Mudança climática e água pautam gestão da cadeia de valor nas empresas, revela pesquisa

Publicado Originalmente: 04/02/2016

Ao todo, 41,8% das companhias passaram a integrar a gestão de água às suas estratégias de negócio, de acordo com os resultados do programa CDP Supply Chain America Latina 2015, que analisa dados sobre água e mudanças climáticas da cadeia de valor de grandes empresas. Pela primeira vez, a pesquisa realizada pelo CDP (Carbon Disclosure Project), organização internacional que provê um sistema global único de reporte de impactos ambientais, incluiu informações sobre a gestão hídrica na cadeia de fornecimento, além dos dados sobre a gestão de emissões de gases de efeito estufa.

O relatório apontou que 53,7% das empresas possuem os riscos relacionados a gestão de recursos hídricos associados as suas despesas, inclusive com 35,2% delas declarando ter encontrado oportunidades para redução de custos com a gestão. 12,8% das companhias ainda relataram que já sofreram ou identificaram impactos prejudiciais às operações relacionados à gestão da água, principalmente nos setores de químicos, tabaco, automóveis e componentes, processamento de alimentos e bebidas e varejo de produtos alimentares básicos.

Em relação à gestão de mudanças climáticas, foi registrado um aumento do número de empresas que possuem iniciativas ativas e que relatam a redução das suas emissões, totalizando 26,1% dos respondentes contra 15% no ano de 2014. No Brasil esse percentual chega a 23%. Na relação com a cadeia de valores, 58,8% dos respondentes afirmaram não possuir práticas ou iniciativas de engajamento. Na América Latina, 34,1% das empresas declaram ter integrado a gestão das mudanças climáticas as suas estratégias de negócio. As empresas do Brasil representam 58,1% do total.

A pesquisa também mostrou um aumento do número de empresas que reportaram suas informações ambientais aos seus clientes, em um ano pautado pelo acordo feito na 21ª Conferência da Convenção Quadro das Nações Unidas (COP21), que definiu um novo compromisso global com o clima e as mudanças climáticas.

Fornecedores de todo o mundo
O reporte conta com informações de mais de 8 mil fornecedores no mundo todo, 500 somente na América Latina, que alcançou um índice de resposta de 67% aos questionários do programa, representando a segunda melhor média global, atrás apenas da Ásia, com 71% de taxa de respostas. Além disso, 62 fornecedores responderam o questionário sobre gestão de Água, com um índice de resposta de 65% e também o segundo maior do mundo, atrás apenas dos Estados Unidos.

Os 75 membros do CDP Supply Chain responsáveis pelo pedido de informação junto a suas cadeias de fornecimento para produzir esse relatório representam juntos um poder aquisitivo anual combinado de quase U$S 2 trilhões em gastos combinados e incluem organizações como Banco Bradesco, Braskem, Arcos Dourados (empresa controladora da marca McDonalds na América Latina), Walmart, entre outras.

Empresas brasileiras
Na América Latina, o Brasil representou o maior número de empresas respondentes, tanto para o questionário de gestão da água, representando 38,3% do total de respondentes no Brasil, com 62 fornecedores, como para o questionário de mudanças climáticas, que totalizou 55% do total e contou com a participação de 278 fornecedores. Em seguida, vieram México, com 29% do total de respondentes em gestão de água e 34% em mudanças climáticas, e a Argentina, com respectivamente 9,9% e 3% de respondentes.

“Os resultados do programa CDP Supply Chain nos mostrou uma tendência crescente de reporte adotada pelas empresas, atendendo às demandas por maiores níveis de transparência da sociedade e em adequação a novas regras e exigências de mercado. O aumento dos índices de respostas e adesão ao programa evidencia que as questões ambientais tornaram-se cada vez mais determinantes na agenda corporativa, influenciando as relações comerciais também em mercados emergentes”, afirma Lauro Marins, gerente do Programa Supply Chain.

Movimentos e acordos globais
“Além disso, novos movimentos e acordos globais tendem a fortalecer esta tendência, como por exemplo, o acordo celebrado na COP21, que definiu o novo compromisso global com o clima e o endereçamento das mudanças climáticas, incluindo a adaptação aos impactos já identificados”, completa o executivo.

