EUA e China desencadearão Terceira Guerra Mundial?


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05/06/2017

O discurso do chefe do Pentágono no Fórum Diálogo de Shangri-La, que foi realizado em Singapura, alarmou especialistas de todo o mundo, os quais advertem sobre a ameaça de guerra entre Estados Unidos e China.

Ao comparecer no fórum regional, que é dedicado aos problemas de segurança coletiva, o secretário de Defesa dos EUA, James Mattis, voltou a condenar as atividades de Pequim no mar do Sul da China.

Segundo a agência AFP, o chefe do Pentágono acrescentou que não exclui a possibilidade de confronto com o gigante asiático.

Esta não é a primeira vez que surgem advertências alarmantes a respeito da possibilidade de Pequim e Washington darem início a uma guerra no mar do Sul da China.

Anteriormente, o conselheiro de Donald Trump, Steve Bannon, previu que a confrontação entre China e EUA poderia acontecer nesta região nos próximos dez anos.

Apesar de uma autêntica guerra entre Estados Unidos e China parecer pouco provável, hoje em dia foi dada uma série de condições que poderia contribuir para este desenlace.

Por que ambos os países possuem tanto interesse no mar do Sul da China?

O mencionado Interesse pode ser explicado através de vários fatores. O primeiro deles é que pelo mar do Sul da China passam rotas de exportação de hidrocarbonetos dos países do Oriente Médio aos EUA e aos países da região do Pacífico.

Particularmente, enquanto China importa até 40% de seu petróleo cru através do mar do Sul da China, os EUA transportam por essas rotas hidrocarbonetos em um valor de 1,2 bilhão de dólares (cerca de R$ 4 bilhões).

Além disso, abundantes jazidas de petróleo foram descobertas na plataforma das ilhas Paracelso e no arquipélago Spratly. Atualmente, o mar do Sul da China conta com reservas de ouro negro de 11.000 milhões de barris, aproximadamente.

O cientista politico Leonid Krutakov destacou para a emissora russa RT que incluso os planos de Donald Trump de reduzir a dependência de Washington das importações de hidrocarbonetos através da intensificação da exploração das jazidas estadunidenses não ajudarão a melhorar as relações com Pequim.

“EUA sempre precisaram de mais energia, por isso que ocupam o primeiro lugar nas importações de hidrocarbonetos. Além disso, se Washington decidisse recuperar a exploração de todas suas jazidas, o país da mesma forma seguiria importando petróleo e gás”, enfatizou o especialista.

Além disso, as ilhas Paracelso e o arquipélago Spratly possuem grande importância estratégica e militar, já que permitem controlar desde o ar a maior parte do mar do Sul da China.

O nascimento de uma potência naval

China não somente consolida suas posições no mar do Sul da China, como incrementa o potencial de suas Forças Armadas.

Pequim continua construindo submarinos adicionais, mesmo já possuindo uma frota de 75 submarinos. Para comparar, as Forças Armada dos EUA possuem só 70 submarinos. Porém, a China tem uma desvantagem no número de porta-aviões. O país asiático conta com somente dois porta-aviões, já os EUA — dez.

Pressagio de uma grande guerra

De acordo com Krutakov, o confronto entre China e EUA seguirá crescendo à medida que ambas as partes se preparem para uma guerra possível. Um dos passos principais rumo ao cenário de guerra se trata da instalação do sistema norte-americano THAAD na Coreia do Sul.

“Não somente Steve Bannon, mas também Jacob Rothschild, disse que hoje em dia o mundo se encontra na margem da Terceira Guerra Mundial. Discrepâncias extremadamente sérias estão sendo acumuladas na economia mundial e estas discrepâncias são mais profundas do que as da Segunda Guerra Mundial”, afirmou Krutakov, acrescentando que as armas nucleares freiam medidas preocupantes.

Os estreitos laços comerciais entre EUA e China poderiam ser o segundo fator. A ruptura com a China levaria os EUA ao déficit e à superprodução de mercadoria na China.
Porém, de acordo com especialistas, a história demostra que a presença de relações econômicas entre os dos países nunca garantiu a paz.

Fonte: Sputnik

 

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7 respostas em “EUA e China desencadearão Terceira Guerra Mundial?

  1. Como se sabe apesar de uma autêntica guerra entre Estados Unidos e China parecer pouco provável, um estudo da realizado pela History mostra cinco possíveis cenários para uma Terceira Guerra Mundial. Nas últimas décadas, o desenvolvimento técnico-militar fez com que a possibilidade de uma guerra aumentasse colocando todo o planeta em risco de destruição. Diante disso, foi apresentado um panorama das zonas em tensão militar, local que poderia ser o inicio da próxima guerra. Portanto, no estudo foi apresentado uma série de condições capazes de contribuir para o seu início, entre elas podemos citar: Mar da China Oriental, por ser um ponto de um conflito territorial entre China e Japão; Índia e Paquistão – países disputam o território de Cachemira, e ambos possuem um forte arsenal atômico; Coreia do Norte – o famoso programa de desenvolvimento nuclear que ameaça o surgimento de um conflito armado com as potências ocidentais; A Guerra na Síria: desde 2011, inclui vários países do primeiro mundo, sendo que a participação do exército russo geraria grandes consequências com a Turquia, este membro da OTAN, o que possivelmente desencadearia uma guerra global, e por fim os países bálticos – cenário de vários conflitos, atualmente é pouco provável que Washington esteja interessada em fazer explodir uma guerra.
    Portanto, conforme estudiosos, a história demostra que as relações econômicas entre os dois países nunca garantiu a paz, e que os estreitos laços comerciais entre EUA e China poderiam ser um dos fatores, mas a ruptura com a China levaria os EUA ao déficit e à superprodução de mercadoria na China.

