Resultado da cooperação internacional: joias argelinas foram expostas no Brasil

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29/08/17

Entre os dias 17 e 26 de agosto (2017), a cidade de Ouro Preto (MG) recebeu exposição de joias argelinas. Conforme informado pela Agência de Notícias Brasil-Árabe (ANBA), a produção das peças foi resultado da cooperação brasileira no país. Foram aproximadamente 500 joias expostas, entre brincos, colares, anéis e pulseiras.

A parceria Brasil-Argélia para produção de joias teve início em 2007, quando argelinos vieram ao país para conhecer seus trabalhos com pedrarias. Logo após esse primeiro contato, o Brasil realizou exposições e treinamentos localmente, participando da implantação de uma escola para formação de profissionais, em 2015.

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A Cooperação Marítima Sino-Russa de 2017

04/08/17

No fim do último mês (Julho), teve início a cooperação marítima de 2017 entre a Rússia e a China. A primeira fase do exercício ocorreu entre os dias 21 a 28 de julho, no Mar Báltico, a qual contou com a participação inédita de navios chineses na Europa e teve a colaboração de navios, aviões e helicópteros de ambos os atores. A segunda fase está marcada para ser feita em setembro deste ano (2017) no Mar de Okhotsk e no Mar do Japão.

treinamento conjunto já foi feito em diversas localidades da Ásia, tais como no Mar Amarelo (2012), no Mar do Japão (2013) e no Mar do Sul da China (2016), e tem por objetivo: aumentar a eficiência das frotas no âmbito do combate marítimo; auferir maior coerência entre as tripulações; e reforçar a lógica da cooperação entre os marinheiros.

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Problemas e futuro da cooperação inter-regional China-Rússia

Texto 4

25/04/2017, Wan Qingsong

Entreouvido na Vila Vudu:

A quem diga que ‘isso aí não me interessa’, responda:
“Interessa, sim senhor, e muito! Porque: (a) São notícias do mundo multipolar. E se é mundo multipolar interessa muito mais, em todos os casos, que os problemas do mundo unipolar dependente do dólar e de Wall Street. Porque: (b) Aí se trata de construir integração entre “regiões não adjacentes”, quer dizer, construir integração necessária para finalidades POLÍTICO-ESTRATÉGICAS, não integração determinada por destino geográfico. E porque: (c) Em todos os casos, essa discussão sempre interessará muito mais que o opininionismo tosco e tendencioso do ‘jornalismo’ Br-17, q só repete baboseiras das redes norte-americanas sobre eleições na França, ou ‘noticiário’ suposto ‘local’ e elucubrações sobre o que algum golpista diz-que pensa sobre Constituição e Lei.”

Componente crucial da parceria estratégica abrangente russo-chinesa, a cooperação regional é ponto focal para os dois países e recebe o indispensável apoio das autoridades locais e da alta cúpula do governo dos dois países. Assim, a cooperação regional tem enorme potencial em termos do desenvolvimento de relações bilaterais.

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Desigualdade conspira contra democracias na América Latina e Caribe, diz Cepal

desigualdade

Nesta semana, organismo regional das Nações Unidas reduziu para 1% sua projeção de crescimento da economia da região.

América Latina e Caribe devem fechar as brechas estruturais em questões produtivas, educativas e de renda para avançar para um desenvolvimento inclusivo e sustentável, porque a desigualdade conspira contra a estabilidade das democracias, afirmou Alicia Bárcena, Secretária Executiva da Comissão Econômica para América Latina e Caribe, durante dois fóruns realizados no âmbito da VII Cúpula das Américas, que começa nesta sexta-feira (10) no Panamá.

Nesta semana, o organismo regional das Nações Unidas reduziu para 1% sua projeção de crescimento da economia da América Latina e Caribe em 2015, devido ao contexto global de desaceleração e volatilidade global. Isto implica que os países deverão redobrar seus esforços para cumprir seus objetivos de desenvolvimento com uma estratégia de longo prazo.

Alicia Bárcena participou nessa quinta-feira (9) no Fórum de Reitores das Américas 2015, inaugurado pelo presidente do Panamá, Juan Carlos Varela. Ela afirmou que é necessária uma mudança estrutural na região que contemple a diversificação da estrutura produtiva dos países – para reduzir a dependência das matérias-primas – e o fortalecimento dos setores mais intensivos em conhecimento e tecnologia.

Em uma apresentação intitulada “Visão da América Latina e do Caribe: a educação para a mudança estrutural e da igualdade”, Bárcena salientou a necessidade de vincular o sistema de ensino e o mercado de trabalho, já que o emprego na América Latina e no Caribe está concentrado em setores de baixa produtividade e salários .

Neste sentido, ela discursou pela melhoria da qualidade do ensino superior e pelo desenvolvimento de alternativas de educação pós-secundária não-universitária, considerando, especialmente que a região mostra uma grande disparidade entre a oferta e a procura de trabalho.

