Mais de 5 milhões de crianças precisam de ajuda humanitária urgente no Iraque, diz Unicef


22/06/17

Por Ahmed Rasheed

BAGDÁ (Reuters) – Mais de 5 milhões de crianças precisam urgentemente de ajuda no Iraque, informou a Organização das Nações Unidas nesta quinta-feira, descrevendo a guerra contra o Estado Islâmico como “uma das mais brutais” da história moderna.

“Por todo o Iraque, crianças continuam a testemunhar absoluto terror e violência inimaginável”, afirmou o Fundo das Nações Unidas para a Infância (Unicef) em comunicado.

“Elas foram assassinadas, feridas, sequestradas e forçadas a atirar e matar em uma das guerras mais brutais da história recente”, acrescentou.

Em Mosul, crianças estão sendo assassinadas deliberadamente por militantes do Estado Islâmico para punir suas famílias e para impedi-las de fugir, afirmou o Unicef.

Organizações internacionais estimam que mais de 100 mil civis, dos quais metade é composta por crianças, estão presos em condições extremamente perigosas no centro da Cidade Velha, o último distrito ainda sob controle dos militantes em Mosul.

Mais de mil crianças foram assassinadas e mais de 1.100 foram feridas ou mutiladas desde 2014, quando os militantes radicais tomaram controle de grandes faixas do Iraque, afirmou. Mais de 4.650 crianças foram separadas de suas famílias.

Os militantes perderam o controle da maior parte das cidades do Iraque que tinham dominado, após uma série de ofensivas apoiadas pelos Estados Unidos que começaram em 2015. Eles também estão perto de perder Mosul, a cidade do norte do país que funcionou como sua capital de fato.

Fonte: Reuters

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5 respostas em “Mais de 5 milhões de crianças precisam de ajuda humanitária urgente no Iraque, diz Unicef

  1. Infelizmente as guerras no Iraque causam uma série de reflexos nos cidadãos e principalmente nas crianças do local e devido as guerras, muitas delas são separadas dos pais, chegando a meses, como relata o coordenador da ONG que acolhe menores. Muitas notícias nos informam que essas crianças, que ainda estão em desenvolvimento constante, tanto físico como principalmente a formação mental acaba adquirindo para suas vidas uma série de transtornos causados pela ansiedade e traumas, após passarem por uma série de mudanças, como por exemplo, a dominação do estado islâmico. Notícias além dessas, mostram que a crise humanitária está longe de acabar juntamente com todo sofrimento que abala principalmente a cidade de Mossul, onde o Conselho Norueguês de Refugiados disse que pode se tornar mais grave. A superação da crise é crucial para o futuro político do Iraque, que luta para construir a estabilidade, superar a rivalidade sectária e emergir de todos os conflitos que já aconteceram lá, causando indagações constantes sobre o futuro. A realidade está sendo muito triste.

  2. Não basta um minuto de telejornal para compreender a situação que estas crianças e suas famílias chegam a viver. Os refugiados sírios, por exemplo, carregam sobre suas costas mais peso do que os poucos pertences que conseguiram preservar. O seu é um lastro permanente de violência, bombas, franco atiradores e bairros inteiros transformados em escombros.
    A saúde mental de todas estas pessoas, e em especial dos menores, é uma coisa que vai mais além do frio e da fome. Falamos de feridas internas que persistirão na idade adulta, que constituirão uma personalidade baseada na falta de esperança; e não há nada mais desolador do que uma criança que não se lembre do que é um sorriso, e que não possa ver seu futuro com esperança

  3. O conflito existente no Iraque gira em torno do avanço do Estado Islâmico. De fato, sabe-se que Mossul é considerada como a capital política e econômica do mesmo, sendo que a batalha pelo seu controle recomeçou em dezembro do último ano. É uma situação complicada, tendo em vista até a precaução que as próprias forças armadas iraquiana deveriam adotar para combater o avanço dos militantes islâmicos, tendo em vista que o uso da artilharia ou ataques aéreos não poderiam ser utilizadas como se estivessem em uma guerra convencional. No entanto, apesar disso, percebe a existência de inúmeros abusos e uma imensa desconfiança mútua entre a população civil e o Exército iraquiano. Os casos de barbárie são muitos, constituindo reflexos da própria guerra civil, abarcando também crianças, que tem seu desenvolvimento e formação duramente afetados. Importante frisar que a crise humanitária ainda se alastra, mas que é importante a sua superação, para que seja possível a reestruturação do Estado, com vistas a garantir dignidade e estabilidade à população, tão enormemente prejudicada.

  4. Depois de mais de 03 anos, em Julho de 2017, Mossul, cidade do Iraque, finalmente conseguiu se libertar do domínio do grupo extremista Estado Islâmico, contudo, o preço foi alto. A cidade se converteu em escombros e milhares de pessoas foram mortas, incluindo civis, que em guerras como essas, são prejudicados de um modo ou de outro. Apesar disso, pelas notícias que se vê diariamente, é difícil imaginar guerra que represente uma maior crise humanitária. A população da cidade finalmente retomou sua liberdade, contudo, esta dificilmente pode ser usufruída diante da destruição que ficou, muitas famílias perderam suas casas e até que possam novamente se restabelecer vão enfrentar uma nova luta, para superar não só as perdas materiais, mas principalmente a perda da moral depois de tanto sofrimento coletivo. Para além da situação específica de Mossul, todo o conflito com o Estado Islâmico, diante do apresentado pelo texto, parece ruir, além da vida de milhares de pessoas, também a cultura desses lugares, com ações sistêmicas contra a vida das crianças.

  5. Milhões de crianças são duramente afetadas por alguns dos conflitos mais graves do mundo de hoje . A má nutrição é uma “ameaça silenciosa” para as crianças As crianças são alvo de ataques diretos nas suas casas, escolas e comunidades em ruínas, as suas esperanças e os seus futuros estão em suspenso. O apoio a essas crianças, como acesso a água potável, nutrição, educação, saúde e proteção se faz necessário para que as mesmas nãos ejam vítimas de batalhas que não foram travadas por elas. As crianças no Iraque estão na linha de fogo e são repetida e implacavelmente alvo de ataques. Nos últimos dois anos e meio, 1.496 crianças foram raptadas no país – um dado verdadeiramente chocante que representa uma média de 50 raptos de crianças por mês, muitas delas forçadas a combater ou sujeitas a abusos sexuais. O relatório mostra também que, desde o início de 2014, cerca de dez por cento das crianças iraquianas – mais de 1.5 milhões – se viram obrigadas a abandonar as suas casas devido à violência, e em muitos casos por diversas vezes. Quase uma em cada cinco escolas não estão em condições de ser utilizadas, e perto de 3.5 milhões de crianças em idade escolar estão fora da escola.

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