Temos um ano para criar a maior área protegida da Terra

Postado por Felipe Poli Rodrigues em 18/12/2017

Em outubro de 2018, a Comissão para a Conservação da Antártida votará a proposta de estabelecer um santuário de 1,8 milhão de km2 no oceano antártico. Desde já, é a chance de criar um movimento para manter pinguins, baleias e focas longe das agressões humanas, e que não pode ser perdida

Emperor and Adeli Penguins in the Southern Ocean

Nas palavras do escritor e naturalista inglês David Attenborough, “nosso planeta é um planeta azul”. Com mais de 70% do globo coberto pela água, nossos oceanos podem ser vistos de todo o sistema solar.

Não faz muito tempo que ainda acreditávamos que os oceanos eram muito grandes para serem impactados de forma significativa ou duradoura pelas atividades humanas. Que ilusão! Estudo após estudo demonstram como os efeitos da pesca excessiva, da perfuração de petróleo, da mineração em águas profundas, da poluição e das mudanças climáticas põe os seres humanos no centro da crise por que passa os oceanos e os animais que vivem neles.

Mas não é apenas a vida selvagem que está ameaçada, nós também estamos. A saúde de nossos mares alimenta bilhões de pessoas e sustenta o nosso planeta através da luta contra as mudanças climáticas. Nosso destino e o destino de nossos oceanos estão intimamente ligados.

 

Que tipo de ação pode ser tomada para evitar que esse dano se torne irreversível?

 

A maioria dessas águas estão fora das fronteiras nacionais. São vastas áreas oceânicas que não pertencem, tecnicamente, a ninguém – o que significa que elas pertencem a todos nós. Nós somos seus guardiões compartilhados e o que acontece com elas é nossa responsabilidade coletiva.

Iceberg in Southern Ocean

A ciência é clara: precisamos criar santuários nos oceanos

Os santuários nos oceanos são grandes áreas protegidas que estão fora do alcance das atividades humanas exploradoras. Eles fornecem um refúgio para a vida selvagem e os ecossistemas se recuperarem Os benefícios são globais. Quando as populações de peixes conseguem se recuperar nesses locais, se espalham por todo o mundo, garantindo a segurança alimentar de bilhões de pessoas. E os cientistas têm cada vez mais clareza: oceanos saudáveis ​​desempenham um papel crítico na absorção de dióxido de carbono e nos ajudam a evitar os piores efeitos das mudanças climáticas.

A boa notícia é que a maré da história está virando, e nosso planeta azul finalmente começa a receber mais atenção pela proteção de seus oceanos. Apenas alguns meses atrás, em uma sala abafada longe do mar, governos de todo o mundo concordaram em iniciar um processo para protegê-los: um Tratado do Oceano.

Esse grande acordo não será alcançado até 2020, mas, enquanto isso, o movimento já contribui para consolidar uma adequada proteção oceânica. No início do mês, uma enorme área de 1,5 milhão de quilômetros quadrados foi protegida no Mar de Ross, na Antártida. Em um clima político turbulento, foi uma demonstração importante de como a cooperação internacional pode agir para proteger nossa casa compartilhada.

Sentada no fundo do mundo, a Antártica é o lar de uma grande diversidade de vida: grandes colônias de pinguins-imperador e pinguins-de-adélia; a incrível lula-colossal, com olhos do tamanho de bolas de basquete que permitem ver nas profundezas; e a baleia azul , o maior animal que já existiu em nosso planeta.

Adeli Penguins in the Southern Ocean

Na Antártida, a crescente expansão da pesca industrial visa uma espécie que praticamente todos os animais dependem: o krill. São minúsculos crustáceos, tipo um camarão, que pinguins, baleias, focas e outros animais selvagens dependem para sobreviver. A terrível notícia de que uma colônia de quase 40.000 pinguins morreu de fome, com apenas dois filhotes sobreviventes, é uma sombria ilustração das enormes pressões que as populações da vida selvagem da Antártida já enfrentam. Uma indústria de krill em expansão é apenas mais uma notícia ruim para a saúde do Oceano Antártico. Pior ainda, a indústria do krill está bloqueando as tentativas de proteção ambiental na região.

