Na Colômbia, missão da ONU coleta as últimas armas das FARC


27-6-17Colombia

Observadores da Missão das Nações Unidas na Colômbia registrando armas das FARC-EP. Foto: Missão da ONU na Colômbia

28/06/17

O esforço de paz na Colômbia alcançou nessa semana um marco, com quase todo o número restante de armas das Forças Armadas Revolucionárias da Colômbia (FARC-EP) entregues às Nações Unidas para registro e armazenamento.

A missão política da ONU no país confirmou nessa terça-feira (27) que “em 20 de junho foi iniciada a terceira fase da deposição de armas individuais dos combatentes das FARC-EP”.

A missão já armazenou 7.132 armas, o correspondente ao total de armas registradas nas FARC. As únicas exclusões da lista são as armas usadas para fornecer segurança nos 26 campos do ex-grupo guerrilheiro até 1o de agosto de 2017.

“Até o momento, a missão verificou 77 esconderijos armados a partir dos quais as armas foram extraídas. Munições, explosivos e armamentos instáveis foram destruídos”, afirmou a missão política da ONU em nota.

A desmobilização está em conformidade com o cronograma acordado entre o governo e as FARC-EP no dia 29 de maio, parte do acordo histórico que encerrou o conflito de meio século na Colômbia.

O processo de deposição de armas – um dos principais componentes do acordo de paz – inclui cinco etapas distintas: registro e identificação de armas; monitoramento e verificação da detenção de armas; recepção e armazenamento de armas; neutralização de armas, para garantir que nunca mais sejam usadas como armas de fogo; e extração de armas dos campos.

Acompanhe as ações da missão da ONU na Colômbia em colombia.unmissions.org.

Fonte: ONU BR 

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4 respostas em “Na Colômbia, missão da ONU coleta as últimas armas das FARC

  1. Comemora-se o esforço de paz na Colômbia como um grande marco, tendo em vista que o total de armas das Forças Revolucionárias da Colômbia encontram-se agora sob guarda das Nações Unidas para que sejam devidamente registradas e armazenadas.
    Sabemos que a luta das Forças Armadas Revolucionárias da Colômbia, iniciada por camponeses comunistas, estende-se até os dias de hoje. Por consequência, fez com que outros grupos de orientação diversa também se instalassem no território colombiano. As diversas críticas em relação às FARC caracterizam-na como terrorista e de sustentação pelo tráfico de drogas. Apesar disso, são evidenciados sequestros, mortes e pressões diplomáticas associadas ao grupo.
    Observa-se que a existência desse tipo de grupo armado presente na Colômbia evidencia a fraqueza das instituições políticas dentro do país, bem como da falta de uma forte representatividade dessas instituições.
    Portanto, é válido o motivo para celebração o cumprimento da missão da ONU, uma vez que contribui com o encerramento de um conflito colombiano de meio século.

  2. A Colômbia experimentou durante quase 50 anos um conflito entre o governo e grupos armados ilegais. Os grupos armados ilegais mais importantes são as Forças Armadas Revolucionárias da Colômbia (FARC), e o Exército de Libertação Nacional (ELN). As atividades dos grupos armados ilegais levaram a formação de organizações paramilitares de direita, principalmente as Forças de autodefesa unidas da Colômbia (AUC). Houve alegações de vínculos entre paramilitares e alguns servidores públicos na guerra contra os grupos armados ilegais.
    O caminho para a paz nunca foi fácil ou rápido na Colômbia. O Centro Nacional da Memória Histórica da Colômbia estimou que a violência havia ceifado pelo menos 220 mil vidas. As instituições essenciais do Estado, a polícia, o Judiciário e os políticos, estavam tão corrompidos pelo dinheiro das drogas e enfraquecidos pela violência, que a Colômbia se aproximava do colapso. O processo de paz que o Tribunal Penal Internacional busca, representa a melhor esperança para a Colômbia de um futuro marcado por menos violência que os últimos 50 anos.

  3. A Colômbia vem passando por uma revolução histórica em sua politica de desarmamento no qual vem sendo parabenizada por todo o mundo, após mais de 50 anos de conflitos o processo de deposição de armas – um dos principais componentes do acordo de paz – inclui cinco etapas distintas: registro e identificação de armas; monitoramento e verificação da detenção de armas; recepção e armazenamento de armas; neutralização de armas, para garantir que nunca mais sejam usadas como armas de fogo; e extração de armas dos campos.Esta é a primeira vez que um grupo armado colombiano aceita entregar as armas para uma comissão das Nações Unidas. No passado, tanto o EPL como o M-19 — duas guerrilhas de esquerda já desmobilizadas — só aceitaram entregar suas armas para representantes da Internacional Socialista, organização que congrega partidos de esquerda no mundo. Nos demais casos, o governo colombiano fez a mediação. O mundo parabeniza a iniciativa de Paz no pais.

  4. Durante muitos anos, o país sofreu com a violência causada pelos conflitos contra as Farc. Em 2016 o presidente da Colômbia Juan Manuel Santos ao discursar na cerimônia em que recebeu o Prêmio Nobel da Paz disse o seguinte:“ há uma guerra a menos no mundo, e é a da Colômbia.” Ele comemorava o acordo de paz celebrado entre o governo e a Farc. As negociações começaram em 2012 e se arrastaram esses anos. Havia muita resistência dos guerrilheiros, da oposição ao governo e da própria população que pode ser registrado em um plebiscito realizado em que 50,2% dos Colombianos rejeitaram o acordo de paz. Apesar disso o acordo foi assinado e entre os seus termos estava o desarmamento do grupo. Tal fato, gera um misto de sentimentos, como esperança, paz, medo e incerteza. Foi dado um grande passo e as armas estão sendo de fato, entregues. O problema será na reinserção a vida civil desses guerrilheiros, visto que muitos viveram grande parte de suas vidas somente por conta do grupo e devido a idade avançada dificilmente conseguirão empregos e terem uma “vida normal” . Com isso, o acordo e o consequente desarmamento são uma grande notícia, mas que não garantem a paz totalmente, visto a dificuldade de readaptação que terão os guerrilheiros e o passado com o narcotráfico.

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