Brasil avança em ações para proteção da Camada de Ozônio, diz PNUD

Postado em 28/12/2016 por Felipe Poli Rodrigues

Postado originalmente em 27/12/2016

O Brasil avançou em ações para a proteção da Camada de Ozônio este ano, com a implementação da segunda etapa do Programa Brasileiro de Eliminação dos HCFCs, substância utilizada por algumas indústrias e que corrói essa área da estratosfera.

Para o próximo ano, a expectativa é que o Programa das Nações Unidas para o Desenvolvimento (PNUD) continue apoiando os projetos do Protocolo de Montreal no Brasil como agência implementadora líder, em parceria com o governo federal e o setor produtivo.

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Segundo o Programa das Nações Unidas para o Desenvolvimento (PNUD), depois de dois anos entre preparação, negociação e aprovação, foi implementada a Etapa 2 do programa, durante a qual o Brasil deverá finalizar a conversão de todas as empresas que ainda adotam HCFC-141b na fabricação de espuma de poliuretano rígido.

Isso deve ocorrer uma vez que, a partir de 1º de janeiro de 2020, será proibida a importação dessa substância, utilizada como agente de expansão na produção de espumas.

O lançamento oficial da Etapa 2 do programa ocorreu em 16 de setembro, juntamente à celebração do Dia Internacional para a Preservação da Camada de Ozônio.

Com o intuito de divulgar o início da nova etapa, o Ministério do Meio Ambiente e o PNUD participaram da maior feira de poliuretano da América Latina, a Feiplar Composites & Feipur, com um estande informativo e cinco apresentações em painéis setoriais, reunindo cerca de 300 visitantes e especialistas.

Em 2016, a Etapa 1 do programa foi concluída por empresas de diversos segmentos dos setores de espumas. Entre eles, destacam-se as casas de sistema, que apoiam a conversão das empresas de pequeno e médio portes. No total, cerca de 250 empresas do setor já substituíram o HCFC por substância ambientalmente correta.

O PNUD, por meio dos projetos do Protocolo de Montreal, também apoiou a organização da 7ª Semana Tecnológica SENAI de Refrigeração e Climatização, que teve como objetivo abordar todo o ciclo de vida do produto de refrigeração e climatização, desde a fabricação até o descarte e destruição, incluindo a discussão sobre eliminação dos HCFCs. No total, participaram do evento 3 mil técnicos e estudantes em 28 palestras.

O Projeto Demonstrativo para o Gerenciamento de Chillers, parceria entre o PNUD e o Ministério do Meio Ambiente, realizou o processo de retrocomissionamento em quatro edifícios. Esse processo ofereceu avaliações que devem auxiliar na correção de problemas e na adequação do sistema de ar condicionado central desses edifícios, melhorando sua eficiência energética.

Além disso, foram realizados três seminários internacionais — no Rio de Janeiro, Fortaleza, e São Paulo — para discutir as alternativas mais modernas disponíveis no mercado para substituição do fluido frigorífico HCFC-22 nos sistemas de ar condicionado central de edificações.

Também foram realizados dois cursos técnicos — em Brasília e em São Paulo — para capacitar engenheiros e técnicos responsáveis pela manutenção desses sistemas, com foco em manutenção e operação dos sistemas de ar-condicionado sem prejudicar o meio ambiente e garantindo o conforto ao usuário. No total, cerca de 600 pessoas foram capacitadas.

Em outubro, o governo brasileiro, por meio do Ministério das Relações Exteriores, do Ministério do Meio Ambiente e do Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis (IBAMA), participou das negociação para inclusão dos HFCs no Protocolo de Montreal, que culminou na adoção da Emenda de Kigali.

Para o próximo ano, a expectativa é que o PNUD continue apoiando os projetos do Protocolo de Montreal no Brasil, como agência implementadora líder, em parceria com o governo federal e o setor produtivo, promovendo o desenvolvimento sustentável e a proteção da Camada de Ozônio.

Fonte: ONU BR

Está provado: aquecimento derreteu geleiras

Postado em 14/12/2016 por Felipe Poli Rodrigues

Postado originalmente em 13/12/2016

Estudo detecta pela primeira vez impressão digital inequívoca de mudança climática na perda acelerada de glaciares de montanha; para cientistas, impacto do clima é “virtualmente certo”.

Uma nova metodologia sugere que o aquecimento global e suas causas humanas são realmente os grandes responsáveis pelo recuo de geleiras de montanha durante os séculos 20 e 21. Essas massas de gelo são fundamentais para o abastecimento de água em várias localidades, como a Bolívia, que vive sua pior seca em 25 anos e tem boa parte de seu fornecimento dependente dos Andes, e têm diminuído ao redor do planeta em regiões tão diversas quanto o Alasca e os trópicos africanos, a Patagônia e a Suíça.