As empresas que se destacaram por apresentarem boas práticas relacionadas a temática de mudanças climática, como Kurita do Brasil (Score CDP: 92 A-), Oxiteno S.A Industria e Comércio (Score CDP: 93 C) e Supricel logística (Score CDP: 85 C), foram selecionadas para elaboração dos estudos de caso a partir de suas iniciativas.

O Sumário Executivo com os resultados do Supply Chain foi elaborado pela Gestão Origami, empresa de consultoria em sustentabilidade, parceira do CDP e responsável por implantar a metodologia de scoring da organização para a avaliação e orientação de empresas participantes do programa no Brasil. A MGMinnova foi a empresa de consultoria responsável por essa atividade na América Latina.

Fonte: EcoDesenvolvimento

Setor privado ‘é o motor que guiará as soluções climáticas de que precisamos’, afirma chefe da ONU

Publicado Originalmente: 28/01/2016

Mais de 500 investidores globais se reuniram na sede da ONU em Nova York, Estados Unidos, nesta quarta-feira (27), para movimentar os trilhões de dólares necessários para estimular a energia limpa no mundo. O secretário-geral das Nações Unidas, Ban Ki-moon, desafiou os investidores a, no mínimo, dobrarem suas aplicações direcionadas a este tipo de energia, alcançando 660 bilhões de dólares até 2020.

Lembrando que 2015 foi o ano mais quente já registrado, Ban afirmou que os mercados têm a evidência de que precisavam para aumentar seus investimentos no crescimento resiliente de energia limpa. “O mundo conta com vocês para agir na velocidade e escala necessárias para transformar a economia global”, sublinhou.

O chefe da ONU destacou o aumento de investimentos para energias limpas, que em 2015 acumulou 330 bilhões de dólares – mais de seis vezes a quantidade de 2004. No entanto, ele explicou que é preciso mais para manter o aumento da temperatura a níveis aceitáveis e limitar os riscos causados por alterações climáticas.

“Investidores e negociantes que redirecionarem seus recursos para o crescimento com baixo carbono e resiliência climática serão os centros de poder econômico do século 21”, declarou Ban.

Para ele, o setor privado “é o motor que guiará as soluções climáticas de que precisamos”, reduzindo os riscos climáticos, acabando com a pobreza energética e criando um futuro mais seguro.

Organizado pela associação sem fins lucrativos, Ceres, a Fundação da ONU e Escritório das Nações Unidas para Parcerias, a reunião teve o objetivo de catalisar um deslocamento dos investimentos para uma energia mais limpa que seja rápido o suficiente para convergir com os pontos acordados na Conferência de Paris sobre o clima, que incluem reduzir as emissões de gases de efeito estufa para zero.

O chefe da ONU sublinhou cinco passos para a ação dos investidores.

Para ele, planos nacionais climáticos em países desenvolvidos precisam ser financiados; os fundos de pensão devem usar sua influência como investidores e acionistas para acelerar a descarbonização da economia; o setor bancário precisa continuar aumentando o mercado verde, mudando suas políticas de empréstimo para apoiar investimentos nesta direção; a indústria de seguros precisa fortalecer os esforços para a resiliência climática e redução de riscos de desastres, especialmente nos países mais vulneráveis; investidores precisam saber como os impactos das mudanças climáticas podem afetar companhias específicas, setores e mercados financeiros como um todo.

“Cidades e empresas reconhecem os benefícios econômicos que vêm com o combate à mudança climática, e eles estão dando um grande exemplo estabelecendo objetivos claros e medindo o impacto do seu trabalho”, afirmou o enviado especial do secretário-geral da ONU para Cidades e Mudanças Climáticas, Michael R. Bloomberg.

“Quanto mais informações fiáveis os investidores têm sobre mudanças climáticas, mais fácil tomar decisões informadas, e isso ajudará a direcionar mais financiamento para projetos que reduzem a poluição de carbono e promovem o crescimento econômico sustentável”, concluiu ele.

