Cresce resistência do HIV a tratamentos disponíveis e amplamente difundidos, alerta OMS

03-09-2016IvoireAIDS

Jovem vivendo com HIV recebe tratamento antirretroviral na Costa do Marfim. Foto: UNICEF/Olivier

21/07/17

Em relatório divulgado nesta semana (20), a Organização Mundial da Saúde (OMS) alerta para a crescente resistência do HIV a medicamentos usados para mitigar as consequências da infeção. Em seis dos 11 países avaliados na África, Ásia e América Latina pela agência da ONU, mais de 10% das pessoas que iniciaram a terapia antirretroviral apresentaram uma cepa do vírus resistente a alguns dos remédios mais amplamente utilizados no tratamento.

O patamar dos 10% é um parâmetro definido pelo organismo internacional. Uma vez atingido, esse limite indica que nações precisam avaliar urgentemente seus programas de tratamento.

Os seis países que alcançaram o patamar de risco foram Argentina, Guatemala, México, Namíbia, Nicarágua, Uganda e Zimbábue. O Brasil está entre os 11 Estado-membros analisados no relatório, mas o país não registrou o nível de resistência que preocupa a OMS.

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El País: Merkel afaga Argentina em giro na América Latina que exclui Brasil

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O presidente da Argentina, Mauricio Macri, recebe na Casa Rosada a chanceler alemã, Angela Merkel.

08/06/2017

Chanceler alemã e Macri se unem contra Trump e por livre comércio às vésperas de troca no G20

Já é uma constante em seu primeiro ano e meio de mandato: Mauricio Macri recebe notícias muito melhores do exterior do que de sua terra. Aplaudido pelos países centrais, que agradecem por ter acabado com 13 anos de kirchnerismo, o presidente argentino recebeu a visita que faltava para fechar o círculo do retorno de seu país ao eixo central das relações internacionais: a chanceler alemã Angela Merkel chegou a Buenos Aires com a intenção de fortalecer as relações, mostrar seu apoio a Macri e passar o bastão do G-20, do qual foi a anfitriã este ano e que em 2018 acontecerá na Argentina. Merkel passará ainda pelo México, também membro do G20, mas o Brasil, outro país latino-americano do grupo e em profunda crise doméstica, não foi incluído no périplo.

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Published on Jul 11, 2016

The Economist

Cristina Kirchner: América Latina está recuando politicamente

Publicado originalmente em: 23/07/2016

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Kirchner, que deixou o poder em dezembro de 2015, se reuniu pela primeira vez depois disso com os jornalistas em sua casa na cidade de El Calafate, no sul da Argentina, recebendo os representantes de mídia estrangeira, incluindo emissoras de Telesur e Al-Jazeera, RIA Novosti, Reuters e NODAL, bem como a edição La Jornada.

A ex-presidenta da Argentina, Cristina Kirchner, acredita que todas as acusações contra ela são desprovidas de fundamento, mas diz que não tem medo da prisão.

“Se você olhar para os jornais ao longo dos últimos três ou quatro anos, verá que eles disseram abertamente que quando eu deixasse o poder, eu teria problemas graves com os tribunais. Será que os jornalistas são clarividentes, ou eram precisamente eles quem tem estado envolvido nesta operação midiático-judicial”, disse ela.

Também durante seu discurso, a ex-presidenta da Argentina Cristina Kirchner apelou ao estudo aprofundado e autêntico da história, observando que as potências mundiais, especialmente os Estados Unidos, interpretam “de sua própria maneira” os fatos históricos e introduzem-nos na consciência de massas.

“A indústria cinematográfica americana é uma máquina para produção e transmissão da cultura e da história contada, é claro, por Hollywood. Quando assiste a um filme sobre a Segunda Guerra Mundial, parece que foram apenas os ianques que obtiveram a vitória”, disse ela.

Falando sobre a ameaça do terrorismo, Kirchner disse que a comunidade internacional deve elaborar o mais rapidamente possível uma nova estratégia de combate, porque os métodos antigos já não fazem efeito.

“Vivemos num mundo muito complexo, num mundo onde não existe uma estratégia clara para combater o terrorismo. Isso impõe a responsabilidade às potências mundiais”, disse Kirchner.

