A repressão aos indígenas Mapuches na Argentina

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Bandeira Mapuche

14/08/17

No dia 1o de agosto, a Gendarmeria argentina, uma força de segurança com características federais, conteve um protesto em uma área ocupada por indígenas de etnia Mapuche, na província de Chubut, localizada na Patagônia. A manifestação era protagonizada por militantes que reclamavam direitos sobre a terra e pela libertação de seu líder, Facundo Jonas Huala, preso em junho e cuja extradição é demandada pelo Chile.

Em seguida à repressão policial, Santiago Maldonado, que estava presente no local como apoiador da causa, desapareceu. De acordo com os ativistas presentes, Maldonado foi levado pelos gendarmes e a ação policial foi marcada por violência excessiva. Entretanto, a Ministra de Segurança argentina, Patricia Bullrich, nega a responsabilidade da agência e declarou que não existem indícios de participação policial no desaparecimento.

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ONU manifesta preocupação com prisão de defensores de direitos humanos na Turquia

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07/07/17

O Escritório das Nações Unidas para os Direitos Humanos (ACNUDH) manifestou grande preocupação com a prisão de dez ativistas de direitos humanos da Turquia – incluindo dois estrangeiros e a diretora da ONG Anistia Internacional no país, Idil Eser – pelo governo local durante um workshop na última quarta (5).

Em um comunicado à imprensa nesta sexta (7), o ACNUDH alertou para o considerável risco de tortura e outras formas de tratamento ‘cruéis, desumanas e degradantes’ que os ativistas podem sofrer na prisão. Segundo a agência da ONU, eles estão sendo interrogados sobre alegações de “pertencerem a organizações terroristas armadas”.

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Nossa mobilização pelo #JovemNegroVivo em 2016 foi assim | Anistia Internacional

Publicado em 21 de nov de 2016

Um resumo das principais ações realizadas pela Anistia Internacional com o apoio de diversos parceiros nas cidades do Rio de Janeiro, Brasília e Salvador, para a campanha #JovemNegroVivo!

 

Fonte: Anistia Internacional 

Como mudar a vida de alguém com uma carta?

Como mudar a vida de alguém com uma carta?

 

Participe da campanha Escreva por Direitos 2016 e nos ajude a contar mais histórias como essas.

Fonte: Anistia internacional

AÇÃO URGENTE: Protesto não é crime!

Publicado originalmente em: 11/09/2016

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Na última semana, protestos que aconteceram na cidade de São Paulo em três dias diferentes (31/08, 02 e 04/09) foram reprimidos violentamente pela Polícia Militar, em uma evidente violação do direito à liberdade de expressão e manifestação. A Polícia Militar de São Paulo fez uso desnecessário e excessivo da força e das chamadas armas “menos letais” tais como bombas de gás lacrimogêneo, balas de borracha, bombas de efeito moral, e cassetetes.

Diversas pessoas ficaram feridas, entre elas uma jovem de 19 anos que perdeu o olho esquerdo após ser atingida por um artefato lançado pela polícia. Dois fotógrafos teriam sido agredidos e seus equipamentos quebrados. Relatos indicam que mais de 20 pessoas detidas, entre eles um grupo que teria sido detido “preventivamente” antes de um dos protestos e que agora está sendo acusado com base na Lei de Organizações Criminosas. Há relatos de que os detidos passaram várias horas sem poder ter acesso a advogados. Outros abusos foram cometidos pela polícia, tais como revistas aleatórias, detenções arbitrárias, “envelopamento” dos manifestantes por policiais, e a exigência de autorização prévia de trajeto.

Desde 2013, a atuação da Polícia Militar de São Paulo tem seguido um padrão de violação do direito constitucional à livre manifestação através de repressão violenta e arbitrária aos protestos. O Ministério Público do Estado de São Paulo tem sido omisso frente às inúmeras denúncias de abusos e uso desnecessário e excessivo da força por parte da polícia em São Paulo no contexto de protestos desde 2013 e não tem cumprido seu papel de controle externo da atividade policial. É seu dever exercer esse controle e acompanhar os protestos, atuando para investigar e responsabilizar os casos de uso excessivo e desnecessário da força por parte da polícia e as detenções arbitrárias de manifestantes.

A não investigação e responsabilização dos casos de violência policial em protestos alimenta o ciclo de violência e passa uma mensagem aos policiais de que abusos são tolerados pelas autoridades.

A liberdade de expressão e manifestação são direitos humanos fundamentais. Defenda seus direitos e posicione-se agora diante das autoridades.

Envie agora um email para o Governador de São Paulo, o Secretário de Segurança Pública de São Paulo, o Procurador Geral de Justiça do Ministério Público de São Paulo, e o Ministro da Justiça

#ProtestoNãoÉCrime

Fonte: Anistia Internacional

Você tem direitos?

Manifeste sua opinião

Fonte: Anistia Internacional.  

Meu corpo, meus direitos

Sin título

“Uma mulher foi proibida de usar contraceptivo porque não teve permissão do seu marido. Um homem foi assediado pela polícia por ser gay. A uma adolescente estuprada foi negado o aborto porque é ilegal em seu país. Uma campanha de Hikaru Cho, fotografada por Jim Marks para a Anistia Internacional diz: seu corpo, seus direitos”.

Direitos sexuais e reprodutivos são direitos humanos universais, indivisíveis e inegáveis. Os governos têm a obrigação de assegurar que todas e todos possam usufruir dos mesmos sem medo, coerção ou discriminação.

Quando um Estado interfere ativamente (ou permite a interferência de terceiros) nas escolhas relacionadas a sexualidade e reprodução de indivíduos, inclusive através da legislação, ele está controlando ou criminalizando direitos humanos fundamentais.

O que são direitos sexuais e reprodutivos? Todas as pessoas tem o direito de:

  • Tomar decisões sobre sua própria saúde
  • Perguntar e receber informações sobre serviços de saúde sexual e reprodutiva
  • Ter acesso a serviços e políticas de saúde sexual e reprodutiva
  • Decidir quando e se quer ter filhos
  • Escolher quando e se quer casar
  • Decidir que tipo de família quer ter
  • Viver livre da violência sexual.

Assine o manifesto

Fonte: Anistia Internacional.