Tópicos em Relações Internacionais


 

Introdução às Relações Internacionais: O Mundo em Mapas

TRI Mapas

TEORIA DAS RELAÇÕES INTERNACIONAIS 

REALISMO

Artigos no Observ@tório sobre Realismo

História da Guerra do Peloponeso de Tucídides

Vinte anos de crise de E.H. Carr

Paz e Guerra entre as Nações de Raymond Aron

A Política Entre as Nações de Hans Morgenthau

Man, the State and War de Kenneth Waltz

Theory of International Politics de Kenneth Waltz

Causas Estruturais E Consequências Dos Regimes Internacionais de Stephen Krasner

 A Realist Reply de John Mearsheimer

The Israel Lobby And U.S. Foreign Policy de John Mearsheimer

Entrevistas com Kenneth Waltz

Conversations With History com Stephen Krasner

Theory in Action: Realism

LIBERALISMO

Paz Perpétua entre as Nações de Immanuel Kant

After Hegemony: Cooperation and Discord in the World Political Economy de Robert O. Keohane

Power and Interdependence de Robert O. Keohane and Joseph Nye

Soft Power de Joseph Nye

20 Years of Institutional Liberalism de Robert O. Keohane

Liberal International Relations Theory and International Economic Law de Anne-Marie Slaughter

The end of History and the last man de Francis Fukuyama

Power in Global Governance de Michael Barnett e Raymond Duvall

Transforming Global Governance in the XXI century de Ngaire Woods, Alexander Betts, Jochen Prantl and Devi Sridhar

ESCOLA INGLESA (SOCIEDADE INTERNACIONAL)

A Política do Poder de Martin Wight

A Sociedade Anárquica de Hedley Bull

Citações de A Sociedade Anárquica

The Primary Institutions of International Society de Barry Buzan

From International to World Society de Barry Buzan

Bibliografia sobre a Escola Inglesa

Construtivismo

Anarchy is what states make of it de Alexander Wendt

Barry Buzan On International Society, Securitization, And An English School Map Of The World (Theory Talks)

Social Forces, States and World Order: Beyond International Relations Theory por Robert W. Cox

Robert Cox on World Order, Historical Change and the Purpose of Theory in International Relations (Theory Talks)

Sociologia Histórica

Immanuel Wallerstein On World-Systems, The Imminent End Of Capitalism And  Unifying Social Science (Theory Talks)

“Cultures in Conflict? Who are We? Who are the Others?” por Immanuel Wallerstein

Rise and Future Demise of the World Capitalist System – Concepts for Comparative Analysis” por Immanuel Wallerstein

Miscellaneous

“O Leviatã” por Thomas Hobbes

Network Power de David Sigh Grewal

Cooperation under Anarchy de Axelrod

Absolute and Relative Gains in International Relations Theory de: Robert Powell

Regime Dynamics: The Rise and Fall of International Regimes de Oran Young

Oran Young and international institutions de Ronald B. Mitchell

Dom Quixote Reencontra Sancho Pança – Relações Internacionais e Direito Internacional antes, durante e depois da Guerra Fria de Igor Souza

“Clash of Civilizations” por Samuel Huntington

POTÊNCIAS MÉDIAS E EMERGENTES

Rising States, rising institutions: challenges for global governance de Alan Alexandroff e Andrew Cooper

ÍNDIA

CHINA

RÚSSIA

BRICS

IBAS

.

O BRASIL NA ARENA INTERNACIONAL

Brasil na América do Sul

Brasil na Economia Mundial 

Brasil na ONU e no Conselho de Segurança

Repertório de Política Externa Brasileira

Dois Séculos de História do Itamaraty: 1808 – 1978

Dois Séculos de História do Itamaraty: 1979 – 2008

O Brasil nas Operações de Paz na ONU

Brasil e China – Multipolaridade de Samuel Pinheiro Guimarães (org.)

31 respostas em “Tópicos em Relações Internacionais

  1. Podemos considerar os conflitos religiosos que ocorreram na renascença como um dos fatores para o nascimento das Relações Internacionais. Mas como associar uma esfera tão autônoma como a religiosa a fatores econômicos de influência mundial? Bem, podemos retornar um pouco ao tempo e lembrarmos a Defenestração de Praga, que foi quando alguns integrantes da nobreza tcheca jogaram pelas janelas do palácio real de Praga os representantes do sacro imperador romano-germânico Fernando II fato que deu origem a Guerra dos 30 anos. Com a Guerra dos 30 anos observamos pela primeira vez conflitos religiosos se tornarem geopolíticos, contando com um estopim religioso e um contexto de Guerra político-econômico. As rivalidades entre católicos e protestantes e assuntos constitucionais germânicos foram gradualmente transformados numa luta dentro da Europa, que envolveu um grande esforço político da Suíça e da França a fim de diminuir a força da dinastia dos Hasburgos, da Áustria. As hostilidades deram origens a problemas econômicos e demográficos na Europa Central e se solucionaram somente com um tratado denominado Paz de Vestfália, que é considerado o marco fundador do Direito Internacional e tem como princípios a Soberania dos Estados, a Autodeterminação, a igualdade soberana entre os Estados (formal/legal) e a não intervenção nos assuntos internos de outros Estados. Nesse contexto, podemos sim considerar os conflitos religiosos um propulsor para o Direito Internacional como um estopim para os reais interesses do mesmo.