“Eu acho que agora se observa uma falta de liderança na questão do desenvolvimento de uma estratégia diferente para essa luta. Se, no entanto, os velhos métodos continuarem sendo usados — a conquista de países e bombardeio — o mundo ficará pior e pior”, disse ela.

A ex-presidenta argentina Cristina Kirchner destacou que a Argentina, e a América Latina no seu todo, tem passado nos últimos meses por um recuo político que é acompanhado do crescente interesse dos EUA pela região.

“Eu acho que há um retrocesso no que se refere aos governos nacionais e populares da região, há um avanço do que podemos chamar de ‘direita conservadora’, ‘restauradora'”, afirmou a ex-presidenta, acrescentando que já foi abandonada a ideia de unidade regional que prevaleceu tanto no espírito do Mercosul, como da Unasul e da CELAC.

De acordo com ela, desde 2001, depois do ataque de 11 de setembro, os EUA deixaram de intervir na região porque apareceram outras prioridades.

“Essas prioridades se mantêm até hoje, mas os EUA começam novamente a olhar para a região, que sempre foi considerada quase como seu próprio reservatório de alimentos, energia, águas subterrâneas e minerais”, disse Kirchner.

Além disso, Cristina Kirchner notou que o recuo na Argentina apenas é visível analisando dados estatísticos:

“Em 10 de dezembro do ano passado, a Argentina já atingiu o menor nível de endividamento externo em moeda estrangeira em sua história. Nunca tivemos esse nível de redução da dívida”.
O engraçado, segundo ela, é que “o governo conseguiu esta redução da dívida depois de receber o país com a maior dívida soberana do mundo, desemprego de dois dígitos, altos níveis de desemprego e de pobreza”.

Fonte: Sputnik

Cresce o conflito social na Argentina

Publicado originalmente em: 18/07/16

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A jornada de protesto, que passou de um “panelaço” a um grande “barulhaço” e foi sentida por toda Argentina contra o aumento de tarifas, foi um sinal claro de esgotamento de um modelo de gestão.

O governo de Mauricio Macri fechou sua semana mais complicada em relação à política equilibrista que desenvolve desde o início de seu mandato entre o bem-estar dos setores mais concentrados da economia e a marginalidade à que pretende confinar as maiorias sociais e organizadas.

A mudança de cenário aconteceu na última quinta-feira, quando milhares de argentinos saíram a protestar nas ruas dos principais centros urbanos do país contra as políticas de ajuste, inflação e desemprego que o Governo Nacional promove.

Ainda que os grandes meios “hegemônicos” de comunicação quiseram minimizar o efeito do ato, o barulho das panelas e as buzinas dos carros deram uma sacudida na Casa Rosada, alertando boa parte da oposição a reconfigurar suas estratégias.

Os setores políticos entenderam que o povo dizia “basta”, impunha limites e designava culpados.

O partido oficialista de Cambiemos, como toda reação, saiu a tocar campainhas para tirar foto com vizinhos zelosamente pré-selecionados.

Nem o Presidente, nem nenhum outro membro do gabinete disse algo sobre o protesto nacional; muito menos adotar algum tipo de medida que tivesse por objeto reverter o estado de crise que o país vive.

O estado da situação é delicado. A partir de vários setores, sindicatos, acadêmicos, cooperativos e políticos alertam sobre as consequências que o modelo econômico imposto por Macri está deixando e o crescente espírito de instabilidade social. A pobreza traz consigo a resistência e um campo de maior conflitos.

As fotos adocicadas com a Sociedade “Golpista” Rural, o desfile de alguns cúmplices da última ditadura cívico-militar pelas ruas de Buenos Aires e a convocação à casa de Governo de membros de um partido neonazi são cartões-postais do passado imediato mais sangrento do país, que mostra suas intenções de retornar.

E um capítulo aparte é a repressão selvagem no engenho Ledesma, na província de Jujuy, que se deu na última quinta-feira quando os trabalhadores da produção de açúcar cumpriam com uma paralisação por tempo indeterminado.

A ação dos efetivos de infantaria deixou mais de 80 feridos pelas balas de borracha e gás lacrimogêneo, a grande imprensa não reportou nada disso, nem sequer fez alusão.

