WannaCry: China descobre nova mutação do vírus responsável por ciberataque mundial

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Tela da Agência de Segurança e Internet da Coreia mostra expansão do vírus. YONHAP (EFE)

15/05/2017

As autoridades chinesas anunciaram a descoberta de uma nova mutação do vírus WannaCry, responsável pelo ciberataque mundial que afetou mais de 150 países e 200.000 computadores desde sexta-feira, informa o jornal oficial Global Times.

Em nota emitida no domingo, a Agência do Ciberespaço, o Departamento de Segurança Pública e a Comissão Municipal de Economia e Tecnologia da Informação de Pequim afirmam que a nova versão do vírus, o WannaCry 2.0, driblou as medidas de segurança implantadas após o primeiro ataque.

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Coreia do Sul: novo presidente inicia diálogo com China e Japão sobre Coreia do Norte

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11/05/2017

O novo presidente sul-coreano já começou a dialogar com os vizinhos sobre a situação da Coreia do Norte. Com uma postura mais flexível que os governos anteriores, Moon Jae-in afirmou que diálogo e sanções são a saída para a crise.

Antigo advogado de direitos humanos, Moon tomou posse nesta quarta-feira (11) e afirmou em seu primeiro discurso como mandatário que irá tratar da tensão na península coreana imediatamente.

A primeira conversa de Moon foi com presidente chinês Xi Jinping. O diálogo foi sobre como lidar com o desenvolvimento do programa nuclear da Coreia do Norte.

“A resolução da questão nuclear da Coreia do Norte precisa de uma resposta compreensiva e sequencial, com pressão e sanções em paralelo às negociações”, disse Moon a Xi Kinping, segundo o porta-voz Yoon Young-chan. Moon afirmou que estaria disposto a visitar Pyongyang “sob as condições certas”.

A posição do novo presidente contrasta com a política de Trump, que afirma que a Coreia do Norte deve abandonar seu programa nuclear antes de voltar a negociar.
Ainda assim, Trump, que conversou com Moon no dia de sua posse, também já disse que poderia visitar Kim Jong-un.

“As ameaças do programa de mísseis e do programa nuclear da Coreia do Norte entraram em um novo estágio”, disse o primeiro-ministro Shinzo Abe, de acordo com seu chefe de gabinete.

Abe ainda afirmou que o “diálogo pelo diálogo” seria infrutífero e pediu uma demonstração “concreta e sincera” das intenções de Pyongyang.

Fonte: Sputnik

El País: Por que o Brasil está certo ao buscar adesão à OCDE

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Palácio do Itamaraty – Fernando Bizerra Jr. (EFE)

Oliver Stuenkel

08/05/2017

Quando o Governo brasileiro formalizar, em breve, seu pedido de adesão à Organização de Cooperação e Desenvolvimento Econômico (OCDE), haverá críticos que acusarão o Governo de entreguismo e de, ao querer se juntar ao “clube dos ricos”, limitar desnecessariamente a autonomia do Brasil no sistema internacional.

Tais argumentos aumentarão o custo político do processo de adesão, mas são em grande parte ideológicos e dificilmente apoiados por fatos. Vale lembrar que, depois dos primeiros acordos feitos no segundo mandato de FHC, foi durante a presidência de Lula que o Brasil e a OCDE se aproximaram por meio do “engajamento ampliado” – o que podia ser visto como um primeiro passo em direção à adesão. Dilma assinou um acordo para aprofundar, ainda mais, a relação entre o Brasil e essa entidade.

No contexto atual, em que o Brasil se recupera de uma crise profunda, juntar-se à OCDE traria ao menos três benefícios tangíveis para o país. A adesão proporcionaria aos futuros Governos instrumentos adicionais para modernizar o país; tornaria o Brasil mais atraente para os investidores estrangeiros; e, ainda, representaria importantes ganhos estratégicos no mundo multipolar do século 21.

