IMPERIALISMO DO CAPITAL FINANCEIRO E ‘GUERRAS COMERCIAIS’



Tricontinental Dossier nº 7, Agosto 2018 (InglêsEspanhol e Francês)

Tradução da Vila Mandinga

“Trump reconhece a crise, à sua maneira fascista peculiar. Culpa ‘o outro’, mexicanos, chineses e muçulmanos, pela crise, nunca o sistema. Mas o fato de ele simplesmente reconhecer a crise – é o único político nos EUA q reconhece a crise – é a razão pela qual o povo norte-americano elegeu uma pessoa tão desagradável.”
______________________________________


Hegemonia da Finança Global

Tricontinental: Institute for Social Research nos debruçamos sobre a natureza essencial dessas ‘guerras comerciais’ que eclodiram entre nossos aliados. A especificidade nem sempre aparece nas discussões sobre tarifas. Recorremos a Prabhat Patnaik, Professor Emérito no Centro para Estudos Econômicos e Planejamento na Universidade Jawaharlal Nehru em Nova Delhi, Índia [ing. Centre for Economic Studies and Planning in the School of Social Sciences at Jawaharlal Nehru University (JNU) in New Delhi (India)], para que nos ajudasse. O prof. Patnaik é um dos mais importantes economistas marxistas da atualidade. É autor de vários textos chaves, dentre os quais Time, Inflation and Growth(1988), Economics and Egalitarianism (1990), Whatever Happened to Imperialismo And Other Essays(1995), Accumulation and Stability Under Capitalism (1997), The Retreat to Unfreedom (2003), The Value of Money (2008), Re-Envisioning Socialism (2011) e (com Utsa Patnaik) A Theory of Imperialismo (2016). Professor Patnaik foi vice-presidente da Comissão de Planejamento de Kerala (2006-2011) e é editor de Social Scientist. É colaborador regular de People’s Democracy.
_______________________________


Tricontinental: Institute for Social Research (TISR):
 Qual sua primeira impressão sobre as ‘guerras comerciais’ iniciadas por Trump? Trata-se de importante mudança de política, ou é algo diferente, contra o que temos de nos precaver?

Prof. Prabhat Patnaik (Patnaik): Creio que toda a discussão em torno das políticas protecionistas de Trump foi erradamente contextualizada. O quadro típico mostra um vilão chamado Trump que de repente lança uma guerra comercial contra um mundo que, antes, vivia feliz. Esse quadro é completamente errado. Todo o mundo capitalista enfrentava crise séria e prolongada, que é o desfecho do neoliberalismo. O establishment liberal burguês ou não reconhece essa crise, ou, se reconhece, é de má vontade. Trump reconhece a crise, à sua maneira fascista peculiar. Culpa ‘o outro’, mexicanos, chineses e muçulmanos, pela crise, nunca o sistema. O fato de ele simplesmente reconhecer a crise é a razão pela qual o povo norte-americano elegeu uma pessoa tão desagradável.

Não se pode examinar Trump e suas políticas como se fossem isoladas dessa crise. Trump quer resolver a crise que assola os EUA, causada pelo neoliberalismo, dentro dos limites básicos do próprio neoliberalismo, quer dizer, sem violar a característica básica do neoliberalismo – que é a mobilidade da Finança, livre e global.

É indispensável esclarecer o mecanismo mediante o qual o neoliberalismo engendrou essa crise. O neoliberalismo provocou uma deriva global na distribuição de renda, na direção de aumentar os ganhos do capital e reduzir salários. Esse tipo de deriva sempre cria uma tendência ex ante rumo a uma crise de superprodução na economia mundial. Essa tendência permaneceu controlada nos EUA, pelas bolhas ‘dasdotcom’ e ‘da moradia’. Essas bolhas rebentaram uma depois da outra, o que transformou a crise ex anteem crise ex post. Dado que a Finança globalizada rejeita a ideia de o Estado intervir na ‘gestão da demanda’ advogada por Keynes, a crise só poderia ser suavizada, no contexto neoliberal, com a criação de nova bolha. Mas bolhas não são coisa que se possa encomendar sob medida; e, mesmo que sejam formadas, elas inevitavelmente colapsam, o que outra vez precipita mais uma crise.