  2. Observamos ao longo da história os diversos fatores que levaram à existência das relações internacionais, e como surgiu, a partir delas, o Direito Internacional. Nessa caminhada, é possível observar o papel importantíssimo da religião como fator de conflito que levou a essas relações e como elas se desenvolveram, envolvendo outras esferas e chegando ao complexo século XXI.
    Podemos citar como importante marco a Reforma Protestante, que difundiu uma série de reflexões na sociedade europeia do século XVI. Com ela, surgem diversos desentendimentos por motivos religiosos entre países, culminando com um conflito religioso que tem uma importância singular para nossa matéria, e que acabou levando ao envolvimento de fatores geopolíticos: a Defenestração de Praga.
    A Defenestração de Praga foi um episódio em que uma disputa religiosa entre católicos e protestantes pela sucessão do trono terminou com a defenestração dos representantes do imperador do Sacro Império Romano-Germânico. Trata-se de um conflito religioso que acabou por ser o estopim da Guerra dos Trinta Anos.
    É perceptível que o que começou como um conflito de natureza religiosa se torna uma oportunidade geopolítica de projeção do poder, e esse vai ser um momento de transição muito importante para a história das relações internacionais, considerando que anteriormente os grandes agrupamentos se davam em torno de temas como a religião, que perpassam os limites territoriais.
    A guerra termina com o tratado de paz de Vestfália. A Europa pulverizada em centenas de unidades administrativas foi sendo reduzida em unidades maiores. Isso se deve ao fato de que a partir da Paz de Vestfália, a estrutura hierarquizada de suserania e vassalagem, em que a hierarquia era o fator mais importante, será simbolicamente trocada por uma relação mais horizontalizada. Agora é possível falar de “internacional”, como igualdade soberana entre os Estados.
    A Paz de Vestfália marcou, portanto, em sentido mais amplo, o início do sistema laico de Relações Internacionais, na medida em que deu origem à estrutura legal e política das relações inter-estatais modernas. A partir dela, reconheceram-se princípios que são citados e utilizados até hoje, como o princípio da soberania territorial, o da não intervenção em assuntos internos nos demais e a independência dos Estados, detentores de direitos jurídicos iguais, a serem respeitados pelos demais. Todas as formas de governo passam a ser legítimas e se estabelece o princípio de tolerância e liberdade religiosa. Embora já tenha havido vários outros tratados anteriores, o tratado conhecido como Paz de Vestfália é um marco histórico do Direito Internacional.

  3. O Direito Internacional tem como base de surgimento diversos fatores e acontecimentos históricos que foram gerados em decorrência das diversas Relações de âmbito Internacional que foram geradas como consequência desses acontecimentos, trançando a forma como os seres humanos vem se relacionando no âmbito internacional.
    Vale lembrar que dentro da história da Humanidade o fator principal que iniciou as Relações na esfera Internacional sempre foram os conflitos, que se iniciaram entre grupos de pessoas unidas em uma causa comum, sendo estes grupos motivados pelos mais diversos fatores (religião, identidade étnica, relações de poderes, dentre outros). Tendo, no decorrer da história, a passagem desses grupos por uma fase de transição, aonde estes passaram para a figurar de meros aglomerados de pessoas com interesses comuns a ideia de nações distintas que entraram em conflitos.
    Por fim, é necessário ressalvar que a figura das Relações Internacionais bem como do próprio Direito Internacional surgiu em sua forma mais próxima com que o Direito Internacional atual quando, em decorrência desses conflitos, há o surgimento dos conceitos como Nações e Estados, soberania territorial, tratados Inter-Estados detentores de Direitos e deveres jurídicos iguais e da ideia posterior de Estados Laicos.

  4. As mudanças ocorridas na Europa a partir do séc. XVI, bem como a emergência do Estado moderno, o desenvolvimento da ciência e a quebra da unidade religiosa serviram de base para fundamentar o surgimento das Relções Internacionais. Podemos colocar os conflitos, principalmente os reliogiosos, como força motriz desse surgimento, como por exemplo a Defestração de Praga, o estopim para a Guerra dos Trinta Anos, um conflito causado por rivalidades religiosas, comerciais, dinásticas e territoriais, entre diversos países europeus. A chamada Paz de Westphalia resultou da assinatura de um conjunto de tratados diplomáticos em 1648, que puseram fim à Guerra dos Trinta Anos (1618-48). Como consequência, surge uma sociedade de Estados fundada no princípio da soberania territorial, não intervenção externa e a independência dos Estados. Assim, podemos considerar o episódio um dos mais importantes ao desenvolvimento das Relações Internacionais, dando origem às estruturas legais e políticas das mesmas.

  5. A história das relações internacionais tem sua origem baseada nas relações de interação dos homens das diversas civilizações. Desde a antiguidade de civilizações tais como Egito Mesopotâmia Índia, Grécia e impérios como Assírios, Babilônios, Persas entre outros, as histórias de formação de Estados e Impérios, de dominação, guerras, trocas comerciais influenciaram na constituição das relações internacionais. A interação dos homens de diversas civilizações e impérios para os mais variados fins inicia a história das relações entre Estados diferentes e com isso das próprias relações internacionais. Já na idade médias a interação entre povos deu-se, apesar da descentralização de poder característica do período feudal , por exemplo através das Cruzadas, em que povos católicos partiam para o oriente para conquistar a Terra Santa além de também serem alavancados por interesses políticos e comerciais. É possível citar que partir das Grandes Navegações as relações internacionais tornaram-se mais sólidas graças a exploração dos mares em busca de novas rotas comerciais e também a conquista de terras até então desconhecidas. Tais fatos refletiram em novas configurações de sociedade e de relações entre Estados. Outro acontecimento que merece ser salientado no que tange a história das relações internacionais é o surgimento de novas religiões cristãs. Esse fato desdobrou em novas formas de organização de sociedade, e por consequência, novas formas de interação dos homens e dos Estados. No percurso histórico as sociedades foram formadas em decorrência de várias transformações os Estados foram se configurando de forma cada vez mais sólida e a sociedade se transformando na busca de participação política e defesa dos seus interesses. As relações Internacionais tornaram no decorrer do processo histórico fundamentais para as interações entre países, sendo que essas impõem regras próprias tais como soberania, legitimidade, do respeito as decisões internas e dos direitos jurídicos. Portanto, percebe-se que a constituição e desenvolvimento das relações internacionais decorrem pra própria história da humanidade, sendo essa a partir de transformações e adaptações dos países, das sociedades, e da própria das relações internacionais.

