Conselho de Segurança da ONU debate aumento do risco de ataques terroristas

Autoridade política da ONU ressalta que o contínuo movimento de migração de combatentes terroristas pelo mundo e reveses militares do ISIL representam uma elevação da ameaça de ataques a alvos civis.

Publicado originalmente em:17/06/2016

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Autoridade política da ONU ressalta que o contínuo movimento de migração de combatentes terroristas pelo mundo e reveses militares do ISIL representam uma elevação da ameaça de ataques a alvos civis.

A principal autoridade política das Nações Unidas advertiu o Conselho de Segurança sobre o aumento do risco do aumento de ataques internacionais. Ele disse que a ameaça representada pelo ISIL (Da’esh) e seus associados continua a ser elevada e continua a se diversificar.

O subsecretário-geral da ONU para Assuntos Políticos, Jeffrey Feltman, afirmou ao Conselho de Segurança que os reveses militares no Iraque e na Síria podem estar fazendo com que o ISIL eleve o papel de suas afiliadas, aumentando o risco de ataques.

Ele também alertou para o influxo de armas e munição para territórios controlados pelo ISIL, além da contínua migração de combatentes terroristas pelo mundo, que entram nas áreas de conflito ou voltam a seus países de origem.

Estas observações são parte do segundo relatório do secretário-geral da ONU sobre a ameaça representada pelo ISIL (Da’esh) para a paz e segurança internacionais. O documento, lançado no final de maio, trata também dos esforços das Nações Unidas em apoio dos Estados-membros na luta contra a ameaça.

Gravidade da ameaça

O relatório destaca que, nos últimos meses, a expansão territorial do ISIL no Iraque e na Síria parou, ou até mesmo diminuiu. Pela primeira vez desde a autodeclaração do ‘Califado’, em junho de 2014, o núcleo do grupo está sofrendo pressão financeira.

Vários Estados-membros ressaltaram que o ISIL ainda não foi suficientemente enfraquecido. Eles relataram um aumento na taxa de pessoas retornando do Iraque e da Síria.

Os recentes ataques internacionais perpetrados por membros do ISIL demonstram que o grupo está agora se direcionando para uma nova fase, com a elevação do risco de que ataques a alvos civis se tornem mais frequentes.

Os ataques a Paris e a Bruxelas demonstram a habilidade do ISIL em coordenar ataques complexos e simultâneos. Enquanto as investigações continuam, já está claro que eles foram coordenados por terroristas que retornaram à Europa de territórios controlados na Síria.

O aumento da pressão sobre as finanças do ISIL na Síria e no Iraque também significa um risco maior de que o grupo vai tentar explorar outras atividades geradoras de receitas. A comunidade internacional deve permanecer alerta com diversificação dos fluxos de receita e com a expansão de meios relativamente menores.

Além disso o número de estrangeiros que se juntam à luta no Iraque e na Síria continua a aumentar. Um Estado-membro relatou que cerca de 38 mil pessoas podem ter tentado viajar para a região nos últimos anos.

Após 18 meses de presença na Líbia, estima-se que as forças de combate do ISIL já contam com cerca de 3 mil a 5 mil combatentes, na maioria estrangeiros.

No Afeganistão, apesar do recuo de seus combatentes para as áreas montanhosas, a estimativa é que o ISIL ainda conte com cerca de mil soldados, que já provaram sua habilidade de manter o território e conduzir ataques terroristas às cidades mais importantes.

Tecnologias de Informação e Comunicação

As tecnologias de informação e comunicação são um elemento essencial para ISIL, e desempenham um papel essencial no funcionamento e recrutamento do grupo e afiliados.

Embora atualmente careçam de capacidades técnicas para ataques cibernéticos contra infraestruturas críticas, o risco de que o ISIL compre ferramentas de ataque a partir da “darknet” é real e está em desenvolvimento.

Muitas empresas líderes de TIC já têm adotado medidas para prevenir o abuso de suas plataformas. O Google e o Facebook anunciaram recentemente o lançamento de campanhas anti-radicalização, a serem realizadas em conjunto com as organizações da sociedade civil.

Fonte: ONU Brasil

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ONU – “Direito sem Fronteiras – O Papel da ONU na Segurança Mundial”

Publicado em 10/12/2013

Direito sem Fronteiras – O Papel da ONU na Segurança Mundial
http://tv-justica.blogspot.com.br/

ONU – “Como funciona?”

Quando a ONU foi fundada, em 24 de outubro de 1945, ficou definido, na Carta da ONU que para seu melhor funcionamento seus membros, vindos de todos os cantos do planeta se comunicariam em seis idiomas oficiais: inglês, francês, espanhol, árabe, chinês e russo.