Neste momento, os governos responsáveis ​​pela Antártida estão reunidos para discutir o futuro do continente e de suas águas. Ao se reencontrarem em outubro, eles terão uma oportunidade histórica para estabelecer a maior área protegida da Terra: um Santuário do Oceano Antártico. Com 1,8 milhão de km2, ele abrangeria o Mar de Weddell, ao lado da Península Antártica, e seria cinco vezes o tamanho da Alemanha, o país que propõe sua criação.

A criação da maior área protegida do mundo no Oceano Antártico mostraria que o lobby corporativo e interesses nacionais não combinam com o apelo global para proteger o que pertence a todos nós.

Fonte: Greenpeace

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BOTOS Embaixadores dos Rios da Amazônia

Postado por Felipe Poli Rodrigues em 18/12/2017

 

Fonte: WWF Brasil

Quase 600 cidades desmataram a Mata Atlântica entre 2015 e 2016

 

Mata-Atlântica

 

Postado por Felipe Poli Rodrigues em 18/12/2017

A Fundação SOS Mata Atlântica e o Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (INPE) lançam hoje (13/12) o Atlas dos Municípios da Mata Atlântica, que traz um panorama da situação da cobertura vegetal do bioma nos 3.429 municípios da Mata Atlântica. O estudo indica que foram destruídos 30.569 hectares entre 2015 e 2016. Os desmatamentos aconteceram em 598 (17,4%) dos municípios do bioma. O Atlas avalia diferentes formações naturais que compõem a Mata Atlântica, como floresta, mangue e restinga.

Municípios baianos foram os que mais desmataram no período avaliado. Foram 12.420 hectares destruídos em 130 cidades, 40% do total dos desmatamentos no período. Localizada na Costa do Descobrimento, no sul da Bahia, Santa Cruz Cabrália (BA) foi responsável pela eliminação de 3.126 ha de florestas nativas, uma área de tamanho semelhante a Madre de Deus, o menor município do estado, que tem 3.220 ha de área total. A vice-liderança é de Belmonte (BA), com supressão de 2.122 ha.

Na sequência, completando as 10 primeiras posições do ranking nacional, estão Manuel Emídio (PI), com 1.281 ha desmatados; Wanderley (BA), com 1.180 ha; Porto Seguro (BA), com 856 ha; Águas Vermelhas (MG); com 753 ha; São João do Paraíso (MG), com 573 ha; Jequitinhonha (MG); com 450 ha; Canto do Buriti (PI); com 641 ha; e Alvorada do Gurguéia (PI), com 625 ha.

Segundo Marcia Hirota, diretora executiva da Fundação SOS Mata Atlântica, é lamentável que os municípios ainda permitam o desmatamento. “A Mata Atlântica é o bioma mais ameaçado do país, restam somente 12,4% da área original. Um total de 72% da população brasileira vive na Mata Atlântica, assim como mais da metade dos animais ameaçados de extinção do país. Ao desmatar, estamos prejudicando nosso próprio bem-estar e qualidade de vida”, afirma ela.

O estudo, que conta com patrocínio de Bradesco Cartões e execução técnica da empresa de geotecnologia Arcplan, apresenta a situação da cobertura florestal e o histórico do desmatamento nos 3.429 municípios dos 17 estados do bioma. Todas as informações estão disponíveis no site e aplicativo http://www.aquitemmata.org.br, que oferece uma busca personalizada por meio de mapas interativos e gráficos.

“Este aplicativo foi produzido para contribuir com as atividades de pesquisa, educação ambiental e mobilização. Qualquer pessoa pode ter acesso e conhecer o histórico da situação da Mata Atlântica local e ajudar a defendê-la”, afirma Flavio Ponzoni, pesquisador e coordenador do Atlas pelo INPE.