Trump está tentando escapar dessa situação, aumentando o déficit fiscal, o que os EUA podem fazer sob relativa impunidade porque a moeda deles é considerada ‘boa como ouro’ (e também porque os EUA elevaram recentemente sua taxa de juros, com a promessa de há mais a caminho, o que está sugando finanças de todo o mundo para os EUA); mas se esse estímulo à demanda não ‘goteja pirâmide abaixo’, e só faz gerar empregos em outros países, à custa de inchar cada vez mais a dívida externa dos EUA… nesse caso os EUA passam a precisar de protecionismo.

Portanto, o que Trump está fazendo não é mera intervenção enlouquecida numa ordem liberal que sem ela seria benigna. A política de Trump é coerente. Mas não funcionará porque não passa de política de ‘cada um por si’ que assume, erradamente, que outros países não retaliarão.

Claro que a sugestão de Trump a outras potências não é que não retaliem, mas, sim, que alavanquem as próprias economias nacionais com gastos militares cada vez maiores. Esse gasto, por sua vez, agravará a fuga de capitais, para fora das economias locais, o que fará subir a taxa de juros, que impedirá qualquer incremento na atividade econômica local. Sem esse estímulo, em vez de apenas capitular ao protecionismo norte-americano, as próprias outras potências tornar-se-ão protecionistas. O que frustra a estratégia de Trump.

Para mim, as tarifas são, essencialmente, uma resposta à crise dentro dos EUA cuja gravidade não se deve subestimar, por mais que, claro, gerem outros efeitos simultâneos. Para mencionar apenas um indicador da gravidade da crise, a taxa de mortalidade entre trabalhadores norte-americanos (homens) brancos em anos recentes tem-se mantido alta, mais alta que de qualquer outro país ocidental que não esteja em guerra. Essa alta taxa de mortalidade é efeito da insegurança e da queda na autoestima que sempre acompanha o desemprego e empurra as pessoas na direção do consumo descontrolado de álcool e outras drogas.

Há quem creia que a automação seria a causa dessa crise. A automação, ou em termos mais gerais, processos tecnológicos que reduzem a contratação de mão de obra, é traço perene do capitalismo, sempre afetado pelo desemprego. Mas a globalização sem dúvida agravou a situação do desemprego nos EUA, porque o capital dos EUA transferiu suas unidades de produção para regiões do mundo onde os salários são mais baixos.

TISR: Ligada a essas questão: Essas manobras de Trump representam uma tendência duradoura no atual sistema de ‘livre comércio’, ou não passam de virada temporária, eleitoral?

Patnaik: Ver essas políticas como virada eleitoral temporária é subestimar a crise do capitalismo, que também é crise existencial para o sistema – de cuja profundidade o atual crescimento do fascismo é manifestação. O sistema não pode continuar como tem continuado. Trump crê que, se modificar o ‘livre comércio’, mas mantiver intacto os ‘livres fluxos de capital financeiro’, conseguirá resgatar o sistema. Está errado, porque não pode haver expansão da economia global no mundo que está sendo implantado, de estados-nações sem qualquer controle sobre os capitais.


O que são controles sobre o capital?
 São medidas que um governo toma para regular o fluxo das finanças para dentro e para fora do país. Dentre esses controles estão impostos, exigências de tempo mínimo de permanência do dinheiro, teto para o total de moeda que atravessa fronteiras, dentre outros. Versão doméstica de controles sobre o capital é um Imposto sobre Transação Financeira, cobrado sobre todas as transações com ações, bônus e negócios com derivativos.

Mas Trump, pelo menos, parece estar implicitamente consciente de que é necessária algum movimento duradouro – que está tentando. Contra críticos liberais que veem suas ações como caprichos gratuitos.

TISR: Trump e seus conselheiro creem que essas mudanças de política ajudarão os EUA a recuperar empregos na manufatura que foram perdidos ao longo dos últimos 30 anos. Você acha possível que os EUA recuperem esses empregos?

Patnaik: A estratégia de Trump poderia funcionar se outros países aceitassem a política de ‘cada um por si’ de Trump. Obviamente não aceitarão. Daí que, embora pareça que a estratégia esteja funcionando, as coisas mudarão, quando outros países retaliarem. E quando retaliarem, o simples fato da ‘guerra comercial’ conterá o estímulo para investimentos no mundo da economia, o que agravará a crise.

