Agência da ONU registra recordes de calor em diferentes partes do mundo nos meses de maio e junho

Postado originalmente em 14/07/2017

Temperaturas extremamente altas para os meses de maio e junho bateram recordes de calor na Europa, Oriente Médio, norte da África e Estados Unidos. A informação foi divulgada pela Organização Meteorológica Mundial (OMM), que alertou também que as temperaturas médias dos oceanos e superfícies para os cinco primeiros meses de 2017 atingiram o segundo nível mais alto já registrado.

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A agência da ONU lembrou que, em Portugal, temperaturas na faixa dos 40 graus contribuíram para agravar a devastação provocada por incêndios florestais na região de Pedrógão Grande, a 150 quilômetros de Lisboa. Episódio deixou dezenas de mortos e feridos. Na vizinha Espanha, a primavera foi a mais quente em 50 anos. Na França, a OMM prevê que as tardes continuarão tendo temperaturas 10º C acima da média para essa época do ano.

Do outro lado do Atlântico, o sudoeste desértico dos Estados Unidos e o interior no estado da Califórnia chegaram a registrar 49º C. Informações da mídia ao final do junho sugeriram que o tráfego aéreo teria sido suspenso em torno do Aeroporto Internacional de Phoenix, no Arizona, porque estava muito quente para voar. O cancelamento de voos ocorreu num dos dias mais quentes dos últimos 30 anos nesse estado.

Fonte: ONU Brasil

USP x Unicamp comentam a Reforma trabalhista

Publicado originalmente em: 12/07/2017

Discussão sobre os efeitos que a reforma trabalhista pode trazer ao mercado de trabalho e à economia. O que vai mudar nas relações entre trabalhador e empregador? A reforma pode ajudar a gerar emprego? Diminui o custo da contratação? O empregado perde direitos?

A reforma trabalhista prevê que aquilo que for negociado entre empregador e empregado vale mais do que a lei. Esta é a principal mudança prevista na nova legislação.

Convidados: 
1 – Marcio Pochmann, professor Economia e pesquisador do CESIT (Centro de Estudos Sindicais e Economia do Trabalho) na UNICAMP
2 – Fernando Botelho, professor de economia da FEA USP (Faculdade de Economia, Administração e Contabilidade da Universidade de São Paulo)

Jornalismo TV Cultura

Vender nossas florestas não ajudará o clima

Postado  em 12/07/2017 por Felipe Poli Rodrigues

Postado originalmente em 12/07/2017

Organizações e movimentos defendem florestas fora do mercado de carbono em carta ao governo brasileiro. Mudanças nesse sentido colocariam em risco a integridade ambiental do país e do planeta, além da arquitetura do Acordo de Paris.

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Floresta próxima ao Rio Tapajós

O Greenpeace, junto a mais de 50 organizações e movimentos brasileiros que atuam em pautas relacionadas a meio ambiente, direitos humanos, direitos dos trabalhadores, povos indígenas e comunidades tradicionais protocolaram ontem no Ministério do Meio Ambiente e no Ministério das Relações Exteriores a “Carta em defesa da posição histórica do Brasil sobre offsets florestais”. Trata-se de uma reação a tentativas de viabilizar o uso de florestas em mercados de compensação de emissões de carbono (offsets), vista como uma falsa solução ao desafio das mudanças climáticas.
Alguns atores têm usado o momento de negociação da implementação do Acordo de Paris, a crise política e a turbulência econômica pela qual o país e o mundo passam como pretexto para demandar medidas a favor de offsets. O esforço beneficiaria aqueles que continuariam emitindo gases de efeito estufa ou receberiam recursos mobilizados, mas traria graves conseqüências para o Brasil e o mundo.
A Carta traz oito pontos que explicam porque os offsets florestais apenas agravariam a crise climática. Entre os argumentos, está a falsa equivalência entre o carbono emitido por combustíveis fósseis e o capturado pelas árvores; o aprofundamento de desigualdades; e o fato de que a compensação via offsets geraria incentivos para países segurarem a ambição de suas metas de redução de emissões perante a ONU.
Desta forma, defendemos o posicionamento histórico do Brasil de não considerar projetos de redução de desmatamento, conservação e recuperação de florestas elegíveis para a geração de créditos de carbono. “Não podemos desviar a atenção das verdadeiras soluções e das políticas necessárias de enfrentamento à crise climática”, afirmam todos os signatários.

