Brasil no Haiti – um país mais seguro e estável


A Missão da ONU no Haiti – conhecida pela sigla MINUSTAH – foi estabelecida em abril de 2004 para garantir um ambiente seguro e estável ao país caribenho. Inicialmente, a missão foi autorizada a mobilizar até 6,7 mil militares, com seu braço militar sempre sob o comando do Brasil.

No total, 37.500 militares brasileiros — sendo 213 mulheres — atuaram no Haiti. No âmbito da Marinha, ao longo dos 13 anos da missão, foi enviado um total de 6.135 militares, divididos por 26 contingentes. Confira os detalhes nesse vídeo especial realizado pelo Centro de Informação das Nações Unidas para o Brasil (UNIC Rio) e pela Marinha do Brasil: https://nacoesunidas.org/?p=132770

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10 respostas em “Brasil no Haiti – um país mais seguro e estável

  1. A experiência brasileira no Haiti foi extremamente benéfica para a população haitiana e para o reconhecimento brasileiro na comunidade internacional. O Haiti sendo o pais mais pobre da América Latina, castigado pela forte colonização a que foi submetido e a precária industrialização e ainda a insatisfatória ou muitas vezes inexistente educação formal da população, foi contemplado com a missão Missão da ONU no Haiti , onde teve forte participação das forças militares brasileiras, que levaram mantimentos e segurança para o país, principalmente depois do devastador terremoto que assolou à nação em 2010. Esse tipo de ação se caracteriza como cooperação entre nações, um dos muitos conceitos das Relações Internacionais, onde muitas vezes países se integram em busca de uma melhoria da qualidade de vida das populações menos favorecidas.

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  2. A presença do Brasil no Haiti proporciona uma experiência benéfica para ambas as partes, pois o Haiti sendo historicamente explorado pelos países de capitalismo central pode receber um apoio do Brasil (que também é explorado, mas tem a imagem de uma país emergente e economicamente favorável, em comparação ao Haiti). Sendo o Haiti um país de pobreza extrema, onde a miséria é latente, é uma forma de integração de nações cujo Brasil se faz presente na proposta de ajudá-lo, sendo um conceito difundido pelas instituições das Relações Internacionais, onde é impossível aplicar a própria Network-making Power, cujo poder de criar ou alterar as próprias redes de network é um aliado na ferramenta de combater a fome, as misérias, a extrema pobreza e outras mazelas sociais. Juntar dois povos subjulgados e explorados é algo que dá força e nos faz pensar a submissão econômica que os detentores da heterogeineidade da economia central coloca diante de tratados e acordos internacionais.

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  3. Podemos entender a Missão de Paz no Haiti e a sua dinâmica de atuação dividindo-a em 2 âmbitos principais. A primeira, de caráter estrutural do país da America Central e o segundo, o interesse do Brasil de comandar o processo de ”Peacekeeping” da ONU. A existência dos chamados Estados Falidos no contexto internacional chama atenção para a importância da manutenção da ordem e da paz, já que é a partir destes que podemos observar o desenvolvimento contínuo de violações dos direitos humanos e humanitários dentro da situação de violência estrutural presentes nesses países. Como forma de solucionar os problemas e firmar o inicio do desenvolvimento do país, a primeira tarefa é conter a violência para depois atuar em áreas como infraestrutura, educação, saúde e as bases democráticas, como por exemplo a reorganização do sistema eleitoral. Em se tratando dos interesses brasileiros, temos que a gerência de uma missão de paz é de extrema importância tanto para as forças armadas, quanto para a politica externa do Itamaraty. Com o fim da missão no Haiti, o Brasil se vê na expectativa de atuar na estabilização da República Centro Africana.

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  4. Considero importante a participação de todas as Nações em Missões de Paz pelo mundo afora. É injutificável a guerra principalmente quando seu objetivo é dominar Povos de outras Nações com o único objetivo de se beneficiar com as riquesas locais. Costumes, idiomas, valores sociais e humanos baseiam-se em costumes desenvolvidos ao longo do tempo de acordo com a cultura local. Analiso o aculturamento impostos aos indígenas brasileiros com a invasão do Brasil por gente de variados idiomas e costumes. Os conflitos permanecem sem solução e a população indígena vive sendo escurraçada por fazendeiros que se apropriam das terras com uso de extrema violência. Precisamos aprender a respeitar e acatar as diferenças analisando que somos todos mortais e passageiros neste Mundo do qual ninguém é dono!