TISR: Você criticou a ideia de que essa nova guerra comercial pudesse produzir alguma ‘desglobalização’. Por que você acredita que esse recuo aparente, para longe do sistema global, não gerará o potencial para a autarquia?

Patnaik: Para mim, a essência da globalização atual é a globalização da finança. Nesse sentido é que é diferente de episódios anteriores de globalização, e tem impacto profundo sobre a natureza do Estado: o Estado que permanece ‘nação-Estado’ é forçado a aceder às exigências da finança globalizada (se não aceder o país ‘resistente’ viverá fuga de capitais do país e crise financeira). Ainda que o movimento de bens seja protegido, só isso não altera sequer um traço da finança globalizada. Nenhum líder de potência global até hoje falou de impor controles sobre os capitais; assim sendo, essa conversa de ‘desglobalização’, no meu modo de ver, não tem validade.

China e os EUA

TISR: Raghuram Rajan, ex-economista-chefe do Fundo Monetário Internacional (FMI) e ex-presidente do Reserve Bank of India, disse certa vez que China e EUA estão ligados num ‘abraço infernal’ e que suas inter-relações são instáveis e perigosas. Você concorda?

Patnaik: Não. Não aceito os termos desse discurso. Quem transferiu a produção para a China foi o capital norte-americano, em busca de mais lucros. Não se trata portanto de ‘EUA contra China’, mas de ‘EUA contra o capital norte-americano’. Por causa da agitação social e da ira que isso gerou nos EUA, especialmente durante a atual e já longa crise econômica, Trump está tentando – com o protecionismo do Estado norte-americano – limitar os estímulos para que o capital norte-americano transfira a produção para o exterior; mas sem limitar a livre movimentação, pelo planeta, da finança norte-americana, ou, melhor dizendo, da finança internacional. E, para compensar a perda que o capital norte-americano tenha por conta dessa protecionismo, Trump oferece uma compensação na forma de substanciais cortes de impostos para empresas. Por isso minha análise dá lugar específico ao capital norte-americano e o distingue do capital chinês.

TISR: O desempenho aparentemente estável da economia dos EUA terá algum impacto político na China? Que reação você prevê que tenham os chineses, contra a farsa de Trump – além da primeira reação, de elevar também as próprias tarifas?

Patnaik: É óbvio que, além de elevar as próprias tarifas, a China agora tem de depender mais do próprio mercado interno para manter o ritmo do próprio desenvolvimento. Isso exigirá maiores gastos do governo, mais rápido crescimento da agricultura e distribuição mais igualitária da renda dentro da China. São políticas tradicionalmente associadas com o socialismo (assumindo-se que o governo gaste mais em educação, atendimento à saúde e em serviços sociais). O ajuste que as medidas de Trump forçarão a China a fazer podem, sim, ter o efeito de empurrar a China a avançar na direção de políticas socialistas. Na minha opinião, seria excelente resultado.

A China leva grande vantagem nesse ponto – a saber: pode fazer uma transição na direção de políticas orientadas para o próprio mercado, a custo muito baixo. Isso porque, diferente da Índia, a China jamais esteve completamente aberta a fluxos financeiros incontrolados, e assim não há porque temer fuga de capitais durante a transição. E, também diferente da Índia, há superávit de conta corrente na balança de pagamentos, e o país não terá dificuldade para financiar algum déficit durante o período de transição.

Na minha avaliação, a oposição a uma transição para essas políticas mais igualitárias será provavelmente política, por causa das pressões das classes médias chinesas urbanas prósperas, as quais, como as indianas, sempre procuram oportunidades do Ocidente, foram as principais beneficiárias do rápido crescimento da China e têm viés anti-igualdade.

Imperialismo do dólar

TISR: Há alguns anos, Peter Gowan escreveu sobre o Regime Dólar-Wall Street e a senhoriagem do dólar – processo pelo qual o dólar e Wall Street reforçam mutuamente os próprios poderes; a senhoriagem do dólar permitiu aos EUA conviver com altos déficits, assim como permitiu que o sistema financeiro dos EUA se convertesse em principal fonte mundial de crédito. Esse sistema continua vivo?