  6. Através do conteúdo exposto em sala de aula é possível observar que uma série de fatores levaram o aparecimento das relações internacionais,que proporcionam relações não só políticas, mas também sociais e econômicas. Dentre esses fatores,sem dúvida, a religião serviu como uma forte influência para que essas relações se desenvolvessem e aprimorassem, é quando surgi então o Direito Internacional, que se mostra de grande importância para as complexas estruturas existentes no mundo contemporâneo. Os conflitos religiosos entram,então, como precursores do aparecimento das relações internacionais, podendo relaciona-los, também, a conflitos de interesses de Estados, fazendo, assim, menção a Defenestração de Praga, acontecimento provocado por conflitos religiosos entre protestantes e católicos por conta da sucessão do trono, que acaba por resultar, na Guerra dos 30 anos, a qual pode ser considerada um evento histórico, pois mostra e marca o início de uma nítida busca por interesses políticos e econômicos, que teve por consequência a Paz de Vestfália, que estruturou e fez crescer a legitimidade do Direito Internacional, fez aumentar força de poder dos Estados, e impor princípios/regras como direitos jurídicos iguais, que foram regulamentadas e que vigoram até os dias atuais. Com isso,observa-se que os conflitos religiosos, foram capazes de revolucionar as relações de comércio, política e economia passados, atuais e futuros.

  7. Ao longo da história mundial,vários foram os conflitos traçados em âmbito internacional.Mas foi a partir da Idade Moderna,com a “reabertura” da Europa – que vivera um longo período sob um sistema feudal e em certa medida isolado – e as grandes navegações,que tais conflitos se intensificaram. O que pode se justificar pelo fato de estar sendo formado naquele momento o conceito de Estado Moderno,com a soberania dos Estados e o propósito expansionista. Nesse período países da Europa, disputavam territórios e mercados consumidores, o que envolvia um grande contingente de populações.Exemplo de tais conflito, é a Guerra do Ópio, que envolveu a Grã-Bretanha apoiada pela França se opondo a China,numa disputa de poderes desses países.

  8. Primeiramente devemos tomar a base do Direito Internacional que nada mais são que os tratados. Desde que o ser humano se organizou em grupos e começou a interagir com outrem por vias políticas visando um bem comum, ou simplesmente a autopreservação.
    Tais atividades, fossem no âmbito economico ou político, marcam as grandes civilizações humanas que já viam a necessidade de mediação e relações com outros “Estados” (não o sentido pós-moderno de Estado). Vemos então uma Antiguidade com o começo do futuramente chamado Direito Internacional na forma das tabuletas, em hieróglifos, escrita cuneiforme, grego ou latim, o Homem impondo e se curvando perante as regras mutuamente estabelecidas. Podemos tomar grandes povos como os gregos que construíram suas polis baseadas no Direito, pais da Democracia e da Filosofia. Ou os poderosos e assimiladores romanos, cujo Direito moderno e contemporâneo se baseiam. Nos povos helenicos dos quais derivam nossa cultura e habitos, linguagem e tradições. Toda um desenrolar de fatores e ocorrências que são hoje o suporte para nossa diplomacia.
    Idade Média há o fortalecimento em tais entruncamentos, visto o feudalismo e a relação hierarquica no sistema de suserania e vassalagem as ramificações iniciais do embebimento interpessoal nas, centrais, relações humanas. E o que foram os ditos 10 Mandamentos pontificos senão a justificativa e ordenamento base, advindo do Deus Judaico-Cristão católico, para todos os reinos e republicas européias? Justamente, o direito internacional nasce muito antes mesmo da globalização. Nasce dos conflitos humanos, da sobrevivencia, da guerra, emanando dos vencedores e se moldando aos derrotados. Viva a renascença que com seu antropocentrismo catedrático trouxe novamente o Homem ao centro da Vida, da Política, da Economia, proporcionando assim os futuros levantes modernos na França e América. Levantes motivados pelo não respeito à regras, atos e tratados preestabelecidos internacionalmente – relação Metrópole-Colônia e exacerbado abuso de poder por partes dos governantes – cujos frutos são uns dos pilares da superestrutura social que vivemos hoje. Com a globalização diminuindo fronteiras e aproximando-nos como que em uma grande Aldeia Global (como denomina H. M. McLuhan em sua obra homônima), nos aproximando virtualmente por meio das tecnologias, mas ainda cerceando a soberania e autonomia nos Estados modernos na concretude da assinatura dos tratados.

  9. A história da humanidade carrega consigo a periodicidade dos conflitos inerentes a ela. O surgimento dos Estados Nacionais, mais do que qualquer outro evento, inaugura a necessidade de regulamentação dos interesses dos diferentes entes, que evidentemente possuiam interesses que comumente se divergiam, entretanto a regulamentação e o esboço do que viria ser as Relações internacionais já estavam escritas nas entrelinhas da própria história. O cenário anterior ao surgimento dos Estados Nacionais trás um panorama recheado de conflitos, o que naturalmente recrudesce cada vez mais a necessidade de regulamentação dessas relações, pois as constantes mudanças da economia, da religião e dos meios de produção são os combustíveis destes conflitos, que concretizaram as mudanças e que desde então não cessaram. Já dentro do cenário pós formação dos Estados Nacionais, surge a colonização, as investidas além mar em busca de outros territórios, de riquezas, e daí novos conflitos, mais um passo a frente das Relações Internacionais. As mudanças na cultura e a imposição de uma suposta forma superior de cultura, o ideal expansionista das grandes potências,o desenvolvimento armamentista,as divergências entre religiões e entre as religiões e a ciência demonstraram ,de inúmeras maneiras ,a necessidade do estudo das relações internacionais como uma eclusa ao rio corrente da história. O desenvolvimento das relações internacionais, não somente na lida com questões delicadas e periodos de tensão, desenvolve o estudo da complascência entre os interesses dos Estados, buscam entender o desenvolvimento das relações internacionais também como um evolução social como por exemplo a diplomacia.Sendo assim, no contexto da atual globalização é inegável a importância do estudo das relações internacionais, pois este é imprescindível para a compreensão do mundo em que vivemos.