Sobre a Mata Atlântica

A Mata Atlântica está distribuída ao longo da costa atlântica do país, atingindo áreas da Argentina e do Paraguai nas regiões Sudeste e Sul. De acordo com o Mapa da Área de Aplicação da Lei nº 11.428, a Mata Atlântica abrangia originalmente 1.309.736 km2 no território brasileiro. Seus limites originais contemplavam áreas em 17 estados: PI, CE, RN, PE, PB, SE, AL, BA, ES, MG, GO, RJ, MS, SP, PR, SC e RS.

Sobre a Fundação SOS Mata Atlântica

 

A Fundação SOS Mata Atlântica atua desde 1986 na proteção dessa que é a floresta mais ameaçada do país. A ONG realiza diversos projetos nas áreas de monitoramento e restauração da Mata Atlântica, proteção do mar e da costa, políticas públicas e melhorias das leis ambientais, educação ambiental, campanhas sobre o meio ambiente, apoio a reservas e Unidades de Conservação, dentre outros. Todas essas ações contribuem para a qualidade de vida, já que vivem na Mata Atlântica mais de 72% da população brasileira. Os projetos e campanhas da ONG dependem da ajuda de pessoas e empresas para continuar a existir. Saiba como você pode ajudar em http://www.sosma.org.br.

 

Sobre o Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (INPE)

 

O Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (INPE) atua nas áreas de Observação da Terra, Meteorologia e Mudanças Climáticas, Ciências Espaciais e Atmosféricas e Engenharia Espacial. Possui laboratórios de Computação Aplicada, Combustão e Propulsão, Física de Materiais e Física de Plasmas. Presta serviços operacionais de monitoramento florestal, previsão do tempo e clima, rastreio e controle de satélites, medidas de queimadas, raios e poluição do ar.

O INPE aposta na construção de satélites para produção de dados sobre o planeta Terra, e no desenvolvimento de pesquisas para transformar estes dados em conhecimento, produtos e serviços para a sociedade brasileira e para o mundo. Também se dedica à distribuição de imagens meteorológicas e de sensoriamento remoto, e à realização de testes e ensaios industriais de alta qualidade. Além disso, o Instituto transfere tecnologia, fomentando a capacitação da indústria espacial brasileira e o desenvolvimento de um setor nacional de prestação de serviços especializados no campo espacial. Mais informações em www.inpe.br.

Fonte: Envolverde

Os efeitos da extinção da megafauna

Postado em 13/10/2017 por Felipe Poli Rodrigues

Postado Originalmente em 10/10/2017

Megafauna

Docente do Instituto de Biociências da Unesp de Rio Claro, Mauro Galetti lidera um grupo de pesquisadores do Brasil, Dinamarca, Espanha, Suíçaa, EUA, África do Sul e Austrália, que aponta os impactos da extinção da megafauna em todo o planeta. A publicação acaba de sair da revista Biological Reviews. Os autores compilaram informações sobre quais as consequências da extinção extinção de mamutes, preguiças-gigantes, tigres-dente-de-sabres entre outros nas interações ecológicas.

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Interações tróficas e indiretas entre a megafauna e seu ambiente, aqui exemplificado pelo elefante (Loxodonta africana) africano, e outros dois animais de megafauna já extintos: a preguiça gigante (Megatherium americanum) da América do Sul e o marsupial gigante Diprotodon optatum da Austrália.

Todos os anos diversos grupos de pesquisa tentam solucionar quais fatores levaram a megafauna a extinção? – Bom, achamos que seria mais interessante perguntar, “Quais as consequências da extinção da megafauna?” comenta Galetti.

Neste trabalho os pesquisadores focaram como a extinção da megafauna afetou parasitas, predadores, ecossistemas e outros processos ecológicos. – Se você fosse um parasita dentro de uma preguiça-gigante, você teve duas alterantivas antes da extinção da preguiça, ou você buscou outro hospedeiro, e muitas vezes foi o próprio homem, ou você se extinguiu junto com a preguiça, complementa Galetti.