Patnaik: Apesar de Trump ter anunciado políticas protecionistas e do aumento do déficit fiscal, o que normalmente faria cair o dólar, os EUA estão sugando dinheiro para o país, de todos os cantos do mundo. Essa dinâmica leva a uma apreciação do dólar. É verdade, sim, que aumentaram as taxas de juro nos EUA, e novos aumentos estão anunciados. Mas são movimentos que me sugerem que o papel do dólar como meio estável para entesourar riqueza na economia mundial permanece sem alteração. E poder inalterado do dólar implica também poder inalterado de Wall Street.

TISR: Você acredita que, se Trump continua nessa direção política pode haver novos questionamentos quanto ao papel do dólar como principal moeda mundial de reserva no mundo e quanto ao papel de Wall Street como principal fonte de crédito?

Patnaik: O papel do dólar, e com ele o papel associado de Wall Street, surge porque a economia do mundo capitalista exige que haja meio estável para concentrar riqueza, e no momento não há outra moeda que desempenhe esse papel. O euro, que sempre foi secundário em relação ao dólar, mas por algum tempo deu a impressão de ser possível desafiante, já perdeu força.

Claro que a confiança de qualquer agente na estabilidade de uma moeda advém de o/a agente acreditar que todas as demais pessoas acreditam na estabilidade daquela moeda. Em outras palavras, há aí, dito de outro modo, um instinto de manada, mas esse instinto de manada não é arbitrário, porque não acontece em relação a qualquer moeda. Para que uma moeda alcance o status de moeda ‘boa como ouro’, tem de ter algumas características. O país ao qual ela pertença tem de garantir, no próprio território, a segurança das relações capitalistas de propriedade. Deve ter poder suficiente para garantir, mediante intervenções, inclusive militares, a segurança das relações capitalistas de propriedade também em outros locais. Tem de ser capaz também de bloquear qualquer ameaça inflacionária contra a própria moeda (de modo que o povo não fuja, da moeda, diretamente para o ouro, e a moeda permaneça ‘boa como ouro’), mantendo para isso um exército de reserva de mão de obra industrial e impondo ‘deflação de renda’ ao produtores de mercadorias primárias mediante um sistema econômico global, apoiado sobre sua força militar. E mais e mais e mais. Em outras palavras, para manter o status de sua moeda ‘boa como ouro’, o país tem de ser a potência imperialista hegemônica, o bastião, a casa-lar do capitalismo mundial. Os EUA são e permanecem assim, motivo pelo qual sua moeda continua ‘boa como ouro’, mesmo com todas as dificuldades e mudanças nas políticas econômicas. E assim continuará, no futuro previsível.

É irônico, mas é verdade: depois que a bolha das hipotecas podres colapsou, quando eclodiu uma crise financeira, com os EUA no epicentro, dinheiro do mundo inteiro voou para os EUA, não fugindo, mas entrando no país. Foi como fazer uma ligação de emergência para sua casa, quando você tem um ataque de pânico. Assim também, há hoje influxo semelhante de dinheiro para dentro dos EUA. O fato de ser como ‘a casa’ do capital está portanto conectado a fatores mais profundos que apenas algumas políticas específicas ou determinado desempenho.


O que é imperialismo?
 Patnaik escreve: “Imperialismo implica a supressão – supressão necessária –, dos povos do 3º mundo, das massas trabalhadoras, mediante a operação do capitalismo hegemônico. Essa supressão do povo trabalhador do 3º mundo, pelo capital hegemonista não é algum tipo de conspiração clandestina; é parte do modus operandi essencial do capitalismo. É erro, portanto, identificar imperialismo exclusivamente com os casos em que haja golpe militar, ou intervenção militar por países capitalistas avançados ou sua nação-líder, os EUA. O imperialismo, embora possa vez ou outra praticar essas intervenções, ou ‘diplomacia do canhão’, não é sinônimo de ‘diplomacia do canhão’. Assim, o fato de já não se poder falar hoje de golpes de estado no interesse de uma ou outra empresa multinacional, que se comparassem aos golpes a favor da Union Minière (ativa no Congo) ou da United Fruit Company (ativa na Guatemala) ou da ITT (ativa no Chile), como havia nos anos 1950s e 1960s, não é argumento contra o conceito de imperialismo. Imperialismo não é uma comichão que leva a encenar golpes de estado: é o próprio modo de existência do capitalismo”.


