setor nuclear entre os dois países foi assinado em 1975. Com ele, o Brasil se comprometia a criar um programa com empresas alemãs para a construção de oito usinas nucleares, além do desenvolvimento de uma indústria teuto-brasileira para a fabricação de componentes e combustível para os reatores.

A parceria também previa o repasse da tecnologia alemã ao país. A vigência inicial do acordo era de 15 anos, podendo ser prorrogado por períodos de cinco anos, caso nenhuma das partes o cancelasse.

Pouco do previsto na proposta inicial se concretizou. Já nos primeiros anos, o pacto começou a fracassar, devido à pressão americana, às críticas internacionais e à crise econômica que afetou o Brasil na década de 1980.

Apenas duas das oito usinas programadas saíram do papel: Angra 1 e Angra 2. Além disso, quatro anos após o início da parceria, o governo brasileiro começou a desenvolver um programa nuclear paralelo, que visava ao total conhecimento do ciclo de enriquecimento de urânio, o que possibilitaria a fabricação de uma bomba atômica.

Apesar de algumas propostas terem ficado de lado, o acordo já foi renovado cinco vezes. Para ser anulado, um dos países precisa manifestar o desejo de cancelamento um ano antes do fim da vigência. Com o resultado da votação de hoje, ele será renovado pela sexta vez em 2015.

Essa foi a segunda tentativa alemã de encerrar a parceria. Em 2004, ela esteve prestes a ser cancelada, segundo Trittin, então ministro alemão de Meio Ambiente, mas o Brasil voltou atrás.

Atualmente, no âmbito da parceria, são realizados encontros anuais entre representantes da Comissão Nacional de Energia Nuclear (CNEN) e da Sociedade Alemã para a Segurança de Usinas e Reatores Nucleares (GRS), para a troca de informações e experiências, além de workshops e cursos.

“É um erro cancelar o acordo. Cada país tem o direito de escolher sua política energética”, afirma o deputado Andreas Lämmel

Oposição vai exigir que promessas de análise do acordo e alterações sejam cumpridas, diz Sylvia Kotting-Uhl

FONTE: http://www.dw.de/fracassa-tentativa-da-oposição-de-anular-acordo-nuclear-com-o-brasil/a-18046353

Matheus Luiz Puppe Magalhaes

Coletiva Brasil – Namíbia

Fonte: Canal do Itamaraty no Yooutube

Declaração de Cartagena – Reunião de Ministros de Defesa, Justiça, Interior e Relações Exteriores da Unasul

Os Ministros das Relações Exteriores, da Defesa, da Justiça, do Interior e Segurança dos Estados membros da UNASUL reunidos na cidade de Cartagena D.T.C., em 3 e 4 de maio de 2012, e com a participação da Secretaria Geral da UNASUL:

Reafirmando que o irrestrito respeito à soberania, integridade e inviolabilidade territorial dos Estados, a não intervenção nos assuntos internos e a autodeterminação dos povos e o pleno respeito aos Direitos Humanos são elementos essenciais para consolidação da visão e a integração regional, segundo o Tratado Constitutivo da UNASUL;

Considerando a importância de fortalecer a América do Sul como uma zona de paz graças ao diálogo e ao entendimento em assuntos da defesa, segurança e cooperação regional multilateral;

Levando em conta o direito soberano que possui cada Estado para identificar suas próprias prioridades nacionais de segurança e definir suas ações em face delas e segundo seu ordenamento jurídico, respeitando o direito internacional;

Recordando a Convenção das Nações Unidas contra a Delinquência Organizada Transnacional do ano 2000 e demais instrumentos internacionais na matéria, os quais visam promover a cooperação para prevenir e combater com maior eficiência a Delinquência Organizada Transnacional;

Recordando que as condições da Segurança Cidadã melhoram mediante o pleno respeito à Dignidade, os Direitos Humanos e as Liberdades Fundamentais das pessoas, assim como a necessidade de promover o desenvolvimento econômico e social, a inclusão social, a educação e a luta contra a pobreza, as doenças e a fome;

Decidem:

1. Fortalecer as ações de cooperação contra a Delinquência Organizada Transnacional em todas as suas manifestações e as novas formas da criminalidade, assim como os desafios em matéria de Segurança Cidadã;

2. Apresentar como recomendação ao Conselho de Chefas e Chefes de Estado da UNASUL, por meio do Conselho de Ministras e Ministros das Relações Exteriores, a criação de um Conselho com o intuito de fortalecer a cooperação em matéria de Segurança Cidadã, de Justiça e a coordenação de ações contra a Delinquência Organizada Transnacional, procurando evitar a duplicação de funções com outras instâncias existentes na UNASUL.