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Reuters: Japan, China to boost financial ties amid protectionist, North Korean tensions

 

Chinese Finance Minister Xiao Jie (R) and Japanese Finance Minister Taro Aso shake hands in Yokohama

Chinese Finance Minister Xiao Jie (R) and Japanese Finance Minister Taro Aso shake hands during their bilateral meeting, on the sidelines of Asian Development Bank (ADB) annual meeting, in Yokohama, Japan, Saturday, May 6, 2017. REUTERS/Koji Sasahara/Pool

By Tetsushi Kajimoto | YOKOHAMA, JAPAN

06/05/2017

Japan and China agreed to bolster economic and financial cooperation, Japanese Finance Minister Taro Aso said on Saturday, as U.S. President Donald Trump’s protectionist stance and tension over North Korea weigh on Asia’s growth outlook.

Chinese Finance Minister Xiao Jie, who missed a trilateral meeting with his Japanese and South Korean counterparts on Friday for an emergency domestic meeting, had flown in for the talks with Aso, seeking to dispel speculation his absence had any diplomatic implications.

“We actively exchanged views on economic and financial situations in Japan and China and our cooperation in the financial field,” Aso told reporters after the meeting, which included senior finance ministry and central bank officials.

“It was significant that we reconfirmed the need of financial cooperation between the two countries while sharing our experiences in dealing with economic policies and structural issues,” he added.

The two countries agreed to launch joint research on issues of mutual interest – without elaborating – and to report the outcomes at the next talks, which will be held in 2018 in China.

They did not discuss issues such as currencies and geopolitical risks from North Korea’s nuclear and missile program during the dialogue, held on the sidelines of the Asian Development Bank’s (ADB) annual meeting in Yokohama, eastern Japan, Aso said.

Relations between Japan and China have been strained over territorial rows and Japan’s occupation of parts of China in World War Two, though leaders have recently sought to mend ties through dialogue.

Still, China’s increasing presence in infrastructure finance has alarmed some Japanese policymakers, who worry that Beijing’s new development bank, the Asian Infrastructure Investment Bank (AIIB), may overshadow the Japan-backed ADB.

Shortly before the bilateral talks on Saturday, Xiao voiced hope that the ADB will boost ties with China’s high profile “One Belt One Road” infrastructure development initiatives.

“China hopes the ADB … strengthens the strategic ties between its programs and the One Belt One Road initiative to maximize synergy effects and promote Asia’s further development,” Xiao told the ADB’s annual gathering.

Japan and China do agree on the need to respect free trade, which they see as crucial to Asia’s trade-dependent economies.

Finance officials from Japan, China and South Korea agreed to resist all forms of protectionism in Friday’s trilateral meeting, taking a stronger stand than G20 major economies against the protectionist policies advocated by Trump.

China has positioned itself as a supporter of free trade in the wake of Trump’s calls to put America’s interests first and pull out of multilateral trade agreements.

Japan has taken a more accommodative stance toward Washington’s argument that trade must not just be free but fair.

(Reporting by Tetsushi Kajimoto; Editing by Nick Macfie and Alexander Smith)

Fonte: Reuters

Diretor do BRICS Overseas, Luiz Pinto analisa nova conjuntura dos emergentes

Publicado originalmente em: 11/4/2017

Professor visitante da Qatar University e diretor-executivo da consultoria BRICS Overseas, Luiz Pinto fala dos impactos da chamada “desglobalização” sobre o grupo dos principais países emergentes – em particular, o Brasil. Ainda, o professor explica o papel complementar do Banco dos BRICS na ordem financeira global e ressalta o foco em projetos de infraestrutura da instituição.

Sobre o Brasil, Pinto aborda as reformas do BNDES, o impacto da Operação Lava Jato sobre conglomerados nacionais, a urgente necessidade de parcerias público-privadas (PPPs) e a cautela de investidores estrangeiros diante da instabilidade política do País.

