Países elegem 1º africano para chefiar Organização Mundial da Saúde


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24/05/2017

Durante a 70ª Assembleia Mundial da Saúde, em Genebra, os Estados-membros da Organização Mundial da Saúde (OMS) elegeram nesta terça-feira (23) o etíope Tedros Adhanom Ghebreyesus para o cargo de diretor-geral do organismo internacional. Ghebreyesus será o primeiro africano a liderar a agência de saúde da ONU. Seu mandato terá início em 1º de julho de 2017. Na Etiópia, Ghebreyesus foi ministro das Relações Exteriores, de 2012 a 2016, e ministro da Saúde, de 2005 a 2012.

Na Etiópia, Ghebreyesus foi ministro das Relações Exteriores, de 2012 a 2016, e ministro da Saúde, de 2005 a 2012. Também trabalhou como diretor do Conselho do Fundo Global contra AIDS, Tuberculose e Malária, codiretor do Conselho da Parceria para a Saúde Materna, Neonatal e Infantil e diretor do Conselho da Parceria Roll Back Malaria(RBM).

Na chefia do Ministério da Saúde de seu país de origem, o dirigente liderou uma reforma abrangente no sistema de atendimento e ampliou a infraestrutura nacional, criando 3,5 mil centros de saúde e 16 mil postos de saúde. Ghebreyesus aumentou em 38 mil o número de profissionais de saúde, além de implementar mecanismos de financiamento para expandir a cobertura de seguros de saúde. Como chanceler, Ghebreyesus liderou esforços de negociação pela aprovação da Agenda de Ação de Adis Abeba

Ao coordenar o Fundo Global e a iniciativa RBM, o gestor conseguiu financiamento recorde para as duas organizações e criou o Plano de Ação Global da Malária, que expandiu o alcance da Roll Back Malaria, presente anteriormente apenas na África, para a Ásia e a América Latina. Ghebreyesus sucede Margaret Chan, que ocupa direção da OMS desde 1º de janeiro de 2007.

UNAIDS elogia escolha de novo dirigente

O Programa Conjunto das Nações Unidas sobre HIV/AIDS (UNAIDS) celebrou a escolha de Ghebreyesus. Em pronunciamento após a eleição, o diretor-executivo da agência, Michel Sidibé, descreveu o novo dirigente como “motor da mudança, com vasta experiência e especialização em saúde global”.

“Ele é um líder dinâmico, um excelente agregador e compartilha a nossa ambição de erradicar a AIDS como parte dos Objetivos de Desenvolvimento Sustentável. Estou ansioso para trabalhar estreitamente com ele para alcançar nossas metas”, disse Sidibé.

Fonte: ONU Brasil

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4 respostas em “Países elegem 1º africano para chefiar Organização Mundial da Saúde

  1. As Relações Internacionais nascem, em primeira momento, dos relacionamentos entre os homens para buscar a resolução de conflitos e problemas que atingem povos e comunidades. Com a contemporaneidade, o olhar das Relações Internacionais para continente africano foi ficando mais humanizado e as potências econômicas são cobradas a ajudar a conter o genocídio negro histórico que ocorre no continente, seja através das guerras, de grupos terroristas, de epidemias de doenças ou dos inúmeros problemas que envolvem a saúde pública.
    Nesse contexto, a escolha do etíope e negro Ghebreyesus, para comandar a Agência Internacional de Saúde da ONU é um grande avanço, sobretudo quanto a representatividade dos africanos nos cargos de relevância mundial.
    A nomeação Ghebreyesus para a Agência, não garante que ele resolverá todos os problemas que envolvem a saúde na África, sendo essa uma tarefa ambiciosa demais. Mas certamente, que ele será um líder que conhece os problemas e se compadece vendo o sofrimento de seu povo. Além disso, que defenderá os interesses africanos, lutando para que decisões autoritárias ocidentais massacrem ainda mais a população.

  2. África, país explorado e menosprezado ao longo da história, que perdeu milhares de seus cidadãos por guerras, doenças e fome, era constantemente ignorado por vários países. Eleger o etíope Tedros Adhanom Ghebreyesus, para ocupar um cargo reconhecido mundialmente, pode ser visto como o início de uma mudança da postura de outros países em relação a África, no sentindo de incluir, um pouco mais, esse país nas relações internacionais. Uma das principais ambições de Ghebreyesus é contribuir com os estudos que visam acabar com a AIDS. É importante citar que a África é um país com altos índices de HIV. Sendo assim ter um cidadão, que sabe das necessidades do país, ocupando um cardo de chefia da Organização Mundial da Saúde é muito vantajoso para o sistema de saúde do país.

  3. Embora isso possa passar despercebido por grande parte da população, é extremamente significativo ter um diretor-geral africano à frente de um órgão como a Organização Mundial de Saúde. O contexto internacional de descaso com o continente africano é bastante evidente em muitos sentidos. Após um histórico de guerras e exploração, a África tornou-se um continente marcado pela pobreza e por mazelas sociais que tornam o ambiente extremamente propício para o desenvolvimento e a disseminação de certas doenças, principalmente as que estão relacionadas a más condições sanitárias. A maneira como o novo diretor-geral vai se posicionar diante dessa realidade, considerando seu histórico como ministro da saúde em seu país de origem, é bastante promissora, pois entende melhor as especificidades e as possibilidades de mudança de uma determinada realidade alguém que conviveu com a mesma, especialmente tendo Ghebreyesus tomado tantas medidas para a contenção e o tratamento de doenças em seu tempo de mandato. Além disso, é bastante simbólico contar com um africano no mais alto cargo de uma organização de tanta importância e visibilidade quanto a OMS. Espera-se que Ghebreyesus seja um marco na conquista dos africanos, não só em cargos de alta chefia internacional, mas também de melhores condições no combate às mazelas que os acometem.

  4. O longo histórico de guerras e explorações deixou profundas marcas no continente africano, ainda produzindo reflexos socioeconômico e referentes à saúde.
    A eleição de um africano para chefiar a Organização Mundial de Saúde representa um grande avanço na forma como as grandes potências mundiais podem vir tratando a África, como ainda mais significa a busca da resolução do problema de perto, pois o continente africano tem grandes incidência de doenças epidêmicas do mundo causando a necessidade de melhor ser observado às necessidades a serem sanadas desta população.
    Portanto, com Ghebreyesus no comando da OMS torna mais fácil conseguir resolver as questões referentes à saúde dos africanos de forma mais eficaz e direta, principalmente em relações a população que possui AIDS, que já é um dos seus pontos a ser resolvido.

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