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  5. O vídeo traz como pano de fundo, ao tratar da missão brasileira no Haiti, a reflexão sobre a estrutura da ONU, sua organização, funcionamento e objetivos. As Nações Unidas têm entre seus propósitos adotar medidas efetivas para garantir a paz e conseguir uma cooperação internacional para resolver os problemas de caráter econômico, social, cultural e humanitário. Contudo, ela não dispõe de recursos suficientes para ter um braço militar próprio e promover suas missões e, por isso, precisa da disposição dos países membros em bancar financeiramente as ações em outros países. O que se torna algo problemático, considerando que os EUA têm a maior quota de contribuição para o orçamento da ONU. Isso nos leva a concluir que de fato a maior parte das missões encabeçadas pela Organização acaba tendo em seu cerne o atendimento a algum interesse do referido país.
    No caso do Haiti, a missão brasileira de paz também não está isenta de interesses. A ação teve início em 2004, justamente na época em que o Brasil manifestava sua intenção em ocupar um assento permanente no Conselho de Segurança da ONU, ao lado da França, Grã-Bretanha, EUA, Rússia e China (que historicamente sempre ocuparam essa posição). Para o governo brasileiro, do ponto de vista diplomático e estratégico, seria interessante ocupar tal posição, tendo em vista as “prerrogativas” dos membros permanentes, como, por exemplo, o poder de veto.
    Ocorre, contudo, que desde 2011 o Brasil não ocupa sequer uma cadeira no Conselho de Segurança como membro não permanente. Soma-se a isso o encerramento da referida missão, o que, ao meu ver, demonstra uma virada no posicionamento diplomático e das intenções do Brasil perante a ONU.
    Em suma, avalio que, embora a atuação brasileira tenha sido benéfica no Haiti, do ponto de vista macro é preciso problematizar tais relações, em especial sobre o funcionamento das missões como um todo, pois os interesses por detrás dos países com maiores recursos financeiros é que determinarão quais causas ganharão a atenção da ONU e quais ficarão relegadas a segundo plano por não serem estrategicamente interessantes para os países que financiam as causas.

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  6. A mobilização de tropas brasileiras no Haiti na missão promovida pela ONU a fim de reestabelecer o país demonstra uma intenção estratégica do Brasil em adquirir maior visibilidade no aspecto mundial enquanto um país organizado, a ponto que conseguir liderar o braço militar de uma missão, e interessado na manutenção da paz e estabilidade, exemplo disso o apoio às eleições no Haiti, essencial para a autonomia de governo e garantia da soberania. Fragilizado após catástrofes naturais além da condição de pobreza da população, a dificuldade na manutenção da estrutura do país depende da ajuda humanitária e financeira promovida pela ONU, capaz de possibilitar obras de saneamento e infraestrutura, promoção da saúde, segurança e educação. Essa cooperação entre países demonstra um dos principais objetivos da Organização e, do ponto de vista diplomático, garante ao Brasil uma imagem positiva no âmbito das relações internacionais.

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  7. Nas duas ultimas décadas muito se discutiu sobre uma possível reformulação no Conselho de Segurança da ONU, abrindo vagas permanentes a países emergentes.
    Tendo em vista tal fato o Brasil aprimora suas participações em operações de paz a fim de alcançar tal posto. É claro que, essa “intenção” não prejudicou a experiência das tropas brasileiras que obteve grande êxito em sua missão.

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  8. Em agosto de 2017, houve o fim da Missão das Nações Unidas para a Estabilização do Haiti, a Minustah. Desde que surgiu, a ONU tem atuado em operações pelo mundo a fim de ajudar os países devastados por conflitos a criar as condições permanentes de paz. Além das dificuldades impostas pelas dificuldades políticas e crise na segurança, a Minustha ainda foi obrigada a lidar com uma série de desastres naturais que agravaram ainda mais a situação humanitária, como furações e terremotos. Nesse contexto, a ajuda externa tornou-se ainda mais essencial. Eles contribuíram com a distribuição de alimentos e roupas, atendimento médico e odontológico, manutenção de escolas e obras de infra estrutura. Assim, foi muito importante e positiva a participação do Brasil.

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  9. Como mostra o vídeo, diversas catástrofes naturais atingiram o Haiti nos últimos anos. Um terremoto em 2010 chegou a matar milhares de pessoas, incluindo trabalhadores da ONU que estavam no local. Em 2016 a região foi atingida por um furacão que deixou diversas famílias desabrigadas. Nesse contexto, A Missão da ONU no Haiti – conhecida pela sigla MINUSTAH – foi estabelecida em abril de 2004 para garantir um ambiente seguro e estável ao país caribenho. Dentre os países que contribuíram com militares e voluntários está O brasil, que forneceu cerca de 6700 fuzileiros das forças armadas para garantir a segurança no local. Essa cooperação entre países deixa claro que a ONU vem cumprindo o seu papel, e propiciando que as relações internacionais possibilitem interferências tão boas como esse exemplo do Haiti.

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  10. O princípio da cooperação entre os sujeitos de Direito Internacional Público encontra, na missão da ONU no Haiti, consolidação e sentido, ante a participação das forças armadas no Brasil como um ato de solidariedade para com um povo que atravessou tantas catástrofes da natureza e que, até hoje, sofre com a falta de condições dignas de vida. O Haiti, intitulado como o país mais pobre da América Latina, certamente é um dos principais países para os quais os olhos da ONU devem estar atentos, sob pena de se deixar de lado a primazia dos direitos humanos e da cooperação entre os Estados enquanto um dos principais fundamentos das Relações Internacionais. A missão da ONU, que tem como escopo a garantia de um ambiente seguro e estável ao país caribenho, exige muito esforço adquirido através de trabalhos voluntários e muita colaboração por parte dos países aptos a ajudarem na restauração do país e no propiciamento de condições humanas de vida para as famílias que sofreram e ainda sofrem as consequências da ocorrência de terremotos e furacões, por exemplo. Pode-se notar, sem dúvida alguma, a importância do princípio da cooperação entre os Estados, que, aliada à importância da materialização dos direitos humanos para todos, destacam o valor das Relações Internacionais Públicas.

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