  10. A partir de uma rápida análise do material “O mundo em mapas” é possível perceber a força que a geografia tem acerca da etnia e da língua, de forma mais óbvia, e da religião, da densidade demográfica, da economia e do desenvolvimento humano, de forma menos óbvia. Essa força não é absoluta, e as determinações obedecem também a outras forças que são construídas a posteriori, de acordo com as relações internacionais dadas ao longo do tempo. Por conseguinte, as determinações que para nós aparentam ter um status de verdade absoluta, na realidade são consequência de uma conformação muita mais consensual do que racional, sendo que esse consenso pode ter se estabelecido de forma pacífica ou não. É possível destacar que essa conformação se deu, além da geografia, pelos interesses mais atraentes e necessários que os homens qualificavam como tal. Entretanto, será que esses interesses são universais?
    Consoante uma observação mais minuciosa dos mapas, podemos constatar a forte influência exercida pelo continente europeu sobre os demais. Começando pelo mapa étnico, observa-se a soberania da etnia que já leva justamente o nome de europeia. A existência dessa etnia não se restringe apenas ao continente europeu, abarcando todo planeta, seja em sua forma original ou na mistura com outras etnias.
    Pulando para o mapa das grandes civilizações, verifica-se a forte hegemonia da civilização greco-romana, que sendo advinda do continente europeu, só não está presente na maioria do continente africano e asiático. Nos âmbitos linguísticos e religiosos a constatação é a mesma, os padrões europeus tendem ser os padrões mundiais.
    No mapa da população atual, o contingente europeu já não chama tanta atenção. Porém, não se deve se enganar. Nem sempre foi assim, e é talvez por esse motivo que a Europa não suporte, nos dias atuais, um contingente populacional tão vasto como o de países em desenvolvimento. A população europeia já foi mais densa que a de outros continentes. Contudo, os séculos de soberania populacional naturalmente prejudicaram a chance, que já não é vista como bem-vinda, da Europa continuar com uma população proporcionalmente maior do que a de outros continentes.
    Quanto ao PIB, a distribuição parece ser mais homogênea, mas somente entre as faixas continentais ao norte. Mesmo assim, no mapa do PIB, a Europa, que geograficamente é bem menor que a Ásia e a América do Norte, se infla de forma desproporcional, ficando maior que a Ásia e em pé de igualdade com a América do Norte. Por fim, o mapa de desenvolvimento humano só vem a reforçar o destaque que o continente europeu e os demais países influenciados por ele possuem.
    Após a análise dos diversos mapas, pergunta-se: Será que a dominação europeia é tida como óbvia, certa ou até mesmo inquestionável? Por que o mundo pós-moderno é ainda fortemente influenciado por tendências, se não europeias, de países que possuem forte conexão com o mundo europeu? Talvez poderíamos dizer que essas influencias respeitam a interesses econômicos, sociais, materiais, geográficos e, pela Europa ter maiores condições ao longo da história, de se impor, ela conseguiu ter supremacia nos diversos segmentos explicitados nos mapas. Mas, não obstante esse raciocínio e retomando a pergunta feita no começo do texto: esses interesses subjugados pela Europa são universais?
    De acordo com a história de cada civilização e de cada povo, principalmente antes de terem contato com a civilização europeia, vemos a existência de valores e interesses extremamente peculiares, que longe de respeitarem pretensões de dominação global, se restringiam a respeitarem suas idiossincrasias, sem ditá-las para o resto do mundo.
    Confesso que essas idiossincrasias eram (e ainda são) tão peculiares que estão longe da minha capacidade de descrição moldada por uma visão fortemente eurocêntrica. Não obstante, ainda consigo, por razão talvez de um devaneio, concluir que os valores de dominação, que hoje parece ser universal, só se tornaram quase homogêneos pela pretensão eurocentrista da Europa ser o microcosmo do mundo e do mundo ser o macrocosmo da Europa. Antes de falar, argumentar e escrever bastava compreender que a posição que a Europa ocupa no mapa, isto é, posição central, não se dá de forma ingênua.

  11. O conceito de “relações internacionais” dá-se pelo estudo das interações políticas, sociais e econômicas entre povos/civilizações/países distintos (as). As relações internacionais têm seu gênese simultâneo ao surgimento das aglomerações de homens, povoados e civilizações. Conflitos (geopolíticos, religiosos, ideológicos, etc ) entre grupos distintos sempre serviram, desde a antiguidade, como fator propulsor para o desenvolvimento das interações entre povos na esfera internacional. A consolidação dos Estados modernos e a quebra do monopólio no que tange à religião na Europa ocidental são tidos como fatores relevantes que permitiram esse desenvolvimento. Posterior à formação do Estado moderno, as grandes navegações desencadearam uma série de novos conflitos entre as nações então já soberanas e unificadas, que mantinham disputas por territórios, interesses geopolíticos, e, novamente, religiosos. Com tantos conflitos, surge então a necessidade da regulamentação dessas disputas e da criação de um direito internacional como conjunto de normas que regulasse as relações externas dos atores que compusessem a sociedade internacional – os Estados nacionais. Infere-se hoje que as relações internacionais são um dos meios de comunicação mais importantes da nossa sociedade à escala global. Poderão ser entendidos, como parte do estudo de Ciência Política, embora o seu raio de ação seja extremamente abrangente noutras áreas, tais como o direito, a sociologia, a economia, a história, entre outras.

