Número de deslocados da RD Congo se aproxima de 4 milhões, alerta ACNUR


A Agência da ONU para Refugiados (ACNUR) estima que quase 4 milhões de congoleses fugiram de suas casas na República Democrática do Congo para escapar da violência. Recentemente, algumas das pessoas deslocadas começaram a retornar para a casa em Kasai, onde convivem com o futuro incerto. Mais no vídeo e em http://bit.ly/ONU_RDCongo

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9 respostas em “Número de deslocados da RD Congo se aproxima de 4 milhões, alerta ACNUR

  1. O imperialismo das potências européias no continente Africano recente deixou marcas que se refletem em inúmeros conflitos. O Congo é um país palco de conflitos decorrentes de rivalidades étnicas e também pela briga por recursos naturais. Os confrontos no país africano têm raízes em um genocídio na Ruanda, ocorrido na década passada. Grupos étnicos rivais agem nas florestas do leste do Congo com ações truculentas em desrespeito aos direitos humanos. Nesse cenário, cabe a Organização das Nações Unidas intensificar as ações de combate ao terror e a violência, bem como reforçar o trabalho nos locais de guerra. Não obstante a responsabilidade da ONU, cabe aos países economicamente desenvolvidos oferecer ajuda humanitária, sobretudo as nações da União Europeia, principal responsável pelas mazelas do continente africano. Séculos de exploração não podem ser ignorados, portanto, se levarmos em consideração que grande parte da riqueza das grandes potências é fruto de toda miséria observada no continente, cabe a este países reparar os danos. Entretanto, é sabido que no contexto das relações internacionais as grandes potências ditam as regras, inclusive as que prevêem sanções. Assim, não resta dúvida a ineficácia destas se observarmos as possíveis punições para os países responsáveis indiretamente pelos conflitos internos na África, como este exposto na presente reportagem.

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  2. Os problemas relacionados a fluxos migratórios de populações buscando fugir de situações de vida sem paz e futuro incerto, como o da Republica do Congo, são constantemente relatados pela ONU, entre tanto as ações de combate aos intensos problemas (de responsabilidade de todos da comunidade internacional) não são corriqueiramente vistas, pois o foco não está nas “minorias”. Em minha opinião a sociedade internacional e as instituições principalmente falham e muito na prevenção de situações como está, e apenas quando se chega a pontos mais críticos que medidas são adotadas mas muitas vezes são apenas ” panos quentes”. O controle rígido e punição de irregularidade de países que remetem sua população ao sofrimento deveria ser levado em consideração de forma mais coerente.

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  3. Esta notícia evidencia uma triste realidade atual que é o fluxo migratório em que várias pessoas são obrigadas a saírem de seus países, ondem possuem laços, cultura, uma história de toda a sua vida para migrar para um outro país por causa de violência em seu país de origem. A busca pela paz é constante e deveria ser algo inerente ao ser humano, pois faz parte dos Direitos Humanos. Os Direitos Fundamentais são frequentemente desrespeitado em determinados países, como é o caso da República Democrática do Congo, demonstrado nesta reportagem. A incerteza é um sentimento constante na vida dessas pessoas. A ONU sendo uma organização que procura a paz entre os povos e solucionar flagelos que assolam o mundo, deve se posicionar diante de tais realidades de maneira efetiva e eficaz. Não se pode deixar ao acaso a vida de tantas pessoas que vivem constantemente em meio de incertezas.

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  4. O vídeo nos mostra uma triste realidade no contexto de fuga de pessoas de suas casas por conta da violência: a volta para casa. De acordo com vídeo, cerca de 700 mil famílias do Congo retornaram para suas casas, porém, elas encontraram suas casas destruídas e seus objetos roubados, o que torna a readaptação dessas pessoas ainda mais incerta. Em busca de soluções, algumas famílias se mudam para cidades maiores em busca de novos empregos, mas, sem ter acesso ao mínimo de direitos dignos, como ter uma casa para morar, comida para se alimentar. Logo, é imprescindível que organizações internacionais se mobilizem em prol desses países que passam por guerra civil, a fim de criar unidades dentro dessas regiões que diminuam pelo menos um pouco o sofrimento dessas pessoas. A vida humana sendo vivida em condições dignas deve ter prioridades no âmbito dos debates internacionais.

