São José investe em ciências e fecha acordo na educação com a NASA

Postado originalmente – 19/05/17

Além de ter o maior polo aeroespacial do hemisfério sul do planeta, São José dos Campos que aprimorar o ensino e as experiências no campo científico desde a formação básica dos estudantes. E para isso tem estabelecido programas e parcerias com grandes entidades científicas mundiais.

Nesta semana, a prefeitura recebeu o presidente da Agência Espacial Brasileira (AEB) e ex funcionário do Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (Inpe), José Raimundo Braga Coelho,  para o lançamento do programa Globe Brasil. Trata-se de atividades desenvolvidas em conjunto com a Administração Nacional de Aeronáutica e Espaço (NASA), dos Estados Unidos.

O programa será inserido no currículo das escolas municipais de ensino fundamental. Desde 1994, o Globe Program se encontra em entidades de ensino de todo o mundo. O Brasil recebeu as primeiras atividades em 2015.

Essa é a primeira vez que estudantes de São José dos Campos terão essa experiência. Os alunos serão responsáveis pela coleta de dados ambientais sobre clima, solo e vegetação. Entre os estímulos está a busca por jovens vocacionados a estudarem cursos ligados a área de ciências da Terra e Espaciais, renovando a mão de obra dos institutos e empresas da cidade.

As informações ambientais serão compiladas e remetidas para a NASA, sendo utilizadas em pesquisas. O programa contemplará 25 escolas de ensino fundamental até o final deste mês. Junto a essa ação, a prefeitura informou que as aulas de ciências serão feitas em campo também, fora do ambiente de classe. Estão sendo criadas hortas dentro das escolas para o aprendizado prático de ciências ambientais dos alunos.

“O Globe trata de ciências naturais, ambientais, que aquilo que é mais importante para a garantia da nossa permanência no planeta”, ressalta o presidente da AEB, José Raimundo Braga.“Trata-se de uma oportunidade muito forte para que você comece uma estruturação de ensino de outra maneira, com a preocupação pelo aprendizado”, destaca o presidente da Agência Espacial Brasileira.

Os professores e técnicos de educação e saúde serão capacitados por uma equipe habilitada pela Agência Espacial Americana para ensinar as crianças a coletar os dados e realizar os estudos.

“Estamos ampliando o workshop que será realizado no final do mês para técnicos de saúde já que uma das atividades será o de gerenciar o comportamento do mosquito Aedes Aegypti”, detalha Márcio José Catalani, assessor técnico pedagógico da Secretaria de Educação e Cidadania.

Márcio ainda detalha os termos dessa cooperação. “A Nasa irá oferecer todo o suporte necessário, porém trata-se de um programa autossustentável, através da capacitação dos nossos profissionais”, explica o assessor técnico pedagógico.

Os canteiros de plantio foram distribuídos por diversas escolas de educação infantil e de ensino fundamental. O objetivo é propiciar o ensinamento da ciência por meio de aulas práticas e contato direto com a natureza.

O Centro Comunitário de Convivência Infantil (Cecoi) Célio Lemos,  na região central, já tem sua horta pronta e tida como uma das pioneiras. Os estudantes tem atividades no local partir dos 3 anos de idade, cuidando do plantio das sementes, da manutenção ao longo do crescimento e colheita das verduras e legumes plantados por eles.

O presidente da Obra Social Célio Lemos, que administra o CECOI, Paulo Roberto Fernandes, o Projeto Semear existe há quatro anos e se expandirá. “Nosso objetivo é multiplicar o conhecimento sobre a natureza. Recebemos alunos e professores de outras escolas e o objetivo é incentivar outras instituições a desenvolverem o projeto com seus alunos”, destacou.

Em apenas um ano, essa entidade deixou de encaminhar ao aterro sanitário do município cerca de seis toneladas de resíduos orgânicos, que atualmente é utilizado em compostagens para a melhoria do solo da horta.

Fonte: Defesanet

Maduro e Castro Tentam envolver o Brasil no conflito

Postado originalmente – 17/05/17

O Castrochavismo em atitude desesperada procura envolver o Brasil em seu conflito. Partindo para um assunto sensível a todos os Venezuelanos que é o reclamo de posse da área de Esequibo na Guyana.

Chávez foi complacente com a questão de Esequibo seguindo a linha de Cuba, que era de não discutir fronteiras pois isso era uma questão colonialista. Mas apresentava mapas com a região como contestada.

A tentativa tem sido sempre de sufocar economicamente o pequeno país. Os reclamos da Venezuela equivalem a 2/3 do território da Guyana.

Na noite de 16 Maio (terça-feira), a Venezuela lançou uma típica ação de Guerra Híbrida (Desinformação). Através de um meio nacionalista chamado ANTROCANAL (@antrocanal), com a #EsequiboEsVenezuela, lançaram uma campanha de que o Exército Brasileiro iniciaria, após o período de chuvas, perfurações petrolíferas no sul da região de Esequibo.