  12. Todo o contorno e caminhos percorridos pelos diversos Estados estudado nas Relações Internacionais tem seu inicio mascante no século XVI. O surgimento do Estado Moderno, a unidade religiosa católica abalada e as ideias trazidas pelo Renascimento leva o estudo das relações internacionais a um outro paradigma. A modernidade trouxe consigo as mudanças latentes vistas em novas formas de governo e desenvolvimento da economia. A desenvoltura politica idealizada apos a Revolução Inglesa, Revolução Francesa, Industrial e Amreciana desenharam novos rumos que a história mundial tomou. Foram surgindo aos poucos, nossa percepção de Nação, povo, Estado, de Direitos, Poder e formas de execução do mesmo. O Direito foi aos pocuos também se moldando a essas mudanças.
    Os conflitos e seus desembolamentos são fundamentais nesse aspecto, uma vez que moldam não só novas formas de entendimento mas também o modo como os povos se relacionam. E são desses conflitos que se emana o Direito Internacional em si, que busca uma melhor interação ou solução de problemas ou mesmo o estudos para assimilação de culturas distintas. É inerente à humanidade essa necessidade continua de mudanças e conflitos. Só através deles é possível que se haja evolução.

  13. A história das Relações Internacionais se destrincha a partir das mudanças ocorridas na Europa a partir do século XVI, que abarcam o surgimento dos Estados Modernos, as Grandes Navegações (que foram essenciais para a expansão das relações comerciais), a complexificação das estruturas sociais, a “miscigenação” cultural dos colonos e dos colonizados, a quebra da unidade religiosa e também o desenvolvimento do conhecimento científico.
    Tais fatores, foram essenciais por ampliarem não somente as relações entre os países, mas também a forma com estabeleciam suas negociações e da maneira como se complexificaram, pois transcenderam o viés econômico e político (antes restritos às dominações territoriais e às rotas mercantis) e a partir de então, abrangiam também as disputas por conquistas do mercado consumidor, lutas por reconhecimento étnico-culturais e valorização dos mesmos, e, ao mesmo tempo, viu-se a laicização dos Estados, já que pós-ruptura da unidade religiosa, e com o conceito de pluralidade germinando, não faria mais sentido tal unidade e rigor estatal.
    Devido a esse momento de internacionalização das relações , fez-se necessário o surgimento da legitimação dos acordos internacionais e sua respectiva normatização, já que estes tornaram-se parte essencial às estruturas mundiais, não somente como interesse restrito aos Estados (como nos conflitos político-religiosos), mas de interesse próprio da população moderna.
    Graças a esses movimentos precursores e possibilitadores do surgimento das Relações Internacionais, e, subsequente, o surgimento do Direito Internacional, temos ideais que prevalecem como resquícios dessa conquista, como a independência dos Estados, e a não intervenção dos assuntos específicos e internos dos países nos demais. Isso comprova que nossa sociedade é fruto de um passado histórico rico e conflituoso, e que vem se moldando desde então.

  14. Podemos citar alguns motivos que são essenciais para o estudo das Relações Internacionais, como: a religião, os conflitos, o comércio e os contratos. Como visto em sala de aula, o que fez com que as Relações Internacionais tomasse um grande âmbito foram as mudanças ocorridas no século XVI. A descoberta de terras e novos povos, o antropocentrismo passando a sobrepor o teocentrismo e as Revoltas políticas e religiosas fizeram com que os laços e relações entre Estados fossem cada vez mais comum.
    O Direito então, passou a se moldar diante de todas as transformações ocorridas no decorrer do tempo, legitimando e normatizando tais relações entre Estados, para também uma organização da população diante de tais mudanças.

  15. A historia da origem das relações internacionais é tanto vasta quanto complexa, visto que desde tempos longínquos, sempre existiu algum tipo de contacto entre civilizações arcaicas.
    Podemos iniciar observações desde os antigos impérios como Gregos, Egípcios, Babilónicos e etc,que a partir do movimento de expansão de seus territórios inevitavelmente iniciaram os contatos com diversas civilizações.Iniciou-se então processos que envolviam o comércio ,interação cultural e conflitos,num complexo desenvolvimento histórico e político.
    Ao mesmo passo em que as estruturas de organização sócio-politicas avançavam através dos séculos -principalmente a partir da idade média- os processos de interação entre os povos vão se tornando cada vez mais importantes, principalmente sobre a óptica de seus lideres e governantes.Neste contexto o aspecto do conflito é um fator que sempre esteve introjetado nas relações internacionais;No inicio a principal força impulsionadora era de questão religiosa acompanhado de fatores étnicos culturais,como exemplo clássico das cruzadas ,onde houve o embate de povos cristãos e muçulmanos.
    O Próximo passo no que tange os conflitos internacionais, foi de se priorizar mais os interesses estratégicos geopolíticos do que os religiosos.Com a evolução e consolidação de sistemas de Estados as relações tornaram-se uma ferramenta que se faz médium entre os interesses,conflitos e necessidades das nações contemporâneas,tentando evitar a banalização das guerras.Hoje mais que em outras épocas pode se observar a importância desta Ciência.

  16. Desde a Antiguidade as coletividades se viram obrigadas a tratar umas com as outras seja por um imperativo do comércio além-fronteiras, seja por imposições ligadas à religião e o avanço de suas fronteiras. Verdade é que o expediente de relações internacionais foi sendo construído ao longo da história. Por muito tempo, os conflitos armados sob o argumento de “guerras santas” impulsionaram as relações internacionais de modo a obrigar civilizações a se posicionarem politicamente a fim de assegurarem seus interesses. A guerra foi um instrumento largamente utilizado pelas potencias no intuito de agregar novos territórios e expandir sua cultura em vista de poder e novos recursos.
    A medida que os Estados Nações foram se constituindo o alcance das relações internacionais também se desenvolvia formando um complexo de interdependência bélico-militar sob a égide da união pela proteção. Não é raro exemplares de alianças (inclusive santas) representativas de arranjos entre nações baseados em cooperação militar mútua. Nascia a necessidade de disciplina de um Direito que falasse à múltiplas nações. As grandes navegações aceleraram, sem precedentes, o intercambio e a criação de novos mercados. Mas as RI ainda encontravam obstáculos frente aos conflitos éticno-religiosos e político-ideológicos. A utopia de que o livre comércio poderia trazer a paz perfeita entre as nações esbarrou nos horrores das Grandes Guerras, da peste e da fome. Uma nova agenda de conversação era exigida e os contornos da modernidade, não obstante perseverasse o bilateralismo em alguns momentos, encerraram uma diplomacia crescente e cada vez mais interdependente. O cenário hodierno é o da mais desenvolvida negociação com destaque para um novo e complexo arranjo de cooperação internacional. Mas os interesses serão sempre os mesmos: a busca e/ou manutenção das estruturas de poder.