Fonte: ONU

Zika e mudança climática, tudo a ver

Publicado Originalmente: 29/01/2016

Entenda relação entre a propagação das doenças tropicais e a mudança do clima. A rede A Árvore, que reúne informações sobre o aquecimento global, destaca os seguintes pontos:

 

    • Populações e países mais vulneráveis são os mais afetados, mas os impactos das mudanças climáticas não conhecem fronteira. Localidades onde há mais pobreza são mais suscetíveis aos efeitos de mudanças climáticas e a crise climática pode levar 720 milhões de pessoas à miséria. No entanto, eventos extremos como enchentes, tornados, ondas de calor afetam a todos no mundo e doenças contagiosas podem chegar a lugares onde antes eram desconhecidas. O Acordo de Paris indica o caminho para lidar com o desafio global das mudanças climáticas, mas para que o futuro seja de fato descarbonizado – e traga benefícios para a saúde e para a economia – as promessas das nações tem que ser transformadas em ações.

 

    • Limitar o aumento da temperatura global significa ganhos para o clima, para a saúde e para a economia. A associação de mudanças climáticas globais, ilhas de calor urbanas, aumento da população e más condições de saneamento ajuda os mosquitos que transmitem doenças como o vírus Zika a se proliferarem. Para se ter uma ideia, a área de transmissão da dengue no Brasil mais do que triplicou entre 2001 e 2011, o número de pessoas em risco dobrou e a maior parte do País esquentou mais do que a média mundial no último século. Reduzir as emissões de gases de efeito estufa – e consequentemente as mudanças climáticas –  significaria inibir a disseminação de doenças, beneficiando populações e diminuindo gastos com saúde pública.

FONTE: Página 22

China: Streamlining Electronic Waste

Publicado originalmente em: 20/01/2016

Electronic waste or e-waste is becoming one of the largest rubbish streams in the world. China and the United States together account for one-third of the world’s e-waste. Experts say if e-waste is not recycled properly, humans and the environment will suffer from exposure to carcinogens and toxic fumes emanating from obsolete electronics languishing in garbage dumps around the world.

Fonte: United Nations 

What do racism and poverty have to do with pollution and climate change?

Publicado Originalmente: 28/01/2016

We already know that pollution and climate change negatively affect people’s health and quality of life. But we’re not always clear about which people are most exposed and impacted.

The harm that comes with rising seas and contaminated water systems isn’t evenly distributed. To the contrary: Those who are already disadvantaged by race, wealth, and income are usually the most affected by environmental disasters. Without recognizing that inequality, we’re not always solving the problems with our water, air, and soil in ways that serve the people who need it most — which is why environmental justice is a critical part of planning a green future that’s good for everyone.

If you’ve never heard the term “environmental justice” before, or if you just want to know more about it, watch our video above.

FONTE: Grist

Plano do Banco Mundial para promover adaptação da África às mudanças climáticas

Publicado originalmente em: 11/12/2015

Ondas de calor extremas e variações dos ciclos hidrológicos vão afetar safras e devem elevar preços dos alimentos no futuro. Ações de adaptação às mudanças climáticas estão subfinanciadas; segundo o organismo internacional, continente precisa de 16 bilhões de dólares para os próximos anos.

Fonte: ONU Brasil

2015 Was Hottest Year in Historical Record, Scientists Say

Publicado Originalmente: 20/01/2016

Scientists reported Wednesday that 2015 was the hottest year in the historical record by far, breaking a mark set only the year before — a burst of heat that has continued into the new year and is roiling weather patterns all over the world.

In the contiguous United States, the year was the second-warmest on record, punctuated by a December that was both the hottest and the wettest since record-keeping began. One result has been a wave of unusual winter floods coursing down the Mississippi River watershed.

Scientists started predicting a global temperature record months ago, in part because an El Niño weather pattern, one of the largest in a century, is releasing an immense amount of heat from the Pacific Ocean into the atmosphere. But the bulk of the record-setting heat, they say, is a consequence of the long-term planetary warming caused by human emissions of greenhouse gases.

“The whole system is warming up, relentlessly,” said Gerald A. Meehl, a scientist at the National Center for Atmospheric Research in Boulder, Colo.