E mensagem é baseada nas fontes do próprio Governo da Guyana. Tendo como início uma declaração do Embaixador Talbot, daquele país, em Brasília DF. A edição do dia 12 MAIO 2017, do Government News  Brief, edição oficial do Governo da Guyana tem a declaração do Embaixador.

Também é uma ação pela posição do Presidente Michel Temer, ter recebido a líder oposicionista venezuelana Lilian Tintori, em 11 MAIO 2017. Pela primeira vez um político não chavista é recebido no Palácio do Planalto, em 18 anos.

Fonte: Defesanet

Tropas dos EUA na Amazônia

Publicado – 06/05/2017

Depois de anos de afastamento, os exércitos dos Estados Unidos e do Brasil realizam uma série de ações que indicam reaproximação na área de defesa e na luta contra o narcotráfico. A medida mais visível dessa intensificação das relações será uma operação conjunta entre tropas americanas e brasileiras em novembro na Amazônia, região sensível aos interesses nacionais e na qual a presença estrangeira provoca discórdia até entre os próprios militares.

Como parte do exercício, será instalada, entre os dias 6 e 13 de novembro, uma base multinacional na Tríplice Fronteira, entre Tabatinga (Amazonas, Brasil), Letícia (Colômbia) e Santa Rosa (Peru), que abrigará munição, equipamento de disparos e de comunicação. Como a operação está em fase de planejamento, não foi definido ainda o número de militares de EUA e Brasil que participarão do exercício, que envolverá ainda tropas de Peru e Colômbia.

A participação americana é uma resposta a um convite do Brasil, que testemunhou como observador um exercício semelhante da Organização do Tratado do Atlântico Norte (Otan) na Hungria, em 2015. No Leste Europeu, a base multinacional, que seria temporária, acabou se tornando permanente. Comandantes brasileiros negam que o mesmo possa acontecer na Amazônia.

Questionado pela coluna, o Comando do Exército esclareceu que o exercício, denominado AmazonLog 2017, tem, entre outras metas, “aumentar a capacidade de pronta resposta multinacional, sobretudo nos campos da logística humanitária e de apoio ao enfrentamento de ilícios transnacionais”. Leia-se, combate a drogas e entrada ilegal de armas.

A guerrilha das Forças Armadas Revolucionárias da Colômbia (FARC) está em processo de desarmamento, após décadas de guerra civil – e a fronteira, que, por anos, foi usada como rota para transporte de drogas, poderia servir de esconderijo para esse arsenal.

Com a Tríplice Fronteira Sul, entre Foz do Iguaçu, Ciudad del Este (Paraguai) e Puerto Iguazú (Argentina), a região de Tabatinga preocupa há anos as autoridades brasileiras por ser entreposto do narcotráfico. Em mensagem a ZH, o Exército explicou que, além de militares, participarão da manobra Polícia Federal, Receita Federal, Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis (Ibama) e Agência Nacional de Vigilância Sanitária (ANVISA), entre outros órgãos civis.

A presença de tropas americanas na Amazônia é polêmica, mexe com os brios dos nacionalistas e provoca revolta entre oficiais da reserva: “Convidar as forças armadas dos EUA para fazer exercícios conjuntos com nossas Forças Armadas, na Amazônia, é como crime de lesa-pátria. Ensinar ao inimigo como nos combater na selva Amazônica é alta traição”, diz uma mensagem que circula entre militares.

Para Nelson Düring, especialista em assuntos estratégicos e editor do site Defesanet.com.br, visões como essa representam um retrocesso e atrapalham a inserção brasileira em assuntos internacionais.

– Até hoje, não descobri qual a razão de tanta restrição aos EUA por uma parte grande dos militares. O exercício trata-se de uma interação com outras forças militares. Até recentemente, não eram aceitos militares estrangeiros no Centro de Instrução de Guerra na Selva (Cigs). Agora, já tivemos americanos, europeus e até chineses. Cabe ao Brasil preservar os seus segredos. Muito do que poderia ser mantido em sigilo antes é hoje devastado pelos satélites de observação – analisa Düring.

PARCERIAS NAS ÁREAS DE DEFESA E TECNOLOGIA VÃO ALÉM

O exercício na Tríplice Fronteira é apenas a parte mais visível da reaproximação entre EUA e Brasil na área de defesa. Há outras. Em abril, a empresa brasileira Bradar Savis, setor do grupo Embraer Defesa & Segurança especializado em radares para defesa e sensoriamento remoto, fechou um acordo com a americana Rockwell Collins, também da área aeroespacial, para o desenvolvimento de um produto em parceria. Um mês antes, o comando de Engenharia, Desenvolvimento e Pesquisa do exército americano abriu um escritório na sede do Consulado dos EUA em São Paulo para aprofundar as relações com o Brasil em projetos de pesquisa voltados para tecnologia. Um dos trabalhos em andamento é a colaboração entre pesquisadores para implantação de maior tecnologia embarcada em veículos blindados.

