Brasil e China discutem parceria em energias renováveis e indústria 4.0


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Postado originalmente – 22/06/2017

O ministro substituto da Indústria, Comércio Exterior e Serviços, Marcos Jorge de Lima, presidiu hoje a 5ª Reunião do Subcomitê de Indústria e Tecnologia da Informação da Comissão Sino Brasileira de Concertação e Cooperação Brasil China (COSBAN).

Durante o encontro, que contou com a participação de comitiva chinesa liderada pelo vice-ministro de Indústria e Tecnologia de Informação (MIIT), Xin Guobin, foram apresentadas e debatidas uma série de propostas de parcerias nas áreas de desenvolvimento industrial, energias renováveis e sustentabilidade e internet das coisas.

Marcos Jorge abriu a reunião afirmando que o incentivo à cooperação e à união entre Brasil e China é fundamental para promover ganhos e desenvolvimento comum. Ele destacou às autoridades e empresários chineses o contexto de retomada do crescimento da economia brasileira. “O Brasil vive um momento único, desde o início do governo Temer, ao adotar reformas estruturantes que vão melhorar o ambiente de negócios”, disse.

Além das reformas estruturantes da economia brasileira, Marcos Jorge ressaltou que o ministro Marco Pereira tem trabalhado para que a indústria tenha aumento de competitividade no mercado externo e interno, gere emprego e renda para a população e se desenvolva dentro de parâmetros sustentáveis.

“Nos últimos meses atuamos pontualmente em desburocratizar procedimentos, modernizar a legislação e contratar servidores na área de propriedade intelectual, dentre outras. Em suma, existe um trabalho intenso visando garantir que o Brasil volte a crescer de forma sustentável. Assim, este é um excelente momento para investir no Brasil”, afirmou Marcos Jorge.

Durante o encontro, o vice-ministro de Indústria e Tecnologia de Informação (MIIT), Xin Guobin, demonstrou interesse em aprofundar as discussões sobre as parcerias em desenvolvimento industrial e energias renováveis.

A China é um dos principais parceiros comerciais do Brasil: foi o principal destino das exportações brasileiras e a 2º principal origem das importações nos primeiros 5 meses de 2017. Quanto à relação comercial, a corrente de comércio, nos primeiros meses de 2017, apresentou crescimento de 29,3%.

Indústria 4.0

Em relação à indústria 4.0, o diretor-geral do Departamento de Planejamento do MIIT, Song Zhiming, apresentou a estratégia de implementação da China Manufacturing 2025, um plano decenal para fortalecer o parque industrial chinês, aumentando a densidade tecnológica e a inovação do país que mais exporta no mundo.

Segundo Song Zhiming, na busca pela nova fronteira do conhecimento industrial, a China deseja estabelecer cooperação e parcerias com vários países, inclusive o Brasil.

Sobre o tema, Marcos Jorge disse à comitiva chinesa que o MDIC já criou um grupo de trabalho que contará com a participação de diversos membros do governo, da sociedade civil, entidades empresariais e academia, a fim de apresentar de maneira pragmática, ainda neste ano, ações de curto e médio prazos para a implementação da indústria 4.0 no Brasil.

Fonte: MDIC

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2 respostas em “Brasil e China discutem parceria em energias renováveis e indústria 4.0

  1. Com a crise econômica que assombra todos os países do mundo, a China, uma grande potência e uma das maiores parceiras comerciais do Brasil, decidiram ambos a fazer investimentos para a melhoria dos respectivos países. Com o aporte financeiro que será designado para os investimentos propostos, avaliados em mais ou menos US$ 20 bilhões, gerará empregos, tranquilizando os cidadãos que estão amedrontados com as reformas trabalhistas, além do crescimento sustentável que ambos terão. Assim, movimentará a economia de ambos, pois o projeto proposto atualmente, somente empresas dos dois países poderão participar. Segundo o ministro do Planejamento, Desenvolvimento e Gestão, Dyogo Oliveira, o fundo tocará setores prioritários como logística, energia, recursos minerais, agricultura, indústria de manufatura e serviços digitais, sendo uma grande variedade para todos estes setores. Com isso, a infraestrutura será financiada por grandes países que começarão a voltar com os dias melhores em meio à crise financeira. É importante ressaltar que o BNDS e a Caixa Econômica Federal serão os operadores preferenciais do fundo, mas a participação será aberta a outras instituições financeiras no Brasil.

  2. Em sintonia com o Tratado Rio +20 e com o desempenho quase que global de implantar um modelo de desenvolvimento sustentável, essa parceria é muito bem vinda. O Brasil ainda carece de políticas ambientais mais efetivas, muito disso devido aos retrocessos e pressões impostas pelos representantes da bancada ruralista no congresso nacional. Um acordo de colaboração bilateral no desenvolvimento e exploração de fontes renováveis é um importante avanço no atual cenário.
    A descoberta do pré-sal fez com que o Brasil tirasse o foco da pesquisa do biodiesel e de outras fontes renováveis para poder potencializar seus lucros com petróleo, algo lamentável, diga-se de passagem.
    Além dos incontáveis benefícios ecológicos, podemos pensar que é um novo nicho de mercado a ser explorado pelas indústrias, com ganhos potenciais de altíssimo valor e que beneficia a diversidade ecológica de nosso país.
    Há que se falar ainda no estreitamento das relações entre as duas potencias, uma vez que o Brasil perdeu força diplomática com a saída da presidente Dilma.

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