Fonte: Greenpeace

Após meses de expectativa, iceberg maior que o Distrito Federal se descola da Antártida

Postado em 12/07/2017 por Felipe Poli Rodrigues

Postado originalmente em 12/07/2017 por Felipe Poli Rodrigues

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Um dos maiores icebergs já documentados acaba de se descolar da Antártida.

O bloco gigante de gelo tem 6 mil km², uma área maior que a do Distrito Federal. O novo iceberg provavelmente está entre os dez maiores já registrados por um satélite.

Um satélite americano observou o iceberg na quarta-feira enquanto passava por uma região chamada de plataforma de gelo Larsen C, na Antártida.

Os cientistas já esperavam pelo acontecimento, já que eles monitoravam o avanço de uma enorme fenda na plataforma há mais de uma década.

Em maio, os satélites Sentinel-1 da União Europeia haviam registrado uma curva na fenda da Larsen C, indicando uma possível mudança de direção.

Agora que se desprendeu, o enorme bloco deve se afastar gradualmente da plataforma de gelo.

“Isso não deve acontecer rapidamente porque o Mar de Wedell é repleto de gelo, mas tenho certeza de que será mais rápido do que todo o processo de ruptura dos últimos meses. Tudo dependerá das correntes e dos ventos”, explica Adrian Luckman, professor da Universidade de Swansea, no Reino Unido.

A Larsen C é a maior plataforma de gelo no norte da Antártida. As plataformas de gelo são as porções da Antártida onde a camada de gelo está sobre o oceano e não sobre a terra.

Segundo cientistas, o descolamento do iceberg pode deixar toda a plataforma Larsen C vulnerável a uma ruptura futura.

A plataforma tem espessura de 350 m e está localizada na ponta oeste da Antártida.

Os pesquisadores vinham acompanhando a rachadura na Larsen C há muitos anos. Recentemente, porém, eles passaram a observá-la mais atentamente por causa de rupturas das plataformas de gelo Larsen A, em 1995, e Larsen B, em 2002.

No ano passado, cientistas afirmaram que a rachadura na Larsen C estava aumentando rapidamente.

Mas, em dezembro, o ritmo aumentou a patamares nunca antes vistos, avançando 18 km em duas semanas.

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Aquecimento global

Os cientistas dizem, no entanto, que o fenômeno é geográfico e não climático. A rachadura existe por décadas, mas cresceu durante um período específico.

Eles acreditam que o aquecimento global tenha antecipado a provável ruptura do iceberg, mas não têm evidências suficientes para embasar essa teoria.

No entanto, os cientistas permanecem preocupados sobre o impacto do descolamento desse iceberg do restante da plataforma de gelo, já que a ruptura da Larsen B, em 2002, ocorreu de forma muito semelhante.

A expectativa dos cientistas é de que a recém separada plataforma se movimente pouco nos próximos anos.

Mas, novas rupturas na plataforma podem acabar dando origem a geleiras que, em vez de permanecer na região, rumariam ao oceano. Uma vez que esse gelo derrete, afeta o nível dos mares.

Ainda há poucas certezas absolutas, contudo, sobre uma mudança iminente no contorno da Antártida.

Fonte: BBC Brasil

Temer entrega Amazônia a grileiros

Postado em 11/07/2017 por Felipe Poli Rodrigues

Postado originalmente em 11/07/2017

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O presidente Michel Temer sancionou nesta terça-feira (11) a Medida Provisória 759/2016.

Chamada de MP da Grilagem, a medida altera um conjunto de leis relacionadas à regularização fundiária em áreas urbanas e rurais do país, mas é sobre a Amazônia que o maiores – e piores – impactos deverão ser sentidos. E o aumento das taxas de desmatamento é um deles.

Para o WWF-Brasil, ao aprovar a MP, o governo envia para a sociedade um sinal de que vale a pena invadir terra pública na Amazônia, pois a anistia será a recompensa para quem se apropria do patrimônio público.

Para começar, a MP 759 – na forma do Projeto de Lei de Conversão 12/2017 – amplia a data limite de ocupação da terra e o tamanho da área. Quem ocupou ilegalmente até 2011 deverá ser beneficiado por meio de uma anistia sem precedentes.

