A Cooperação Marítima Sino-Russa de 2017


04/08/17

No fim do último mês (Julho), teve início a cooperação marítima de 2017 entre a Rússia e a China. A primeira fase do exercício ocorreu entre os dias 21 a 28 de julho, no Mar Báltico, a qual contou com a participação inédita de navios chineses na Europa e teve a colaboração de navios, aviões e helicópteros de ambos os atores. A segunda fase está marcada para ser feita em setembro deste ano (2017) no Mar de Okhotsk e no Mar do Japão.

treinamento conjunto já foi feito em diversas localidades da Ásia, tais como no Mar Amarelo (2012), no Mar do Japão (2013) e no Mar do Sul da China (2016), e tem por objetivo: aumentar a eficiência das frotas no âmbito do combate marítimo; auferir maior coerência entre as tripulações; e reforçar a lógica da cooperação entre os marinheiros.

A programação dos exercícios deixou os Estados europeus apreensivos, devido à sensibilidade geopolítica da região do Báltico e suas especificidades em relação aos atritos da Organização do Tratado do Atlântico Norte (OTAN) com a Rússia. Entretanto, apesar da leve agitação, nenhum incidente ocorreu.

No que tange a Rússia, a lógica visaria desmistificar perspectivas de caráter ofensivo no Báltico, à medida que, mediante comparação, a China consideraria Moscou e Washington como parceiros para a prática de exercícios conjuntos.

O editor-chefe da revista russa Arsenal da Pátria, Viktor Murakhovski, observa que a questão tem maior valor simbólico do que tático, conforme se pode verificar em seu comentário para o Jornal Gazeta: “Politicamente soa muito alto. Eu acho que não só para o resto do Báltico, mas também em todo o Atlântico Norte”*. Para o especialista, as implicações visariam demonstrar que as águas do Báltico são de fato internacionais e que, apesar da presença chinesa na região, possivelmente a China não ficaria confrontando a OTAN.

Infere-se que a cooperação sino-russa representa um marco importante para a geopolítica euroasiática, visto que a aproximação dos atores poderia confluir numa contraofensiva de caráter político e econômico em relação a Europa e aos Estados Unidos. A nível regional, a contribuição chinesa pode significar a ascensão de um mediador que permita um diálogo maior, visando a diminuição de tensões entre a Rússia, a OTAN e seus vizinhos.

Fonte: CEIRI NEWSPAPER

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