3. Recomendar a criação de um Grupo de Trabalho que elabore, com o apoio da Secretaria Geral da UNASUL, o Estatuto e o Plano de Ação do referido Conselho.

O Grupo avaliará a possível coordenação ou a integração deste novo Conselho com o Conselho Sul-americano sobre o Problema Mundial das Drogas (CSPMD). A avaliação, o Estatuto e o Plano de Ação serão submetidos por meio do Conselho de Ministras e Ministros das Relações Exteriores da UNASUL, para a aprovação definitiva pelo Conselho de Chefas e Chefes de Estado e de Governo.

Agradecem ao Governo da Colômbia a atenção e a organização desta reunião.

Fonte: Itamaraty

A visita de Dilma a HARVARD: O que você não leu na “grande” mídia brasileira

Compartilhado do site do Nassif

Por S I SOARES

Como Harvard viu a visita de Dilma

Olá Nassif, boa tarde.

Eu li um pouco, na mídia brasileira, a respeito da visita da Presidente Dilma ao MIT, mas quase nada da visita dela a Harvard University, uma das mais importantes do mundo.

Aqui encontrei a página festiva da universidsade de Harvard e uma lembrança, o último dirigente brasileiro a visitar a universidade foi Dom Pedro II, há quase um século e meio atrás.

Segue o link –http://news.harvard.edu/gazette/story/2012/04/president-of-brazil-comes-to-harvard/

Mais um capitulo da série O BRASIL QUE O BRASIL NÃO VE.

Abraços.

President of Brazil comes to Harvard

Agreement signed, ends financial barriers for Brazilian science students

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Photos by Stephanie Mitchell/Harvard Staff Photographer
“In my capacity as president of Brazil I am here because we want to build our joint future,” said Brazil President Dilma Rousseff (left), who visited with Harvard President Drew Faust. Harvard signed a five-year agreement with the government of Brazil to eliminate financial barriers for talented Brazilian science students pursuing undergraduate and graduate studies at Harvard. 

Harvard University today signed a five-year agreement with the government of Brazil to eliminate financial barriers for talented Brazilian science students pursuing undergraduate and graduate studies at Harvard.

Under the fellowship agreement, funding provided by Brazil’s National Council for Scientific and Technological Development (CNPq) will make it possible for 30 to 40 Brazilian doctoral students, 40 postdoctoral fellows, and a small number of undergraduates who are majoring in science or engineering areas to study at Harvard. Additionally, the agreement calls for Brazil to support up to 75 Brazilian medical students during a year of study at the Harvard School of Public Health (HSPH). Brazil also has agreed to provide support for up to 25 graduate students to spend a year at Harvard’s School of Engineering and Applied Sciences (SEAS), working under the direction of an SEAS faculty member.

“Knowledge and talent know no national boundaries, and the most pressing challenges humanity faces must be considered in the broadest possible context, a context that is interdisciplinary, a context that is international,” Harvard President Drew Faust said. “With the signing of this agreement, the Brazilian government will be making a Harvard education in the fields of science and technology available to talented Brazilian students without regard to financial status, further strengthening the University’s ongoing efforts to increase access to education to the widest possible array of talent.”


President of Brazil Dilma Rousseff (left) speaks with Harvard President Drew Faust during the signing ceremony at Loeb House. Glaucius Oliva (seated from left), Jorge I. Dominguez, and Jorge Almeida Guimarães sign the agreement. 

Harvard faculty and administrators from across the University with ties to Brazil, including representatives from the David Rockefeller Center for Latin American Studies, gathered in Loeb House for the official signing.