Alternativas?

TISR: O que governos progressistas podem fazer para abrir lugar para si, nesse contexto? O que, por exemplo, o novo governo no México pode fazer para criar espaço para uma agenda social-democrática? Em outras palavras, que políticas financeiras você aconselharia nesse contexto?

Patnaik: Creio que qualquer governo que vise a políticas pró-povo terá, mais cedo ou mais tarde, de introduzir controles sobre os fluxos financeiros transfronteiras. A razão é óbvia: só se pode ouvir ou a finança, ou o povo. Governo que ouça o povo incorre na ira da Finança, contra a qual terá de agir para controlar os fluxos financeiros.

Mas acho que governos como de López Obrador no México, em vez de se porem a gritar do alto do telhado suas intenções de impor controles aos fluxos de capital, deveriam começar por adotar políticas pró-povo, e, quando a Finança se opusesse às suas políticas, então eles imporiam controles sobre os capitais. Em outras palavras, a ação do governo deve parecer uma exigência imposta pelos caprichos da finança, não um de caráter ideológico.

TISR: Você diz que a globalização da Finança permanece ativa, apesar do protecionismo de Trump. Como um governo progressista levanta fundos para uma agenda progressista, nesse período já prolongado de finanças globalizadas?

Patnaik: É preciso estabelecer uma distinção entre Finança e poupança. A finança como tal jamais é problema para país algum, a menos que se autoalgeme e liquide o banco central (como nos países da eurozona) ou dê a ele total autonomia, o que significa que, de fato, o banco central nacional é dirigido por funcionários da União Bancária. Desde que a fuga de capitais seja impedida mediante controles sobre o capital e controle democrático sobre cada banco central nacional, não há problema financeiro que governo progressista, seja como for, não possa enfrentar.

O problema real porém tem a ver com poupanças, e as poupanças podem ser mobilizadas por qualquer governo que vise a adotar políticas pró-pobres mediante impostos aplicados aos ricos, que se tornaram muito mais ricos nesses anos de globalização.

Num país como a Índia, por exemplo, onde o 1% mais rico da população detém 60% da riqueza nacional, proporção que aumentou muito ao longo dos anos de políticas neoliberais e continua a aumentar mesmo hoje, não há imposto digno do nome que algum rico seja obrigado a pagar – o que é escandaloso. O mesmo é verdade, mais ou menos completamente, também em muitos outros países.

Daí que as dificuldades a serem enfrentadas por qualquer governo progressista, seja qual for, advêm, não de alguma limitação econômica objetiva que tenha pela frente; elas advêm do poder do imperialismo mundial, que tem de ser visto hoje, não como imperialismo praticado por EUA, Alemanha ou Japão, mas como imperialismo praticado pelo capital financeiro internacional.****

Anúncios
Publicado em Relações Internacionais por Luiz Albuquerque. Marque Link Permanente.

Sobre Luiz Albuquerque

O Núcleo de Estudos sobre Cooperação e Conflitos Internacionais (NECCINT) da Universidade Federal de Ouro Preto , sob a coordenação do professor Luiz Albuquerque, criou o Observatório de Relações Internacionais para servir como banco de dados e plataforma de pesquisas sobre relações internacionais e direito internacional . O site alimenta nosso trabalho de análise de conjunturas, instrumentaliza nossas pesquisas acadêmicas e disponibiliza material para capacitação profissional. Mas, além de nos servir como ferramenta de trabalho, este site também contribui para a democratização da informação e a promoção do debate acadêmico via internet.

Comente esta notícia!

Preencha os seus dados abaixo ou clique em um ícone para log in:

Logotipo do WordPress.com

Você está comentando utilizando sua conta WordPress.com. Sair /  Alterar )

Foto do Google+

Você está comentando utilizando sua conta Google+. Sair /  Alterar )

Imagem do Twitter

Você está comentando utilizando sua conta Twitter. Sair /  Alterar )

Foto do Facebook

Você está comentando utilizando sua conta Facebook. Sair /  Alterar )

Conectando a %s