O orçamento regular da ONU para o biênio 2012/13 é de 5,152 bilhões de dólares e é financiado por todos os Estados-membros da Organização – dependendo da riqueza e do desenvolvimento de cada país.

De acordo com a Carta, a ONU, para que pudesse atender seus múltiplos mandatos, teria seis órgãos principais, a Assembleia Geral, o Conselho de Segurança, o Conselho Econômico e Social, o Conselho de Tutela, a Corte Internacional de Justiça e o Secretariado.

A Assembleia Geral

A Assembleia Geral da ONU é o principal órgão deliberativo da ONU. É lá que todos os Estados-Membros da Organização (193 países) se reúnem para discutir os assuntos que afetam a vida de todos os habitantes do planeta. Na Assembleia Geral, todos os países têm direito a um voto, ou seja, existe total igualdade entre todos seus membros.

Assuntos em pauta: paz e segurança, aprovação de novos membros, questões de orçamento, desarmamento, cooperação internacional em todas as áreas, direitos humanos, etc. As resoluções – votadas e aprovadas – da Assembleia Geral funcionam como recomendações e não são obrigatórias.

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As principais funções da Assembleia são:

  • Discutir e fazer recomendações sobre todos os assuntos em pauta na ONU;
  • Discutir questões ligadas a conflitos militares – com exceção daqueles na pauta do Conselho de Segurança;
  • Discutir formas e meios para melhorar as condições de vida das crianças, dos jovens e das mulheres;
  • Discutir assuntos ligados ao desenvolvimento sustentável,  meio ambiente e direitos humanos;
  • Decidir as contribuições dos Estados-Membros e como estas contribuições devem ser gastas;
  • Eleger os novos Secretários-Gerais da Organização.

O Conselho de Segurança

Conselho de Segurança é o órgão da ONU responsável pela paz e segurança internacionais. 

Ele é formado por 15 membros: cinco permanentes, que possuem o direito a veto – Estados Unidos, Rússia, Grã-Bretanha, França e China – e dez membros não-permanentes, eleitos pela Assembleia Geral por dois anos.

Este é o único órgão da ONU que tem poder decisório, isto é, todos os membros das Nações Unidas devem aceitar e cumprir as decisões do Conselho.

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Suas principais funções e atribuições são:

  • Manter a paz e a segurança internacional;
  • Determinar a criação, continuação e encerramento das Missões de Paz, de acordo com os Capítulos VI, VII e VIII da Carta;
  • Investigar toda situação que possa vir a se transformar em um conflito internacional;
  • Recomendar métodos de diálogo entre os países;
  • Elaborar planos de regulamentação de armamentos;
  • Determinar se existe uma ameaça para o paz;
  • Solicitar aos países que apliquem sanções econômicas e outras medidas para impedir ou deter alguma agressão;
  • Recomendar o ingresso de novos membros na ONU;
  • Recomendar para a Assembleia Geral a eleição de um novo Secretário-Geral.

O Conselho Econômico e Social

O Conselho Econômico e Social (ECOSOC) é o órgão coordenador do trabalho econômico e social da ONU, das Agências Especializadas e das demais instituições integrantes do Sistema das Nações Unidas.

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O Conselho formula recomendações e inicia atividades relacionadas com o desenvolvimento, comércio internacional, industrialização, recursos naturais, direitos humanos, condição da mulher, população, ciência e tecnologia, prevenção do crime, bem-estar social e muitas outras questões econômicas e sociais.

Entre suas principais funções destacam-se:

  • Coordenar o trabalho econômico e social da ONU e das instituições e organismos especializados do Sistema;
  • Colaborar com os programas da ONU;
  • Desenvolver pesquisas e relatórios sobre questões econômicas e sociais;
  • Promover o respeito aos direitos humanos e as liberdades fundamentais.

O Conselho de Tutela

Segundo a Carta, cabia ao Conselho de Tutela a supervisão da administração dos territórios sob regime de tutela internacional. As principais metas desse regime de tutela consistiam em promover o progresso dos habitantes dos territórios e desenvolver condições para a progressiva independência e estabelecimento de um governo próprio.

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Os objetivos do Conselho de Tutela foram tão amplamente atingidos que os territórios inicialmente sob esse regime – em sua maioria países da África – alcançaram, ao longo dos últimos anos, sua independência. Tanto assim que em 19 de novembro de 1994, o Conselho de Tutela suspendeu suas atividades, após quase meio século de luta em favor da autodeterminação dos povos. A decisão foi tomada após o encerramento do acordo de tutela sobre o território de Palau, no Pacífico. Palau, último território do mundo que ainda era tutelado pela ONU, tornou-se então um Estado soberano, membro das Nações Unidas.