Guests enjoyed iced tea, lemonade, and a selection of pastries and cakes before Faust escorted Brazil President Dilma Rousseff into the room. Among the guests were HSPH Dean Julio Frenk and SEAS Dean Cherry Murray, as well as several diplomats and members of Rousseff’s cabinet, including Brazil’s ministers of education and of science, technology, and innovation.

During the event, Rousseff thanked Faust and through a translator called Harvard, “one of the world’s most distinguished research and education institutions.”

“We intend to build permanent, consistent ties between [Brazil] and Harvard,” said Rousseff, indicating that she hoped the agreement would be followed by other initiatives.

Harvard Vice Provost for International Affairs Jorge I. Dominguez, Glaucius Oliva of Brazil’s National Council for Scientific and Technological Development, and Jorge Almeida Guimarães from the Brazilian Federal Agency for Support and Evaluation of Graduate Education signed the agreement as Faust and Rousseff looked on.

The signing hearkened back, Rousseff said, to the visit of Emperor of Brazil Dom Pedro II to Harvard in 1876. He had the foresight to realize then that educational ties between the country and the University “should know no boundaries.” And today, she said, Harvard and Brazil could look forward to a “joint future.”

“In my capacity as president of Brazil I am here because we want to build our joint future.”

In acknowledgement of Pedro’s historic visit, Faust presented Rousseff with a collection of documents from the Harvard Archives related to his trip including a copy of an article from a 1903 issue of the Harvard Graduates’ Magazine. In the story, then-Harvard President Charles W. Eliot called Pedro “the most assiduous visitor that I ever conducted through the University buildings, intelligently interested in a great variety of objects and ideas.”

Meanwhile, the University and Brazil also announced a visiting professorship that would send Brazilian scholars to Harvard for one-year terms.

Dominguez said, “The number of Brazilian students at Harvard has been rising over the past 20 years. There are at least two to three times as many now as there were in the 1990s, and I hope this agreement will consolidate that growth. This arrangement is extremely farsighted on the part of the Brazilian government.” Dominguez added, “It means the government is saying to its people that a Harvard education will be available to them without regard to family resources. That is a worthy goal the government of Brazil should be proud of.”

The agreement specifies that the government of Brazil will establish a fund to pay the tuition and related expenses of the students, and that all the students will go through Harvard’s normal, highly competitive admissions process, and must meet the standards that apply to all applicants.

The agreement is especially important in the case of doctoral candidates, because the training grants from the U.S. National Institutes of Health and National Science Foundation, which support American science Ph.D. candidates during their first two years of study, are only available to U.S. citizens. Under the agreement, Brazil will pay the costs for the first two years, and pay Harvard tuition for the remaining years of study, while Harvard will pick up other costs after the first two years, as it does for most U.S. students.

In addition to the agreement with CNPq to support Brazilian science students, Harvard also has signed an agreement for a visiting professorship with the Brazilian Federal Agency for Support and Evaluation of Graduate Education (CAPES/MEC). Under the five-year agreement, CAPES/MEC will annually nominate a number of outstanding candidates, whom Harvard will then consider for a one-year visiting professorship.

At the John F. Kennedy Jr. Forum April 10, President Dilma Rousseff described her country’s remarkable economic progress over the last several decades and her administration’s work in moving Brazil even further toward economic prosperity. To read the full story.

Fonte: Nassif

Dilma se reúne hoje com Obama na Casa Branca

Brasília – A presidenta Dilma Rousseff se reúne hoje (9), a partir das 11h45 (12h45 de Brasília), com o presidente dos Estados Unidos, Barack Obama, na Casa Branca, em Washington, capital norte-americana. Em discussão, pelo menos dez acordos de cooperação bilateral, nas áreas de ciência, tecnologia e energia, além de temas como a crise econômica internacional, a Conferência Rio+20 e questões de direitos humanos.

Obama e Dilma farão uma declaração à imprensa ao fim do encontro. Obama oferecerá um almoço para Dilma e, em seguida, ela se reunirá com os empresários do grupo Estados Unidos-Brasil, no Eisenhower Executive Office Building. No fim da tarde, a presidenta participa do seminário Brasil-Estados Unidos: Parceria para o Século 21, na Câmara de Comércio. Amanhã (10), ela segue para Boston, onde fará duas palestras.