It will take a few more years to know for certain, but the back-to-back records of 2014 and 2015 may have put the world back onto a trajectory of rapid global warming, after a period of relatively slow warming dating to the last powerful El Niño, in 1998.

Politicians attempting to claim that greenhouse gases are not a problem seized on that slow period to argue that “global warming stopped in 1998,” with these claims and similar statements reappearing recently on the Republican presidential campaign trail.

Statistical analysis suggested all along that the claims were false, and that the slowdown was, at most, a minor blip in an inexorable trend, perhaps caused by a temporary increase in the absorption of heat by the Pacific Ocean.

“Is there any evidence for a pause in the long-term global warming rate?” said Gavin A. Schmidt, head of NASA’s climate-science unit, the Goddard Institute for Space Studies, in Manhattan. “The answer is no. That was true before last year, but it’s much more obvious now.”

clima

Michael E. Mann, a climate scientist at Pennsylvania State University, calculated that if the global climate were not warming, the odds of setting two back-to-back record years would be remote, about one chance in every 1,500 pairs of years. Given the reality that the planet is warming, the odds become far higher, about one chance in 10, according to Dr. Mann’s calculations.

Two American government agencies — NASA, the National Aeronautics and Space Administration, and NOAA, the National Oceanic and Atmospheric Administration — compile separate analyses of the global temperature, based upon thousands of measurements from weather stations, ships and ocean buoys scattered around the world. Meteorological agencies in Britain and Japan do so, as well. The agencies follow slightly different methods to cope with problems in the data, but obtain similar results.

The American agencies released figures on Wednesday showing that 2015 was the warmest year in a global record that began, in their data, in 1880. British scientists released figures showing 2015 as the warmest in a record dating to 1850. The Japan Meteorological Agency had already released preliminary results showing 2015 as the warmest year in a record beginning in 1891.

On Jan. 7, NOAA reported that 2015 was the second-warmest year on record, after 2012, for the lower 48 United States. That land mass covers less than 2 percent of the surface of the Earth, so it is not unusual to have a slight divergence between United States temperatures and those of the planet as a whole.

The end of the year was especially remarkable in the United States, with virtually every state east of the Mississippi River having a record warm December, often accompanied by heavy rains.

A warmer atmosphere can hold more water vapor, and an intensification of rainstorms was one of the fundamental predictions made by climate scientists decades ago as a consequence of human emissions. That prediction has come to pass, with the rains growing more intense across every region of the United States, but especially so in the East.

The term global warming is generally taken to refer to the temperature trend at the surface of the planet, and those are the figures reported by the agencies on Wednesday.

Some additional measurements, of shorter duration, are available for the ocean depths and the atmosphere above the surface, both generally showing an inexorable long-term warming trend.

Most satellite measurements of the lower and middle layers of the atmosphere show 2015 to have been the third- or fourth-warmest year in a 37-year record, and scientists said it was slightly surprising that the huge El Niño had not produced a greater warming there. They added that this could yet happen in 2016.

When temperatures are averaged at a global scale, the differences between years are usually measured in fractions of a degree. In the NOAA data set, 2015 was 0.29 degrees Fahrenheit warmer than 2014, the largest jump ever over a previous record. NASA calculated a slightly smaller figure, but still described it as an unusual one-year increase.

The intense warmth of 2015 contributed to a heat wave in India last spring that turns out to have been the second-worst in that country’s history, killing an estimated 2,500 people. The long-term global warming trend has exacted a severe toll from extreme heat, with eight of the world’s 10 deadliest heat waves occurring since 1997.

Only rough estimates of heat deaths are available, but according to figures from the Center for Research on the Epidemiology of Disasters, in Brussels, the toll over the past two decades is approaching 140,000 people, with most of those deaths occurring during a European heat wave in 2003 and a Russian heat wave in 2010.

The strong El Niño has continued into 2016, raising the possibility that this year will, yet again, set a global temperature record. The El Niño pattern is also disturbing the circulation of the atmosphere, contributing to worldwide weather extremes that include a drought in southern Africa, threatening the food supply of millions.

FONTE: New York Times