A Corte Internacional de Justiça

A Corte Internacional de Justiça, com sede em Haia (Holanda), é o principal órgão judiciário das Nações Unidas. Todos os países que fazem parte do Estatuto da Corte – que é parte da Carta das Nações Unidas – podem recorrer a ela. Somente países, nunca indivíduos, podem pedir pareceres à Corte Internacional de Justiça.

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Além disso, a Assembleia Geral e o Conselho de Segurança podem solicitar à Corte pareceres sobre quaisquer questões jurídicas, assim como os outros órgãos das Nações Unidas.

A Corte Internacional de Justiça se compõe de quinze juízes chamados “membros” da Corte. São eleitos pela Assembleia Geral e pelo Conselho de Segurança em escrutínios separados.

O Secretariado

O Secretariado presta serviço a outros órgãos das Nações Unidas e administra os programas e políticas que elaboram. Seu chefe é o Secretário-Geral, que é nomeado pela Assembleia Geral, seguindo recomendação do Conselho de Segurança. Cerca de 16 mil pessoas trabalham para o Secretariado nos mais diversos lugares do mundo.

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Entre suas principais funções, destacam-se:

  • Administrar as forças de paz;
  • Analisar problemas econômicos e sociais;
  • Preparar relatórios sobre meio ambiente ou direitos humanos;
  • Sensibilizar a opinião pública internacional sobre o trabalho da ONU;
  • Organizar conferências internacionais;
  • Traduzir todos os documentos oficiais da ONU nas seis línguas oficiais da Organização.

Fonte: ONU – Brasil

Pepe Escobar: “How Crimea plays in Beijing”

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THE ROVING EYE
How Crimea plays in Beijing
By Pepe Escobar

“We are paying very close attention to the situation in Ukraine. We hope all parties can calmly maintain restraint to prevent the situation from further escalating and worsening. Political resolution and dialogue is the only way out.”

This, via Chinese Vice Foreign Minister Li Baodong, is Beijing’s quite measured, official interpretation of what’s happening in Ukraine, tailored for global consumption.

But here, in a People’s Daily editorial, is what the leadership is really thinking. And the focus is clearly on the dangers of regime change, the “West’s inability to understand the lessons of history”, and “the final battlefield of the Cold War.” 

Yet again the West misinterpreted China’s abstention from the UN Security Council vote on a US-backed resolution condemning the Crimea referendum. The spin was that Russia – which vetoed the resolution – was “isolated”. It’s not. And the way Beijing plays geopolitics shows it’s not. 

Oh, Samantha …
The herd of elephants in the (Ukraine) room, in terms of global opinion, is how the authentic “international community” – from the G-20 to the Non-Aligned Movement (NAM) – who has had enough of the Exceptionalist Hypocrisy Show, has fully understood, and even applauded, that at least one country on the planet has the balls to clearly say “F**k the US“. Russia under President Vladimir Putin may harbor quite a few distortions, just like any other nation. But this is not a dinner party; this is realpolitik. To face down the US Leviathan, nothing short of a bad ass such as Putin will suffice. 

NATO – or shorthand for the Pentagon dominating European wimps – keeps issuing threats and spewing out “consequences”. What are they going to do – launch a barrage of ICBMs equipped with nuclear warheads against Moscow?

Furthermore, the UN Security Council itself is a joke, with US ambassador Samantha “Nothing Compares to You” Power – one of the mothers of R2P (“responsibility to protect”) – carping on “Russian aggression”, “Russian provocations” and comparing the Crimean referendum to a theft. Oh yes; bombing Iraq, bombing Libya and getting to the brink of bombing Syria were just innocent humanitarian gestures. Samantha The Humanitarian arguably gives a better performance invoking Sinead O’Connor in her shower.

Russian ambassador Vitaly Churkin was polite enough to say, “these insults addressed to our country” are “unacceptable”. It’s what he added that carried the real juice; “If the delegation of the United States of America expects our cooperation in the Security Council on other issues, then Power must understand this quite clearly.”

Samantha The Humanitarian, as well as the whole bunch of juvenile bystanders in the Obama administration, won’t understand it. Russia’s Deputy Foreign Minister Sergei Ryabkov gave them a little help; Russia didn’t want to use the Iranian nuclear talks to “raise the stakes”, but if the US and the EU continue with their sanctions and threats, that’s what’s going to happen. 