Há 24  mecanismos bilaterais entre o Brasil e os Estados Unidos, alguns deles considerados prioritários, como o Diálogo de Parceria Global, o Diálogo Econômico e Financeiro e o Diálogo Estratégico sobre Energia. Um dos temas em discussão entre Dilma e Obama é a questão da concessão de vistos. Os Estados Unidos passaram a facilitar a concessão a partir deste ano e a expectativa é acabar com a obrigatoriedade do documento.

O porta-voz do Ministério das Relações Exteriores, embaixador Tovar Nunes, reiterou que a decisão é definida pelo governo norte-americano, pois a questão migratória faz parte dos temas de política interna dos países.

No ano passado, o Brasil foi o sexto país que mais enviou visitantes para os Estados Unidos – atrás do Canadá, México, Japão, Reino Unido e da Alemanha. Depois da Argentina, os Estados Unidos são os que mais enviam turistas ao Brasil.

A expectativa é que durante a visita de Dilma sejam definidas parcerias para o programa Ciência sem Fronteiras. Atualmente, dos cerca de 800 bolsistas do Ciência sem Fronteiras nos Estados Unidos, 31 estudam em oito universidades de destaque.

Paralelamente, temas da política internacional devem ser mencionados na reunião entre os dois presidentes. Assim como o Brasil, os Estados Unidos apoiam a missão do enviado especial das Nações Unidas e da Liga Árabe, Kofi Annan, à Síria. Porém, o governo brasileiro insiste na defesa da busca pelo diálogo e da negociação pacífica na região.

Dilma vai reiterar o convite para que Obama participe da Conferência Rio+20, em junho. Porém, na ocasião Obama estará a cinco meses das eleições presidenciais, nas quais tentará a reeleição, enfrentando duras críticas dos adversários e o desafio da crise econômica internacional.

A crise econômica também é tema que deve predominar na Cúpula das Américas, em Cartagena das Índias, na Colômbia, nos próximos dias 14 e 15. A cúpula virou assunto polêmico, pois alguns presidentes sul-americanos, como Hugo Chávez (Venezuela) e Evo Morales (Bolívia), ameaçaram boicotar a reunião devido à ausência de Cuba, por pressão norte-americana. A posição do Brasil é que esta deve ser a última cúpula sem Cuba.

Fonte: Agência Brasil

Brasil se prepara para ajudar Colômbia no resgate de reféns sob poder das Farc

Brasília – O Ministério da Defesa já organizou a parte logística para apoiar o governo colombiano e a Cruz Vermelha Internacional no resgate de dez reféns, mantidos em cativeiro pelas Forças Revolucionárias Armadas da Colômbia (Farc). O governo do Brasil colocará à disposição dos colombianos dois helicópteros e um avião-cargueiro Casa C-295 (C-105 Amazonas), além de uma equipe de apoio. Ainda não há definição de data nem local para a libertação dos reféns.

As autoridades brasileiras aguardam também a tramitação burocrática para a consolidação do processo de apoio ao governo da Colômbia. A solicitação é feita por meio do governo colombiano para o Ministério das Relações Exteriores, o Itamaraty, que encaminha à Defesa.

Concluído o processo burocrático e definida a data aproximada para a libertação dos reféns, as aeronaves seguirão para Manaus, no Amazonas. No local, serão transmitidas as primeiras informações e depois a equipe de apoio deve seguir viagem até São Gabriel da Cachoeira, na fronteira do Brasil com a Colômbia. Só então as Farc deverão informar o local exato do resgate.

Há um ano, a equipe brasileira, com o apoio das aeronaves, ajudou no resgate de cinco reféns, mantidos sob poder das Farc. A operação de libertação levou quatro dias, seguindo um cuidadoso cronograma definido pelo comando da guerrilha.

Em fevereiro de 2011, para garantir o resgate, as Farc fizeram uma série de exigências e o governo colombiano também. Foram assinados protocolos de segurança nos quais ficou garantida a suspensão por 36 horas das operações militares nos locais onde serão entregues os cinco reféns. Em ações anteriores, foram tomadas medidas semelhantes.

Fonte: Agencia Brasil