  2. Embora alguns estudos demonstrem alguns sinais que poderiam culminar em uma guerra entre a China e os Estados Unidos, os tratados e convenções que vem sendo estabelecidos, nos garantem uma segurança prévia, mesmo que incerta. Além disso, são várias as consequências que uma guerra global poderia desencadear e acredito que isso talvez, seja um dos impedimentos para que ela aconteça, onde todo o cenário internacional seria prejudicado. Seria muito mais simples, buscar políticas cooperações entre ambos países, mesmo que as linhas de tensões continuem persistentes.

  3. A descoberta de reserva de petróleo na região das lhas Paracelso e o arquipélago Spratly é a chance dos EUA de se livrarem de sua depencia do Oriente Médio na questão do petróleo, além da importância da rota de comércio de hidrocarbonetos, então os EUA não iriam abrir mão dessa região. A China, por outro lado, importa 40% do seu petróleo e essa região também seria importante para manter a segurança da parte Sul de seu território, protegendo suas rotas de comércio. Mas, ainda que o controle dessa região se mostre muito importante para os dois, uma guerra contra os EUA seria pouco provável já que a China tem sua economia muito dependente dos EUA. O confronto entre os EUA e a China poderia se mostrar desastroso para o país asiático, pois maior que a importância militar e econômica das lhas Paracelso e o arquipélago Spratly é a importância dos EUA na economia da China, uma vez que a o país asiático tem como principal destino de exportação os Estados Unidos ($457 Bilhões).

  4. A tensão entre China e Estados Unidos com relação ao petróleo é algo que pode ser acompanhado desde o fim da URSS. A influência americana na Ásia Central acaba atrapalhando a relação dos chineses em demanda energética com fornecedores da região. A necessidade de uma cooperação diplomática entre as duas potências deve ser trabalhada, já que é discutido a possível existência de um novo conflito em escala global. Cabe também a intervenção de órgãos Internacionais para mediarem acordos para diminuir a tensão entre os países. Apesar da guerra parecer atualmente inviável, devido a fatores de dependência comercial, o fato de haver alguma especulação de possível guerra deve ser trabalhado desde já.

  5. No mundo globalizado e capitalista da atualidade, tudo gira em torno de poder econômico. Mais poderoso é aquele que tem capital para investir em poder bélico, e também influência para fazer valer seus interesses. O caso entre Estados Unidos e China não é diferente. Os Estados Unidos querem afastar aquilo que representa uma ameaça à sua supremacia e domínio sobre o restante do mundo. É na realidade, uma nova forma de colonização. Os países poderosos e com grande interesse econômico buscando a exploração de países menores em termos políticos-econômicos, o que gera concorrência entre os exploradores. Isso cria uma tensão na medida que pólos de poder e influência começam a surgir e se dividir. Enquanto isso, os problemas mundiais de verdade são deixados em segundo plano, as desigualdades são mascaradas, os países que passam por sérias crises de caráter humano, são vistos pelas potências apenas como presas de exploração, e nada é feito a respeito do que realmente é necessário. E assim segue o mundo capitalista “globalizado”, colocando a propriedade sempre a frente das pessoas, dando visão ao que interessa aos grandes, e escondendo aquelas questões realmente importantes. Fazem guerra em nome da paz, quando na verdade tudo gira em torno do capital.

  6. Diante dessa notícia vemos que é possível que seja desencadeada uma terceira guerra mundial tendo como “protagonistas’ os Estados Unidos e China. Seja por motivos econômicos, sociais ou políticos, há uma crise no mundo globalizado.
    É visível que a China vem crescendo com sua base naval, pois a China não somente consolida suas posições no mar do Sul da China, como incrementa o potencial de suas Forças Armadas.
    Pequim continua construindo submarinos adicionais, mesmo já possuindo uma frota de 75 submarinos.
    “Para comparar, as Forças Armada dos EUA possuem só 70 submarinos. Porém, a China tem uma desvantagem no número de porta-aviões. O país asiático conta com somente dois porta-aviões, já os EUA.”
    A tensão entre Estados Unidos e Coreia do Norte existe há anos, mas se intensificou desde que Trump assumiu a Casa Branca, em janeiro, o que aumenta o conflito com a China.
    Diante disso, vemos que há uma preparação para possível guerra que afetará todo o cenário internacional. Um dos passos principais rumo ao cenário de guerra se trata da instalação do sistema norte-americano THAAD na Coreia do Sul.

  7. A tensão entre os dois países se torna mais preocupante com a chegada de Trump ao poder em 2017. O Presidente norteamericano, com um posicionamento hostil contra a Coreia do Norte, revelou que a postura de “paciência estratégica” perante a Coreia do Norte não existe mais. A China é aliada do governo de Kim Jong-un e vem tentando uma solução diplomática para o conflito.

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