Na quarta-feira, a secretária executiva da Cepal expôs sobre crescimento econômico e inclusão social no Fórum da Sociedade Civil e Atores Sociais. “Devemos substituir a dinâmica do extrativismo por uma cultura da sustentabilidade”, indicou Bárcena, que se mostrou favorável a criação de pactos sociais para se chegar a transformações estruturais que requerem os países latino-americanos e caribenhos. Entre eles, destacou os pactos fiscais e de trabalho e acordos amplos nos setores produtivos e de investimento, além de avançar na governança dos recursos naturais.

A VII Cúpula das Américas, que acontece nesta sexta-feira (10) e neste sábado (11), reúne a 35 delegações de alto nível de países americanos, para discutir o tema “Prosperidade com Igualdade: o desafio da cooperação nas Américas”.

Fonte: Brasil América Economia

Fracassa tentativa da oposição de anular acordo nuclear com o Brasil

Num breve debate, partidos da coalizão do governo garantem prorrogação da parceria por mais cinco anos. Partido Verde, autor de moção pelo cancelamento, alega que pacto não condiz com atual política energética alemã.

Numa sessão de cerca de 30 minutos e com pouco menos de 50 parlamentares presentes, o Bundestag (câmara baixa do Parlamento alemão) garantiu na noite desta quinta-feira (06/11) a prorrogação do acordo nuclear entre Brasil e Alemanha por mais cinco anos.

A coalizão do governo, formada pela União Democrata Cristã (CDU) e pelo Partido Social-Democrata (SPD), votou contra a moção que pedia o cancelamento da cooperação bilateral, garantindo assim a maioria necessária para a manutenção da parceria com o Brasil. O Partido Verde, autor da moção, foi apoiado pela legenda A Esquerda.

No entanto, a CDU e o SPD se comprometeram a analisar o documento para verificar a necessidade de alterações no texto.

“Estou decepcionada, principalmente com o SPD. Tendo em vista como o partido se comportou e agiu no último governo, ele deveria ter apoiado a moção. O fim do acordo deveria ter sido importante para o SPD, devido à nossa credibilidade perante a comunidade internacional ao mostrarmos que realmente estamos falando sério sobre banir a energia nuclear”, disse a deputada Sylvia Kotting-Uhl em entrevista à DW Brasil após o plenário.

Segundo Kotting-Uhl, uma das autoras da moção do Partido Verde, agora a oposição vai exigir que as promessas de análise do acordo e alterações sejam cumpridas, garantindo que ele seja focado somente nas questões da segurança, do armazenamento do lixo atômico e do desligamento de usinas e não voltado a fomentar a geração de energia nuclear.

Agitação no plenário

Durante o debate, Kotting-Uhl e o deputado da legenda A Esquerda Hubertus Zdebel e defenderam o fim do acordo nuclear com o Brasil, alegando que a cooperação nesse setor não condiz com a atual política alemã de mudar sua matriz energética e desligar todas as usinas do país.

No entanto, o deputado da CDU Andreas Lämmel defendeu a manutenção da cooperação no setor, afirmando que o fim do acordo nuclear poderia colocar em risco a parceria entre os dois países em outras áreas. “É um erro cancelar o acordo. Cada país tem o direito de escolher sua política energética”, afirmou.

O parlamentar causou alvoroço entre os colegas verdes ao afirmar que a Alemanha possuía as usinas nucleares mais seguras do mundo e, com o acordo bilateral vigente, poderia repassar ao Brasil esse conhecimento e experiência. O deputado do Partido Verde e ex-ministro alemão do Meio Ambiente Jürgen Trittin ficou visivelmente irritado com a afirmação.

No debate, as deputadas do SPD Nina Scheer e Hiltrud Lotze também apoiaram a continuação da parceria com Brasil, mas, assim como Kotting-Uhl, ressaltaram é preciso fazer uma avaliação minuciosa do acordo para verificar se mudanças são necessárias para garantir que ele não seja destinado à construção de novas usinas ou ao uso militar da tecnologia.

Ao se pronunciar, Lotze acusou Trittin de não ter feito nada para finalizar o acordo na época em que foi ministro do Meio Ambiente.

Acordo controverso

O acordo de cooperação no setor nuclear entre os dois países foi assinado em 1975. Com ele, o Brasil se comprometia a criar um programa com empresas alemãs para a construção de oito usinas nucleares, além do desenvolvimento de uma indústria teuto-brasileira para a fabricação de componentes e combustível para os reatores.

A parceria também previa o repasse da tecnologia alemã ao país. A vigência inicial do acordo era de 15 anos, podendo ser prorrogado por períodos de cinco anos, caso nenhuma das partes o cancelasse.