Fecomercio SP

Atos assinados por ocasião da VII Cúpula do BRICS

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Ufá, Rússia, 9 de julho de 2015

ACORDO ENTRE OS GOVERNOS DOS ESTADOS MEMBROS DO BRICS SOBRE COOPERAÇÃO NA ÁREA DA CULTURA

Os Governos da República Federativa do Brasil, da Federação Russa, da República da Índia, da República Popular da China e da República da África do Sul (BRICS), doravante denominados “Partes”,

Em conformidade com as Declarações aprovadas nas cúpulas do BRICS em Sanya, Nova Délhi, Durban e Fortaleza,

Cientes da importância da ampliação e do aprofundamento da cooperação na área da cultura,

Convencidos de que o diálogo cultural contribui para o progresso dos países e uma melhor compreensão entre as culturas, facilitando a aproximação entre os povos,

Confirmando o seu apego aos valores do BRICS com um espírito de abertura, inclusividade, igualdade, respeito pela diversidade cultural, respeito mútuo e compreensão entre os povos,

acordaram o seguinte:

Artigo 1. Em conformidade com este Acordo, legislação e política dos seus Estados, as Partes contribuirão para o desenvolvimento da cooperação e do intercâmbio cultural, inclusive a música, dança e coreografia, teatro, circo, arquivos, atividade editorial, bibliotecas e museus, patrimônio cultural, artes finas, decorativas e aplicadas, obras audiovisuais, assim como em outras áreas de atividade artística previstas neste Acordo.

Artigo 2. As Partes irão cooperar na formação e elevação da qualificação de especialistas em determinadas áreas da cultura e artes.

As Partes promoverão o intercâmbio de especialistas em pesquisa científica, pesquisadores universitários, peritos e estudantes no âmbito dos programas de interesse mútuo e encorajarão o desenvolvimento de programas conjuntos pelas instituições de cultura, arte e formação de respectivos especialistas das Partes.

As autoridades competentes das Partes procederão à troca de informações sobre as atividades culturais realizadas nos seus Estados, capazes de contribuir para o intercâmbio das experiências artísticas e científicas. As Partes encorajarão a participação dos seus representantes em tais atividades.

Artigo 3. Em conformidade com as suas obrigações internacionais, legislação e política dos seus Estados, as Partes irão cooperar na prevenção da importação, exportação ou transmissão ilegais dos direitos de propriedade sobre os valores culturais dos seus Estados, assim como procederão à troca de respectivas informações.

Artigo 4. As Partes reconhecem a contribuição do patrimônio cultural no desenvolvimento sustentável das nações e irão colaborar no âmbito de respectivos programas.

As Partes irão ampliar a cooperação nas áreas de proteção, salvaguarda, restauração, restituição e utilização de objetos do patrimônio cultural, assim como prestarão assistência e apoio mútuo na gestão do patrimônio cultural e na inscrição de sítios na Lista do Patrimônio Mundial.

Ademais, as Partes irão ampliar a cooperação nos domínios de proteção ou salvaguarda (consoante as normas constantes das Leis e Regulamentos dos Estados Partes), bem como de promoção do patrimônio cultural imaterial.

Artigo 5. As Partes contribuirão para o desenvolvimento da cooperação na área audiovisual. As instituições e organizações nacionais dos Estados membros são encorajadas a:

– Organizar a exibição de obras audiovisuais e participação de profissionais da área audiovisual nas atividades internacionais, em conformidade com as normas e regulamentações das Partes;

– Participar em Projetos conjuntos que visam facilitar a produção conjunta e intercâmbio de obras audiovisuais.

Artigo 6. As Partes contribuirão para o pleno desenvolvimento e ampliação da cooperação na área das expressões culturais populares e tradicionais, incluindo a organização das exposições e festivais, jornadas culturais nacionais, festas populares tradicionais e apresentações de grupos de cultura tradicional no âmbito das atividades realizadas nos seus respectivos Estados.

Artigo 7. As Partes procederão a consultas e desenvolverão a cooperação nas áreas de interesse mútuo de conhecimentos tradicionais e expressões culturais, assim como os utilizarão em benefício de todos os países membros do BRICS.

Artigo 8. As Partes encorajarão o intercâmbio de grupos criativos juvenis e jovens atores para a sua participação em programas juvenis internacionais, encontros criativos, atividades a céu aberto e festivais juvenis de artes.