O próprio exercício em Tabatinga é parte de uma parceria maior, chamada Operação Culminating, que envolve cinco anos de manobras conjuntas entre os dois exércitos. O auge será um treinamento envolvendo grande número de soldados dos dois países. O Brasil deve enviar um batalhão, entre 300 e 500 militares, para integrar uma brigada do exército americano, no Joint Readiness Training Center, centro de instrução localizado em Fort Polk, no Estado da Louisiana, no segundo semestre de 2020.

O comandante do Comando Sul do exército americano, major-general Clarence K. K. Chinn, esteve no Brasil em março, quando se reuniu com o comandante do Exército, general Eduardo Villas Bôas. Ele também conheceu a região da Tríplice Fronteira amazônica, onde ocorrerá o exercício de novembro.

Fonte: DefesaNet

Brasil e Colômbia buscam fortalecer parceria no combate aos crimes de fronteira

Publicado originalmente – 09/05/2017

Brasil e Colômbia buscam unificar as ações no combate aos crimes transfronteiriços. Esta foi a tônica do segundo encontro dos ministros da Defesa do Brasil, Raul Jungmann, e da Colômbia, Luís Carlos Villegas Echeverri, no Comando Geral das Forças Armadas, na capital colombiana. “Recordo que no primeiro encontro citei com ênfase a palavra confiança. E tenho certeza que com confiança iremos longe no combate aos principais problemas que verificamos hoje nossa fronteira”, destacou Jungmann.

O ministro colombiano informou durante o encontro que até o fim do mês as FARC concluirão o processo de desarmamento. Villegas propôs ampliar parceria também na indústria de defesa e o treinamento com as Forças Aéreas dos dois países para o combate aos voos clandestinos. Sobre este assunto, o comandante da Aeronáutica, brigadeiro Nivaldo Luiz Rossato, informou que em julho haverá treinamento envolvendo as Forças da Colômbia e do Equador.

Neste sentido, o ministro Jungmann defendeu no encontro a participação de outros países vizinhos, como por exemplo, o Peru. Segundo o ministro brasileiro, as ações conjuntas dos governos sul-americanos permitirão o combate aos crimes transfronteiriços. “Estamos atentos ao monitoramento da entrega de armas por parte das FARC; o combate e o patrulhamento conjunto do narcotráfico na fronteira; e ações de combate aos grupos organizados no tráfego aéreo e marítimo na região fronteiriça”, destacou.

Durante o encontro os dois ministros se propuseram a manter uma linha de comunicação direta entre os comandos das Forças Armadas e o compartilhamento das redes de inteligência. Deste modo, Jungmann e Villegas acreditam no fortalecimento com vistas ao combate as quadrilhas criminosas.

O ministro colombiano afirmou que tem total apoio do presidente Juan Manuel Santos nesta parceria. O ministro chefe do Gabinete da Segurança Institucional (GSI), general Sérgio Etchegoyen, contou que desta ação integrada permitirá ao Brasil o combate as quadrilhas que atualmente tentam se internacionalizar.“A integração é o ponto mais importante para que tenhamos êxito no combate ao crime organizado”, disse. Jungmann e Etchegoyen afirmaram que o presidente Michel Temer, desde o primeiro momento,  vem dando integral apoio no combate aos grupos criminosos.

O chefe do Estado-Maior Conjunto das Forças Armadas (EMCFA), almirante Ademir Sobrinho, informou também que o governo brasileiro dará apoio necessário para que os militares da Colômbia possam conhecer o Sistema Integrado de Monitoramento de Fronteira (SISFRON). Além disso, segundo o almirante Ademir, 18 militares brasileiros estarão neste país entre julho e outubro auxiliando no processo de desminagem.

Indústria de defesa

O secretário de Produto de Defesa (Seprod), Flávio Basílio, defendeu também maior integração dos dois países na indústria de defesa. Basílio contou que o BNDES dispõe de uma linha de crédito especial para financiar governos que desejam investir no setor. De acordo com o secretário, as linhas de crédito são as melhores do mercado.

O secretário executivo do Ministério da Justiça, José Levy, que integrou a comitiva brasileira, contou também que Brasil e Colômbia estão desenvolvendo parceria na área de inteligência. Dentro das próximas semanas policiais colombianos irão a São Paulo para treinamento na sede da Polícia Federal.

Estiveram na comitiva o comandante da Marinha, almirante Eduardo Bacellar Leal Ferreira; o comandante Militar da Amazônia (CMA), general Geraldo Miotto;  o secretário Nacional de Segurança Pública, general Carlos Alberto Santos Cruz; e o embaixador Nelson Tabajara, diretor para Assuntos de Defesa e Segurança do Ministério das Relações Exteriores. O próximo encontro está previsto para setembro, no Brasil.

Por Roberto Cordeiro

Fonte: Ministério da Defesa