#VidasNegras: Você sabe o que é filtragem racial?


Você sabe o que é filtragem racial? É quando uma pessoa é escolhida como suspeita simplesmente por causa da cor. Isso é justo?

A campanha #VidasNegras busca sensibilizar para o fim da violência contra a juventude negra no Brasil. Junte-se à ONU e compartilhe essa ideia! https://bitly.com/vnegras

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5 respostas em “#VidasNegras: Você sabe o que é filtragem racial?

  1. O racismo é, no contexto das relações sociais brasileiras, um dos mais sérios e urgentes problemas do país. Sendo a história brasileira permeada pelas cicatrizes deixadas pelo período colonial no qual a escravidão era parte da vida cotidiana e econômica do país, mesmo após dois séculos de abolição da escravatura, a consciência do cidadãos ainda perpetuam estereótipos e ideais racistas que, em uma análise macroscópica, permite que a violência, a discriminação e a segregação social contra a comunidade negra no Brasil seja algo institucionalizado.
    É de conhecimento público que o genocídio da juventude negra é um problema urgente na Brasil do século 21, seguido da violência policial contra jovens negros e a violência que é fortalecida pelo machismo contra as mulheres negras brasileiras.
    Segundo dados da Anistia Internacional, apenas no ano de 2012, , 56 mil pessoas foram assassinadas no Brasil. Destas, 30 mil são jovens entre 15 a 29 anos e, desse total, 77% são negros. Esses dados dão uma dimensão da urgência dessa pauta na comunidade brasileira e também internacional, pois ameaça principalmente os Direitos Civis e Humanos desse grupo minoritário.

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  2. Seja no período colonial ou nos dias atuais, essa ideia falha decorrente de uma determinada cor da pele como fator de superioridade é inseparável à história do Brasil. Por meio do racismo, a violência e a discriminação contra os negros são ações praticadas e incentivadas -quase que naturalmente- por uma grande parte da população brasileira.
    Por meio do conformismo, muitos brasileiros autodeclarados brancos não se atentam à questão do preconceito racial presente no país, visto que não é difícil ignorar o que está ao redor quando não se é atingido pelo meio. Infelizmente, jovens negros não possuem tal privilégio, tendo que, diariamente, conviver com os desafios provenientes da cor impostos pela sociedade, sendo alguns deles a violência policial, o medo constante e a exclusão social.
    Além disso, ressalta-se a união do racismo com o machismo no Brasil atingindo diretamente a mulher negra que, como se não bastasse sofrer com a violência e a insegurança, é vista por muitos como apenas um objeto sexual. Perdendo a dignidade e a valorização perante à sociedade brasileira, em grande quantidade, racista.

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  3. No Brasil, a questão do racismo é um problema mal resolvido por parte de brancos em lidar com o passado escravocrata e racista. A filtragem racial é bem evidente: o aparelho jurídico-policial trata, muitas vezes, de forma diferenciada um crime cometido por negro em comparação a um crime de mesma natureza cometido por um branco.
    Um exemplo disso é o caso arquivado do menino Eduardo de Jesus, de 10 anos, baleado no complexo do alemão em questionável intervenção policial, sob o velho pretexto de ‘legítima defesa’, usado por agentes de segurança quando executam seus atos sem diligência, quando envolvem minorias.
    A ONU já publicou diversos relatórios denunciando violações por parte do país em relação ao racismo institucionalizado e sistemático, o que demonstra a omissão governamental em lidar com matéria de dignidade humana e relevância internacional. Diversas ONG’s tentam resistir e demandar contra a filtragem na aplicação dos direitos da minoria negra, mas ainda permanecem ignoradas e sem respostas concretas por parte das políticas do Estado.

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  4. O Brasil é reconhecidamente um país racista, que todos os anos perde milhares de jovens, em sua maioria esmagadora negros, para a violência. Notícias nas quais pessoas negras morrem por serem confundidas com bandidos, tornam-se banais, como o jovem morto no Jacarezinho no Rio de Janeiro, ou o garoto de 14 anos, morto em Valença, Bahia, ou, até mesmo, o ator Leno Sacramento, que fazia uma peça sobre o racismo, e foi baleado ao ser confundido com um assaltante.
    Nosso país é o que possui mais negros, depois do continente africano, no mundo, e ainda assim o racismo persiste. Nossa sociedade julga baseado na cor da pele, e não no caráter. A população é marginalizada e sofre com o descaso da sociedade e do poder publico.
    Outro fator que assusta é o crescente número de casos de intolerância religiosa contra religiões de origem Africana, e a violência contra seus seguidores, como foi nos casos de terreiros de Candomblé e Umbanda invadidos e depredados na Baixada Fluminense.
    Entretanto, movimentos de afirmação de identidade , a cada dia crescem mais no Brasil, no qual o fato de ser negro deixou de ser um ônus e passou a ser um fator de orgulho.

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  5. A violência nem sempre é percebida, muitas vezes está mascarada por rotinas e práticas assimiladas pela cultura, sem a devida reflexão.
    O preconceito racial, sem dúvida, constitui uma violência que, muitas vezes, não apresenta a visibilidade necessária para ser identificada.
    Apesar de o mito da democracia racial dar sustentação à concepção de que não há conflitos nas relações raciais no Brasil, todos “sabem que existe preconceito e discriminação racial”.
    Acredito na construção de uma nova cultura policial. Uma cultura em que o policial esteja cônscio de que é um “legítimo educador”, inserido totalmente no processo civilizador, entendido como “uma mudança na conduta e sentimentos humanos rumo a uma direção muito específica”. Acredito ainda que homens, mulheres e instituições podem evoluir a fim de alcançarem níveis de comportamento que espelhem o mais autentico respeito pela dignidade humana.

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