Artigo 9. Com vista a facilitar o entendimento mútuo e a cooperação intercultural, as Partes encorajarão o intercâmbio de cópias de documentos e materiais relacionados com a cultura, história e desenvolvimento social e político dos seus Estados.

Artigo 10. As Partes encorajarão a cooperação e o intercâmbio entre as bibliotecas e museus dos seus Estados, inclusive mediante a organização de exposições.

Artigo 11. As Partes encorajarão o intercâmbio e a cooperação nas áreas de poligrafia e atividade editorial, participação nas feiras internacionais do livro, tradução para as línguas das Partes e apoio da troca de visitas com participação do pessoal das editoras públicas e privadas.

Artigo 12. As Partes promoverão a cooperação e troca de experiências entre as agências dos setores cultural e educacional, trabalhando na área de indústria criativas consideradas como pilares do desenvolvimento sustentável, em especial no que se refere a pesquisas, monitoramento, sistemas informativos, apoio a negócios e empreendedorismo criativo, assim como à formação de profissionais e Elevação da sua qualificação.

Artigo 13. As condições concretas da organização das atividades (inclusive, as financeiras) são determinadas por via de consultas diretas entre as autoridades competentes das Partes.

Artigo 14. Quando necessário, as Partes podem desenvolver programas especiais de cooperação na área de artes, cultura e patrimônio cultural, bem como nas esferas relacionadas.

Artigo 15. O presente Acordo não afetará os direitos ou obrigações das Partes de participação nos programas de intercâmbio cultural bilaterais ou outros multilaterais.

Artigo 16. Qualquer emenda a este Acordo será feita de comum acordo entre as Partes, formalizadas sob a forma de protocolo separado, que entrará em vigor conforme o procedimento previsto no artigo 21.

Artigo 17. Caso haja qualquer controvérsia entre as Partes relativa à interpretação e/ou aplicação do presente Acordo, as Partes irão procurar uma resolução amigável por via de negociações e consultas.

Artigo 18. A língua inglesa será o idioma de trabalho para a cooperação no marco da implementação deste Acordo.

Artigo 19. O presente Acordo não afetará os direitos ou obrigações de cada uma das Partes, decorrentes de outros Acordos internacionais de que os seus Estados são partes.

Artigo 20.Salvo se as Partes acordarem em contrário, a denúncia do presente Acordo não afetará a implementação dos programas ou atividades acordados antes da rescisão deste Acordo.

Artigo 21. O Governo da Federação Russa será o Depositário do presente Acordo.

O Acordo será celebrado por um prazo indeterminado e entrará em vigor na data de recebimento pelo Depositário da última notificação por escrito sobre o cumprimento por cada Parte signatária dos procedimentos legais internos, indispensáveis para a entrada em vigor do presente Acordo.

Qualquer Parte poderá se retirar deste Acordo, endereçando ao Depositário a notificação por escrito, o mais tardar três meses antes da data de retirada. O Depositário notificará todas as outras Partes sobre tal intenção, no prazo de 30 dias a contar do momento de recebimento da referida notificação. Tal retirada não afetará a implementação dos programas ou atividades acordados antes que a retirada tenha entrado em vigor. O Acordo permanecerá em vigor para as demais Partes.

MEMORANDO DE ENTENDIMENTO ENTRE O MINISTÉRIO DAS RELAÇÕES EXTERIORES DA REPÚBLICA FEDERATIVA DO BRASIL, O MINISTÉRIO DAS RELAÇÕES EXTERIORES DA FEDERAÇÃO DA RÚSSIA, O MINISTÉRIO DE ASSUNTOS EXTERIORES DA REPÚBLICA DA ÍNDIA, O MINISTÉRIO DOS NEGÓCIOS ESTRANGEIROS DA REPÚBLICA POPULAR DA CHINA E O MINISTÉRIO DAS RELAÇÕES INTERNACIONAIS E COOPERAÇÃO DA REPÚBLICA DA ÁFRICA DO SUL SOBRE A CRIAÇÃO DE SÍTIO “WEB” CONJUNTO DO BRICS