A greve continua. Os trabalhadores continuam na rota nacional 34 e mantêm bloqueado o acesso à localidade de Libertador San Martín, onde é a sede da companhia da família Blaquier. O governo provincial de Gerardo Morales ordenou a conciliação obrigatória, mas o sindicato decidiu não acatar.

Apenas oito meses depois de começar sua gestão, Mauricio Macri gerou vários milhões de novos pobres, mais de 200 mil trabalhadores perderam seus empregos, só no último mês fecharam suas portas 20 mil pequenas e médias empresas. Caiu para quase 20 pontos o consumo e a inflação é histórica.

Como ficaram longe os slogans de campanha “Pobreza zero”; “Revolução da alegria” ou a mais recente das frases de efeito: “Segundo Semestre”, o paraíso perdido.

Se as coisas continuarem assim, nem a espessa cortina de fumaça que representa a suposta “pesada herança” da gestão anterior, nem as causas agitadas midiaticamente contra ex-funcionários conseguirão frear o avanço dos setores populares.

* O autor é jornalista argentino que colabora com a Prensa Latina.

Fonte: Prensa Latina

Jornal mexicano critica Macri por suspender RT na Argentina

Publicado originalmente em: 12/06/2016

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O jornal mexicano La Jornada criticou em um editorial o presidente da Argentina, Mauricio Macri, pela decisão de suspender o canal RT da grade de canais abertos no país.

“Por que não declaram Macri um inimigo da liberdade de expressão, como estão fazendo com (Nicolás) Maduro?”, pergunta o diário em um editorial diário chamado Rayuela, atribuído à direção do jornal.

O diário publicou, além disso, uma reportagem de sua correspondente em Buenos Aires, Stella Calloni, no qual explica como o governo argentino decidiu suspender as transmissões do canal RT.

O artigo indica que grupos de jornalistas advertiram que a decisão do governo Macri “ é parte de uma nova escalada de censura e vai contra a liberdade de expressão e os milhões de argentinos que tinham acesso a uma informação internacional de primeira linha, como aconteceu também com a rede de TV Telesur”, uma iniciativa regional idealizada pelo ex-presidente venezuelano Hugo Chávez.

Os planos da estatal Rádio e Televisão Argentina (RTA) são de excluir o canal internacional das transmissões em TV aberta a partir de agosto. A RT continuará disponível no país apenas em canais de TV a cabo.

A RT entrou na rede estatal da Argentina em outubro de 2014 por meio de um convênio assinado pelo presidente russo, Vladimir Putin, e a então presidente argentina,Cristina Kirchner.

A rede de TV RT é composta por três canais de notícias que transmitem 24 horas por dia desde Moscou para mais de 100 países em espanhol, inglês e árabe;  o canal RT America, que transmite desde seus estúdios próprios em Washington; um canal de documentários; e a agência global de vídeos RUPTLY, que oferece material exclusivo a redes de todo o mundo.

Fonte: Sputnik

Primeira visita de um ministro do Comércio britânico à Argentina em 10 anos

Publicado  em: 05/05/2016

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Mark Price se converteu nesta quinta-feira no primeiro ministro britânico do Comércio a visitar a Argentina em 10 anos, o que Londres interpretou como um sinal de melhoria nas relações bilaterais.

O ministro britânico explicou em um comunicado que a visita “marca uma mudança de etapa nas relações comerciais”.

“A visita segue o encontro que foi mantido em Davos, em janeiro, entre o primeiro-ministro [David Cameron] e o presidente argentino [Mauricio Macri], porque o Reino Unido e a Argentina buscam edificar uma relação mais produtiva”, afirma o texto.

Price pretende que a União Europeia (UE) e o Mercosul acelerem as negociações para um acordo de livre comércio, cujos benefícios potenciais para a economia do Reino Unido seriam de 2,5 bilhões de libras anuais (3,6 bilhões de dólares), segundo cifras britânicas.

A chegada ao poder de Macri na Argentina propiciou um degelo nas relações com o Reino Unido depois das presidências de Néstor Kirchner e sua esposa Cristina, entre 2003 e 2015, devido ao litígio de soberania sobreas Ilhas Malvinas (Falkland Islands), que Londres se nega a discutir.

Essas ilhas foram alvo de uma guerra entre os dois países em 1982.

Fonte: ZH Notícias