So the plot thickens – as in a closer and closer strategic partnership between Tehran and Moscow.

Secessionists of the world, unite? 
Now imagine all this as seen from Beijing. No one knows what exactly goes on in the corridors of the Zhongnanhai, but it’s fair to argue there’s only an apparent contradiction between China’s key principle of non-interference in the internal affairs of sovereign states, and Russia’s intervention in Crimea. 

Beijing has identified very clearly the sequence of affairs; long-running Western interference in Ukraine via NGOs and the State Department; regime change perpetrated with the help of fascists and neo-nazis; a pre-emptive Russian counterattack which can be read as a by-the-book Samantha The Humanitarian R2P operation (protecting Russians and Russian speakers from a second coup planned in Crimea, and thwarted by Russian intelligence.) 

On top of it Beijing well knows how Crimea has been essentially Russian since 1783; how Crimea – as well as a great deal of Ukraine – fall smack into Russian civilization’s sphere of influence; and how Western interference directly threatened Russia’s national security interests (as Putin made it clear.) Now imagine a similar scenario in Tibet or Xinjiang. Long-running Western interference via NGOs and the CIA; a take over by Tibetans in Lhasa or Uighurs in Kashgar of the local administration. Beijing could easily use Samantha’s R2P in the name of protecting Han Chinese.

Yet Beijing (silently) agreeing to the Russian response to the coup in Kiev by getting Crimea back via a referendum and without a shot fired does not mean that “splittists” Tibet or Taiwan would be allowed to engage in the same route. Even as Tibet, more than Taiwan, would be able to build a strong historical case for seceding. Each case bears its own myriad complexities.

The Obama administration – like a blind Minotaur – is now lost in a labyrinth of pivots of its own making. A new Borges – that Buddha in a gray suit – is needed to tell the tale. First there was the pivoting to Asia-Pac – which is encircling of China under another name – as it’s well understood in Beijing. 

Then came the pivoting to Persia – “if we are not going to war”, as that Cypher in Search of an Idea, John Kerry, put it. There was, of course, the martial pivoting to Syria, aborted at the last minute thanks to the good offices of Moscow diplomacy. And back to the pivoting to Russia, trampling the much-lauded “reset” and conceived as a payback for Syria.

Those who believe Beijing strategists have not carefully analyzed – and calculated a response – to all the implications of these overlapping pivots do deserve to join Samantha in the shower. Additionally, it’s easy to picture Chinese Think Tankland hardly repressing its glee in analyzing a hyperpower endlessly, helplessly pivoting over itself.

While the Western dogs bark …
Russia and China are strategic partners – at the G-20, at the BRICS club of emerging powers and at the Shanghai Cooperation Organization (SCO). Their number one objective, in these and other forums, is the emergence of a multipolar world; no bullying by the American Empire of Bases, a more balanced international financial system, no more petrodollar eminence, a basket of currencies, essentially a “win-win” approach to global economic development. 

A multipolar world also implies, by definition, NATO out of Eurasia which is from Washington’s point of view the number one reason to interfere in Ukraine. In Eurasian terms, it’s as if – being booted out of Afghanistan by a bunch of peasants with Kalashnikovs – NATO was pivoting back via Ukraine.

While Russia and China are key strategic partners in the energy sphere – Pipelineistan and beyond – they do overlap in their race to do deals across Central Asia. Beijing is building not only one but two New Silk Roads – across Southeast Asia and across Central Asia, involving pipelines, railways and fiber optic networks, and reaching as far as Istanbul, the getaway to Europe. Yet as far as Russia-China competition for markets go, all across Eurasia, it’s more under a “win-win” umbrella than a zero-sum game. 

On Ukraine (“the last battlefield in the Cold War”) and specifically Crimea, the (unspoken) official position by Beijing is absolute neutrality (re: the UN vote). Yet the real deal is support to Moscow. But this could never be out in the open, because Beijing is not interested in antagonizing the West, unless heavily provoked (the pivoting becoming hardcore encirclement, for instance). Never forget; since Deng Xiaoping (“keep a low profile”) this is, and will continue to be, about China’s “peaceful rise”. Meanwhile, the Western dogs bark, and the Sino-Russian caravan passes. 

Pepe Escobar is the author of Globalistan: How the Globalized World is Dissolving into Liquid War (Nimble Books, 2007), Red Zone Blues: a snapshot of Baghdad during the surge (Nimble Books, 2007), and Obama does Globalistan (Nimble Books, 2009).

He may be reached at pepeasia@yahoo.com.

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