Com a extinção de mais de 177 espécies de megafauna da América do Sul, muitas interações e espécies associadas a megafauna foram extintas. Um exemplo é uma espécies de morcegos-vampiro-gigante que provavelmente foram extintas depois da extinção da megafauna. – Sem esses gigantes para chupar o sangue, o vampiro-gigante deve ter morrido de fome, diz Galetti. O trabalho aponta que muitos parasitas que tem o homem, cachorro e gado como hospedeiro provavelmente evoluíram em grandes mamíferos. A berne e a bicheira por exemplo, devem ter “saltado” da megafauna para os homens e seus animais domésticos.

O trabalho de Galetti e colaboradores tem grandes implicações para a atual onda de extinção que nosso planeta passa, a chamada Sexta Extinção.

Este estudo também incluiu: Marcos Moléon, Pedro Jordano, Mathias M. Pires, Paulo R. Guimarães Jr., Thomas Pape, Elizabeth Nichols, Dennis Hansen, Jens M. Olesen, Michael Munk, Jacqueline S. de Mattos, Andreas H. Schweiger, Norman Owen-Smith, Christopher N. Johnson, Robert J. Marquis and Jens-Christian Svenning.

Link para o artigo:

http://onlinelibrary.wiley.com/doi/10.1111/brv.12374/full

Fonte: Envolverde

Mar aberto, ar poluído

Postado por Felipe Poli Rodrigues em 13/10/2017

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Levantamento aponta que, por conta da queima de combustível pesado nos navios de cruzeiro, a concentração de material particulado no ar durante as viagens marítimas é bem maior do que em uma rua movimentada – o que afeta diretamente a saúde de quem trabalha e viaja nesses verdadeiros “palácios” sobre a água

Luxo, beleza natural, culinária requintada, sol e mar. Para muitas pessoas, um bom cruzeiro marítimo é um sonho de consumo para as férias de verão, uma opção de lazer e turismo que vem se tornando cada vez mais popular, com trechos e passagens acessíveis, além de novas opções de navio.

No entanto, a sofisticação das viagens de cruzeiro não se reflete necessariamente na tecnologia utilizada para fazer os navios funcionarem em alto-mar. De acordo com levantamento feito pela ONG alemã União de Conservação da Natureza e Biodiversidade (Nabu, na sigla em alemão), o uso predominante de combustível fóssil pesado pelas embarcações resulta em impactos ambientais significativos com efeitos diretos sobre a qualidade de vida daqueles que viajam e trabalham nos “palácios flutuantes”.

O levantamento apontou que a concentração de material particulado no ar em viagens de cruzeiro pode chegar a 380 mil partes por metro cúbico, muito acima do que pode ser observado em ruas movimentadas nas grandes cidades do mundo (20 mil).

“Um navio de porte médio, que queima até 150 toneladas de combustível por dia, emite a mesma quantidade de material particulado que um milhão de automóveis diários”.

Como o combustível queimado por esses navios é um óleo pesado, que libera 100 vezes mais partículas de dióxido de enxofre (SO2) do que o diesel marinho e 3,5 mil vezes mais do que o diesel para carros, as emissões de SO2 decorrentes da operação de um grande navio de cruzeiro equivalem a 376 milhões de carros.

Resposta tímida das empresas

De acordo com a ONG, boa parte desse impacto poderia ser mitigada se a indústria de cruzeiros marítimos passasse a utilizar combustíveis mais limpos e instalassem filtros de partículas ou catalisadores SCR, tecnologias que já são padrão nos escapamentos de caminhões ou automóveis comuns.

No entanto, mesmo grandes empresas do setor, como a Costa, MSC e Royal Caribbean, respondem de maneira tímida ao desafio de reduzir os efeitos negativos de sua operação sobre o meio ambiente e a saúde de seus clientes e profissionais.