O Ministério das Relações Exteriores da República Federativa do Brasil, o Ministério das Relações Exteriores da Federação da Rússia, o Ministério de Assuntos Exteriores da República da Índia, o Ministério dos Negócios Estrangeiros da República Popular da China e o Ministério das Relações Internacionais e Cooperação da República da África do Sul, doravante denominados “Partes”,

Guiados pelo desejo de fortalecer a Cooperação abrangente entre os Estados Membros,

Buscando desenvolver relações entre os departamentos de política exterior dos Estados Membros,

Movidos pelo desejo de disseminar informações sobre os valores, objetivos e atividades práticas do BRICS para o público de nossos países bem como para a comunidade internacional,

Buscando usar tecnologias da Informação e da comunicação para aprofundar a cooperação entre os Estados Membros e suas populações,

Dando seguimento aos Planos de Ação adotados nas Cúpulas do BRICS em Durban (2013) e em Fortaleza (2014),

As Partes registram o seu entendimento de cooperar da seguinte forma:

  1. Criação de Sítio “Web”

As Partes criarão um sítio “web” conjunto para cobrir as atividades do BRICS. O sítio “web” será um recurso “online” gratuito e público.

  1. Objetivos da Criação do Sítio “Web”

O sítio “web” será criado para:

– disseminar informações sobre atividades relacionadas ao BRICS de um Estado que ocupe a presidência de turno do BRICS, inclusive as suas prioridades e o programa de sua presidência, informações sobre eventos passados e futuros da Presidência e discursos relacionados ao BRICS proferidos pelos líderes da Presidência de turno;

– fornecer informações sobre a participação de Estados Membros do BRICS e sobre eventos que organizam no âmbito do BRICS;

– disseminar informações sobre as atividades de empresas e organizações não-governamentais com vistas a promover os objetivos do BRICS;

– disseminar publicações da imprensa sobre atividades do BRICS;

– informar o público sobre a história do BRICS e decisões adotadas.

  1. Estrutura do Sítio “Web”

O sítio “web” terá uma estrutura de módulos e incluirá:

– módulo da Presidência de turno do BRICS;

– módulo do Arquivo de Documentos Oficiais do BRICS;

– módulos nacionais dos Estados Membros do BRICS;

– módulo das Notícias do BRICS;

– módulo das Publicações Científicas sobre o BRICS;

– outros módulos conforme acordado pelas Partes

.O modulo da Presidência de turno do BRICS será mantido no idioma oficial e em inglês. O módulo do Arquivo de Documentos Oficiais do BRICS conterá documentos ostensivos e será mantido pela Parte russa em russo, pela Parte brasileira em português, pela Parte chinesa em chinês, pela Parte indiana em hindi e pela Parte sul-africana em inglês.

Os módulos nacionais dos Estados Membros do BRICS serão mantidos pela respectiva Parte.

O modulo das Notícias do BRICS será mantido da mesma maneira que os nacionais.

O módulo sobre Publicações Científicas sobre o BRICS será mantido pelo Conselho de “Think Tanks” do BRICS.

Poderão haver outros módulos conforme acordado pelas Partes.

  1. Direitos das Partes

As Partes terão direito a:

– ter acesso desimpedido e pleno às informações publicadas no sítio “web” do BRICS, bem como às informações sobre o “software” do sítio “web”;

– participar de forma igualitária para a resolução de questões relativas à gestão do sítio “web” do BRICS aplicando o princípio do consenso;

– disponibilizar informações relevantes que as Partes considerem necessárias em seus módulos nacionais do sítio “web” do BRICS, e no período de presidência do BRICS – no módulo da Presidência de turno.

  1. Responsabilidades das Partes

As Partes:

– assegurarão que o módulo da Presidência tenha conteúdo apropriado enquanto o Estado estiver na Presidência de turno do BRICS;

– manterão de forma adequada seus módulos nacionais, incluindo seu “software”;

– disponibilizarão documentos oficiais e ostensivos em conexão com os eventos do BRICS nos respectivos idiomas nacionais no Arquivo de Documentos Oficiais do BRICS;

– tomarão as medidas necessárias para assegurar a segurança da informação para os módulos nacionais e o sítio “web” com um todo.