  17. Apesar das Relações Internacionais terem surgido como ciência e disciplina acadêmica após a Primeira Guerra Mundial, sua base está nos primeiros relacionamentos entre homens e suas comunidades. As Relações Internacionais evoluíram segundo a evolução do homem, da sua criação de valores e demarcação de território. Sendo assim, se torna mais clara durante o surgimento dos Impérios e, em seguida, com o aparecimento do conceito de Estado-Nação.
    A figura do Estado cria uma perspectiva de unidade entre os indivíduos de um território e define melhor as relações internacionais a medida em que um Estado se relaciona com outro. Há, então, conflitos de interesses e tentativas de sobressair e conquistar privilégios em relação ao outro. Aí se percebe as relações, com as saídas buscadas para resolver este impasse, que pode ser desde a guerras à acordos.
    Os valores humanos são os motivos de confrontos estudados pela RI. A questão religiosa, cultural, moral, etc. frequentemente se colocam como motivação para desacordo entre Estados. Principalmente, porque trata-se de questões ideológicas que são fielmente seguidas, crenças que fazem partes da história d sociedade em questão.
    Destaca-se o fator humano nas relações internacionais, que tem as motivações humanas movendo interesses estatais. Digamos que as relações entra Estados são um espelho da natureza humana, onde esta diretamente ligada aos valores que envolve seu contexto.
    Com o surgimento do capitalismo, a relação internacional passa a ser mundializada, fazendo com que a RI se torne cada vez mais globalizada e complexas, impulsionando ainda mais o estudo dessa disciplina.

  18. Tratando a respeito das Potências Médias e Emergentes, darei destaque nesse comentário, ao bloco conhecido por BRICS. O bloco reúne os maiores mercados emergentes do mundo. São eles Brasil, Rússia, Índia, China e África do Sul. Entre 2008 e 2009, frente à crise econômica mundial, a importância do grupo ultrapassou a área econômica, e a presença desses quatro países tornou-se indispensável em todas as discussões políticas.
    No decorrer das próximas décadas, Brasil, Rússia, Índia e China deverão ascender ao topo do ranking das maiores economias do planeta, desbancando potências como o Japão e Alemanha.

    Dentre as consequências dessa evolução, devemos salientar a afluência de uma massa de novos consumidores. Os rendimentos de cerca de 800 milhões de pessoas (nos quatro países) poderão cruzar a marca de 3.000 dólares anuais, a linha divisória para o patamar de consumo de classe média. O Bric pode fazer o mercado consumidor global crescer quase 50% em apenas dez anos.
    O Brasil é um dos países que mais ganha com o aumento do intercâmbio com os outros Bric, participando de modo crescente como fornecedor de alimentos e de matérias-primas. Nos últimos anos, por exemplo, as exportações do agronegócio brasileiro para a China, lideradas por soja e carne de porco, cresceram 450%. O Brasil, contudo, é considerado uma incógnita pelos analistas econômicos, especialmente quanto à sua capacidade para lidar com seus três principais problemas: carga tributária pesada, infraestrutura precária e educação deficiente.

  19. O Brasil no Mundo
    Em 2011, o Brasil melhorou sua posição na maioria dos rankings internacionais que medem diferentes aspectos do desenvolvimento, mas, por trás de pequenos avanços, o país ainda tem desempenho fraco quando comparado a nações “desenvolvidas”. A BBC Brasil reuniu 10 indicadores, divulgados ao longo de 2011, que vão além do Produto Interno Bruto (PIB) e que inserem o Brasil em um contexto global em áreas como educação, saúde, corrupção, distribuição de renda, competitividade, entre outros fatores.
    Na área da Educação, a Organização e Desenvolvimento divulga comparações internacionais que incluem o Brasil. O país ficou entre os últimos, mas a nota nas 3 áreas melhorou em relação à pesquisa anterior. ”O Brasil aumentou os resultados nas 3 áreas do estudo. Não são muitos os países que conseguiram fazer isso. Não é uma surpresa que o país continue em posições baixas no ranking já que o processo de melhoria do ensino é algo lento e muito amplo.

  20. Relação do Brasil e os países vizinhos

    O Brasil é um país com mais de 8 milhões de quilômetros quadrados e mais de 15 mil quilômetros de fronteiras. Na América do sul os únicos países que o Brasil não faz fronteira são Chile e Equador. Sendo assim, Paraguai, Uruguai, Argentina, Bolívia, Peru, Colômbia, Venezuela, Guiana, Suriname, Guiana Francesa fazem fronteira com o país.
    Uma das grandes questões com relação aos países vizinhos é a Econômica. O Mercosul é um bloco econômico entre alguns países da América do Sul, que visa criar uma maior integração de suas economias. Esses países são Brasil, Chile, Uruguai, Paraguai e Venezuela.
    No entanto as questões militares, passadas e atuais são as que se destacam nas relações internacionais do Brasil que já esteve em guerra com alguns países que faz fronteira.

  21. A crise dos mísseis de Cuba.
    Típico exemplo da aplicação da teoria dos jogos, durante a guerra fria, foi a crise dos mísseis de Cuba, iniciada pelos EUA, em tese , e que quase levou ,possivelmente ,o mundo à uma guerra nuclear.Os EUA , à época, durante o governo de John F. Kennedy, encarou a instalação de misseis em cuba, como um ato de guerra contra os Estados Unidos.A proximidade das armas nucleares soviéticas aos territórios norte-americanos era inaceitável , pelo governo dos EUA.Porém os EUA não ponderaram que a expansão de suas bases militares no mundo já ameaçavam sobremaneira o território soviético.O impasse foi solucionado com a retirada dos mísseis por Krushov, porém com a retirada pelos EUA dos mísseis da Turquia. Pela teoria dos jogos, ocorreria , com alta probabilidade, somente um impasse(gravíssimo) após a destruição nuclear de Cuba e, após isto, certamente Krushov não faria uma guerra nuclear por causa de uma ilha(analisando friamente), daí , também,a possível explicação de sua retirada e da manutenção da ofensiva americana.