“O desempenho ambiental das empresas de cruzeiro é ruim, assim como sua atitude em relação à transparência”, aponta Dietmar Oeliger, chefe de política de transportes da Nabu. “No ano passado, o setor afirmou que 23 navios operariam com filtros de fuligem, mas até hoje não temos sequer um deles instalado e operando”.

No levantamento realizado pela NABU, apenas as empresas de cruzeiro Hapag-Lloyd e TUI receberam avaliação positiva de combate à poluição, por conta de avanços na instalação de catalisadores de óxido de nitrogênio. Este resultado é pouco para um setor que cresceu bastante nos últimos anos.

Segundo a Associação Internacional de Linhas de Cruzeiro (Clia, na sigla em inglês), o total de passageiros dos cruzeiros marítimos em todo o mundo aumentou 38,7% nos últimos sete anos, chegando a mais de 24 milhões de viajantes em 2016. Hoje, essa indústria mobiliza quase um milhão de trabalhadores diretos e indiretos e movimenta S$ 117 bilhões em todo o mundo.

Os impactos ambientais desse setor da indústria naval não são pequenos. Um relatório da Organização para a Cooperação e Desenvolvimento Econômico (OCDE) de 2014 revelou que comunidades próximas ao porto de Long Beach, em Los Angeles, nos Estados Unidos, tinham taxas mais altas de asma, doenças cardíacas e depressão do que a média nacional, e relacionou as emissões portuárias com a ocorrência anual de 3,7 mil mortes na Califórnia.

Mais recentemente, um estudo conduzido por um grupo de pesquisadores do Finnish Meteorological Institute calculou que a operação naval é responsável por 3% das mortes anuais por poluição do ar nos Estados Unidos.

Poluentes como o dióxido de enxofre e o dióxido de nitrogênio podem causar sérios problemas ao sistema respiratório, além de resultar em impactos ambientais graves, como a acidificação do solo e da água, a eutrofização dos lagos e das áreas costeiras, além de danos aos ecossistemas marítimos.

Além dos impactos diretos sobre a saúde, a queima de combustível fóssil pelos navios de cruzeiro também contribui para o aumento das emissões de gases de efeito estufa (GEE) e, consequentemente, a mudança do clima global.

A indústria mundial de transporte marítimo de cargas e passageiros é uma das mais intensas em emissões de GEE, sendo responsável por entre 2% a 3% dos gases acumulados na atmosfera terrestre a cada ano. Estima-se que as emissões associadas a este setor possam crescer entre 50% e 250% até 2050. No entanto, a despeito de seu impacto, os compromissos para redução de emissões de carbono no setor são inócuos, já que as empresas continuam reticentes a qualquer ação.

“Apesar das mais variadas alegações de que os navios de cruzeiro estão mais ecológicos, a atitude da indústria em relação ao meio ambiente continua fraca”, argumenta Leif Miller, CEO da Nabu. “A falta de ação de empresas como Costa, MSC e Royal Caribbean para limpar suas operações ameaça seus clientes, os moradores das regiões portuárias e o clima global”.

Em resposta aos apontamentos feitos pelo levantamento, a Clia afirmou que a indústria investe crescentemente em tecnologia para proteger os oceanos e o ar. “A indústria reconhece a importância de investir em tecnologia naval inovadora para preservar o meio ambiente e providenciar uma experiência de viagem ecológica para nossos clientes”, disse Cindy D’Aoust, presidente e CEO da Associação, que reúne as principais empresas internacionais do setor de cruzeiros marítimos.

De acordo com a Clia, seus membros estão investindo mais de US$ 1 bilhão em tecnologia para reduzir as emissões de gases poluentes e de efeito estufa, aperfeiçoar os sistemas de tratamento de efluentes, instalar painéis solares para geração de energia limpa, além de sistemas mais eficientes de aquecimento, ventilação e refrigeração.