  1. Financiamento do Sítio “Web”

Cada Parte tenciona prover o financiamento, dentro dos recursos nacionais já existentes destinados a esta atividade, para apoiar o funcionamento do módulo nacional e para a disponibilização de toda a informação no idioma oficial do Estado Parte em cada módulo do sítio “web” do BRICS.

O módulo da Presidência será financiado pela Parte que ocupe a Presidência de turno do BRICS no respectivo ano. Além disso, esta Parte providenciará as traduções em inglês de toda a informação disponibilizada neste módulo.

  1. Gestão do Sítio “Web”

Para os propósitos de gerenciamento do sítio, a Parte criará um Conselho. O órgão abarcará representantes devidamente autorizados (um de cada Parte). As funções do Presidente do Conselho serão exercidas pelo representante da Presidência de turno do BRICS. Em seu trabalho, o Conselho será guiado pelo princípio do consenso. Suas competências incluirão a determinação das áreas de foco das atividades do sítio “web” no longo prazo e a resolução de questões relativas à sua operação. As decisões do Conselho serão tomadas por votação “in absentia”. O Conselho se reunirá, preferencialmente, por teleconferência ou videoconferência.

Representantes de quaisquer das Partes poderão ser substituídos por outra pessoa devidamente autorizada. Não poderá haver mais do que um suplente. O Conselho deverá estar informado, tempestivamente e por escrito, de tais mudanças.

  1. Dispositivos Finais

O presente Memorando será aplicável a partir da data de sua assinatura.

O presente Memorando estará sujeito a revisão anual.

O presente Memorando será celebrado por prazo indeterminado, a não ser que qualquer das Partes dele se retire.

O presente Memorando não é um tratado internacional e não cria direitos e obrigações regidas pelo direito internacional.

Fonte: MRE

VII Cúpula do BRICS – Plano de Ação

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Ufá, Rússia, 9 de julho de 2015

Esperando nosso próximo encontro, a realizar-se à margem da Cúpula do G20 (Antalya, Turquia, 15-16 de novembro de 2015), tomamos nota dos seguintes eventos realizados durante a Presidência russa antes da Cúpula de Ufá:

  1. Reunião do Grupo de Trabalho sobre a criação do Arranjo Multilateral Contingente de Reservas (Washington, 14-15 de abril de 2015).
  2. Reunião de Peritos dos Países do BRICS sobre Assuntos Aduaneiros (Moscou, 13-14 de abril de 2015).
  3. Diálogo de Peritos do BRICS sobre comércio eletrônico (Moscou, 14 de abril de 2015).
  4. Reunião de Ministros das Finanças e Presidentes de Bancos Centrais do BRICS (Washington, 16 de abril de 2015; Moscou, 7 de julho de 2015).
  5. Reunião de Peritos no combate ao tráfico ilícito de drogas e substâncias psicotrópicas e seus precursores nos países do BRICS (Moscou, 20 de abril de 2015).
  6. Reunião de Ministros do Meio Ambiente do BRICS (Moscou, 22 de abril de 2015), precedida de reunião de peritos (Moscou, 21 de abril de 2015).
  7. Reunião de Chefes de Agências Antidrogas dos BRICS (Moscou, 22 de abril de 2015).
  8. Reunião de Autoridades de Defesa da Concorrência do BRICS à margem da Conferência da Rede Internacional para a Defesa da Concorrência (Sydney, 28 de abril – 1º de maio de 2015).
  9. Consultas entre os Ministérios das Relações Exteriores dos BRICS sobre Assuntos de Política Externa (Moscou, 15 de maio de 2015).
  10. Consultas entre os Ministérios das Relações Exteriores dos BRICS sobre Segurança em Atividades no Espaço Exterior (Moscou, 20 de maio de 2015).
  11. Reunião do Conselho de Think Tanks do BRICS (Moscou, 21 de maio de 2015).
  12. Reunião de Vice-Ministros das Relações Exteriores dos BRICS sobre o Oriente Médio (Ásia Ocidental) e Norte da África (Moscou, 22 de maio de 2015).
  13. Foro Acadêmico do BRICS (Moscou, 22-23 de maio de 2015).
  14. Reunião de Altos Representantes Responsáveis por Segurança Nacional dos BRICS (Moscou, 26 de maio de 2015).
  15. Reunião dos Ministros da Saúde dos BRICS à margem da AMS (Genebra, 26 de maio de 2015).
  16. Reuniões do Grupo de Trabalho de Alto Nível sobre a Estratégia para uma Parceria Econômica do BRICS (Brasília, dezembro de 2014; março de 2015 – sob a Presidência brasileira; Moscou, 16 de abril; 4-5 de junho de 2015 – sob a Presidência russa).
  17. Foro Parlamentar do BRICS (Moscou, 8 de junho de 2015).
  18. Reunião de Representantes de Agências Aduaneiras dos BRICS à margem da Conferência da Organização Mundial de Aduanas (Bruxelas, 11-13 de junho 2015).
  19. Reunião dos Ministros da Cultura dos BRICS (Moscou, 16-17 de junho de 2015).
  20. Grupo de Trabalho do BRICS sobre Segurança no Uso de Tecnologias da Informação e da Comunicação (Moscou, 16-18 de junho de 2015).
  21. Reunião do Conselho Empresarial do BRICS (Ufá, 18 de junho de 2015).
  22. Conferência Internacional “Ameaças comuns – ações conjuntas: a resposta dos países do BRICS a doenças infecciosas perigosas” (Moscou, 23-24 de junho de 2015).
  23. Reuniões dos Chefes de Delegação do BRICS junto ao Grupo de Ação Financeira (GAFI) (Paris, 24 de fevereiro de 2015; Moscou, 23-24 de abril de 2015; Brisbane, 24 de junho de 2015).
  24. Reunião do Grupo de Trabalho do BRICS sobre Educação (Moscou, 25-26 de junho de 2015).
  25. BRICS Civil (Moscou, 29 de junho – 1º de julho de 2015).
  26. Reunião dos Ministros ou Chefes de Agência Responsáveis por Temas de Juventude (Kazan, 4 de julho de 2015).
  27. Cúpula da Juventude do BRICS (Kazan, 4-7 de julho de 2015).
  28. Reuniões do Grupo de Contato sobre Assuntos Econômicos e de Comércio (Moscou, 15 de abril de 2015; Moscou, 6 de julho de 2015).
  29. Reunião do Conselho de Governadores do Novo Banco de Desenvolvimento (Moscou, 7 de julho de 2015).
  30. Reunião de Ministros do Comércio dos BRICS (Moscou, 7 de julho de 2015).
  31. Reunião das Partes Financiadoras de Ciência e Tecnologia dos BRICS (Moscou, 6-7 de julho de 2015).
  32. Conselho Empresarial do BRICS (Ufá, 8 de julho de 2015).
  33. Foro Financeiro do BRICS (Ufá, 8 de julho de 2015).
  34. Foro Sindical do BRICS (Ufá, 9 de julho de 2015).
  35. Reunião Anual de Chefes de Bancos do Mecanismo de Cooperação Interbancária do BRICS (Ufá, 8 de julho de 2015).

Eventos a serem realizados durante a Presidência russa:

  1. Reunião de Ministros dos Negócios Estrangeiros/Relações Internacionais do BRICS à margem da sessão da Assembleia Geral da ONU.
  2. Reuniões de temas financeiros:

– Reunião de Ministros das Finanças e de Presidentes de Bancos Centrais;

– Reunião de Vice-Ministros das Finanças;

– Reuniões do Conselho de Governadores do Novo Banco de Desenvolvimento;

– Reuniões do Grupo de Trabalho sobre a Criação do Arranjo Multilateral Contingente de Reservas;

– Reuniões de Peritos dos Bancos Centrais dos BRICS sobre a elaboração de um acordo para a operacionalização do Arranjo Contingente de Reservas.