  22. Embora boa parte dos juristas reconheça a existência de um direito internacional apenas a partir da Paz de Vestfália (1648), marco histórico do Estado-nação moderno, é inegável que os povos da Antiguidade mantinham relações exteriores: comerciavam entre si, enviavam embaixadores, vinculavam-se por meio de tratados e outras formas de obrigação, e assim por diante.
    A Igreja foi a grande influência no desenvolvimento do direito internacional durante a Idade Média. O papa era considerado o árbitro por excelência das relações internacionais e tinha a autoridade para liberar um chefe de Estado do cumprimento de um tratado.
    A quebra desse paradigma possibilitou que o direito das relações internacionais pudesse entrar em vigor, baseado no pacta sunt servanda. um Estado é obrigado no plano internacional apenas se tiver consentido em vincular-se juridicamente.

  23. A disciplina das Relações Internacionais, do ponto de vista acadêmico, é relativamente nova no contexto da história mundial. Sua institucionalização ocorre apenas em 1919, junto à Universidade de Gales , logo após o término da primeira Guerra Mundial. Todavia, como ciência, tem suas raízes em tempos longínquos, com a evolução do homem e a formação de seus respectivos valores (morais, culturais, religiosos, políticos, econômicos, etc.) É na Idade Média, com o aparecimento do Estado Nação que acontece maior interação entre os indivíduos e suas respectivas sociedades, dando ênfase às Relações Internacionais, que passam a ser quotidianas e mais complexas, com traços mais definidos. Contudo, é a partir do século XX que as Relações Internacionais ganham espaço de forma definitiva dentro do contexto mundial, principalmente após o término da Segunda Grande Guerra. Com a nova ordem mundial que se formou desde então, surgiram Organismos Internacionais (ONU, OEA, CEPAL, etc.), os quais proporcionaram e impuseram um estreitamento das relações entre os Estados membros, através de uma mundialização das relações, sobretudo do ponto de vista diplomático e comercial.

  24. A paz de Whestfalia (1648) propiciou o surgimento de um sistema inter estatal que, por sua vez, possibilitou o desenvolvimento do direito internacional. Ela marcou, em sentido mais amplo, o início do sistema laico de Relações Internacionais, na medida em que deu origem à estrutura legal e política das relações inter-estatais modernas. Reconheceu explicitamente uma sociedade de Estados fundada no princípio da soberania territorial, não intervenção em assuntos internos dos demais e a independência dos Estados, detentores de direitos jurídicos iguais, a serem respeitados pelos demais membros. Todas as formas de governo passaram a ser legítimas e se estabeleceu o princípio de tolerância e liberdade religiosa, escolhida pelo Príncipe. Assim, ficou estabelecida uma concepção secular das relações internacionais, “substituindo definitivamente a idéia medieval de autoridade religiosa universal agindo como árbitro maior da cristandade”

  25. As grandes navegações fizeram surgir novas discussões sobre direito internacional e seu marco inicial foi em 1648, quando foi celebrada a Paz de Westfália. Quando os imperadores e o papa foram perdendo o poder que se horizontalizou entre os Estados soberanos. As guerras, as conquistas territoriais, independência de colônias e a política de poder usando territórios como moeda de troca, foram redesenhando as fronteiras durante séculos. No entanto as Relações Internacionais como disciplina acadêmica começaram a se desenvolver na Primeira Guerra Mundial e os acontecimentos do século XX levaram ao surgimento de diferentes tradições teóricas e debates entre distintos grupos acadêmicos de RI. Os grandes debates foram entre liberalismo utópico e realismo, tradicionais e behavioristas, neo-realismo/neoliberalismo e neomarxismo, tradições consagradas e alternativas pós-positivistas. Esses debates tratavam principalmente dos motivos que levavam à guerra e à paz. Os acordos entre países foram fundamentais para a estrutura internacional contemporânea e os acontecimentos atuais podem influenciar novas formas de pensar RI no futuro.

  26. Os regimes são de fato importantes e influentes, vários fatores são responsáveis pelo seu desenvolvimento e suas consequências não devem ser bem definidas, pois no campo das Relações Exteriores, as decisões e os fatos nascem todos os dias e os regimes estão frequentemente intervindo nessas relações. Obra indicada para discentes de Relações Internacionais e pessoas interessadas em ter uma noção de regimes de forma geral.

    Sobre potências emergentes..em 2001, os Brics foram considerados países que poderiam remodelar a economia mundial. Brasil, Rússia, Índia e China -na época o grupo não incluia a África do Sul- foram identificados como economias grandes e de crescimento rápido que teriam papeis globais cada vez mais influentes no futuro.
    Mas a desaceleração econômica pela qual o Brasil está passando se repete em todo o grupo. O que aconteceu com estas economias? Hoje, China e Rússia são possivelmente as mais preocupantes para o resto do mundo no curto prazo. Podem provocar uma reformulação séria e bastante indesejável.
    No caso da China, há o risco de a desaceleração econômica se transformar em algo mais prejudicial para a economia mundial. Com a Rússia, há a possível consequência econômica do conflito na Ucrânia.
    A desaceleração da China aconteceria mais cedo ou mais tarde. Na verdade, é notável que não tenha vindo antes. A China tem registrado taxas extraordinárias de crescimento econômico há muito tempo – uma média de 10% ao ano nas últimas três décadas. Mas este crescimento é baseado em taxas muito elevadas de investimento, atualmente em 48% da renda nacional ou PIB.
    Quando o investimento é alto assim, há sempre o risco de que muitos projetos acabem sendo um desperdício ou não rentáveis, minando as finanças dos próprios investidores e de qualquer pessoa que tenha emprestado dinheiro a eles. Poucos países têm taxas de investimento mais altas do que as chinesas -e nenhum deles têm muito a ensinar para a China. São eles Butão, Guiné Equatorial, Mongólia e Moçambique.
    Outro fator que ajuda a entender o crescimento chinês é a exportação.
    Mas não é possível depender disso atualmente, quando o resto do mundo ainda luta para se recuperar da crise financeira.

