Vox: “Why China is building islands in the South China Sea”


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Sobre Luiz Albuquerque

O Núcleo de Estudos sobre Cooperação e Conflitos Internacionais (NECCINT) da Universidade Federal de Ouro Preto , sob a coordenação do professor Luiz Albuquerque, criou o Observatório de Relações Internacionais para servir como banco de dados e plataforma de pesquisas sobre relações internacionais e direito internacional . O site alimenta nosso trabalho de análise de conjunturas, instrumentaliza nossas pesquisas acadêmicas e disponibiliza material para capacitação profissional. Mas, além de nos servir como ferramenta de trabalho, este site também contribui para a democratização da informação e a promoção do debate acadêmico via internet.

4 respostas em “Vox: “Why China is building islands in the South China Sea”

  1. Desde a década de 70 o Mar do Sul da China, região privilegiada em termos de recursos naturais, sendo rica em petróleo e gás natural, vem sendo palco de grande tensão, não só entre os países da região como Coréia, Filipinas, Indonésia, dentre outros, mas também pelo Estados Unidos e é claro a China. Durante o governo Obama adotou-se a “estratégia de rebalanceamento”, a qual tentou aumentar a presença dos Estados Unidos na Região para balancear o poder de dissuasão Chinês. O interessante é que embora os Estados Unidos critique o posicionamento Chinês, o mesmo apesar dos esforços do ex-presidente Obama não ratificou a Convenção da ONU sobre o Direito do Mar. Trump já se pronunciou demonstrando desejo em mediar o conflito, ao mesmo tempo em que aumentou a presença militar dos EUA na região, deixando a situação ainda mais instável, pois o ato foi considerado como uma provocação militar e política. Diante do protagonismo dos Estados Unidos na Região, único país envolvido que poderia de fato ameaçar a dominação chinesa na região, a troca de chefe de Estado pode provocar reviravoltas inesperadas na disputa, já que o estilo de liderança compõe uma importante linha de análise para definir a política externa adotada pelo Estado. Apesar de ter se oferecido para mediar a situação, Trump não parece seguir a linha de uma liderança conciliadora, e sim assertiva, o que faz com que nos questionemos o quanto o conflito ainda vai piorar e se de fato não teremos em breve um conflito armado na região.
    Felipe Sakai

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  2. O vídeo, que fala sobre a “criação” da Fiery Cross Island no mar do sul da China junto com outras 6 ilhas, em apenas 2 anos, aborda a importância econômica e também politica que aquela região possui, e em que implica o ato da China. Primeiramente, vale se ressaltar o poder econômico daquela região, o mar do sul da China é extremamente rico em recursos naturais, possuindo estimadamente onze bilhões de barris de petróleo e cento e noventa trilhões de metros cúbicos de gás natural. Também por lá passam 30% dos navios ligados ao comércio internacional. Com esse papel econômico colossal, seria surpreendente a falta de regulação, pois bem, ela existe. Através do pacto da zona econômica exclusiva é possível perceber a presença do direito internacional, e de como ele existe para facilitar, e as vezes pelo menos regular, tópicos envolvendo diferentes Estados. No próprio caso específico podemos observar que nem sempre a intenção do direito tem eficácia. Onde apesar de haver regulação, a China decide agir por sua própria concepção de território, e um país alheio a situação como o Estados Unidos, também decide intervir, pelos mesmos motivos políticos e econômicos de sempre.

    Matheus Araújo Reis.

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  3. É perceptível o surgimento de um novo imperialismo originado de uma superpotência que ignora completamente as decisões da ONU e seus tribunais. A maneira como a China se impõe no Mar do Sul da China sem levar em conta a autoridade internacional abre mais um precedente – dentre os vários já existentes – para que países de grande poderio militar possam subjugar os demais em regiões com grandes recursos naturais.
    O que mais impressiona é o receio dos Estados Unidos de intervir de uma maneira mais incisiva na região para defender as Filipinas – país aliado aos americanos –, principalmente quando levamos em conta a maneira como estes historicamente costumam agir para defender seus interesses, com movimentos também imperialistas.
    A anarquia dentro das relações entre os estados, defendidas pelo realismo, por exemplo, pode ser vista no imperialismo chinês. Um país que constrói ilhas artificiais em águas internacionias repletas de recusros naturais é algo surreal e preocupante, principalmente quando estas ilhas são ocupadas com forças militares que interferem diretamente na região e em ilhas já ocupadas por outros países soberanos, como na intenção de impedir a chegada de recursos aos militares que compõem uma ilha sob o domínio filipino. Contudo, nada que foi feito pela ONU apareceu como solução efetiva para solucionar o conflito.
    A maneira como a própria comunidade internacional aguardou um posicionamento de um estado soberano – e não da organização internacional em conjunto com os países – só ajuda a evidenciar a força dos estados se sobrepondo à ONU.
    O equilíbrio na balança de poder na região é um ponto que também deve ser analisado com cautela. A distância dos EUA para os países da região pode dificultar a situação, bem como o fato da China já ter praticamente dominado a região militarmente, enquanto os americanos só passaram a posicionar sua frota recentemente no local – além de estreitar relações militares com a Austrália, mais próxima geograficamente e com mais poderio militar do que os demais aliados da região.

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  4. Caminhando para tornar-se a maior potência mundial, a China vem nos últimos anos tentando expandir de todas formas sua atuação internacional através de projetos ambiciosos, como construção de malha ferroviária ligando Asia, Europa e Oriente Médio. Um passo importante nessa direção é o aumento de influência e produtividade no Mar do Sul da China, reconhecido por ser berço de enormes riquesas fósseis, através da criação da Fiery Cross Island, em uma clara tentativa de contrapor o poderio militar e influência estadounidense na área. Apesar de contrabalanço de poder ser positivo e evitar monopolização de forças, levanta-se a questão de que essa descentralização não seria apenas uma forma de realocação de influência global para o outro lado do pacífico, nesse eterno jogo de correr atrás do próprio rabo partindo de uma concepção separatistas de “nós e eles” que legitimam no imaginário uma arrogância e ilusão de superioridade baseados em nacionalidade.

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