  1. Reunião dos Ministros da Saúde dos BRICS.
  2. Reunião dos Ministros do Trabalho e Emprego dos BRICS.
  3. Seminário do BRICS sobre questões populacionais.
  4. Reunião dos Ministros da Educação dos BRICS.
  5. Reunião dos Ministros da Agricultura e do Desenvolvimento Agrário dos BRICS. Reunião do Grupo de Trabalho sobre Cooperação em Agricultura.
  6. Reunião de Ministros de Ciência, Tecnologia e Inovação dos BRICS precedida de Reunião de Altos Funcionários dos BRICS em Ciência, Tecnologia e Inovação.
  7. Reunião de Chefes de Órgãos Tributários do BRICS. Precedida de Reunião preparatória de Peritos de Órgãos Tributários do BRICS.
  8. Reunião do Grupo de Contato do BRICS sobre Assuntos Econômicos e Comerciais.
  9. Reunião dos Ministros das Telecomunicações dos BRICS.
  10. Reunião de Chefes de Agências Nacionais dos BRICS responsáveis por Gestão de Desastres.
  11. Reunião de Autoridades de Defesa da Concorrência do BRICS (novembro de 2015, Durban).
  12. Reunião das Autoridades responsáveis por Estatísticas Nacionais dos BRICS.
  13. Foro sobre Sistemas de Proteção Social Abrangentes dos países do BRICS à margem de reunião de peritos do BRICS sobre questões sociais e laborais.
  14. Reunião de Altos Funcionários dos BRICS responsáveis pela Assistência Internacional ao Desenvolvimento.
  15. Reunião intermediária de Sherpas e Sub-Sherpas do BRICS.
  16. Lançamento do Sítio Eletrônico Conjunto do BRICS.
  17. Reunião de Altos Funcionários dos BRICS sobre Combate à Corrupção (novembro de 2015, São Petersburgo).
  18. Reunião do Grupo de Trabalho Antidrogas do BRICS.
  19. Reunião de Chefes de Delegações dos BRICS ao GAFI (estabelecimento de Conselho do BRICS sobre Combate à Lavagem de Dinheiro e Combate ao Financiamento do Terrorismo no GAFI).
  20. Consultas entre as Missões Permanentes e/ou Embaixadas, conforme apropriado, em Nova York, Roma, Paris, Washington, Nairóbi e Genebra, onde apropriado.
  21. Grupo de Trabalho sobre Cooperação em TICs.
  22. Foro de Jovens Diplomatas do BRICS.
  23. Foro de Jovens Cientistas do BRICS.
  24. Cúpula Global de Universidades do BRICS. Reuniões constituintes da Rede de Universidades do BRICS e da Liga de Universidades do BRICS.

Outras iniciativas da Presidência russa:

  1. Reunião de Chefes de Órgãos Migratórios do BRICS precedida por sessão do Grupo Preparatório.
  2. Reunião dos Ministros de Energia dos BRICS precedida por reunião do Grupo de Trabalho sobre Energia e Eficiência Energética.
  3. Reuniões de Alto Nível dos BRICS sobre Assuntos Industriais.
  4. Reunião dos Chefes dos Órgãos de Segurança Industrial e Energética do BRICS. Oficina Internacional entre Órgãos Reguladores da Segurança Industrial dos BRICS “Regulação Efetiva da Segurança Industrial como Elemento de Estabilidade da Economia Nacional” em formato de engajamento externo.
  5. Concurso Internacional de Jovens Cientistas dos países do BRICS. Foro Internacional de Jovens Cientistas e Empreendedores do BRICS.
  6. Reunião de autoridades responsáveis por cooperação jurídica e Direito Internacional nos Ministérios das Relações Exteriores, à margem de foros multilaterais relevantes.
  7. Conferência sobre a Modernização dos Sistemas de Tesouro dos países do BRICS.
  8. Foro Internacional de Jovens Jornalistas, Blogueiros e Repórteres Fotográficos, incluindo aqueles representando os países do BRICS.

Áreas de Cooperação a serem exploradas:

  1. Diálogo dos BRICS sobre manutenção da paz.
  2. Estabelecimento do Conselho de Regiões do BRICS.
  3. Cooperação e intercâmbio de experiências entre profissionais de mídia dos BRICS.

Fonte: MRE