Pouco do previsto na proposta inicial se concretizou. Já nos primeiros anos, o pacto começou a fracassar, devido à pressão americana, às críticas internacionais e à crise econômica que afetou o Brasil na década de 1980.

Apenas duas das oito usinas programadas saíram do papel: Angra 1 e Angra 2. Além disso, quatro anos após o início da parceria, o governo brasileiro começou a desenvolver um programa nuclear paralelo, que visava ao total conhecimento do ciclo de enriquecimento de urânio, o que possibilitaria a fabricação de uma bomba atômica.

Apesar de algumas propostas terem ficado de lado, o acordo já foi renovado cinco vezes. Para ser anulado, um dos países precisa manifestar o desejo de cancelamento um ano antes do fim da vigência. Com o resultado da votação de hoje, ele será renovado pela sexta vez em 2015.

Essa foi a segunda tentativa alemã de encerrar a parceria. Em 2004, ela esteve prestes a ser cancelada, segundo Trittin, então ministro alemão de Meio Ambiente, mas o Brasil voltou atrás.

Atualmente, no âmbito da parceria, são realizados encontros anuais entre representantes da Comissão Nacional de Energia Nuclear (CNEN) e da Sociedade Alemã para a Segurança de Usinas e Reatores Nucleares (GRS), para a troca de informações e experiências, além de workshops e cursos.

“É um erro cancelar o acordo. Cada país tem o direito de escolher sua política energética”, afirma o deputado Andreas Lämmel

Oposição vai exigir que promessas de análise do acordo e alterações sejam cumpridas, diz Sylvia Kotting-Uhl

FONTE: http://www.dw.de/fracassa-tentativa-da-oposição-de-anular-acordo-nuclear-com-o-brasil/a-18046353

Matheus Luiz Puppe Magalhaes

Coletiva Brasil – Namíbia

Fonte: Canal do Itamaraty no Yooutube

Declaração de Cartagena – Reunião de Ministros de Defesa, Justiça, Interior e Relações Exteriores da Unasul

Os Ministros das Relações Exteriores, da Defesa, da Justiça, do Interior e Segurança dos Estados membros da UNASUL reunidos na cidade de Cartagena D.T.C., em 3 e 4 de maio de 2012, e com a participação da Secretaria Geral da UNASUL:

Reafirmando que o irrestrito respeito à soberania, integridade e inviolabilidade territorial dos Estados, a não intervenção nos assuntos internos e a autodeterminação dos povos e o pleno respeito aos Direitos Humanos são elementos essenciais para consolidação da visão e a integração regional, segundo o Tratado Constitutivo da UNASUL;

Considerando a importância de fortalecer a América do Sul como uma zona de paz graças ao diálogo e ao entendimento em assuntos da defesa, segurança e cooperação regional multilateral;

Levando em conta o direito soberano que possui cada Estado para identificar suas próprias prioridades nacionais de segurança e definir suas ações em face delas e segundo seu ordenamento jurídico, respeitando o direito internacional;

Recordando a Convenção das Nações Unidas contra a Delinquência Organizada Transnacional do ano 2000 e demais instrumentos internacionais na matéria, os quais visam promover a cooperação para prevenir e combater com maior eficiência a Delinquência Organizada Transnacional;

Recordando que as condições da Segurança Cidadã melhoram mediante o pleno respeito à Dignidade, os Direitos Humanos e as Liberdades Fundamentais das pessoas, assim como a necessidade de promover o desenvolvimento econômico e social, a inclusão social, a educação e a luta contra a pobreza, as doenças e a fome;

Decidem:

1. Fortalecer as ações de cooperação contra a Delinquência Organizada Transnacional em todas as suas manifestações e as novas formas da criminalidade, assim como os desafios em matéria de Segurança Cidadã;

2. Apresentar como recomendação ao Conselho de Chefas e Chefes de Estado da UNASUL, por meio do Conselho de Ministras e Ministros das Relações Exteriores, a criação de um Conselho com o intuito de fortalecer a cooperação em matéria de Segurança Cidadã, de Justiça e a coordenação de ações contra a Delinquência Organizada Transnacional, procurando evitar a duplicação de funções com outras instâncias existentes na UNASUL.

3. Recomendar a criação de um Grupo de Trabalho que elabore, com o apoio da Secretaria Geral da UNASUL, o Estatuto e o Plano de Ação do referido Conselho.

O Grupo avaliará a possível coordenação ou a integração deste novo Conselho com o Conselho Sul-americano sobre o Problema Mundial das Drogas (CSPMD). A avaliação, o Estatuto e o Plano de Ação serão submetidos por meio do Conselho de Ministras e Ministros das Relações Exteriores da UNASUL, para a aprovação definitiva pelo Conselho de Chefas e Chefes de Estado e de Governo.

Agradecem ao Governo da Colômbia a atenção e a organização desta reunião.

Fonte: Itamaraty