Cresce a contribuição da China para as Missões de Paz da ONU


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19/07/17

A participação da China na Organização das Nações Unidas (ONU) vem crescendo substancialmente nas últimas duas décadas. O país é o segundo maior doador de fundos para missões de paz e o terceiro maior doador para o orçamento geral da organização. Os chineses possuem atualmente 2.833 militares alocados nas diversas missões estabelecidas pela ONU, sendo cedidos ainda cerca de 8.000 militares para o contingente de reserva.

A República Popular da China é membro permanente do Conselho de Segurança da ONU* desde o ano de 1971, o que lhe confere certo poder decisório e mesmo a possibilidade de Veto sobre decisões importantes acerca da estabilidade da ordem internacional. Não obstante, o país utilizou o recurso do Veto apenas 12 vezes (menos do que qualquer outro dos membros permanentes) e os últimos seis empregados dizem respeito à situação da Guerra na Síria, tendo sido alinhados à posição da Rússia.

A atuação e o apoio a organismos internacionais são importantes instrumentos para projeção de influência e poder brando, sobretudo para potências emergentes. No caso da China, o apoio à ONU e às missões de paz pode servir para projetar uma imagem de liderança e benevolência para os demais integrantes do sistema internacional. No sentido contrário, um dos questionamentos à posição chinesa reside no respeito aos direitos humanos, um tema de grande importância no arcabouço da Organização, sendo uma área na qual o país sofre críticas.

Por fim, a China reconhece que o apoio à cooperação internacional é um importante fator estratégico para sua política externa, visto que pode fortalecer o peso dos seus posicionamentos no Conselho de Segurança da ONU. Deve-se ressaltar que o Estado chinês enviou tropas para as missões de paz da Organização pela primeira vez no ano de 2013, representando o rápido crescimento do seu engajamento em tão pouco tempo.

Fonte: CEIRI Newspaper

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2 respostas em “Cresce a contribuição da China para as Missões de Paz da ONU

  1. O crescimento da participação da China na ONU é uma ótima notícia para o mundo. Principalmente depois do episódio da Guerra do Iraque, tristemente patrocinado pelos EUA.
    Ainda que a China possa nos ser, de certa forma, uma incógnita em muitos aspectos, o surgimento de uma alternativa viável à posição americana, não pode deixar de ser visto com bons olhos.
    Os EUA enquanto “líderes do mundo livre”, como gostam de serem vistos, ainda que com uma certa verdade (admitimos), vêm nos revelando, principalmente nos governos de George W Bush e de Donald Trump, que uma mentalidade excessivamente obtusa ainda guarda grande influência política e poder de decisão nos rumos do mundo (através dos canhões dos exércitos americanos).
    Racismo e xenofobia são expressões ainda comuns/consistentes do American Way of Life.
    Um país cuja população é representada por dois homens que são considerados “verdadeiros idiotas” por parte do mundo civilizado, não pode ser nossa única alternativa de líderança.
    A diminuição da importância da participação dos EUA na manutenção da ONU, só pode ser vista como uma possibilidade real de fortalecimento do multilateralismo.
    De qualquer forma, um avanço.
    Quem sabe amanhã ou depois, não veremos a ONU inteiramente independente (financeiramente) dos Norte Americanos.
    O caminho é a diluição do suporte financeiro da ONU por mais países. O que poderá representar um passo na direção de um mundo sem “donos” e, sim, com mais sócios paritários.
    Uma ONU plural de fato. Forte e livre para censurar os erros/crimes de todos. Inclusive dos que hoje se acham (porque realmente são) intocáveis.

  2. A China integrou-se ao Comitê Especial de Operações de Pacificação da ONU em 1988, entretanto pela primeira vez envia infantaria a participar em Missões de Paz patrocinadas pela ONU. Tal participação reflete uma mudança na política externa do regime chinês, reforçando o empenho em assegurar sua presença na África, bem como a intenção em aumentar sua influência na ONU, onde os países ocidentais controlam frequentemente os departamentos importantes, conforme alegado pelo The Financial Times.
    Ademais, “assumindo a liderança na área de missões de paz, a China segue com preocupação os desenvolvimentos no Oriente Médio, porque é esta a fonte principal de petróleo para a China”.

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