Número de deslocados da RD Congo se aproxima de 4 milhões, alerta ACNUR


A Agência da ONU para Refugiados (ACNUR) estima que quase 4 milhões de congoleses fugiram de suas casas na República Democrática do Congo para escapar da violência. Recentemente, algumas das pessoas deslocadas começaram a retornar para a casa em Kasai, onde convivem com o futuro incerto. Mais no vídeo e em http://bit.ly/ONU_RDCongo

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5 respostas em “Número de deslocados da RD Congo se aproxima de 4 milhões, alerta ACNUR

  1. O imperialismo das potências européias no continente Africano recente deixou marcas que se refletem em inúmeros conflitos. O Congo é um país palco de conflitos decorrentes de rivalidades étnicas e também pela briga por recursos naturais. Os confrontos no país africano têm raízes em um genocídio na Ruanda, ocorrido na década passada. Grupos étnicos rivais agem nas florestas do leste do Congo com ações truculentas em desrespeito aos direitos humanos. Nesse cenário, cabe a Organização das Nações Unidas intensificar as ações de combate ao terror e a violência, bem como reforçar o trabalho nos locais de guerra. Não obstante a responsabilidade da ONU, cabe aos países economicamente desenvolvidos oferecer ajuda humanitária, sobretudo as nações da União Europeia, principal responsável pelas mazelas do continente africano. Séculos de exploração não podem ser ignorados, portanto, se levarmos em consideração que grande parte da riqueza das grandes potências é fruto de toda miséria observada no continente, cabe a este países reparar os danos. Entretanto, é sabido que no contexto das relações internacionais as grandes potências ditam as regras, inclusive as que prevêem sanções. Assim, não resta dúvida a ineficácia destas se observarmos as possíveis punições para os países responsáveis indiretamente pelos conflitos internos na África, como este exposto na presente reportagem.

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  2. Os problemas relacionados a fluxos migratórios de populações buscando fugir de situações de vida sem paz e futuro incerto, como o da Republica do Congo, são constantemente relatados pela ONU, entre tanto as ações de combate aos intensos problemas (de responsabilidade de todos da comunidade internacional) não são corriqueiramente vistas, pois o foco não está nas “minorias”. Em minha opinião a sociedade internacional e as instituições principalmente falham e muito na prevenção de situações como está, e apenas quando se chega a pontos mais críticos que medidas são adotadas mas muitas vezes são apenas ” panos quentes”. O controle rígido e punição de irregularidade de países que remetem sua população ao sofrimento deveria ser levado em consideração de forma mais coerente.

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  3. Esta notícia evidencia uma triste realidade atual que é o fluxo migratório em que várias pessoas são obrigadas a saírem de seus países, ondem possuem laços, cultura, uma história de toda a sua vida para migrar para um outro país por causa de violência em seu país de origem. A busca pela paz é constante e deveria ser algo inerente ao ser humano, pois faz parte dos Direitos Humanos. Os Direitos Fundamentais são frequentemente desrespeitado em determinados países, como é o caso da República Democrática do Congo, demonstrado nesta reportagem. A incerteza é um sentimento constante na vida dessas pessoas. A ONU sendo uma organização que procura a paz entre os povos e solucionar flagelos que assolam o mundo, deve se posicionar diante de tais realidades de maneira efetiva e eficaz. Não se pode deixar ao acaso a vida de tantas pessoas que vivem constantemente em meio de incertezas.

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  4. O vídeo nos mostra uma triste realidade no contexto de fuga de pessoas de suas casas por conta da violência: a volta para casa. De acordo com vídeo, cerca de 700 mil famílias do Congo retornaram para suas casas, porém, elas encontraram suas casas destruídas e seus objetos roubados, o que torna a readaptação dessas pessoas ainda mais incerta. Em busca de soluções, algumas famílias se mudam para cidades maiores em busca de novos empregos, mas, sem ter acesso ao mínimo de direitos dignos, como ter uma casa para morar, comida para se alimentar. Logo, é imprescindível que organizações internacionais se mobilizem em prol desses países que passam por guerra civil, a fim de criar unidades dentro dessas regiões que diminuam pelo menos um pouco o sofrimento dessas pessoas. A vida humana sendo vivida em condições dignas deve ter prioridades no âmbito dos debates internacionais.

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  5. A ajuda internacional quase não se sente por causa da falta de cobertura midiática do conflito. Ao contrário dos países do Oriente Médio, também abalados por conflitos, o Congo não representa um cruzamento de interesses geopolíticos. Apesar da nação ter imensos recursos naturais, possui baixo nível de infraestruturas e a população quase toda vive na pobreza.

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