6 comentários sobre “Assassino Econômico – John Perkins

  1. Júlia Torquetti 07/02/2021 / 21:12

    “Viver é fácil de olhos fechados” e esse documentário é um abrir de olhos que incomoda, que nos mostra a verdadeira intenção de um império movido por corporações que buscam o lucro acima de tudo, mesmo com sofrimento, fome, escravidão e morte em países do Oriente Médio e da América Latina, por exemplo. E, como mostrado, as corporações são apenas o sintoma e não a causa do problema.
    Em meu pensar, a verdadeira causa do problema é o capitalismo, que determina a busca incessante pelo lucro e pelo corporativismo.
    Nos últimos anos, políticos que reforçam a criação de um inimigo em comum de uma nação, têm sido eleitos. Estes inimigos são criados para que as pessoas que estão desesperadas (já que não há saúde, educação e emprego) não identifiquem a verdadeira causa de seus problemas.
    É o que vem ocorrendo no Brasil, sendo que, entre outras coisas, o presidente eleito em 2018 idólatra as corporações e o país por elas controlado, os Estados Unidos da América, de forma que nossos povos continuam a serem colonizados mental, física e economicamente.
    Em verdade, por mais difícil que nos pareça encontrar uma solução, vez que aqueles que são uma ameaça à “corporatocracia” são aniquilados, entendo que o nosso grande trunfo é a possibilidade de descolonização do saber e de nossos corpos, por meio da valorização do que é nosso, da nossa cultura, dos povos indígenas, das nossas terras.

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  2. Iasmin Valadares 05/03/2021 / 19:37

    “O mundo é um negócio”. O império estadunidense, sob o pretexto de ajudar aos países mais pobres, acaba por escravizá-los por meio de dívidas. Frisa-se que procuram por países que possuem recursos naturais como petróleo ou outro mercado que possa ser de grande valia. Nesse sentido, os assassinos econômicos possuem um papel singular: em troca de uma alta remuneração, esses profissionais possuem o trabalho de colocar um país em dívida, emprestando-lhes mais dinheiro do que esses possam pagar. Esse trabalho é acompanhado de ameaças à integridade de seus líderes e subornos. Em seguida, reaparecerem, oferecendo propostas de renegociamento, incentivos e impondo algumas condições.
    O ponto é: a política econômica adotada pelos Estados Unidos e apresentada no documentário é predatória e choca quando analisam-se suas consequências: desvalorização da moeda, os cortes nas políticas sociais, a privatização de empresas públicas e a remoção de obstáculos ao comércio exterior. Em relação às consequências, impossível não lembrar da situação em que o nosso país se encontra. Como mencionado pela Júlia, com a eleição de um presidente que tem verdadeira adoração pelos Estados Unidos e suas corporações, o que se observa é a desvalorização da moeda nacional, o aumento da miséria e a venda de empresas públicas para organizações internacionais. Bolsonaro demonstra em diversos atos sua intenção de colocar o “Brasil à venda” e revela-se em uma posição de total cruzamento de seus interesses aos dos Estados Unidos.

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  3. Maria Carolina Zanetti Passos 05/03/2021 / 23:40

    Julia, eu concordo em gênero, grau e número com seu comentário! Acho que seria interessante uma maior divulgação deste vídeo e de tantos outros que com uma linguagem acessível conseguem nos impactar para as formas na atualidade de renovar praticas antigas. Também acredito que o capitalismo é a causa do problema, uma vez que a colonialidade, o corporativismo, a desigualdade entre outros são frutos dele.
    Acredito ser preciso entender as formas do capitalismo e suas amarras coloniais de forma atenta para, sob a visão do direito internacional, pensarmos em formas de reparação sociais. Uma vez que as explorações e os crimes contra humanidade continuam a ser praticados, e desta vez com novos sujeitos, como as corporações, sendo preciso pensar sobre novas formas de indenizar povos pelos danos.
    Mais uma vez em concordância com o que a Julia falou, acredito que o problema poderia ser minimizado através da decolonização do saber, ser e poder consoante com Mignolo, Quijano entre outros… Uma vez que no mínimo, conscientizando esses povos poderíamos gerar uma pressão social para a participação dos países pela construção de ações vinculadas juridicamente as responsabilidades sociais das Empresas Transnacionais. O vídeo me despertou o interesse para pesquisar a existência de tribunais internacionais para julgar empresas transnacionais, vi que existe uma movimentação inclusive em discussão na ONU mas a noticia que vi era de 2017, também descobri uma campanha de 2019 para aos estados-membros da Organização das Nações Unidas participarem das negociações do “Instrumento Vinculativo para Regular as Actividades de Empresas Transnacionais (CTNs) e Outras Empresas, no quadro Internacional dos Direitos Humanos”, sendo assim acho importante a pressão social para a criação deste instrumento uma vez que geraria ao menos chances de responsabilizadas e assim participarem de forma conjunta e não em um papel colonizador de mera exploração.

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  4. CAIO GUSTAVO SILVA ANDRADE 12/03/2021 / 13:22

    O documentário retrata como as relações interestatais são movidas a interesses econômicos de agentes específicos: os chamados “assassinos econômicos”. Percebe-se, ao longo da trama, como os Estados Unidos, na posição de principal potência mundial, controla as forças interestatais, por meio de barganha e articulação política. Um exemplo disso é o oferecimento de empréstimos em troca de recursos naturais.
    Para alcançar tal fim, é crucial manter um discurso de legitimação do poder: a cultuação do patriotismo e a eleição do inimigo comum (“terroristas” e “comunistas”, essencialmente), por exemplo. Esse discurso atualmente é bastante importado por países latino-americanos, que, infelizmente, não passaram por um efetivo processo cultural de decolonialismo. No Brasil, Bolsonaro é a sua máxima expressão — sua agenda de governo é desordenada e claramente determinada por interesses dos EUA, bem como de grandes corporativistas. É o retrato de uma classe alta brasileira, rica e ignorante, que cultua acrítica e incondicionalmente valores estadunidenses.
    John Perkis traz à tona um alerta: nenhum país investe no outro a título gratuito, sendo certo que o investimento final é na própria economia. A longo prazo, essas políticas trazem consequências graves. Do ponto de vista econômico, essas políticas levam à privatização, cedendo recursos nacionais a forças estrangeiras; arruínam a economia local, que não consegue competir com grandes corporações internacionais; e, por fim, acarretam na desvalorização da moeda nacional. Juridicamente, elas desmantelam microssistemas jurídicos de proteção de direitos fundamentais, a exemplo das normas trabalhistas e ambientais.

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