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  5. A ajuda internacional quase não se sente por causa da falta de cobertura midiática do conflito. Ao contrário dos países do Oriente Médio, também abalados por conflitos, o Congo não representa um cruzamento de interesses geopolíticos. Apesar da nação ter imensos recursos naturais, possui baixo nível de infraestruturas e a população quase toda vive na pobreza.

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  6. O presente vídeo mostra uma consequência dos conflitos armados dos quais a República Democrática do Congo vem sofrendo desde os anos 90. Juntando o fato de o país ser muito rico em recursos naturais com as grandes rivalidades étnicas existentes, temos um mortal combate por poder e controle dos recursos naturais. Uma prova disso é a quantidade de cidadãos congoleses que foram julgados pelo Tribunal Penal Internacional por crimes de guerra e contra a humanidade, entre eles, temos Germain Katanga, também conhecido como Simba, que foi condenado pelo TPI a 12 anos de prisão pelos crimes citados acima, após comandar a destruição do vilarejo de Bogoro na província de Ituri, muito conhecida por suas riquezas naturais.

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  7. A Agência da ONU para Refugiados, ACNUR, faz um trabalho muito bonito e importante. No ano passado eles conseguiram trabalhar e estar presentes em cerca de 130 países ao redor do mundo, e países esses que a todo momento precisam de apoio. São países que sempre sofreram, e continuam a sofrer, com a dominação eurocêntrica, com a falta de oportunidades, com o interesse de países mais desenvolvidos economicamente apenas com o intuito de desfrutar, comercializar e levar ao fim os seus recursos naturais, e algumas vezes até a sua riqueza cultural.
    Faz parte do objetivo da ACNUR cuidar desses refugiados, que perderam as suas casas, não têm escolas e nem hospitais e clínicas para poderem se amparar. E eles estão tentando fazer isso da melhor maneira possível, mas acredito que quanto mais pessoas estiverem dispostas a ajudar mais fácil fica o trabalho, e essas são questões humanitárias, não podendo então ficar sob a responsabilidade apenas de algumas pessoas. Mais importante ainda, o auxílio de países com maiores condições, e mais desenvolvidos economicamente deveriam prestar apoio, já que todos fazem parte da mesma comunidade internacional.

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  8. A seletividade midiática em divulgar ao mundo a série de fatos que neste acontece, é incrível. Apesar da criação de Organismos Internacionais, que dentre suas funções, tenderia a solução desse tipo de violência, especialmente contra civis, percebemos que se os meios de comunicação não tiverem interesse em cobrir tal evento, muito pouco ou quase nada se faz no intuito de se alcançar uma solução. O problema é que essa falta de cobertura na mídia, se traduz em falta de importância para as grandes nações, que não raramente, parecem apenas se importar em intervir em conflitos onde existe algum fator que lhes interesse. Vemos isso em intervenções que aconteceram no Iraque, Síria, Afeganistão, dentre outros. Aspectos relacionados a combustíveis fósseis, localização estratégica, células terroristas, se mostram sendo as únicas causas de efetiva busca para colocar fim a algum conflito.
    Se não bastasse isso, Organizações Internacionais, como a ONU, apesar do esforço na busca por soluções, necessita de recursos que em sua maioria são obtidos dos países desenvolvidos, desta forma, nota-se que em não havendo interesse por parte desses, qualquer ação no sentido de ajuda tende a ser limitada.

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  9. O continente africano é marcado por uma série de conflitos oriundos da colonização européia que se deu entre no final do século XIX e inicio do século XX. Durante o processo de colonização os europeus dividiram o continente africano de acordo com os seus interesses, desprezando as diferenças étnicas, religiosas e cultuais.
    Outro ponto a ser apontado como agravante desses conflitos na África se refere ao baixo nível socioeconômico da maioria dos países e à instalação de governos ditatoriais.
    Ao dividir o continente, comunidades rivais foram colocadas dentro do mesmo território, sem levar em consideração a rivalidade existente entre eles,
    A população da República Democrática do Congo (ex- Zaire) vem sofrendo muito com esses conflitos, desde o genocídio ocorrido em Ruanda em 1994.
    Neste contexto a migração ocorre automaticamente, a população tentar se livrar dos conflitos e em busca de esperança vai para longe dos conflitos armados, refugiando-se em outros países, deixando pra trás o seu meio tradicional de subsistência.

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