Outro mimo dado pelo presidente é o benefício aos grandes invasores, pois fica permitida a regularização de propriedades com até 2,5 mil hectares. E neste caso, é evidente que não se trata de pequenos agricultores.

De quebra, a MP consolida em níveis mínimos o valor da terra para fins de regularização. A nova lei permite a cobrança de 10% a 50% do valor mínimo determinado pelo Incra.

Em recente artigo publicado no site do Observatório do Clima, a pesquisadora do Instituto do Homem e Meio Ambiente da Amazônia (Imazon), Brenda Brito, fez as contas e revelou que em alguns locais da Amazônia, como no Pará, um hectare de terra pode custar menos de R$ 50, segundo critérios da MP.

Um excelente negócio para quem vive de especular em terras públicas e uma garantia de que o crime compensa – e muito.

O pior é que o subsídio a ser dado aos grandes invasores na Amazônia vai custar caro aos cofres públicos, onerando ainda mais quem paga impostos no país, lembra a pesquisadora.

Desmatamento

“Além de promover injustiça social, a medida vai incentivar o avanço das ocupações sobre áreas de florestas, aumento o desmatamento na Amazônia. Não só pela anistia que esta medida garante, mas pela expectativa de futuro que ela inspira”, avalia Maurício Voivodic, diretor executivo do WWF-Brasil.

“O que o Brasil precisa é de um processo de regularização agrária consequente, em larga escala, e que considere não só os pequenos agricultores, mas também os povos e comunidades tradicionais que aguardam o reconhecimento oficial de seus territórios”, diz ele.

Para o líder de Florestas do WWF-Brasil, Marco Lentini, a anistia  dada aos invasores na Amazônia segue meramente critérios políticos continuamente usados pelo governo em busca de apoio no Congresso.

“A medida deixará milhares de quilômetros quadrados de floresta amazônica vulneráveis ao desmatamento e à degradação”, alerta Lentini.

Segundo ele, o governo está rompendo os compromissos internacionais que assumiu de reduzir o desmatamento e as emissões de gases de efeito estufa na Amazônia, colocando novamente o país em situação delicada perante os países que financiam a conservação da floresta.

Fonte: WWF Brasil

Lixo mata quase de mil tartarugas por ano no litoral paulista

Postado em 11/07/2017 por Felipe Poli Rodrigues

Postado originalmente em 04/07/2017

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Só no litoral Norte de São Paulo, quase mil tartarugas foram encontradas mortas por ingestão de lixo em 2016. Em 2017, já foram registradas cerca de 300 mortes, de acordo com dados do Instituto Argonauta, uma ONG voltada a pesquisas e conservação marinha, sediada em Ubatuba. O último caso que se tem notícia é de uma tartaruga capturada morta em uma praia de Caraguatatuba, por ter ingerido uma grande quantidade de pedaços de bexiga. “Provavelmente, essa tartaruga se alimentou da bexiga por confundi-la com a água-viva, que é seu alimento natural. O plástico, infelizmente, é também outro tipo de material muito comum nos oceanos e que deixa as tartarugas igualmente confusas, e por isso é uma das principais causas de morte entre elas”, explica o Biólogo João Alberto Paschoa do Santos, membro do CRBio-01 – Conselho Regional de Biologia – 1ª Região (SP, MT e MS).

Fonte: Envolverde

ONU: o plástico está cobrindo e destruindo nosso planeta

Postado por Felipe Poli Rodrigues

Postado originalmente em 15/06/2017

Plástico é  uma invenção maravilhosa porque dura bastante – e uma invenção terrível pelo mesmo motivo. Mais de 300 milhões de toneladas serão produzidas este ano. A maioria nunca é reciclada e permanece em nossa terra e nos nossos mares para sempre. Os detalhes nesse documentário.

 

No início de junho de 2017, a ONU realizou a Conferência sobre os Oceanos com o objetivo de apoiar a implementação do Objetivo de Desenvolvimento Sustentável 14: conservar e utilizar de forma sustentável os oceanos, os mares e os recursos marinhos para o desenvolvimento sustentável; saiba como foi e acompanhe o tema em  http://nacoesunidas.org/tema/ods14, #SaveOurOcean e #MaresLimpos.

Fonte: ONU Brasil