    O Tratado de Versalhes (1919) foi um tratado de paz assinado pelas potências européias que encerrou oficialmente a Primeira Guerra Mundial. Após seis meses de negociações, em Paris, o tratado foi assinado como uma continuação do armistício de Novembro de 1918, em Compiègne, que tinha posto um fim aos confrontos. O principal ponto do tratado determinava que a Alemanha aceitasse todas as responsabilidades por causar a guerra e que, sob os termos dos artigos 231-247, fizesse reparações a um certo número de nações da Tríplice Entente.

    A política externa do Brasil reflete a posição do país como potência emergente, detentor de amplo território, de economia pujante (sétima maior do mundo, em 2012), de vastos recursos naturais e grande população e biodiversidade. Por tais características, a presença do país tem sido recorrente nas negociações de acordos internacionais relativos a temas como desenvolvimento sustentável, comércio internacional (Rodada de Doha), combate à pobreza e reforma de instituições multilaterais como Nações Unidas e Fundo Monetário Internacional, entre outros. A política externa brasileira tem sido geralmente baseada nos princípios do multilateralismo, na pacífica solução de controvérsias e na não-intervenção nos assuntos de outros países.

  27. Os conflitos religiosos entram como precursores do aparecimento das relações internacionais, podendo relaciona-los, também, a conflitos de interesses de Estados. O surgimento dos Estados Nacionais, mais do que qualquer outro evento, inaugura a necessidade de regulamentação dos interesses dos diferentes entes, que evidentemente possuíam interesses que comumente se divergiam, entretanto a regulamentação e o esboço do que viria serem as Relações internacionais já estavam escritas nas entrelinhas da própria história. Dentre esses fatores, sem dúvida, a religião serviu como uma forte influência para que essas relações se desenvolvessem e aprimorassem, é quando surge então o Direito Internacional, que se mostra de grande importância para as complexas estruturas existentes no mundo contemporâneo. O desenvolvimento das relações internacionais, não somente na lida com questões delicadas e períodos de tensão, desenvolve o estudo da complacência entre os interesses dos Estados, buscam entender o desenvolvimento das relações internacionais também como uma evolução social e nos ajudando a compreender as relações internacionais do mundo o qual conhecemos.

  28. As mudanças ocorridas na Europa a partir do séc. XVI, bem como a emergência do Estado moderno, o desenvolvimento da ciência e a quebra da unidade religiosa serviram de base para fundamentar o surgimento das Relções Internacionais. Podemos colocar os conflitos, principalmente os reliogiosos, como força motriz desse surgimento, como por exemplo a Defestração de Praga, o estopim para a Guerra dos Trinta Anos, um conflito causado por rivalidades religiosas, comerciais, dinásticas e territoriais, entre diversos países europeus. A chamada Paz de Westphalia resultou da assinatura de um conjunto de tratados diplomáticos em 1648, que puseram fim à Guerra dos Trinta Anos (1618-48). Como consequência, surge uma sociedade de Estados fundada no princípio da soberania territorial, não intervenção externa e a independência dos Estados. Assim, podemos considerar o episódio um dos mais importantes ao desenvolvimento das Relações Internacionais, dando origem às estruturas legais e políticas das mesmas.

  29. Com o propósito de interpretar o período entre guerras de 1919-1939, Edward H. Carr, em seu Livro “Vinte Anos de Crise”, discorre sobre a instabilidade existente no período, propondo uma nova ordem internacional de acordo com sua vivência, o realismo. Esta obra torna-se um marco na corrente teórica das Relações Internacionais, no qual associa-se uma visão pessimista da política do poder entre os países.
    O foco do autor está em desconstruir as bases utópicas e idealistas de um momento em que a moral seja ineficaz, tanto na esfera da política internacional quanto na solução de litígios, e demais assuntos. Dentre todas as instituições afetadas por esse intelectualismo míope da política internacional, está a Liga das Nações Unidas. Esta instituição teve como base a tentativa de aplicar os princípios do liberalismo de Locke para a construção de uma estrutura institucional para a ordem internacional.
    Portanto esta obra foi considerada um clássico para os estudos das relações internacionais, pois a lógica do realismo prevaleceu não somente entre os acadêmicos, mas também influenciou os políticos e diplomatas da época.

  30. Os estudos para compreender as Relações Internacionais são desenvolvidos através de abordagens teóricas, que são focadas em questões internacionais de relevância de cada época, como por exemplo questões de conflitos e guerras entre países.
    Edward Hallett Carr, foi um grande historiador e teórico das relações internacionais, em seu livro “20 Anos de Crise 1919- 1939” que não é exatamente apenas uma obra teórica, ele apresenta uma interpretação dos fatos ocorridos no período entre guerras de 1919 e 1939, buscando a explicação da instabilidade vivenciada.
    Então propõe uma crítica a até então teoria mais aceita do momento, o liberalismo, argumentando que os pensadores liberais interpretaram de forma equivocada os fatos da história e não entenderam a real natureza das relações internacionais. Uma nova teoria é apresentada, o realismo, que dá uma nova possível visão dos fatos. As ideias realistas seguem em sentido contrário ao liberalismo, no qual diz que os países buscam o poder e seus próprios interesses, e que sempre vai existir conflitos de interesses e rivalidade entre os países. Esta obra foi um grande marco para a corrente teórica realista nas relações internacionais.

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