O estudo é importante porque fornece pela primeira vez uma prova categórica daquela que é uma das consequências previstas mais imediatas de um planeta mais quente. Embora o elo entre a mudança climática causada por atividades humanas e o degelo esteja claro há anos, até agora os modelos computacionais usados para modelar o clima não conseguiam ligar o derretimento de geleiras individuais ao aquecimento global.

O relatório de avaliação do IPCC, painel do clima das Nações Unidas, por exemplo, afirmou em 2013 que era “provável” (conceito que representa cerca de 66% de possibilidade, no linguajar estatístico do IPCC) que os níveis de degelo monitorados no período tivessem sido de fato causados por mudanças climáticas.

O estudo da Universidade de Washington (EUA), publicado no periódico Nature Climate Change e apresentado ontem (12) durante evento da União Geofísica Americana (AGU), em São Francisco, eleva esse grau de confiança: o documento afirma que, para quase todas as geleiras contempladas, a influência de mudanças climáticas no derretimento é de mais de 90%, chegando, na maior parte dos casos estudados, a 99%. Isto equivale, na terminologia do IPCC, a dizer que é “virtualmente certo” que a causa do derretimento seja o clima alterado.

A análise do trio de cientistas foi realizada em 37 geleiras ao redor do mundo, com condições geográficas e ambientais diversas. Destas, 36 tinham 90% ou mais de probabilidade de terem tido seu degelo influenciado pela mudança climática. Em 21 delas, a chance era de 99%.

O grupo utilizou registros históricos e observação meteorológica das regiões para comparar variações naturais no tamanho das geleiras com mudanças observadas nos séculos 20 e 21 e calcular um coeficiente de variação desses dados. As alterações são então comparadas com um cenário sem mudanças no clima para calcular a probabilidade de relação de causa.

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“Nossa pesquisa demonstra que a diminuição global de geleiras requer necessariamente uma mudança no clima de duração centenária e âmbito global”, afirmou ao OC o glaciologista Gerard Roe, pesquisador da Universidade de Washington e líder do estudo.

“É o estudo de atribuição mais abrangente até hoje sobre o recuo de geleiras. Esperamos que nosso trabalho possa facilitar conclusões mais assertivas sobre o tema para a próxima elaboração de relatórios do IPCC”, afirma.

Estudos de atribuição, como este, buscam estabelecer as causas mais prováveis para uma mudança ou evento, utilizando os níveis de confiança estabelecidos pelo IPCC. A técnica incorporada na publicação não exige o uso de modelos computacionais e pode ser aplicada em qualquer região que possua um registro de observações suficientemente extenso.

O glaciologista brasileiro Jefferson Simões, diretor do Centro Polar e Climático da Universidade Federal do Rio Grande do Sul, reforça a importância da conclusão dos cientistas: “Os comportamentos das geleiras é demonstrativo de tendências nas escalas temporais de décadas e a retração observada ao longo do século 20 é uma resposta às tendências climáticas do século passado, não uma recuperação dinâmica de quaisquer condições antecedentes”, explica.

“Materiais midiáticos e educacionais utilizam muito a figura das geleiras, e nosso trabalho ajuda a fundamentar essa conexão. As observações que nos ajudam a compreender mudanças climáticas causadas pelo homem estão além de questionamentos”, pontua Roe, sinalizando também para a utilização da nova metodologia e suas implicações na formulação e continuidade de políticas públicas. “Qualquer político possui a responsabilidade moral de buscar compreender atentamente as informações de milhares de especialistas. Esse conhecimento não deve ser negado ou minimizado”, conclui.

Fonte: Envolverde

A Lei da Água

Postado em 06/12/2016 por Felipe Poli Rodrigues

 

Fonte: Envolverde

Os satélites da floresta

 

Postado em 03/12/2016 por Felipe Poli Rodrigues

 

Fonte: Envolverde

Queimadas na Amazônia e as mudanças climáticas

Postado em 03/12/2016 por Felipe Poli Rodrigues

 

 

Fonte: Envolverde

A Natureza está Falando

Postado por em 01/11/2016 por Felipe Poli Rodrigues

 

A Montanha

O Gelo

 

O Lar

 

A Amazônia

 

A mãe Natureza

 

 

A Água

 

 

O Oceano

 

 

A Flor

 

 

O Recife de Coral

 

O Solo

 

A Floresta

 

 

Fonte: Conservation

A Rebelião das Águas

Postado em 01/12/2016 por Felipe Poli Rodrigues

 

Fonte: Envolverde