Fonte: Página 22

Poluição causa 19 milhões de mortes precoces por ano, diz ONU

Publicado por Felipe Poli Rodrigues

Publicado originalmente em 03/10/2017

Em relatório divulgado recentemente, a ONU Meio Ambiente aponta que a poluição tira precocemente a vida de 19 milhões de pessoas a cada ano. Documento apresenta 50 ações concretas para reduzir a contaminação e o despejo de resíduos na natureza. Além de elencar soluções, o levantamento cobra compromissos da comunidade internacional para proteger habitats e ecossistemas.

09-27-2016Pollution

Em relatório divulgado recentemente, a ONU Meio Ambiente aponta que a poluição tira precocemente a vida de 19 milhões de pessoas por ano. Documento apresenta 50 ações concretas para reduzir a contaminação e o despejo de resíduos na natureza. Além de elencar soluções, o levantamento cobra compromissos da comunidade internacional para proteger habitats e ecossistemas.

“A poluição é um desafio universal, mas a boa notícia é que já sabemos o que precisamos fazer para prevenir e reduzir”, disse o diretor-executivo da agência das Nações Unidas, Erik Solheim, por ocasião do lançamento da pesquisa, na semana passada (28).

O dirigente ressaltou que “agora a responsabilidade é sobre governos, empresas, cidades e autoridades locais, sociedade civil e indivíduos em todo o mundo para se comprometerem a vencer a poluição em todas as suas formas”.

Segundo o relatório, a poluição afeta especialmente as populações em situação de pobreza e é uma ameaça direta aos direitos humanos. Na avaliação da ONU Meio Ambiente, os esforços atuais de Estados, setor privado e cidadãos foram limitados, o que dificultou uma resposta coordenada.

A publicação sugere cinco estratégias globais: um pacto sobre poluição, tornando-a uma prioridade para todos; o fortalecimento das políticas ambientais; o consumo e a produção sustentáveis, com ações para mudar os estilos de vida, reduzir e gerenciar adequadamente os resíduos; investimentos em produção e consumo mais limpos; e parcerias para a inovação, que permitam o compartilhamento de conhecimentos e a realização de pesquisas transdisciplinares.

O documento enfatiza que, embora algumas formas de poluição tenham sido reduzidas à medida que as tecnologias e as estratégias de gerenciamento avançaram, a má utilização dos recursos naturais segue sendo um risco para a humanidade.

“Se os padrões de consumo e produção continuarem como estão, o modelo econômico linear ‘pegue-use-descarte’ irá sobrecarregar gravemente um planeta já poluído, afetando as gerações atuais e futuras”, aponta o relatório.

Acesse a publicação na íntegra clicando aqui.

Fonte: ONU Brasil

Setembro bateu recordes em queimadas no Brasil

Postado por Felipe Poli Rodrigues

Publicado originalmente em 03/10/2017

queimadas

Setembro foi o mais com mais queimadas no Brasil, nos últimos 20 anos, de acordo com dados do Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (Inpe). Temperaturas altas, clima seco e falta de chuva são fatores que contribuem para o surgimento de focos de incêndio. Mas a intervenção do homem é sem dúvida alguma a principal causa dessas ocorrências, provocando danos irreparáveis ao meio ambiente. “As queimadas destroem a fauna e a flora nativas, causando empobrecimento do solo e reduzindo a capacidade de penetração da água no subsolo, entre outros danos ao meio ambiente”, diz o Biólogo Giuseppe Puorto, membro do CRBio-01 – Conselho Regional de Biologia – 1ª Região (SP, MT e MS). De acordo com dados divulgados pelo Inpe, durante o mês de setembro ocorreram aproximadamente 100 mil queimadas. Para se ter uma ideia, esse número representa quase a metade das ocorrências registradas pelo órgão durante todo o ano de 2016, que foi de 188 mil queimadas.

Fonte: Envolverde